A Missão dos Extras
 
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No dia seguinte não saímos para nenhum lugar. Algum tempo depois de um desjejum tardio, Argus me levou a seu estúdio. Este era confortavelmente mobiliado, apresentand inclusive uma cafeteira e outras amenidades do tipo terreno. Havia uma enorme tela em branco em uma das paredes. Argus usou-a para ilustrar sua explicação, no estilo de uma, palestra acerca de vários fatos, nos quais mergulhava na quele momento. Ele pôs-se a projetar imagens imóveis e em movimento sobre a tela, sem nenhum projetor à vista, sem apertar botões, aparentemente pela força de vontade apenas. Quando lhe perguntei de onde provinha todo aquele vasto fluxo de informação, disse que aquilo não era nenhum truque especial e que quase toda pessoa psiquiana educeda poderia fazê-lo. A pessoa ou usava seus próprios reserva tórios de memória, ou se mantinha em conexão com um computador-biblioteca.

Ele começou por me fazer lembrar a maneira como "astrodomo" que visitáramos na noite anterior estava exibindo a configuração momentânea de diversas forças cósmi, ca e fatores que influenciavam a vida em geral. Ele projetou na tela um instantâneo que se parecia com uma amostra das configurações de cores densamente arrumadas das exposi` ações do "astrodomo". Disse que diferentes cores representavam diferentes forças cósmicas e fatores. Por exemplo, a posição relativa de corpos planetários dentro de um dado sistema solar tinha conexão significativa com eventos de um mundo em setores respectivos. Disse, ainda, que se as pessoas da Terra não acreditassem nisso, poderiam estar se expondo a um desagradável choque na época do alinhamento planetário, na primeira metade dos anos 80, que era geral-mente referido como o "efeito Júpiter".

Estudei o conteúdo da tela. Pontos de determinada cor se compunham para resultar em padrões de linhas de força ou nuvens de densidades variáveis. Eu estava impressiona-do com as dúzias de diferentes forças cósmicas predominantes, campos magnéticos planetários, emanações psíquicas, os quais contribuíam para a constituição de um "clima" intangível que influenciava os eventos naturais e os produzidos pelo homem.

Conforme Argus, a poluição do ar e a da água eram fatores bem conhecidos na Terra, mas a poluição psíquica dificilmente terá sido considerada seriamente alguma vez. No entanto, o clima psíquico era terrivelmente importante na formulação da vida em todos os aspectos, desde o caráter e a motivação individual, até as ideologias em escala global e suas conseqüências. Ele apontou para uma nuvem extremamente densa e opaca sobre a tela, dizendo que aquilo representava "precipitação psíquica", que se insinuava, procedente de sistemas vizinhos como a minha dimensão, através das "áreas de janela". Essa precipitação era venenosa para diversas funções importantes naquele outro sistema, desencadeando, ocasionalmente, imediatas desordens em alguns lugares mais afetados.

Nos mapas de cenas imóveis interdimensionais de larga escala que Argus projetou, a Terra aparecia como um dosmaiores ofensores da geração de precipitação psíquica. Por não importar quão vastas pareciam as distâncias, os espaços nâo eram uniformemente lineares, devido a muitas dobras, correntes cruzadas e outras anormalidades. No caso de "universos paralelos", havia diversas sobreposições e inter-penetrações entre as dimensões. Portanto, poderia acontecer de duas localizações separadas por incríveis distâncias esta-rem quase lado a lado para as emanações psíquicas.

Então, Argus continuou com a explicação de como toda aquela precipitação psíquica era produzida e por quais agentes. Nas cenas seguintes da Terra, com melhores detalhes, vi literalmente "nuvens" pesadas de poluição síquica sobre áreas como a do Oriente-Médio, Africa do Sul; muitos pontos sobre a Índia, o Extremo Oriente; diversos pontos sobre partes da Europa e as Américas. Esses indicadores de nu-vens e pontos falavam por si mesmos: um nítido mapa de ódio e temor, violência, intranquilidade social. Outros pontos sobre grandes centros dos países ricos "amantes da paz" não eram difíceis de ser lidos como emanações de medo, ambição, inveja e competição encarniçada. Num mapa de aproximação sobre uma grande cidade norte-americana, pude visualizar essas emanações em termos de discriminação, hipocrisia, materialismo grosseiro e assim por diante. Tudo isso se somava na névoa psíquica poluída, a qual, por sua vez, era capaz de gerar mais e mais de sua espécie e ainda pior. As cenas projetadas no "registro meteorológico psíquico" da Terra não careciam de explicação. Senti-me profundamente tocado.

