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Taça de Portugal em Séniores em Rugby
G.
D. Fabril – 0 R. C. Santarém - 24
Fabril perde na estreia
Polidesportivo de S. Bárbara, Estádio Alfredo da Silva
Fabril: Hélio, Ricardo, Rui, Gabriel, Nuno, Bruno, Júlio, Hugo, Francisco, Pedro Neves; Paulo, João Ricardo, João Diogo, Luís Medroa e João Baptista.
Jogaram ainda: Luís Moiteiro, Diogo César, Malhó, Torres, Miguel, Segurado e Cordas.
O Desportivo Fabril perdeu com o Santarém na estreia do Rugby na cidade do Barreiro, no passado dia 15 de Outubro. Perante uma equipa mais experiente, o Fabril iniciou o jogo com uma forte pressão atacante, mas o ensaio transformado aos dez minutos pelo Santarém abalou a equipa barreirense.
A equipa da casa nunca mais conseguiu voltar a fazer boas jogadas, o que fez subir o resultado para 0 – 24 a favor da turma de Santarém, antes do intervalo.
No período complementar, o jogo foi mais equilibrado, com o Fabril a fazer boas jogadas através dos seus avançados mas sem circulação de bola para as linhas atrasadas, o que impediu a concretização de pontos por parte da equipa da casa
O nervosismo da estreia foi significativo durante todo o jogo para a equipa do Fabril que no entanto já mostrou índices físicos muito satisfatórios.
No próximo Sábado (dia 21 de Outubro), o Desportivo Fabril joga em Tróia do Bico das Lulas, a 2ª jornada do Campeonato Nacional da 2ª Divisão, com o Vitória de Setúbal.
(in Jornal do Barreiro)
Seleccionador dos "All Blacks" treina no Barreiro
Fruto
de uma colaboração estreita do Desportivo Fabril e da Federação Portuguesa
de Rugby, o treino da passada Terça-feira (dia 17 de Outubro), foi dirigido
pelo seleccionador nacional, campeão do mundo pelos All Blacks da Nova Zelândia,
Sr. Crowford e pelo director técnico nacional, prof. Olegário Borges.
Foi uma sessão fabulosa pelo ritmo e pelos métodos aplicados, os quais permitiram aos atletas e técnicos, conviverem com as mais modernas técnicas de treino, ano nível do que é feito num dos países mais desenvolvidos no rugby, a Nova Zelândia. No final foi oferecido ao atleta João Diogo, o emblema de prata dos All Blacks, pelo esforço em estar presente, tendo feito mais de 700 Km, vindo da Universidade onde estuda e regressando a Viseu no final da sessão.
Ficou desde logo prometida nova sessão de modo a aperfeiçoar a técnica individual dos atletas.
2ª Jornada do Campeonato Nacional
No Sábado 21 de Outubro deslocámo-nos a Tróia, para jogarmos o nosso primeiro jogo do Campeonato com o Vitória de Setúbal, no campo do Bico das Lulas.
O resultado final foi 49-5 fruto de uma forte pressão do Vitória que se apresentou em campo muito mais rodada que a nossa equipa, uma vez que esta equipa já joga junta há pelo menos 3 anos.
O nosso ensaio foi marcado pelo 3/4 ponta, Luis Medroa, resultado de uma excelente jogada que envolveu as nossas linhas atrasadas, entre eles o Carlos Moreira e o médio de formação Apolinário.
A equipa alinhou com Hélio Ricardo, Rui Godão Gabriel, Nuno, Hugo, Bruno e Júlio, Francisco e Pedro Neves, João Medroa, João Ricardo, João Diogo, Luís Medroa e Carlos Moreira. Jogaram ainda Luís Moiteiro, Pedro Mendes, Jorge Rio Maior, Apolinário, Segurado, João Batista e Malhó.
O Fabril apresentou um rugby muito combativo a nível de avançados, mas um pouco frágil nas linhas atrasadas, principalmente a defender, onde com frequência ficávamos em desvantagem perante os rápidos 3/4 do Vitória.
Ultima Hora
No passado dia 29 de Outubro, a nossa equipa realizou um treino com a fortíssima equipa de Agronomia, vencedora das 3 últimas Taças de Portugal. Este teste serviu para rodar todos os atletas, e no final ficou reconhecido por todos a extrema utilidade deste teste, frente a uma equipa que alinhou com 5 internacionais portugueses e que milita na 1ª divisão Nacional.
Este foi o primeiro treino, de alguns já agendados com várias equipas da 1ª divisão, os quais nos permitirão criar rodagem para o difícil campeonato da 2ª divisão que disputamos.
