Instituto Superior de Engenharia e Ciências do Mar
(ISECMAR)
CURSO: BIOLOGIA MARINHA E PESCAS
Programa de Autocontrole (ARCPC)
(Proposta/Adaptação ao Interposto Frigorifico INTERBASE em Cabo Verde)
Cadeira: Controlo de Qualidade de Produtos de Pesca
Docente: Eng. Adriano Cruz
Elaborado por: Rui Freitas, João de Deus, Sônia Fortes e Ernestina Barros
Em Março de 2001
Índice
INTRODUÇÃO *
Objectivos
*Funcionamento do programa ARCPC
*Validação do Programa ARCPC (critérios iniciais para a sua implementação)
*ARCPC aplicado à INTERBASE (Produção de Tunídeos Congelados)
*Diagrama Operacional
*Analise de Riscos e identificação de Pontos Críticos na Interbase
*CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES FINAIS
*REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
*ANEXOS
*
INTRODUÇÃO
As insuficiências dos métodos tradicionais de controlo sanitário para a garantia dos resultados fiáveis e o recenseamento dos milhões de casos de toxicoinfecções alimentares registados anualmente em cerca de trinta países diferentes (estimados em cerce de $800 dólares por doença nos EUA, aos quais adicionam-se os custos da retirada destes produtos da distribuição sem contar as despesas da contra publicidade dos produtos incriminados) obrigaram a uma revisão das regras sanitárias e suas modalidades de aplicação.
A implementação de projectos de desenvolvimento é, talvez um dos problemas mais difíceis com que se debatem os países em busca de melhores condições económicas com base na produção. Uma das razões que condicionam a deficiente elaboração de projectos, sua execução e manutenção, especialmente os ligados à produção de alimentos destinados ao consumo humano é, sem duvida, a falta de acções de sensibilização ligadas à questão "qualidade". Trata-se de uma qualidade imposta não para não incrementar os custos de produção mas sim para garantir e assegurar rendimentos sólidos. Trata-se duma qualidade não sustentada pelos sistemas tradicionais de policiamento mas sim garantida por princípios de prevenção que envolvem o operador económico, o governo e os consumidores (Cruz, 1999).
Por outro lado, as necessidades duma melhor partilha das matérias primas distribuídas por mundo inteiro, a procura de alimentos capazes de garantir a vida biológica da humanidade, a larga discrepância de regulamentos e estandartes entre estados no que concerne às trocas comercias, são, certamente, as razões mais importantes que determinaram a revolução nas industrias de produção.
O Controlo de Qualidade na sua vertente de instrumento para assegurar a qualidade dos produtos nas industrias alimentares e não só, aparece como corredor principal para as trocas comerciais entre grandes importadores (EUA, U.E. e Japão) e países exportadores e também como ferramenta de protecção da saúde pública e controle das perdas e gastos nos processos produtivos (Cruz, 1999).
O objectivo desse trabalho é apresentar à Interbase directrizes básicas para um melhor aplicação das normas, regulamentos sanitários que regem a produção e comercialização de produtos destinados ao consumo humano, e em especial, para:
Formou-se uma equipa pluridisciplinar para a implementação do plano ARCPC à Interbase e não houve a discriminação das áreas cientificas de acção de cada integrante do grupo de trabalho. A equipa é colaborada e auxiliada por três técnico, que de já agradecemos a atenção dispensada:
O trabalho descreve um programa ARCPC para a Interbase, tendo especialmente em conta a produção de pescado inteiro (tunídeos) congelado. Assumimos que a Interbase encontra-se dentro dos pressupostos para a validação do Programa ARCPC (critérios iniciais para a sua implementação).
ARCPC (Analise de Riscos e Controlo dos Pontos Críticos)
O sistema de ARCPC (Analise de Riscos e Controlo de Pontos Críticos) identifica perigos específicos (físicos, químicos e biológicos) duma industria e medidas para o controlo dos mesmos, a fim de assegurar a qualidade dos alimentos. HACCP (Hazard Analysis and Critical Control Points) em inglês.
