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Não sei o que quero
não sei o que queres
e falamos demais
e falamos de menos
ou nada falamos
deixamos as rédeas
de nossas ânsias,
castradas pelo tempo
e distância
de mãos,
falarem
sem a teia das
palavras
na rede da energia
Para afugentar meu
desejo
Meu corpo
(abandonada)
de mulher
até a pele reclama
a ausência de amor e
mãos
tornou-se árida,
esqueceu, talvez,
até o jeito de amar.
Então, perdoa meu
desatino,
esquece quem és,
esquece quem sou,
e
beija-me...
Edinara Leão
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