As Simetrias



A gênese deste estudo evidencia uma curiosa coincidencia : foi a leitura de um artigo da série "A descoberta da
natureza" ( Atlas , nº 25 , de agosto de 1968 ) que tratava da simetria no universo que me levou a elaborar
estas pequenas reflexões ; o autor deste artigo não era outro senão o Sr. Aimé Michel , o grande especialista
francês em OVNIs.

Há um ponto que eu quero imediatamente sublinhar : não é minha intenção das "provas" da existencia dos
discos-voadores . Numerosos pesquisadores , com mais elementos e sobretudo mais qualificados que eu , vêm-se
esforçando desde há anos para sensibilizar o público com este problema capital . . .  e parece que tudo em vão!
Os espiritos "acanhados" são , a meu ver , irrecuperáveis . Quero simplesmente que saibam que eu observei
pessoalmente uma dezena de casos de discos voadores dos quais pelo menos dois eram suficientemente  reais e
impressionantes para que o fenomeno passe , para mim, do dominio da crença ao dominio da Realidade.  Depois
de fazer isto , os "bens pensantes" podem passar a considerar-me de megalômano , alucinado , psicopata ou
neurótico . . . acredito no seu grande vocabulário . Detalhe interessante : a tese que vou apresentar não se
baseia em nada das minhas observações pessoais . Vou agora voltar ao ponto de partida , isto é , ao artigo no
qual Aimé Michel expos algumas constatações evidentes sobre a Simetria radial e a Simetria bilateral .

A Simetria Radial organiza-se em torno de um eixo . É o caso da maioria dos vegetais ( abetos, cogumelos . . . )
ou dos elementos deste ( flores , frutos . . . ) . Esta forma de vida é também nitida em certos animais primitivos (
estrela-do-mar , ouriços do mar , medusas . . . ) . Cada parte do corpo de tais seres vivos , estruturados à base
de um raio, é a perfeita reprodução da parte em volta. Se se pegar um braço qualquer de uma estrela do mar , ele
é igual aos outros quatro ; assim , o animal em questão não tem partes  da frente ou de trás nem esquerda nem
direita. Quando se observa uma medusa ou um cogumelo , a única referencia especial que se pode fazer é a que
consiste em diferenciar a parte de cima da parte de baixo.

A Simetria Bilateral organiza-se de ambos os lados de um plano. É o que se passa com a totalidade dos animais
superiores dos quais o exemplo mais perfeito é o próprio homem . Tais seres apresentam duas partes bem distintas
, a direita e a esquerda , colocadas de um e do outro lado do plano de simetria. Cada um dos seus elementos
existe em duplo ( olhos, pulmões , braços , mãos . . . ) salvo os que estão colocados no plano de simetria (
coluna vertebral . . . ) ; no entanto , cada elemento não é a cópia do seu duplo mas sim a imagem invertida . . .
como num espelho ; a mão direita não é a reprodução da esquerda.

Do estudo da simetria bilateral deriva uma série de constatações lógicas :

---     Locomoção num só sentido de onde , lógicamente , frente , traseira , esquerda , direita

---     Necessidade que o ser assim estruturado tem de agrupar na parte da frente assim definida , os orgão  de
absorção ( boca, garganta . . . ) e dos sentidos ( olhos , nariz , ouvidos, antenas . . . ) . Isso traduz-se pela
estrutura de uma cabeça que contém o orgão essencial à interpretação das sensações recebidas e à emissão das
consequentes ordens : o cérebro , sede do pensamento  da inteligencia.

Para mais detalhes sobre este assunto , consultar o artigo atrás citado no Atlas nº 25.

"Esta disposição , da qual o homem representa a forma mais perfeita , estava inscrita nas fatalidades da
evolução" , escreveu Aimé Michel , que não se esquece de precisar : "pelo menos no planeta Terra" . O homem é,
portanto, um ser bilateral como a maioria dos animais , desde a mosca à baleias passando pelos dinossauros
desaparecidos no secundário.