Interrompemos a explanação para um café. Retomada a conversa, expressei minha preocupação acerca dos procedimentos humanos inconseqüentes, que acarretavam tanta desgraça e sofrimento através dos tempos — todavia a Natureza parecia operar de maneira igualmente cruel em sua promoção da sobrevivência apenas dos mais aptos. Argus disse que tudo dependia só do contexto. Num nível inferior certamente era válido o princípio da sobrevivência. Mas, uma vez sendo as criaturas suficientemente evoluídas, o trabalho grupal e a cooperação por si sós asseguravam o progresso contínuo das civilizações. A partir daí, as táticas primárias de sobrevivência eram decididamente obstáculos, mesmo um perigo mortal. O bem-estar coletivo ótimo pode-ria ser alcançado apenas com a compreensão, por parte de todos, de que nós deveríamos ser os guardiães de nossos irmãos, e que o que é bom para alguém deve ser posto como um bem para todos.

Voltamos à explanação. Os instantâneos projetados na tela a seguir mostraram grupos de pessoas em diferentes ambientes terrenos, junto com suas emanações psíquicas. Parecia que tipos específicos de atividades, por exemplo, estudar, jogar hockey, vender mercadorias, adoração religiosa, geravam emanações características distintas. Além do grupo, o mesmo se aplicava a qualquer indivíduo determinado dentro dele, existindo, contudo, algumas emanações básicas independentes da atividade específica em cada uma das pessoas.

Argus projetou diversos instantâneos em rápida sucessão. Eram fotografias de pessoas em silhueta, junto com as cores de suas emanações psíquicas, que formavam uma "aura" em torno delas. A parte interna das cores da aura caracterizavam as "vibrações" básicas da pessoa, tais como fatores de saúde, valores e orientações morais, atitudes e motivação. A parte externa da aura mostrava, por sua vez, emoções superficiais, condições e preocupações.

 
Fazendo correr uma sequência animada, Argus narrou o encaminhamento de uma pessoa comum através das principais porções de seu dia, e as mudanças correspondentes que se davam na aura. Em seguida, uma família de cinco pessoas foi mostrada com suas mudanças individuais de aura, enquanto se dirigia à igreja, para o almoço e para a praia. Era fascinante ver quão vastamente todos diferiam entre si, e quão diferentemente cada um deles reagia e se correspondia nas situações comuns. Tudo, enfim, se resumia naquelas características interiores de cada indivíduo. Era possível se prever quase como eles reagiriam em certas situações. Numa percepção rápida da aura era fácil de se traduzir a estatura moral de uma pessoa, o equilíbrio interno, a força do caráter, orientação de seus valores, grau de realização.

Sim, a tradução era fácil, para alguém como Argus, ou a inteligência central de uma nave. Embora eu pudesse, compreender as generalidades das cores e configurações aura, para se saber a respeito era em profundidade uma ciência em si mesma. Cada indivíduo tinha sua aura característica, o que o tornava identificável a longa distância, mesmo numa multidão. Mas a definição instantânea do quadro mental mais sutil de alguém, ou a totalidade de alguém dentro de grandes grupos, era decididamente um trabalho de especialistas. Agora eu sabia por que o disco-voador era capaz de me distinguir e interpretar a uma distância: tão grande.

Argus disse que alguns humanos da Terra são capazes de ver a aura parcialmente, e que outros desenvolvem essa capacidade a um grau bem maior. Com as pessoas daquela dimensão, tal coisa era uma habilidade natural. Eram capa-e zes de ver auras se desejassem fazer o esforço de "sintonizar", sendo também capazes de fazer interpretações bem fundadas acerca de suas generalidades. Argus então projetou um instantâneo que mostrava um humano comum da Terra e um humano comum daquela dimensão, lado a lado. A configuração da aura deste último era de modo geral mais saudável, mais forte, mais pronunciada com relação aos atributos mentais e psíquicos. Nessa ilustração, Argus indicou os sete "centros de energia" do corpo. Mencionou o fato de esses centros emitirem vibrações próprias muito fortes se funcionassem o suficiente. No humano terreno, esses centros de energia estavam funcionando ou fracamente ou quase nada. Compreendi que a intensidade de energia nesses centros nos colocava num nível mais baixo ou mais alto de vida em geral. Obviamente, esta era a razão para os meus ativadores: eles ajudavam a fazer subir meu ritmo vibracional com a ativação dos centros apropriados, de modo que meu corpo e minha mente pudessem funcionar naquela dimensão por um período. Argus disse que, no entanto, este estado não poderia ser mantido permanentemente, mesmo com a química do corpo e a estrutura molecular alteradas como resultado de minha visita tibetana.

Uma vez tendo analisado o feito diagnósticos das pessoas, perguntei a Argus, como poderia um indivíduo se modificar para melhor?

–             De três maneiras – disse ele. – Primeira: por começar a viver com sensibilidade, positivamente. Segunda: com a elevação do nível de entendimento consciente. Terceira: pela alteração do ritmo vibracional. Não importando por qual caminho se comece, as mudanças estarão cumulativamente afetando os outros dois igualmente. Afinal, esses três aspectos são apenas caminhos diferentes da mesma rede.