O ARCPC mais do que analisar a qualidade do produto final, é uma ferramenta ideal para avaliar perigos e estabelecer sistemas de controlos e a prevenção da mesma. Define em parte os riscos e pontos críticos de controlo (PCC) ao longo das etapas produtivas das industrias ou estabelecimentos alimentares.
Neste sentido, não trata-se dum sistema tradicional, sendo capaz de adaptar-se a diferentes situações como, por exemplo: desenho dos equipamentos, tipos de procedimentos no processamento ou inovações tecnológicas, aplicando-se ao longo da cadeia alimentar desde da matéria prima ao consumido. Uma vez implementada, e neste caso uma proposta para o entreposto frigorífico Interbase, poderá ser o programa entendida como um sistema de gestão para assegurar a qualidade dos produtos elaborados.
A aplicação do programa de controlo de qualidade ARCPC, principalmente nos países das América (EUA, Canada, etc.), mostra ser compatível com a implementação do programa de gestão de qualidade, ISO9000 nos países da CEE, sendo os métodos de eleição da gestão da segurança alimentar, dentro dos mesmos pressupostos.
O ARCPC, poderá aplicar-se os seus princípios a outros casos, como: prevenção de fraudes em relação a etiquetas, categorias, pesos, etc. dos produtos, como também outros aspectos relacionados com a qualidade alimentar. Ademais, trata de separar o essencial e do não, permitindo que os recursos de controlo discriminar os maiores ou menores riscos. Requer a participação do sector industrial e da administração. O papel do industrial, será desenhar e executar o sistema, e da administração: a aprovação do sistema e verificar o seu funcionamento e adaptabilidade, in situ, e proporcionar, caso necessário, ajuda técnica e treinamento.
Do ponto de vista da administração, quando a implementação do ARCPC for satisfatória, obtém-se um claro beneficio, na medida em que, a frequência e intensidade das inspecções oficiais diminuem consideravelmente, facilitando os seus trabalhos, e com a promoção do produto, aumenta-se a confiança e a segurança alimentar dos consumidores. A aplicação do ARCPC como parte do programa de autocontrole de qualquer industria, inclui: plano de controlo da potabilidade da água, plano de limpeza e luta contra vermes, ratos, insectos, etc., plano de mantimento e controlo dos lotes, entre outros.
Assim o ARCPC melhora o controlo da qualidade da industria alimentar, cumprindo as especificações sanitárias do mercado nacional e internacional; ademais ajuda a poupar tempo e dinheiro. Deve-se distinguir claramente entre ARCPC, como um sistema dirigido e operado por uma industria e as técnicas de inspecção com base no ARCPC que podem ser utilizadas no programa de controlo por parte dos administradores industriais.
Funcionamento do programa ARCPC
O ARCPC é um sistema com duas partes. A primeira parte requer a criação dum diagrama de fluxo com detalhe de todas as operações no processo industrial, seguidamente realiza-se a analise dos riscos para determinar quais são significativos. Para isso, tem-se que ter em conta a probabilidade de risco, a severidade da mesma e o destino final (local e consumidores) do produto.
A analise de riscos contempla:
Na segunda parte, estabelece-se os critérios - limites críticos - para cada PCC, procedimento para determinar que os riscos estão controlados. Adaptar medidas correctivas (conhecidas de antemão) quando haverem desvios a respeito aos limites estabelecidos. Todas as informações deverão ser registadas, por modo a se verificar in situ, e assegurar periodicamente sua funcionalidade correcta do ARCPC (ver em anexo G formulários para amostragens). A administração participa activamente nesta verificação com, por exemplo, validar limites críticos, revisar os registos, calibragem dos equipamentos...
O ARCPC como processo dinâmico, requer a atenção permanente do pessoal, da industria e da direcção. Antes de qualquer medida preventivas no produto ou no processo produtivo, devem-se envolver e avaliar os riscos minuciosamente, pois, eliminando um risco poderá se estar a criar um outro risco. Os limites críticos correspondem aos valores de limites aceitáveis para a segurança do produto.
Os parâmetros podem ser, por exemplo, a temperatura, o tempo, o pH, a actividade da agua, o conteúdo aquoso, a quantidade de aditivo ou sal, parâmetros sensoriais como o aspecto, textura... Devem estabelecer medidas de vigilância que permitam detectar qualquer perda de controlo do ponto crítico e proporcionar as informações necessárias no seu devido tempo para que possam aplicar-se medidas correctivas.