Mas , mais do que isso, pode-se afirmar que o homem organizou o mundo externo e o seu próprio pensamento
baseado num processo bilateral.  Frente-trás , direita-esquerda, são noções primordiais da distribuição do espaço
e de sua utilização tanto para fins práticos e materiais que puramente intelectuais. Logo que entra na escola , a
primeira coisa que se ensina à riança  ( independentemente do seu nome ) é saber distinguir a direita da
esquerda. Além disso , em geografia , a primeira lição de orientação é assim formulada :

"Quando nos virams para o Norte ( em frente ) , teremos o Leste à direita , o Sul atrás e o Oeste à esquerda"

A própria escrita , meio de conhecimento e de comunicação , só tem sentido em função da posição das letras em
relação umas às outras :

"eu" não é "ue" e as crianças que sofrem de dislexia ( incapacidade de fazer distinção entre a direita e a esquerda
) não só não conseguem aprender a ler como também têm grande dificuldade em se integrarem na sociedade. Se,
no espaço, existir uma parte da frente que se opõe a uma parte de trás e uma direita que se opõe a uma
esquerda , constata-se que o pensamento puro é estruturado do mesmo modo . Todos os mecanismos da
inteligencia se exprimem por uma escolha entr duas propostas contrárias :

Sim ou não ! Verdadeiro ou falso!

Se se considerarem , agora as invenções humanas que são os veiculos , quer se trate de antigos carros de bois ,
trenós , automóveis , barcos , aviões ou foguetes , temos obrigatóriamente que constatar que eles são o reflexo
do homem que os construiu na medida em que possuem uma simetria bilateral e são munidos de uma parte
dianteira facilmente perceptivel . O veiculo , por definição, serve para se deslocar . Os veiculos humanos permitem
o deslocamento apenas numa direção : para frente . ( Ocasionalmente  são equipados com um sistema de marcha
à ré  mas por muito que se conduza um automóvel em marcha ré , será que um avião é utilizado para voar à ré ? )
. Os veiculos humanos são unidirecionais : se quiserem ir para a direita ou para a esquera , podem faze-lo mas
com a condição de efetuarem uma rotação sobre sí mesmos ( o que não se passa com um ser de simetria radial
como a estrela-do-mar que pode , por si mesma , se deslocar em cinco direções diferentes sem ter necessidade
de girar , tornando-se cada uma de suas direções dianteira como o animal preferir).

Tudo o que foi dito é constituido por um conjunto de fatos reais. Tenho necessidade agora de exprimir uma série
de proposições que cada um será livre de aceitar ou de recusar pela simples razão de que se baseiam numa
intuição provavelmente falsa , em fatos reais talvez mal interpretados e numa forma de pensamento talvez
refutável para o presente caso. Mas , repito , o meu único objetivo é o de formular uma hipótese verossímel para
que os "crentes" a possam desenvolver e os "céticos" a possam nular . . .  Mas nem uns nem outros , nem eu
mesmo , no estado atual de nossos conhecimentos do fenomeno OVNI podemos provar : verdadeira ou falsa!

Neste estudo , reportar-me-ei às observações de aparelhos de forma lenticular denominados "discos voadores"  e
isto para o ano de 1954. por que tratar unicamente dos discos voadores ? Para isso há tres razões:

---     São eles que , em numero , foram mais frequentemente observados;

---     foram eles que , em qualidade , foram melhor observados   ( aterrissagens , proximidade das testemunhas ,
efeitos
secundários . . .)

---     são eles que melhor ilustram a hipótese que eu proponho ( a forma de charuto ou de granada não estando
formalmente em constradição com o que irei dizer , consagrar-lhe-ei um paragrafo na parte : objeções ).

Por que apenas levar em conta as observações de 1954?  Há para isso duas razões :

---     O ano de 1954 oferece um panorama do fenomeno muito bom e muito completo . As observações
anteriores  e posteriores não diferem daquelas deste ano.

---     A segunda razão é mais profunda : escolhi este periodo para ter a certeza da autenticidade de todos os
fatos que utilizei. Com esse objetivo , tomei como obra de base o notável livro de Aimé Michel : Mystériex
Objets Célestes ( Arthaud ) com a certeza da verdade de todos os testemunhos confirmados pelo fenomeno da
ortotenia. Uma tal verificação sobre os fenomenos de nossa epoca ter-me-ia sido impossivel devido à falta de
documentação precisa.

