"Engenheiros do Hawaii" - Biografia

Feita Por : Ronildo Guimarães


Conteudo :


-História da Banda


-Integrantes


-Discografia


-Clips


-Links



História da Banda

Engenheiros do Hawaii é uma banda de rock brasileira formada em Porto Alegre em 1985 que alcançou grande popularidade com suas músicas irônicas e críticas. O vocalista e baixista Humberto Gessinger é o único integrante original a permanecer no grupo até hoje.

OsPrimeiros Anos no Sul (1985 à 1989)

    Três estudantes da Faculdade de Arquitetura da UFRGS: Humberto Gessinger (vocal e guitarra), Carlos Maltz (bateria) e Marcelo Pitz (baixo) resolveram formar uma banda para uma apresentação em um festival da faculdade. Começaram a surgir propostas para novos shows e após algumas apresentações em palcos alternativos de Porto Alegre e uma série de shows pelo interior do Rio Grande do Sul, o Engenheiros do Hawaii gravam o seu primeiro disco solo: "Longe Demais das Capitais" de 1986 (o anterior era uma coletânea com diversas bandas gaúchas, chamado "Rock Grande do Sul" de 1986). O norte musical do disco apontava para um som mais pop, muito próximo ao ska de bandas como o The Police e o Paralamas do Sucesso.Destacam-se as canções "Toda a Forma de Poder" e "Sopa de Letrinhas".

Antes de começarem as gravações do segundo disco, Marcelo Pitz deixa a banda. Em seu lugar entra o guitarrista Augusto Licks, que havia trabalhado com Nei Lisboa, conhecido músico gaúcho. Com Gessinger assumindo o baixo os Engenheiros lançam o disco "A Revolta dos Dândis" em 1987.

A banda muda o som, guinando para climas musicais mais sessentistas e dylanescos, de letras críticas com citações literárias de filósofos como Camus e Sartre. Destaque para "Infinita Highway", "Terra de Gigantes", "Refrão de Bolero" e a faixa título, dividida em duas partes. Começam os shows para grandes platéias no centro do país, como festival Alternativa Nativa, realizado entre 14 e 17 de junho de 1987. A partir desta data, os Engenheiros encheriam ginásios e estádios pelo Brasil afora. O disco seguinte, "Ouça o Que eu Digo: Não Ouça Ninguém" de 1988 pode ser visto como uma continuidade do anterior, tanto pelo trabalho da capa do álbum como pelo tema e estilo de suas canções. Destaque para as músicas "Somos Quem Podemos Ser", "Nunca Se Sabe", "Tribos & Tribunais" e "Variações Sobre o Mesmo Tema", esta última uma homenagem a banda Pink Floyd, com o seu clima progressivo e dividida em três partes. O disco também marca a saída dos Engenheiros da cidade de Porto Alegre, indo morar no Rio de Janeiro. Consolidada a nova formação, os Engenheiros lançam "Alívio Imediato", de 1989, quarto disco da banda e o primeiro registro "ao vivo". Suas canções mostram uma retrospectiva de suas principais músicas e as novas perspectivas a serem incorporadas, em especial o som mais eletrônico, presente na faixa título e na música "Nau à Deriva".

Gessinger, Licks e Maltz (1990 - 1993).

     O disco seguinte, "O Papa é Pop", de 1990 consolida a mudança de sonoridade da banda. Puxados pelo sucesso "Era Um Garoto Que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones", regravação de uma velha canção do grupo Os Incríveis, o quinto disco dos Engenheiros investe no som progressivo, calcado nos solos de guitarra de Licks e em uma base mais eletrônica de teclados e bateria. E dele as canções "O Exercito de um Homem Só", "Pra Ser Sincero" e "Perfeita Simetria", além da faixa título. Aclamados pelo público e massacrados pela crítica, os Engenheiros do Hawaii consagram-se no Rock in Rio II, arrancando elogios do jornal americano New York Times.