As observações podem realizar-se de forma continua e periódica. Quando o parâmetro observado estiver fora do controlo, devem aplicar-se as medidas correctivas que haviam estabelecido para restabelecer o controlo da situação.
Estas medidas correctivas incluem a identificação do responsável da aplicação dessas medidas, uma descrição dos meios e medidas a aplicar, as acções que deveriam tomar-se com respeito aos produtos fabricados fora do controlo e um resisto por escrito das medidas tomadas. A comprovação dos sistemas de autocontrole aplicados, resulta necessária para garantir seu funcionamento eficaz.
Os métodos utilizáveis podem incluir recolha de amostras para análises e auditorias em todas as fases de produção, armazenamento, distribuição e venda. Ver em anexo C, grossário dos termos técnicos relacionados com o ARCPC.
Validação do Programa ARCPC (critérios iniciais para a sua implementação)
Para que ARCPC seja aplicado ou implementado e válido para uma unidade produtiva, deve-se efectuar-se:
ARCPC aplicado à INTERBASE (Produção de Tunídeos Congelados)
A Empresa tem o nome de interbase, s. a. (empresa de comercialização de produtos do mar), com sede em S.Vicente, Cabo Verde, tem caixa postal: n.º 59, telef: 32 66 89 / 32 66 92 e fax: (238) 32 66 91, e-mail: [email protected] ; conta com cerca de 30 técnicos e um numero não definido de trabalhadores no processamento (regime de part time, segunda a demanda do momento). A Interbase E.P. (Entreposto Frigorifico), designada por Empresa de Comercialização de produtos do Mar, teve a sua origem numa outra empresa também chamada Interbase E.P., ambas pertencendo ao Estado de Cabo Verde, com sede na ilha de S.Vicente. Como historial e de acordo com o decreto lei n.º 69/79 de 28 de junho de 1979 publicado no Boletim Oficial da Rep. de Cabo Verde, a primeira Interbase foi fundada em 1978, e tinha como principais actividades a exploração e administração duma frota pesqueira, congelação e conservação de produtos alimentares, produção e fornecimento de gelo, exploração e administração de uma oficina metalo-mecânica e de electrónica, para além de agenciamento de barcos de pesca estrangeiros. Em 1987, o Governo de Cabo Verde decidiu extinguir e empresa, como cita no decreto lei n.º 20/87 de Março de 1987 e decidiu dividi-la em duas empresas (decreto lei n.º 21/87 do mesmo diploma), tendo uma delas a actual Interbase, conservando as suas actividades, com excepção das de pesca e oficial, que passaram para alçada da nova empresa, a Pescave E.P., actualmente extinta. Nesta organograma, depara-se com a inexistência do ramo Controlo de Qualidade na Interbase, mostrado assim, a pouca sensibilização ou possivelmente a disponibilidade financeira deste entreposto frigorifico em implantar um plano ARCPC de controlo de qualidade e de capacitação técnica. Caso existisse o ramo CQ, ficaria este, directamente interdependente ao Director Geral.
Organograma da interbase

Em 1992 devido as novas demandas do sector das pescas as instalações da Interbase foram restruturadas dispondo, a partir desta data, com os seguintes equipamentos:
O numero de certificado sanitário das instalações da Interbase, foi atribuída pela Autoridade Competente, prevista no D. Lei n.º 18/98, sendo: CV003. Esse numero de série, foi destinado a ser utilizado em todos os processos de exportação da Interbase, na medida em que, ser exigida pelas autoridades veterinárias dos países da CEE, o mercado alvo da Interbase até então.
A Interbase está implementada numa zona estratégica, na medida em que, situa-se em pleno Porto Comercial, na encruzilhada das linhas marítimas que ligam portos da Europa, África e América. Com a liberalização do sector e a perda do monopólio por parte da Interbase, as actividades comerciais tem vindo a diminuir com o passar dos anos, tendo deixado a comercialização da lagosta e do peixe fresco, sobretudo após o aluguer das instalações da Salmar.