Como descrever um "disco voador" ? Existem duas formas para o fazer:

---     O "disco" clássico em forma de disco ( Vernon no dia 23 de agosto de 1954 ) ou de prato invertido ( col
du Chart , no dia 26 de setembro de 1954 , Fouesnant no dia 15 de outubro de 1954 ) . Por vezes o disco tem
sobreposta uma cúpula ou uma bossa ( Royan , dia 11 de outubro de 1954 ) , por vezes possui no centro de sua
parte inferior uma mancha escura ou uma faixa mais luminosa ou mais clara ( col du Chat )

---     O  "disco-medusa" ( a própria metáfora é significativa ) . É constituido por uma cúpula hemisférica
comparável a uma meia-lua ( Champigny-sur-Marne, 3 de outubro de 1954 ) à parte superior de um cogumelo (
Herissart , 3 de outubro de 1954 ) , uma pedra de moinho . . . ou uma medusa . Por que uma medusa ?  Porque é
comum que na parte inferior deste objeto haja uma espécie de cabos curtos ( Herissart ) , pequenas hastes
multicolores ou antenas . Pareceria , por outro lado , que os "discos-medusas" tinham a faculdade de se
desdobrarem ou pelo menos soltarem um elemento . Voltarei a este fenomeno um pouco mais adiante.

Destas descrições sumárias sobressai uma constatação capital :

os discos voadores possuem um eixo de simetria . Sua simetria radial não é nunca destruida seja qual for a
quantidade de elemntos  secundários. As antenas , pequenas hastes ,cúpulas , orificios , manchas escuras ou
claras , se encontram sempre situadas em cima ou em volta do eixo de simetria . Em casos bastante raros , toda
a parte lateral está guarnecida de pequenas asas ou orificios semelhantes a vigias . Nunca uma testemunha falou
da parte dianteira de um disco ou de qualquer coisa situada à frente ou atrás . O disco voador é um aparelho de
Simetria Radial .

 
Vejamos agora o modo de estes aparelhos se deslocarem . Todas as testemunhas são unanimes : o que mais
admira os observadores é justamente a aberração dos deslocamentos . O disco chega , pára , descreve um largo
circulo e parte novamente em uma outra direção ( Rongeres, 19 de setembro de 1954 ). Ora o objeto está
parado , ora se desloca para a direita , para a esquerda , verticalmente , em todos os sentidos , mas com uma
majestosa lentidão . . .  ( Ponthierry , 22 de setembro de 1954 ). O aparelho começou a descer  como se fosse
uma folha seca . . . ( col du Chat). A luz deixou de estar parada e perfez em uma grande velocidade uma série de
movimentos em ziguezague , percorrendo assim uma linha quebrada confusa e depois se tornou imóvel . . . (
Lemps , 27 de setembro de 1954 ).

Em Bassing , no dia 1 de outubro de 1954 , o "disco" se deslocou de modo fantasista , em volta de um ponto ;
em Montbeliard , no dia 3 de outubro de 1954 , foi invisivel durante vários minutos , ora imóvel ou girando , ora
se deslocando em ziguezague em todos os sentidos , agitado por movimentos brownianos . . .  Quando se
movimenta , muitas vezes o disco oscila ( Contay , 7 de setembro de 1954 ) ou se balança ( Poncey , 4 de
outubro de 1954 ) . São múltiplas as observações de mudanças bruscas na direção do vôo . . .  Impõe-se a
conclusão : os discos voadores podem se deslocar em todas as direções.

O disco voador oscila sobre si mesmo e parte na direção assim escolhida . Quando pretende mudar de direção ,
não tem necessidade de efetuar uma curva ( como um avião ) nem de girar sobre si mesmo ( como um helicóptero
) . . . Vai em outro sentido exatamente como o faz uma estrela-do-mar , exatamente como ofaz qualquer criatura
de simetria radial . Nunca uma testemunha declarou  ter visto  um disco voador avançar ou se virar . A única
coisa indicada no deslocamento é a ou as direções tomadas . Tudo o que eu ( Jean Giraud ) disse até agora
constitui um conjunto de fatos fácilmente controláveis ( no livro de Aimé Michel já citado ) , com a condição de
admitir o fenomeno disco voador como sendo verdadeiro.