64º Aniversário do G. D. Fabril
No passado sábado, dia 27 de Janeiro, durante a bonita festa do 64º Aniversário do G. Desportivo Fabril, foi apresentada aos sócios a equipa da 10ª modalidade do clube, o Rugby. Estiveram presentes toda a equipa, jogadores e técnicos, recebendo um forte aplauso dos associados e convidados presentes. A equipa de Rugby, ofereceu à Direcção uma bola de rugby em cristal, a qual irá enriquecer a sala de trofeus do clube.
Terminou no passado domingo a 1ª fase do Campeonato Nacional de Rugby da 2ª Divisão ficando a equipa sénior do Desportivo Fabril apurada para a 2ª fase que terá inicio no próximo dia 10 de Fevereiro com o jogo inaugural em Belas (Sintra) contra o clube local.
No último jogo da 1ª fase o Desportivo Fabril deslocou-se a Loulé onde perdeu por 48-0 perante a fortíssima equipa do R. C. Loulé, equipa já há muito apurada para a disputa do torneio de acesso à 1ª divisão. Num campo tradicionalmente difícil, a equipa barreirense bateu-se com muita valentia perante uma formação recheada jogadores de que já militaram na 1ª divisão e com bastantes estrangeiros a reforçarem o grupo, o que só realça o valor da exibição do Desportivo Fabril.
Pelo Desportivo Fabril alinharam: Rui Godão, Luis Moiteiro, Jorge Rio Maior, Diogo César, Nuno Epifâneo, Bruno, Pedro Malhó e Hugo Pereira, Carlos Moreira , Pedro Neves, Luís Medroa, João Diogo, Tiago e Duarte Segurado.
Jogaram ainda: Luís Fera, João Ricardo, Hélio Rodrigues, Nuno, Júlio, Ricardo e Ruben.
“A ex-CUF é um clube que anda agora a fazer pela vida, tentando reanimar-se à sombra de um novo nome – Grupo Desportivo Fabril”
SOUBE-ME muito bem passar, no último fim-de-semana, um par de horas num clube que foi, numa certa perspectiva, carismático e cuja história se cruzou, num determinado período de tempo, com uma realidade política concreta, um clube que anda agora a fazer pela vida, tentando reanimar-se à sombra de um novo nome – Grupo Desportivo Fabril.
Soube-me bem porque pude contornar as aparentemente eternas brigas entre os grandes clubes – as de agora são sobre o “sistema” e sobre “invejas” – e olhar, curioso, a realidade de um clube implantado num “pulmão” do Barreiro e que foi, outrora, o rosto desportivo de uma grande estrutura fabril, a CUF.
A equipa da CUF, ou a equipa de futebol da CUF do Barreiro, como os narradores desportivos diziam nos relatos que eu ouvia, pela Emissora Nacional, no meu recôndito sul angolano, ocupava uma parte, pequena mas significativa, do meu imaginário infantil. O nome era sonoro – CUF, ou CUF do Barreiro –, as camisolas eram giras e a equipa batia o pé aos grandes, sobretudo quando os recebia no Estádio Alfredo da Silva, no Lavradio.
Era no tempo, não dos tamarindos, como canta Fausto, mas de três grandes muito grandes – Benfica, Sporting e FC Porto, então por esta ordem na hierarquia futebolística portuguesa – e de alguns carismáticos clubes mais pequenos – a dita CUF, mais o Barreirense, o Atlético, o Setúbal, o Belenenses, com o Sul de Portugal a esmagar injustamente um Norte que, se bem me lembro, se traduzia, no sentido de uma permanência regular na I Divisão, apenas no FC Porto, no V. Guimarães, no Sp. Braga e, já agora, na Académica de Coimbra.
Decorei nesse tempo, a par de nomes dos grandes astros, nomes mais singelos da CUF e que recuperei agora da memória, olhando, sábado passado, um cartaz com rostos de antigos craques – Oliveira, Duran, Arnaldo, Espírito Santo e... Manuel Fernandes, mais tarde goleador do Sporting, agora treinador leonino.
SOBRE a visita ao Grupo Desportivo Fabril, que já foi Grupo Desportivo da CUF e, depois do 25 de Abril, Grupo Desportivo da Quimigal, direi que foi interessante lembrar o seu passado e vislumbrar as apostas que pretende fazer no futuro e foi isso, afinal, que a actual Direcção do clube fez ao festejar, com alguma pompa e circunstância, o 64º aniversário da colectividade para a qual escolheu, recentemente, um novo nome, num compromisso entre o passado, o presente e o futuro – Grupo Desportivo Fabril.