Neste momento a Interbase tem a suas actividades centralizadas na prestação de serviços de frio a terceiros, (congelação e armazenagem), processamento de cavala para isco vivo e outros pequenos pelágicos em situações pontuais, e comercialização e armazenagem frigorificas de pescado inteiro (tunídeos) destinados às conserveiras nacionais e/ou exportação.
Mesmo assim, a comercialização aparece neste momento como sendo uma actividade mais secundária, tendo em conta o aparecimento de privados neste sector. Os produtos saídos da Interbase destina-se ao publico em geral e geralmente são transportados de carro (local), segundo a vontade do cliente, de barco (inter-ilhas) ou de avião (lagostas exportadas para a CEE).
Paralelamente, estas instalações, são utilizadas para prestar serviços aos estabelecimentos comerciais na congelação e armazenagem de produtos como: carnes, legumes, etc., e na armazenagem de frescos, especialmente frutas para comercio local (Cruz, 1999).
Para alem das actividades mencionadas, a Interbase também oferece a possibilidade de serviços de "repacking", i.e. troca de embalagens, conforme a necessidade e interesse dos clientes. Outra actividade possível da Interbase, é o arranjo de trasbordo de pescado, em caixas ou a granel, entre barcos atracados ao cais de pesca ou ancorado ao porto.
Experimentalmente, em 1998 iniciaram a preparação de pescado (tunídeos) para a comercialização sob forma de lombos frescos embalados a vácuo e congelados. Por outro lado, muitas outras empresas de exportação de produtos em fresco e congelados, desenvolveram as suas actividades fabris dentro das instalações da Interbase.
Contudo, conserveiras nacionais como: SUCLA, J.A. Nascimento e Frescomar por não possuírem numa capacidade de congelação e pouca capacidade de armazenagem, recebem toda a matéria prima congelada das instalações da Interbase (Cruz, 1999).
A Interbase, foi outrora, considerada pelo Governo, como sendo uma empresa estratégica para o desenvolvimento para o sector das pescas, daí a justificativa pela sua restruturação. Contudo, actualmente a empresa actualmente encontra-se num estado bastante depreciada e com prestação de serviços bastante limitados, passando contudo por um processo de privatização.
Descrição do Diagrama Operacional para tunídeos: A matéria prima é recebida no cais de pesca da Interbase em caixas de plástico com mistura de água e gelo (pequenos pelágicos) e/ou grades metálicos nos tunídeos e afins (nosso caso), sendo transportada directamente para sala de processamento, onde é pesada, seleccionada e lavada para seguidamente ser congelada nas unidades de congelação. A matéria prima é congelada imediatamente em túneis de congelação rápida.
O produto congelado é armazenado nas câmaras de -25º C até o momento da expedição não excedendo contudo 8 meses de armazenem nas câmaras. Actualmente pelo que foi constatado existe um plano de abertura para descarga das câmaras (Cruz, 1999).
Esta descrição do diagrama operacional da Interbase, foi aceite pelo técnico da Interbase, mostrando a sua aplicação na prática, podendo ser seguida pelo lay out em anexo A.
Diagrama Operacional para Tunídeos
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PCC1 |
RECEPÇÃO |
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¯ |
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PESAGEM |
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¯ |
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TRIAGEM |
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¯ |
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PC |
LAVAGEM |
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¯ |
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PCC2 |
CONGELAÇÃO |
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¯ |
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PCC3 |
ARMAZENAGEM |
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¯ |
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EXPEDIÇÃO |
Analise de Riscos e identificação de Pontos Críticos na Interbase
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Etapa de Produção ou Ponto Critico |
Perigos ou Riscos |
Risco Significativo para a Saúde |
Medidas Preventivas |
Limites Críticos |
Medidas Correctivas |
PCC |
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RECEPÇÃO |
Pescado alterado (ABVT) Presença de metais pesados (Hg) Teores de Histamina
ABVT (Azoto Básico Volátil Total)
|
++
++
+++
+++
|
- Refrigeração após a captura, desembarque e transporte rápido. - Verificação da taxa de Hg em caso de duvida. - Verificação sistemática de teor de Histamina e recusar lotes c/ índices de alteração; - Avaliação da temperatura do centro térmico do produto. - Refrigeração após a captura - Verificação sistemática da taxa de ABVT na recepção; - Respeitar as regras de trabalho e de higiene do pessoal. |
- Temperatura £ 4° C
- Hg < 1 ppm
- Histamina < 5mg/100g
- ABVT < 30mg/100g
|
- Verificação sensorial, triagem e rejeição de pescado de qualidade inaceitável. - Rejeição do pescado com taxa elevado de mercúrio. - Rejeição do pescado com taxa elevado de Histamina.