    O ano de 1991 marca o lançamento do sexto disco da banda, "Várias Variáveis" que não repete o mesmo sucesso do anterior, mesmo tendo belas músicas como "Piano Bar", "Muros & Grades" e "Herdeiro da Pampa Pobre" uma cover do Gaúcho da Fronteira. No ano seguinte, 1992, é lançado o sétimo disco "Gessinger, Licks e Maltz", ou "GLM", uma versão dos Engenheiros para o famoso logotipo ELP de Emerson Lake & Palmer. O som continua mesclando elementos de MPB e rock progressivo, com destaque para a milonga "Pampa no Walkman", "Ninguém = Ninguém" e "Parabólica" canção que Gessinger fez em homenagem a sua filha, Clara. O oitavo disco dos Engenheiros é o semi-acústico "Filmes de Guerra, Canções de Amor", de 1993, gravado ao vivo na Sala Cecília Meirelles, no Rio de Janeiro. Com guitarras acústicas, percussão, piano e participação da Orquestra Sinfônica Brasileira regida por Wagner Tiso, as velhas canções como "Muros & Grades" e "Crônica" e novas composições como "Mapas do Acaso" e "Realidade Virtual" ganharam um clima mais cool, ressaltando a qualidade das letras de Gessinger.

Tempos de Tempestade (1994 - 1996)

     O ano de 1993 marca também a primeira excursão dos Engenheiros pelo Japão e Estados Unidos. Porém, no final deste mesmo ano, discussões e rixas internas na banda acabaram por resultar na saída do guitarrista Augusto Licks. Inicia-se uma longa disputa judiciária pela marca "Engenheiros do Hawaii", tendo Gessinger e Maltz finalmente ficado com o nome da banda. O passo seguinte foi remontar os Engenheiros, com a entrada do guitarrista Ricardo Horn. Posteriormente, também ingressam na banda Paolo Casarin (acordeom e teclados) e o guitarrista Fernando Deluqui (ex RPM). Após dois anos sem gravar, os Engenheiros lançam "Simples de Coração" em fins de 1995. O som é mais pesado, com climas regionais dados pelo acordeom de Casarin. Destaque para as músicas "A Promessa", "Lance de Dados" e "Simples de Coração". Ao final da turnê, Maltz resolve sair da banda, resultando em nova crise para os Engenheiros...

Gessinger Trio(1996 - 1997)

      Gessinger retorna para Porto Alegre e com dois amigos, Luciano Granja (guitarra) e Adal Fonseca (bateria), montam a banda Gessinger Trio. Logo, gravam o disco "Humberto Gessinger Trio" de 1996. O clima enxuto do disco, com bateria, baixo e guitarra lembra os primeiros trabalhos de Gessinger, como exemplificam as canções "Vida Real", "O Preço" e "A ferro e fogo". Na verdade é "um disco dos Engenheiros sem o nome Engenheiros do Hawaii", como diria Gessinger. Fato comprovado no ano seguinte quando Granja, Adal e Gessinger assumem novamente o nome Engenheiros do Hawaii.

A Volta dos Engenheiros (1997 - 2001)

      Para o disco "Minuano" de 1997, que marca a volta dos Engenheiros, o tecladista Lucio Dorfman passa a integrar a banda. O disco, que mescla influências regionalistas, tecnologia e as letras críticas de Gessinger, emplacando o sucesso "A Montanha", além de outras belas canções como "Nuvem" e "Alucinação" uma cover para uma antiga música de Belchior. O disco seguinte, "Tchau Radar!" de 1999 exibe um Engenheiros mais maduro, com belas composições de Gessinger, como "Eu que Não Amo Você" e "3 x 4", e duas covers: "Negro Amor" (It's All Over Now Baby Blue) de Bob Dylan e "A Cruzada". Da turnê deste disco, surgiu o terceiro disco "ao vivo" da banda e o décimo segundo de sua carreira: "10.000 Destinos". Novamente, Gessinger repassa o repertório consagrado da banda e apresenta novas canções, entre elas os covers de "Radio Pirata" (do RPM, com a participação do próprio Paulo Ricardo) e "Quando o Carnaval Chegar" (de Chico Buarque). Destaque ainda para a participação do músico Renato Borghetti nas novas versões dos hits "Toda a Forma de Poder" e "Refrão de Bolero". Alguns meses após a apresentação no Rock in Rio III, Lucio, Adal e Luciano saem da banda para formar a Massa Crítica, mudando novamente a formação dos Engenheiros.