Sou agora obrigado a formular uma proposição que é de fato uma intuição sem prova , a saber que um disco
voador é realmente um veiculo dirigido por um piloto . Esta proposição me parece pouco razoável . Eis agora a
hipótese à qual me ligo por um  raciocinio analógico .

Se o homem construiu os seus veiculos à sua imagem , ou seja , segundo uma simetria bilateral , o "disco voador"
deve ser também o reflexo de seus construtores ( e pilotos) , isto é , de extraterrestres de simetria radial . Que
nada me diz que esta forma de vida é impossivel ou impensável . . . já que ele existe no nosso planeta (
estrela-do-mar , ouriços-do-mar, medusa . . .) .

Num outro mundo em que a evolução se terá feito diferentemente , não há nada que nos interdite de pensar que
esta forma de vida tenha podido atingir um estágio superior de inteligencia. O que não me leva a dizer  que "os
discos voadores " sejam construidos por medusas e dirigidos por estrelas-do-mar ! Sugiro simplesmente que os
construtores e os pilotos dos discos voadores podem ser criaturas inteligentes de simetria radial. Quanto a
precisar sua forma exata ou simplesmente sua aparencia . . . seria necessário esperar encontrá-los . . . sob
condições que isto fosse possivel , do que eu tenho fortes razões para duvidar. Antes de estudar as
consequencias e os problemas levantados por esta hipótese , vou tentar responder a algumas objeções que
imediatamente vêm a mente .

Primeira objeção :      O "charuto voador" . Não invalida a minha hipótese , visto que, nele , o eixo de simetria é
frequentemente conservado . Que se trate de um deslocamento ( o charuto de Oloron se deslocava
verticalmente e, portanto , perpendicular ao seu eixo , o que não é o caso dos foguetes humanos de uma forma
portanto semelhante) ou de uma manobra ( quando deixa pequenos "discos", o charuto tem uma posição vertical
e os "discos" o deixam pela parte inferior , o conjunto possui ainda o seu eixo de simetria radial. Vernon , 23 de
agosto de 1954).

Além disso , é de assinalar que cada vez que se produzem fenomenos de separação ou de desdobramento (
Ablai-Saint-Nazaire, 3 de outubro de 1954, Champigny-sur-Marne, também dia 3 de outubro ) acontecem
sempre no sentido do eixo mantendo o conjunto sua caracteristica de simetria radial . Nunca  foi visto um disco
voador se dividir em porções como uma torta.

Segunda objeção :       Dezenas de testemunhas viram pequenos seres de aparencia humana entrar e sair
destes aparelhos . Longe de mim duvidar da boa fé destas testemunhas . De fato , nunca pretendi , ao longo
deste texto, que os extraterrestres de simetria radial tal como tentei defini-los eram os unicos a ter dominio dos
deslocamentos interestelares . Convenci-me do contrário.  Contudo , esta última hipótese mereceria, por si só, um
estudo completo. . .
 
 
 

Existe uma outra razão para explicar esta aparencia contraditória. Acuso os autores de obras sobre "discos
voadores" de terem utilizado sem profundidade um termo de vocabulário preciso para designar uma coisa que nada
tem de absoluto.  Trata-se do termo piloto utilizado para qualificar o ocupante de um "disco voador" ! Porque,
enfim , se quisermos ser lógicos , a partir do momento  em que se considera o disco voador como um veiculo  , o
bom senso obriga a considerar o ocupante como podendo ser seu piloto ou seu passageiro . Apenas lhes
recordarei o seguinte fato : um grande numero de naves espaciais  dos humanos estavam ocupadas por macacos
, cães , ratos, insetos . Tentem imaginar as reações de um extraterrestre interceptando um tal veiculo. . . !