- Triagem e rejeição de pescado com ABVT elevado. |
SIM |
|
LAVAGEM |
- Contaminação do pescado com germes da água não potável. |
++ |
- Tratamento / desinfecção da água. |
- Água potável (2 à 5 ppm de cloro activo). |
- Ajustar taxa de cloro (para agua clorada) |
NÃO (é um PC) |
|
CONGELAÇÃO |
- Alteração por congelação deficiente (textura) |
+ |
- Formação e sensibilização do pessoal; - Manutenção do equipamento frigorífico. - < tempo de exposição do pescado ao ar e na congelação rápida |
- Temp. aprox.-18ºC no centro térmico findo a congelação/após a estabilização térmica. - Prazo de validade < 8 meses. |
- Retirar o produto mal congelado. - Detectar a causa da anomalia e reparar. |
SIM |
|
ARMAZENAGEM FRIGORIFICA |
- Alteração (oxidação, alteração da textura) por armazenagem a regime deficiente |
+ |
- Formação do pessoal - Manutenção do equipamento frigorifico - Implantação de regime de temperatura |
- Temp. mínimo -18ºC - Oscilação da Temp.< 3ºC |
- Retirar o produto alterado - Detectar a causa da anomalia e reparar. |
SIM |
Legenda
: +: muito fraco, ++: fraco, +++: médio, ++++: elevado; 1: Microrganismos patogénicos, parasitas, artes de pesca & ferimentos, tempo de espera, temperaturaCONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES FINAIS
Todas as empresas cuja matéria prima congelada é manipulada nas instalações da Interbase serão obrigadas a estender o seu programa de qualidade às referidas instalações. Segundo um estudo elaborado em Junho de 1998 pelo INDP (Instituto Nacional de Desenvolvimento das Pecas) e DGP (Direcção Geral das Pescas) sobre a adaptação das instalações da Interbase às Normas Sanitárias, recomendou-se: em anexo E (Cruz, 1999). Após o embargo às exportações para a CEE, a Interbase viu as suas actividades comerciais seriamente afectadas, visto ser até então, o mercado alvo.
A Interbase, foi outrora, considerada pelo Governo, como sendo uma empresa estratégica para o desenvolvimento do sector das pescas, daí a justificativa pela sua restruturação. Contudo, actualmente a empresa encontra-se num estado bastante depreciada e com prestação de serviços bastante limitados, passando por um processo de privatização.
A Interbase devia compilar informações sobre os agentes de perigos que mais aparecem nas suas matérias primas, bem como criação em primeiro lugar de meios adequados para a implementação correcta do plano ARCPC. Ao longo dessas etapas depara-se que não há contra fluxo de tunídeos mas somente da cavala, ocorrendo cruzamento na entrada de matéria prima devido à necessidade de pesagem sucessiva em cada etapa de processamento.
No que se refere ao lay-out (Ver Anexo A), temos que ter em conta os princípios referidos no anexo E. De acordo com a planta do estabelecimento pode-se perfeitamente traçar o percurso do produto obedecendo princípios do ARCPC, bem como os formulários em anexo G.
Anexo B - Fluxo Decisório para Identificação de Ponto Crítico de Controle
P1. O controle nesta etapa é necessário para prevenir, reduzir ao mínimo ou eliminar o perigo?
Sim Þ Vá para P2
Não Þ Não é um PCC
P2. Há medidas preventivas de controle para o perigo identificado?
Sim Þ Vá para P3
Não Þ Modificar (a etapa, o procedimento, o produto)
P3. Esta etapa previne, reduz ao mínimo ou elimina o perigo?