–             Qual a relação dessas vibrações com as funções corporais e vitais de um ser humano? – perguntei.

Argus explicou que tudo vibra em uma freqüência específica própria. Isso inclui também os seres humanos. Pois um ser humano é muito mais do que uma mera máquina bioquímica produzida pelos genes através de mo léculas de DNA. Para além dos genes codificados e da bioquímica, nossa forma e funcionamento dependem realmente de fatores organizacionais intangíveis, que se manifestam através de arranjos de energia chamados campos vibracionais.

Ele continuou:

–             Dentro do campo vibracional genérico de uma pessoa um assim chamado campo vital ou "campo etérico" de um ser humano é o fator que governa os átomos, moléculas células e órgãos. Assim, a modificação do ritmo vibracional dos subcampos altera a estrutura molecular e química, e isso por sua vez altera o ser humano inteiro. Você viu quão diversificadas são as mudanças. Os resultados podem se d na existência de diferentes dimensões, na realização d alguns dos potenciais humanos, ou nos poderes de percepção extra-sensorial. Dentro de limites estreitos, vocês da Terra podem já ver o princípio vibracional em funcionamento: pois' é de seu conhecimento comum que o calor, o som, a lu telecomunicações, a radiação nuclear... se diferem apenas n taxa vibracional. Como eu dizia, sua química e natureza de funcionamento é governada por um "campo etérico" genérico. Esse campo, por sua vez, é determinado por um fat organizacional ainda mais intangível, bastante além alcance humano, chamado de "campo causal". Este é o cam que, de fato, dá origem ao "campo etérico", e também "campo mental" coexistente; esses dois, por sua vez, produzem o corpo e a mente, respectivamente. De nossa parte, ao invés de um mero tratamento físico ou psicológico, do ponto de vista médico, curamos antes ao nível das causas na raiz, por meio do balanceamento dos campos. Em conseqüência, dificilmente temos quaisquer problemas sérios de saúde; além disso, nosso alcance de vida se torna bem mais amplia-do. Também podemos fazer várias outras alterações nos campos etérico e mental, por meios tecnológicos ou psíquicos. Todavia, nenhuma grande transformação através de tais meios pode ser permanente. O arranjo do campo causal que sustenta seu presente status quo não o permitiria, exceto por meio de um processo natural de crescimento ou de desenvolvimento. Esse processo natural é, na verdade, um desdobramento fase por fase do arranjo causal de alguém até seu potencial completo, que é comum a todos os seres vivos. Isso faz com que se desdobre, inclusive, o modelo cósmico genérico de uma forma gradual; um ciclo distinto, entretanto, após o outro. Por exemplo, os ciclos de um planeta podem ter início em condições cruamente primitivas, e se desenvolver no sentido de condições mais e mais refinadas em todos os aspectos. De um desses ciclos para o próximo, pode parecer um salto quântico chocante, assim como o ciclo geológico pré-histórico se modifica, ou assim como em modificações climáticas drásticas. Ignore a mudança de ciclo e se exponha ao perigo; e vocês ficarão congelados ou torrados, ou compartilharão do destino dos dinossauros. O planeta Terra está muito próximo de uma drástica mudança de ciclo cósmico. Numa questão de uma geração humana no máximo, o próximo ciclo terá começado numa dimensionalidade muito diferente daquela das condições presentes da Terra. Será o começo de uma Era de Ouro, um mundo realmente sensível e belo, num nível vibracional muito mais alto. Infelizmente, o mundo presente de vocês está ainda em seu modo de funcionamento vibracional inferior, hipócrita, a "lei-do-cão". A não ser que imensas transformações ocorram no curto tempo que resta antes da mudança inevitável, haverá um bom número de grandes perturbações numa escala global. As vibrações drasticamente crescentes do ciclo vindouro virão de encontro com a poluição psíquica que envolve a Terra, ocasionando violentos abalos. Embora venha a ser um processo purificador em essência, ele inevitavelmente desencadeará forças elementais, as quais levarão as pessoas vis e de mente estreita a um colapso; acarretará turbulência política e guerras devastadoras, e até mesmo cataclismos naturais. E tudo isso, por sua vez, produzirá ainda mais precipitação psíquica, afetando-nos, também, nessa outra dimensão, o que preferiríamos evitar. É evidente, por si mesmo, que uma transição mais pacífica para o novo ciclo seria mais benéfica para todos os envolvidos. E é aí que nós, desta outra dimensão, entramos na estória. Temos tentado ajudar a melhorar as condições da Terra por um longo tempo. Estamos também de prontidão com uma vasta esquadra de espaçonaves gigantes, para oferecer resgate a tantas pessoas quantas pudermos, no caso de que as temidas devastações em larga escala não permitam nenhuma outra escolha. Sobreviventes capazes de viver na nova dimensionalidade vibratoriamente mais alta serão uma pequena porção da população total. Estes serão tipos suficientemente mais elevados para passar por trânsitos com auxílio de ativação para fora da dimensão da Terra. Nos primeiros resgates, esses tipos mais elevados podem ser facilmente distinguidos desde as naves por meio da "detecção da aura", e podem ser apanhados por diversos meios.

—             Continua Argus:

—             Os sobreviventes adaptáveis e interessados na nova dimensionalidade serão então levados para um planeta como a Terra, chamado "Nova Terra", o qual já está sendo preparado numa dimensão entre esta e a de vocês. No momento em que sua nave abordou a nave-mãe, numa dimensão intermediária muito mais elevada, você teve já uma primeira visão daquele planeta, que é como a Terra. Esse é o lugar onde ficarão os sobreviventes, até que se desenvolvam o suficiente para viver num nível vibracional mais alto — e até que a Terra se tenha purificado e normalizado para a nova dimensionalidade de mais alta vibração, e pronta para ser reocupada pelo estoque humano renovado vindo da Nova Terra...

 Fiquei abalado até a alma pela monumentalidade das palavras de Argus. Decidi que precisava beber algo. Além do mais, havia alguns pontos a serem esclarecidos, o que foi feito, por Argus de boa-vontade.

–     E o novo estoque humano aperfeiçoado haverá de ficar apenas pelo período de transição em Nova Terra, o planeta de proteção temporário. A razão para o retorno eventual é que a Terra é o verdadeiro lar afinal, com sua evolução própria, seu próprio destino. Os humanos da Terra são um estoque valioso e fantasticamente diversificado, com muitos atributos e potenciais de valor incalculável e insubstituível, sendo assim definitivamente dignos de ser poupados. Além disso, o destino futuro dessa dimensão é estreitamente liga-do ao destino da humanidade da Terra. Uma vez que estamos na posição de ajudar o povo de vocês, em nossa ética não há como se evitar de ajudar. E por fim, mas não menos importante, nós realmente não temos escolha nessa questão: um poder superior além de nós, que chamamos de Os Guardiães, quer, de fato, que nós ajudemos. Eles são os Irmãos Mais Velhos de toda a Humanidade, administradores da Lei Universal.
 

Por que todas essas atividades ufo do tipo brincadeira-de-esconder no planeta Terra? Por que não contar a todos num contato oficial mundialmente noticiado? — perguntei.
 

Porque não temos justificativa para interferir assim tão drasticamente — disse Argus. — Não, a não ser que absolutamente necessário. Pense no imenso impacto psicológico que nossa aterrissagem em massa ocasionaria. Seria uma interferência direta com a linha do destino da Terra, a qual deve ser elaborada somente pelos seres humanos. Todavia, temo-nos dedicado a retardar catástrofes físicas e guerras maiores pendentes, por meio de ações mínimas e dissimuladas, na esperança de ganhar tempo para uma transição mais pacífica para o novo ciclo cósmico. Até este momento há uma esperança bem-definida; poderá ainda haver um despertar razoavelmente pacífico para a Era de Aquário. Ainda queremos que vocês descubram a verdade de nossa presença eventualmente; além de chamar a atenção para o fato de que os humanos da Terra não estão sós no cosmos, e que não são certamente os mais evoluídos. Entre-tanto, pelas razões já apresentadas, é melhor introduzir a verdade, lentamente, a princípio, dando-lhe maiores gradações aos poucos. Incidentalmente, um de nossos distantes aliados, os Etéreos, são mais bem qualificados para esse tipo de propagações por infiltração. Eles raramente se deixam avistar, mas certamente fazem bastantes transmissões telepáticas para o povo da Terra. Ocorre também um sem-número de avistamentos de discos-voadores, contatos esporádicos. Entre os contactados, alguns podem ser levados a variados passeios. E sempre um pouco diferente em cada caso, uma vez que há muitos aspectos que desejamos demonstrar.
 

Existem muitos tipos diferentes de naves, apresentando-se em modos e formatos variáveis. Isso se deve ao fato de que, além dos Mundos da Federação Psiquiana, existem muitos outros sistemas estelares nessa nossa Aliança Galáctica, com culturas bem diversas. Uma vez que possivelmente você não seria capaz de ver tudo isso nesses poucos dias, tivemos que conceber um modo de fazê-lo aprender acerca de nossos pocedimentos mais característicos.

Continuou Argus:

—     Essa é a razão pela qual você foi trazido aqui de uma maneira peculiarmente não-convencional: de modo que você pudesse obter os mais completos subsídios, junto com o máximo possível de experiências de primeira mão. Outros humanos da Terra poderão ter diferentes contatos, diferentes viagens, "mensagens" incorporadas de maneira diferente. Mas a essência dessas mensagens será a mesma em todos os casos: "Homem da Terra, modifique-se ou pereça!". Quanto a você e aqueles que lhe são semelhantes, o conselho é para que intensifiquem suas transformações pessoais, de modo que possam garantir o acesso na Era de Ouro. Vocês serão capazes de encontrar maneiras de fazê-lo, se realmente o desejarem. Conte a seus amigos, conte a tantas pessoas quantas puder, sobre as coisas que aprendeu nessa viagem aventurosa. Quanto maior o número de pessoas a quem você contar, maior será a chance de uma sensível reorientação em larga escala. Algumas das pessoas que tiveram experiências conosco relataram à imprensa, ou fizeram conferências, ou mesmo escreveram livros a respeito. Fica inteiramente a seu critério contar tudo ou não contar nada. E isso é tudo que eu desejava lhe contar...

Fiquei em silêncio. Simplesmente não sabia o que dizer, sentindo-me soterrado pela avalancha de revelações da explanação. Considerei vagamente se jamais seria capaz de extrair dela todos os seus aspectos.

–     Suponho que isso seja o fechamento de minha estada    –     rompi o silêncio.

–     Sim, uma vez que você tenha visto a essência do quehavia para lhe ser mostrado. Logo você será transportado de volta para o planeta Terra. Esta parte, entretanto, será arranjada por outra pessoa.

Argus levantou-se de onde estava sentado.

–     Ele deve estar chegando agora, de modo que é melhor que eu o leve para a entrevista.

Tomamos o elevador até o andar do ático. Argus bateu numa porta ornamentada, abriu-a para espiar por dentro, e então se voltou para mim.

---    Pode entrar, o Comandante Spectron já está à sua espera. –

Ele pôs-se de lado e então ergueu a mão saudan-do-me afetuosamente.

---    Boa-viagem, e que a paz esteja contigo, irmão... — disse Argus suavemente.

 
Fechando-se a porta atrás de mim, encontrei-me numa suíte impressionantemente espaçosa e luxuosa. As paredes eram cobertas com estantes de livros e painéis protetores, fazendo com que a sala se .parecesse com uma sala de reuniões executivas.
 
Um homem alto, de cabelos louros, estava de pé, fitando-me, no canto da sala com poltronas de couro. Tinha aparência de um excelso comandante de uma frota espacial em sua elegante túnica justa no corpo, com um medalhão familiar no peito. Sorrindo afetuosamente, ele me fez sinal para tomar um lugar. Fiquei estupefato pelo golpe de surpresa. O homem não era outro senão Quentin, o misterioso contato com quem fuì levado a me encontrar meio ano antes na Feira Psíquica.
 
---            Que agradável surpresa encontrá-lo aqui! – consegui dizer.
 
 
---            Prazer em vê-lo também. — Ele pegou dois cálices na prateleira e me passou um. — Vamos beber à nossa saúde, então.
 
O licor tinha excelente gosto. Para recuperar minha postura, deixei que meus olhos corressem sobre os milhares de livros que enchiam estantes desde o chão até o teto.
 
---            Caso você esteja curioso — Quentin mostrou num gesto — eles são réplicas de livros da Terra; a maior parte para uso dos visitantes, .e os demais para decoração.
 
Meus olhos pousaram em Quentin. Uma figura imparessionante; e que magnetismo pessoal!
 
--–             Quem poderia concebê-lo como um comandante espacial psiquiano? — me expressei novamente.
 
---            No outro dia, segundo Argus, você nem sequer estava aqui.
 
--–         Era verdade o que ele disse, eu não estava aqui naquele momento. Tão-pouco sou um psiquiano, mas um conselheiro espectral. Pois eu vim de outra dimensão ainda inteiramente diferente. Entre outras coisas, estou encarregado de trazer alguns visitantes especiais até estas partes. Foi assim que de modo apropriado, recebi o título condicional: Comandante Spectron.
 
---            Ah, compreendo, mas se era você o encarregado, então qual é o papel de Argus?
 
---            Seu papel é principalmente coordenar e recepcionar mas apenas após ter garantido seguro acesso para os visitantes indicados. Argus é um oficial do gabinete da Inteligência da Frota Espacial Psiquiana.

---            E essa é a razão pela qual ele se preocupa com tráfego cósmico e transmigrações?

–-             Precisamente. Não surpreende que se sinta desconfortável ao encontrar "estranhos" compartimentos mental-mente fechados, ao fazer suas investigações psíquicas da mente.
 
---            Como aconteceu em meu caso, por exemplo?
 
–             Sim. Não se inquiete com isso, todavia. Essencialmente, você passou bem nos testes, de diversas maneiras.
 
---            Muito obrigado. E me agradaram os últimos testes de corpo inteiro feitos pela turma junto à piscina, disfarçados de diversão e jogos. Apenas já não vejo mais o significado para eles nesse estágio final, uma vez que minha visita se encerra de qualquer forma.
 
---            Sim. Logo você estará indo de volta para o planeta Terra. A não ser, é claro... a não ser que queira encarar ainda uma outra viagem bem mais "longe".
 
---            E o que seria uma tal viagem?
 
---            Uma viagem para ver o Conselho, se o desejar. Já tivemos indicações de que eles estariam interessados em vê-lo em pessoa.
 
---            Oh, eu teria grande satisfação em ir.
 
---            É um prazer ouvir isso. Mas, na verdade, não é tão simples. A viagem é bastante arriscada. Nossas observações mostram que você está apto para uma tal viagem, e os perigos serão minimizadas. Ainda assim, ela deverá ser estritamente em base voluntária.
 
---            Pode contar comigo. Afinal, que tenho a perder?
 
---            Sua sanidade, mesmo até sua vida. As possibilidades desse tipo de acontecimento, todavia, são remotas. Mas você certamente passará por modificações de personalidade. Provavelmente para melhor. Você nunca mais será o mesmo.
 
Ponderei acerca disso, por um instante, e então disse dando de ombros:
 
---             A curiosidade matou o gato, eu gostaria de ir.
Quentin sorriu.
 

---            Eu sabia que você o faria. Então está acertado. Após terminarmos nossa rápida conversa aqui, você logo poderá partir.
 
---            Por falar nisso, que Conselho é esse? –procurava obter mais detalhes, enquanto as coisas corriam a favor.
 
---            É o Conselho dos Guardiães. Ele se compõe dos Irmãos Mais Velhos da Humanidade, no coração de todas essas dimensões. Seu mundo é um desses muitos universos, e assim é este mundo aqui, e o meu mundo próprio distante, ainda em uma outra dimensão.
---            Irmãos Mais Velhos? Como naquelas estórias acerca dos Irmãos Espaciais, dos Seres Ancestrais, da Grande Morada Branca, ou algo assim?

 
---            Alguma coisa nessa linha, mas não tanto. Além do mais, nomes ou conceitos não importam, apenas a essência. Portanto, vamos apenas chamá-los de os Guardiães, por questão de conveniência.
 
 
---            Suponho que eles não estão nesse planeta. Vivem numa outra dimensão diferente?
 
---            Não há dimensões para eles. Você não poderá encontrá-los em nenhuma dimensão física do multiverso. Eles existem e funcionam "do lado de fora" dessas estruturas do multiverso, nas regiões mais elevadas de um plano total não-físico. Você compreende, eles são seres incorpóreos, parcialmente mesmo não-manifestados. . .
 
---            Você quer dizer, eles são alguma espécie de fantasmas?
 

Não, porque eles nunca morrem. Tornaram-se imortais há longo tempo, no passado, quando ainda na carne humana. Uma vez que não mais necessitam de corpos, a consciência deles habita naquilo que você poderia chamar de "alma-essência", inacessível aos reinos físicos. De lá supervisionam o funcionamento apropriado e a evolução de nossos mundos físicos, e realizam mudanças menores de curso, se necessário – previsto que as mudanças estão de acordo com o esquema cósmico em sua totalidade.

Bem, como sabem o que está de acordo?
 

Em parte o sabem através da intuição proveniente do Grande Reino Não-Manifestado. E em parte, obtêm o conhecimento através de consultas ocasionais com os Mestres Ascensionais, quando as condições o permitem.
 

Que significa o que você chama de não-manifestado?
 

Aquilo que é totalmente inacessível para qualquer espécie de mundo ou de criatura, quer sejam físicas ou não-físicas. Contudo, o não-manifestado existe, de forma potencial. Alguns preferem chamá-lo de O Vazio, outros de O Inconsciente Cósmico.
 

Então esses Guardiães dirigem o cosmo inteiro?

Não, eles apenas guiam os reinos de humanidades. Existem muitos outros sistemas, dimensões, universos, com diferentes formas de vida alienígenas não-humanas, que têm hierarquias-guia separadas próprias.

Então, quem é responsável por tudo?
 

Não temos fatos palpáveis a respeito, apenas idéias subjetivas. No que se refere ao mais sublime não existem realmente respostas simples. A totalidade conhecida do cosmos por si mesmo é indiscernível, dinâmica, sempre em evolução, enquanto se mantêm reproduzindo desde as profundidades do Vazio...

 Por que esses Guardiães se importam em cuidar de nossos universos físicos?

Porque nossos mundos são como o jardim deles. Quanto mais saudáveis e felizes estivermos, mais agradável é para eles. Eles são como jardineiros artísticos usando seus talentos para nos guardar do mal, e fazer-nos prosperar.
 

Eles poderiam ser uma força maléfica que se apresentasse como benéfica, até onde vocês o sabem?
 

Bem, não é esse o caso. O fato de eles serem benéficos é bastante evidente por suas ações. Pelo fruto de suas ações, pode-se avaliar. Sem dúvida, você não pode realmente ser culpado pela suspeita. As regiões subdesenvolvidas da Terra sentem o mesmo em relação a gestos de ajuda de países mais ricos. Agora vocês temem que possamos ser um "Cavalo de Tróia" de algum poder maléfico do espaço exterior. Todavia, não temos outra escolha senão continuar nossa influência com missões na Terra. Você compreende, não queremos que outros extras, possivelmente inescrupulosos, nos ultrapassem nos contatos com nosso "território domiciliar". Acredite-me, existem alguns poderes mortíferos lá fora. Portanto, é bastante lógico para nós nos dedicarmos àqueles de nossa própria espécie, como numa confederação de humanidades intercósmica.
 

Isso soa bastante razoável.     –     Sentia-me inclinado a acreditar, ou pelo menos a conceder o privilégio da dúvida, uma vez que a questão não poderia ser provada ou reprovada naquele estágio.
Quentin continuou.
 

De qualquer forma, no plano das essências nuas, não há forma de se mentir, e nenhuma necessidade disso tão pouco: Que os Guardiães estão com as Forças da Luz é algo bastante óbvio lá, assim como a hostilidade aberta das arrogantes Forças da Escuridão. O fato é que o mal explícito é contudo igualmente atraente para as mentalidades similares, recebendo inclusive propostas de favores.
 
        Ao invés de trabalhar, não poderiam esses Guardiães se retirar para algum tipo de paraíso, ou simplesmente se dedicar ao próprio deleite?
 

A rigor, poderiam; pois conquistaram o direito à felicidade eterna. Mas preferiram ficar "expostos" no cosmos que se desdobra, a fim de nos guardar contra a destruição por parte das forças obscuras, para nos guiar em nossos cresci-mentos evolucionários, para aliviar sofrimentos desnecessários devido à ignorância nas áreas de retaguarda – como se fossem operadores de alguma "corporação da paz" celestial, mostrando caminhos positivos e mais eficientes para a criatividade bem-aventurada. De modo que eles se mantêm no trabalho, até todos nos libertarmos da ignorância e evoluir mos até uma razoável quase-perfeição.
 

Então, aparentemente, os Mestres estão para alem disso tudo?
 

Não inteiramente. Embora ascendam a alturas inimagináveis que não mais são desses mundos, ainda se mantem em contato através dos Guardiães.
Por falar nisso, por que não fomos feitos perfeitos desde o início?
 

Mas fomos, de certa forma. Éramos perfeitos como bebês, modelos primários indiferenciados. Com o tempo todavia, podemos apenas crescer no sentido da perfeição caráter, do conhecimento, do amor, através de inumeráveis experiências pessoais. E essa viagem de crescimento é a questão toda da existência. O processo mesmo da vida é o produto, não tanto o resultado final. Todas as experiências em qualquer estágio são igualmente importantes, cada momento é incomparavelmente único.

Se a nossa corrente "aqui e agora" é igualmente importante, tanto quanto a de uma poderosa entidade cósmica, então por que não continuar se desenvolvendo ao bel-prazer. Onde está toda a urgência no aperfeiçoamento?
 

Porque o tempo já se esgotou no ciclo presente de vocês, e mudanças drásticas são iminentes. Houve diversos começos equivocados e colapsos no passado não registrado de seu planeta. Os humanos da Terra não podem mais ignorar a verdadeira direção do desenvolvimento da vida. Vocês não podem continuar brincando com jogos de poder destrutivos enquanto negligenciam o verdadeiro progresso, a não ser que a raça de vocês queira perecer como os dinossauros no passado da Terra. A escolha é ou adaptação progressiva ou extinção. Por exemplo, vocês não podem ignorar a forte possibilidade de serem brevemente contactados por uma ou outra espécie transespacial extraterrena de supercivilizações. Vocês devem começar a agir de maneira civilizada. Vocês devem também transcender e ampliar a presente estrutura estreita de crenças humanas para absorver diversos fatores novos. Vocês não podem ignorar seus próprios tremendos potenciais para um modo de vida muito mais elevado jamais sonhado   –   contudo, vocês estão ainda chafurdando na lama de um fundamental materialismo e provincianismo. Vocês não podem ignorar a mudança do ciclo que se aproxima e a taxa vibratória crescente de seu planeta, a que apenas as mentalidades de tipo superior estarão aptas a sobreviver.

---            Bem, parece-me bastante claro que precisamos de um sistema de valores mais saudável e construtivo.
---           Sim. Mas cada aspecto da vida é importante em seu próprio lugar; portanto, são necessários um equilíbrio global e uma abordagem holística. Para a fisicalidade de vocês, seu humanismo não é menos importante que a poesia e a espiritualidade.

–             Entendo, sua mensagem é clara: "Homem da Terra modifique-se ou pereça?".

Nos sentamos em silêncio, por um momento. Então falei novamente.

–             Você estava dizendo que os Guardiães existem em sua alma-essência, num plano inacessível aos mundos físicos Então, como poderei encontrá-los em minha forma física?

–             Não lhe posso contar a mecânica a respeito, mas vocês será transportado até lá, sem erro. Posso apenas contar-lhe minha parte na operação. Mas, antes, terei que começar com uma informação básica geral mais longa.

---             Estou pronto, pode falar.

–             Bem, o núcleo dessa galáxia, do qual estamos bastante próximos, é um setor estranhamente nebuloso, de espaço impenetrável, chamado de A Grande Barreira do Caos. Espaçonaves de todos os tipos já tentaram cortar caminho por dentro, até os sistemas estelares do outro lado, ao invés de circunavegar. Muitas naves se danificaram ou se perderam em monstruosas tempestades elétricas, enquanto buscavam caminhos para passar ou enquanto faziam prospecção de elementos raros nas cercanias. Até hoje essa zona de barreira permanece sendo o setor mais misterioso e mais desafiador que essa galáxia jamais conheceu. Nos braços em espiral de longínquo alcance da Barreira do Caos, em giro e constantemente em transição, nossos primeiros exploradores tropeçaram com "áreas de janela"que se abriam para outros universos de diferentes dimensional idades. Uma dessas janelas se abre para o sistema solar da Terra de seu universo. Você veio através dessa janela até o lado mais distante do núcleo da Barreira. Essa é a razão pela qual você levou um tempo relativamente longo para aqui chegar em circunavegação. Se você estivesse voltando agora, seria apenas um pulo até essa janela desta vez, pois sua localização desde então se deslocou até uma proximidade maior. Conforme você já ouviu, o trânsito até seu sistema mais denso é difícil e desgastante para as pessoas daqui. Por isso preferimos utilizar espaçonaves não – tripuladas a maior parte do tempo. Por falar nisso, você já teve uma nítida visão da Barreira: era aquilo que parecia uma nebulosa distante, logo após seu primeiro trânsito interdimensional. Lembra-se também das estranhas tempestades elétricas que você atravessou próximo do final de sua viagem na nave-mãe até aqui, algumas horas antes da descida no planeta? A tempestade foi causada por um dos braços em espiral de longínquo alcance da Barreira, o qual sofreu um deslocamento inesperado no curso de sua viagem. Você teve bastante sorte em ter sobrevivido!
 

---            Então a Barreira deveria estar perto o suficiente para dominar o céu aqui. Entretanto, não me lembro de tê-la visto em minha descida ao planeta.
 

---            Bem, ela está distante demais para ser vista claramente. Sua nave-mãe viajou incrivelmente mais rápido que qualquer velocidade usual em combinação com diversos "saltos de espaço". – Assim respondeu Quentin, retornando ao fio de sua estória. – De qualquer forma o núcleo em si da Barreira do Caos ainda permanece totalmente desconhecido. De acordo com o mito popular de nossa galáxia, existe uma Nave-Fantasma nas profundezas daquelas furiosas tempestades, que é capaz de carregar um corajoso aventureiro até o Olho, o reino dos Deuses. É claro que oficialmente isso é puro nonsense, assim como os ufos indescritíveis de vocês. Oficialmente, a Barreira toda é ainda um mistério insondável. Na realidade, entretanto, a Nave-Fantasma existe de fato; conhecida apenas por uns poucos seleciona dos, mas não pelo público em  geral, de acordo com o desejo dos Guardiães. Bem, meu caro amigo, a nave-mãe que trouxe até aqui irá transportá-lo agora até os limites  exteriores da Barreira do Caos propriamente dita, ao alcance do veículo especial feito para os visitantes dos Guardiães, a Nave-Fantasma. Enquanto  estiver na nave-mãe ou no disco-voador, não haverá comida ou bebida durante a viagem 0de um dia, apenas um substância purgativa para mascar. Certifique-se de estar inteiramente vazio antes de ser transferido para fora do disco. Uma vez a bordo da Nave-Fantasma, encontre o compartimento que lhe foi atribuído, se desfaça de toda e qualquer vestimenta, para envergar somente a malha colante, e ocupe o assento imediatamente. A..nave então o levará até a zona de transferência do Olho, quando tudo mais ficará a cargo de forças e processos desconhecidos até mesmo para os cérebros da Frota Psiquiana.
 
---            Esta é a estória. A explanação está encerrada, e você logo poderá estar a caminho...

 
 
 
Extraido  do livro Minha Odisséia em Naves Extraterrenas de Oscar Magcosi -  Editora Freita Bastos -  1979
 
 

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