Uma outra série de fatos me leva a pensar que "os pequenos homens verdes" poderiam não passar de passageiros
. Quanto a isso , cedo a palavra  ao Sr. Dewilde ( acontecimento do dia 10 de setembro de 1954 em Quarouble
, contato em MOC de Aimé Michel , na página 66 ) , que tentava interceptar dois extraterrestres :

"Eu não estava a mais de 2 metros de distancia dos dois perfis quando, jorrando subitamente através de um
quadrado da massa escura que eu havia inicialmente avistado sobre os trilhos , uma iluminação extremamente
potente , como uma luz de magnésio , me ofuscou. Fechei os olhos e quis gritar mas estava como que
paralisado . tentei me mexer mas minhas pernas não me obedeciam mais . Terrificado , ouvi , como em um
sonho , a um metro de mim , um ruído de passos sobre o lajeado de cimento existente diante da porta do meu
jardim . Eram os dois seres que se dirigiam pela ferrovia . . ."

Não há necessidade de ler nas entrelinhas para concluir que um utro ser havia ficado no "disco" . Foi ele mesmo
que lançou o raio paralisante . Então , nada me impede de pensar  que se tratava de um ser de simetria radial .
Um outro fenomeno me leva a pensar que no disco voador tenha ficado um piloto devido à rapidez da decolagem
logo que os pequenos seres preciptados chegaram a bordo.

Dadas estas duas objeções afastadas   ---   embora ou esteja persuadido de que o leitor poderá formular muitas
outras   ---   passemos às consequencias implicitas por esta teoria . O único verdadeiro problema que colocam os
"discos voadores" , é aquela do contato entre nossa civilização e aquela civilização extraterrestre
obrigatóriamente mais avançada que a nossa , já que estas criaturas resolveram o problema do deslocamento no
espaço . . .  Se os extraterrestres são tal como eu os suponho , convido-os a meditarem sobre a impossibilidade
deste contato.

Impossibilidade ( já expessa por Aimé Michel e numerosos outros autores ) devida precisamente ao seu avanço
intelectual . Impossibilidade devida sobretudo ao seu próprio modo de pensar . De fato , o psiquismo destes seres
não seria simplesmente baseado nos contrários sim ou não , verdadeiro ou falso , como é o nosso ; seria muito
possivel ser "em várias direções", a imagem de uma forma de vida de simetria radial . Como poderíamos dialogar
com criaturas cujo pensamento poderia  exprimir  proposições : verdadeiras   ---   falsas   ---   verdadeiras ou
falsas   ---   em vez de verdadeiras e falsas   ---   nem verdadeiras  nem falsas . . .  Nosso espirito se transvia
porque a nossa inteligencia não é concebida para isso . E neste caso , o mesmo problema se coloca também a
estes extraterrestres que devem se perguntar como comunicar com os doentes que somos "a seus olhos e em seu
espirito"! Então , por que eles vêm continuamente sobrevoar o nosso planeta e aterrissar nos nossos campos?

Ousaria responder que , quando um "disco voador" aterra em pleno campo , seus ocupantes apenas o fazem para
admirar a maravilha de simetria bilateral que representa uma formiga. . .?  Será ainda necessário que se estude a
possibilidade destes extraterrestres possuírem um orgão de sentido semelhante aos nossos olhos . Talvez até nem
saibam o que seja visão? Numerosas outras questões podem ainda ser levantadas e talvez receber uma resposta
que tem muito pouca chances de corresponder à realidade . Mas , uma atitude própria do progresso não é
justamente formular hipóteses com liberdade para logo em seguida as invalidar? Que aqueles que queiram
destruir  a minha hipótese ou continua-la , o façam. Suas pesquisas , seja qual for o resultado , poderão apenas
ser enriquecedoras . Talvez que o estudo dos elementos secundários sobre os "discos voadores" ( antenas ,
manchas) ou do angulo de virgem nos deslocamentos permitisse determinar o número de "ramos" dos meus
extraterrestres . . .  Proponho uma discussão. . .

E , para concluir , citarei uma ultima vez Aimé Michel , que foi meu guia no decorrer de toda esta minha
meditação:

"É possivel levar ainda mais longe todos estes raciocinios analógicos? Sim , sem dúvida , sob condição de não
esquecer os limites deste tipo de raciocinio que não pode em caso algum se fundamentar  em uma certeza . A
exploração analógica é a mais arriscada de todas . . ."
 
 

Extraido de um texto de Jean Giraud   -  1977
 
 

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