Sim Þ É um PCC
Não Þ Vá para P4
P4. Poderiam os perigos para a segurança da saúde, para a perda da qualidade e de fraude económica alcançar níveis inaceitáveis?
Sim Þ Vá para P5
P5. Há alguma etapa subsequente que poderá prevenir, reduzir ao mínimo ou eliminar o perigo?
Sim Þ Não é um PCC
Não Þ É em PCC
Anexo C - Grossário de Termos Técnicos
Sistema de ARCPC:
É um sistema que identifica perigos para a segurança da saúde, perda da qualidade e para a integridade económica dos produtos e as medidas preventivas para seus controlos.
Programa de ARCPC:
Documento que descreve os compromissos e procedimentos a serem assumidos pela industria da pesca, através do seu programa de controle de qualidade dinâmico, fundamento no sistema de ARCPC.
Diagrama operacional:
É uma representação gráfica de todas as etapas operacionais, em sequência ordenada, na elaboração dos produtos da pesca.
Perigo ou risco:
Causas potenciais de danos inaceitáveis que possam afectar a saúde do consumidor, a perda da qualidade e a integridade económica dos produtos.
Ponto Critico de Controlo ( PCC ):
É uma operação ou prática, ou procedimento, ou local ou uma etapa do processo de fabricação ou preparação do produto onde o controle deve ser aplicado com objectivo de prevenir, reduzir ao mínimo ou eliminar os perigos para a saúde e perda da qualidade ou eliminar qualquer fraude económica.
Ponto de Controle ( PC ):
É uma operação ou uma pratica, local ou etapa na qual os factores biológicos, químicos e físicos podem ser controlados.
Fluxo decisório de ponto critico de controlo:
Sequência lógica de questões para determinar se a etapa operacional é um PCC.
Organograma:
É uma representação gráfica ou diagrama que mostra as relações funcionais entre os diversos sectores da empresa.
Perigo ou Risco à saúde publica:
Causas potenciais de danos inaceitáveis ao produto que possam provocar enfermidades ou morte. Poderão ser de natureza biológica, química ou física.
Perigo ou risco de perda da qualidade:
Causas potenciais de danos inaceitáveis no produto que não provocam enfermidades ou morte.
Perigo ou risco à integridade económica:
Causas potenciais de danos inaceitáveis ao produto, originarias de acções acidentais ou intencionais que provocam enganos económicos ao consumidor.
Medidas Preventivas:
Acções que possam prevenir, reduzir ao mínimo ou eliminar perigos para a saúde publica, de perda de qualidade e de fraude económica.
Limite Critico:
Valor ou atributo estabelecido, que não deve ser excedido, no controle do ponto crítico.
Acções Correctivas:
Acções a serem adoptadas quando um limite é excedido.
Procedimentos de Vigilância:
Sequência planejada de observações ou medições devidamente registradas para avaliar se um PCC está sob controle.
Verificação:
Auditoria periódica executada pela empresa para determinar a efectividade total do seu programa de garantia da qualidade, com base no sistema de ARCPC.
Garantia da Qualidade:
Todas as acções planejadas e sistemática necessária para prover a confiabilidade adequada de que um produto atenta aos requisitos estabelecidos de ARCPC.
Controle de Qualidade:
Consiste nas técnicas operacionais e acções de controle realizadas entre a captura e a comercialização estabelecidas no programa de ARCPC, visando assegurar a qualidade do produto final.
Lay-out:
Distribuição física de elementos num determinado espaço, dentro de um ambiente industrial.
Anexo D - Lista Importantes de Legislação Nacional e Internacional
Anexo E - Actividades de Melhoria Desenvolvidas nas Instalações da Interbase
RECOMENDAÇÕES (INDP/DGP, 1998)
C. Interior das Câmaras Frigorificas
F. Área para o Processamento de Pescado
G. Equipamentos e Utensílios
J. Recursos Humanos
Anexo G - Formulários usados no plano ARCPC
Formulário 1.