Dançando no Campo Minado (2001 - 2004)

      Assim, Lúcio, Adal e Luciano deixam a banda, sendo substituídos por Paulinho Galvão (guitarra), Bernardo Fonseca (baixo) e Gláucio Ayala (bateria). Gessinger volta a tocar Guitarra, após 14 anos responsável pelo contrabaixo dos Engenheiros. Com essa nova formação eles regravam algumas músicas da banda e lançam junto a nova edição de seu último disco, agora intitulado "10.001 Destinos". O som é mais limpo, mas também é bem mais pesado. O que se confirma em 2002, com o lançamento de "Surfando Karmas e DNA", disco que consolida a nova fase da banda e que tem a participação especial do ex-Engenheiros Carlos Maltz na faixa "E-storia". Destaques para a faixa título e para as canções "Esportes Radicais" e "Terceira do Plural". O disco seguinte, "Dançando no Campo Minado", de 2003, mantém a regra: músicas curtas, guitarras pesadas e a poesia crítica de Gessinger denunciando os males da globalização (na canção "Fusão a Frio"), da guerra ("Dançando em Campo Minado") e da desilusão política e ideológica (em "Segunda Feira Blues" partes I e II), esta última novamente com a participação de Carlos Maltz. Para comemorar os vinte anos de banda, completados em 2004, os Engenheiros do Hawaii lançaram o disco "Acústico MTV". Tendo como convidados especiais os músicos Fernando Aranha (violões), Humberto Barros (órgão harmmond) e Carlos Maltz (na canção "Depois de Nós", de sua própria autoria), Gessinger apresenta novas versões para músicas consagradas (como "Infinita Highway" e "O Papa é Pop"), lados B da banda (como "Pose", com a participação de Clara, filha de Gessinger), e canções do Gessinger Trio (como "O Preço" e "Vida Real").

Acústico MTV (Turnê Acústica) (2004 - 2006)

       Depois do sucesso de vendas do DVD Acústico da MTV (série internacional MTV Unplugged), a banda, regida por Humberto Gessinger, agora perde o guitarrista Paulinho Galvão que se dedicará a outros projetos, seguindo assim com Fernando Aranha nos violões,e o jovem Músico Pedro Augusto nos teclados. A turnê também buscou uma reaproximação com a época gloriosa dos Engenheiros, com algumas músicas que hà muito não eram tocadas sendo reapresentadas em shows. A Turnê Acústica tem sido um sucesso de público, numa das melhores fases dos Engenheiros Do Hawaii,e tem previsão de término para o segundo semestre de 2006. A banda promete novo disco já no primeiro semestre de 2007.
(Fonte:
Wikipédia)



Integrantes

Integrantes dos Engenheiros

Foto Nome Instrumento
Humberto Gessinger Humberto Gessinger Voz solo, Violão, Viola caipira, Bandolin, Piano & Gaita
Bernado Fonseca Baixo
Gláucio Ayala Bateria
Fernando Aranha Violão
Pedro Augusto Piano & Hammond


Discografia

Discografia dos Engenheiros

Capa Nome Ano de Lançamento
Longe Demais das Capitais 1986
A Revolta dos Dândis 1987
Ouça O Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém 1988
Alívio Imediato 1989
O Papa é Pop 1990
O Várias Variáveis 1991
Gessinger, Licks & Maltz 1992
?Filmes de Guerra, Canções De Amor 1993
Simples de Coração 1995
Humberto Gessinger Trio 1996
Minuano 1997
Tchau Radar! 1999
10.000 Destinos 2000
10.001 Destinos 2001
Surfando Karmas & Dna 2002
Dançando no Campo Minado 2003
Acústico MTV 2004


Clips

Engenheiros do Hawaii - Ribeirão Preto

Engenheiros do Hawaii Acústico MTV - Pose (Participação especial de Clara Gessinger)

Engenheiros do Hawaii - Parabólica (Ao vivo BH 21/10/06)


Links

Mais Sobre os Engenheiros :

Canal dos Engenheiros

Wikipédia

www.uol.com.br

www.blogenghaw.blogger.com.br


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