Encaixado numa região, a do Barreiro, com muita gente e muita poluição, mas beneficiando de um enorme espaço verde, o clube pretende tirar partido da zona que ocupa e da estrutura que já existe – o velho Estádio Alfredo da Silva, mais o pavilhão próximo –, alargando ofertas de prática desportiva com mais campos de futebol, uma pista de tartan, piscinas e outros apoios complementares, respondendo, assim, a necessidades do concelho do Barreiro e de outros que estão próximos.
Do Estádio Alfredo da Silva apetece dizer que tem uma relva esplêndida, escondida embora no interior de uma estrutura bastante degradada e cuja recuperação pode ser o primeiro passo da nova caminhada que um velho sócio, mais ligado, como é natural, à história do futebol do clube, caracterizou, apontando como destino a entrada na I Liga.
Será uma caminhada longa, já que, por agora, o Grupo Desportivo Fabril está na III Divisão, depois de ter ganho o Distrital de Setúbal, mas se até lá for cumprindo as suas responsabilidades com a comunidade que o envolve, estará já a realizar-se como clube.
Houve, na festa, elementos interessantes e reveladores de alguma vitalidade, sublinhando-se a presença de uma equipa de râguebi e de jovens campeões distritais de hóquei em patins e que se apresentaram no pavilhão com o mesmo orgulho de um punhado de sócios distinguidos com emblemas de 25 e 50 anos de filiação, transportando alguns deles o ar ainda duro do passado operário de luta na difícil zona barreirense.
E MERECE ainda a pena, nesta referência a um clube que está hoje longe do topo das notícias desportivas em Portugal, dizer que foi possível viver, no interior de uma festa desportiva, um momento cultural importante e só o desporto tem sido capaz de transportar a cultura para zonas sobretudo populares.
No pavilhão do Grupo Desportivo Fabril, para minha surpresa, a festa começou com a actuação da Camarata Musical do Barreiro, que ofereceu uma vintena de minutos de pura sedução, com o extrovertido maestro Lopes da Cruz a dirigir um grupo de jovens, em temas eruditos que tiveram, por impulso do maestro, uma forte cumplicidade do público presente e ao ponto de se ter transformado num coro... clássico.
Dei-me conta nessa tarde, e para concluir, que às vezes é preciso descer à base do desporto em Portugal e descobrir movimentos interessantes e que quase sempre é o desporto a puxar a cultura, sem que acontece o inverso, por alguma, ou muita reserva mental, da cultura face ao desporto. E só mais uma nota – o “povo” gosta de cultura quando a cultura se aproxima e informalmente consegue tocar cordas sensíveis, provavelmente adormecidas, desse vulgaríssimo “povo” que se supõe, em Portugal, que é insusceptível de evolução...
Autor: DAVID BORGES
Data: sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2001 01:30:00
FABRIL LIDER NA 2ª DIVISÃO SUL
Com a vitoria na passado Domingo em Belas, por 3-0 o Desportivo Fabril passa a liderar a 2ª fase do Campeonato Nacional 2ª Divisão, em Séniores. No jogo da passada jornada, o Desportivo Fabril deslocou-se ao sempre difícil terreno do RC Belas e impôs uma derrota por 3-0 , uma penalidade transformada pelo Pedro Neves. Com um inicio devastador a nivel de jogo de avançados o RC Belas cedo tentou resolver este jogo a seu favor, mas os sucessivos ataques foram valentemente suportados pelo Fabril, que aos poucos equilibrou o jogo, para aos 15 min. se instalar na área de 22m do adversário e por sua vez testar a defesa do Belas. Nesta fase, além de bonitas jogadas de 3/4, os avançados fabris desperdiçaram inumeras ocasiões de inaugurar o marcador. E foi sem surpresas que á passagem da meia hora o Fabril passa em vantagem com um pontapé de penalidade transformado pelo Pedro Neves. Até ao intervalo o jogo foi todo Fabril, mas o resultado não se alterou.
Na 2ª parte, o poder dos pesados avançados de Belas equilibrou o jogo, havendo então jogadas interessantes das linhas atrasadas de ambas as equipas, paradas in extremis pelas defesas adversárias. No final, o resultado que é justo, não espelha , por escassez, a diferença de qualidade entre as 2 equipas.
Com arbitragem de Alvarez, o FABRIL alinhou: Hélio, Francisco e Jorge Rio Maior; Diogo César e Nuno; Bruno,Hugo e Julio; Duarte e Pedro Neves (3) ; João Ricardo, Luis Medroa, Tiago e João Medroa; Carlos Moreira. Jogaram ainda Carlos Dias, Pedro Malhó,João Diogo e Cordas
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