Controlo da triagem à bordo da embarcaçãoEmpresa : Embarcação :
Numero de aprovação :
|
Data |
Quantidade de pescados em (Kg) |
Hora do inicio da triagem |
Hora do fim da triagem |
Medida(s) Correctiva(s) |
Responsável de qualidade à bordo: Capitão:
Formulário 2. Controlo de congelação e do Stock (produtos congelados)
Empresa : Embarcação:
Numero de aprovação :
|
Data e hora |
N.º de Lote |
Quantidade (Kg) |
T ºC dos Tunídeos |
Temperatura do Gelo |
T ºC no desembarque |
Medida(s) correctiva(s) |
Responsável de qualidade: Capitão:
Formulário 4. Controlo da cadência das operações preparados à fábrica
Empresa : Embarcação:
Numero de aprovação :
|
Data |
Hora de início das operações |
Hora de fim das operações |
Quantidade de Tunídeos tratados (Kg) |
Medida(s) Correctiva(s) |
Responsável de produção: Responsável de controlo de qualidade:
Formulário 5a. Controlo das condições de congelação
Estabelecimento: N.º de aprovação:
|
Data e hora |
Congelador N.º |
Quantidade em toneladas |
Hora de Início de congelação |
Hora de fim de congelação |
Temperatura de congelação |
Temperatura do centro do produto congelado |
Medida(s) correctiva(s) |
Responsável de produção: Responsável de qualidade: Responsável de frio:
Formulário 5b. Controlo das condições na câmara
Estabelecimento: N.º de aprovação:
|
Data e hora |
Congelador N.º |
Quantidade em toneladas |
Temperatura da câmara |
Temperatura do centro do produto congelado |
Medida(s) correctiva(s) |
Responsável de produção: Responsável de qualidade: Responsável de frio:
Formulário 6. Controlo de qualidade da agua
Empresa :
Numero de aprovação :
|
Data e hora |
Volume do recipiente (m3) |
Taxa de cloro Activo (ppm) |
Medida(s) Correctiva(s) |
Responsável de produção: Responsável de controlo de qualidade:
Formulário 7. Registo de manutenção de equipamentos
Empresa :
Numero de aprovação :
|
Data |
Camião frigorifico N.º |
Câmara de frio |
Congelador |
Entreposto de stockagem do produto congelado |
Responsável de manutenção: Responsável de produção:
Responsável de controlo de qualidade:
Formulário 8. Saúde dos empregados
Empresa :
Numero de aprovação :
|
Nome e apelido |
Data de ajuste |
Data da última visita médica |
Resultado da visita médica |
Responsável de higiene: Responsável de controlo de qualidade:
Formulário 9. Controlo da higiene do pessoal
Empresa :
Numero de aprovação :
|
Data e hora |
Controlo visual |
Prevenção eventual de meios e análise bacteriológico |
Medida(s) Correctiva(s) |
Responsável de higiene: Responsável de controlo de qualidade:
Formulário 10a. Controlo de limpeza e desinfecção a bordo
Empresa : Embarcação:
Numero de aprovação :
|
Local ou equipamento |
Detergente e concentração |
Desinfectante e concentração |
Prevenção eventual das superfícies |
Medida(s ) correctiva(s) |
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Ponto de recepção |
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|
Área de tratamento |
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|
Material de tratamento |
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Armazém |
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Sanitários |
Responsável de higiene: Capitão:
Formulário 10b. Controlo de limpeza e desinfecção em terra
Empresa :
Numero de aprovação :
|
Local ou equipamento |
Data e hora |
Detergente e concentração |
Desinfectante e concentração |
Prevenção eventual de superfície |
Medida(s) correctivas |
|
Sala de preparação |
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|
Mesas de trabalho |
|||||
|
Material de trabalho |
|||||
|
Câmara de frio |
|||||
|
Túnel de congelação |
|||||
|
Entreposto frigorifico |
|||||
|
Veículo de transporte |
|||||
|
Contentores de resíduos e local e deposito |
|||||
|
Sanitários e locais anexos |
Responsável de higiene: Responsável de controlo qualidade:
Formulário 11. Controlo da presença de corpos estranhos
Empresa :
Numero de aprovação :
|
Data e hora |
Números de casos verificados |
Resultado |
Medida(s) correctiva(s) |
Responsável de qualidade: Capitão: