Civilizações Misteriosas


Às vezes fica dificil saber se massas rochosas que reproduzem formas humanas ou animais pertencem a
uma civilização desconhecida ou se elas são, como se diz, um "capricho da natureza".

O explorador Daniel Ruzo, nosso amigo, descobriu no planalto de Marcahuassi, no Peru, uma quantidade
exagerada de rochas que se pareciam com ursos, otárias , cobras, leões ,  etc. ,  e muito lógicamente chegou à conclusão de que as pedras foram esculpidas pelos homens; batizou  aquele grupo de esculturas de cultura
Masma.

Na floresta de Fontainebleau  Daniel Ruzo, assistido por uma fotógrafa de grande talento, a senhora Edith
Gérin,  identificou  extraordinárias rochas antropomórficas,  e entre elas a célebre Mater que reproduzimos em nosso último livro( O Livro do Misterioso Desconhecido ).

O professor Todericiu voltou ao mesmo problema com extraordinária otária (uma espécie de foca) .   Na
opinião do professor Todericiu é dificil imaginar que a natureza tenha se divertido em cinzelar essa otária
com tanta minúcia e capricho, sem esquecer os olhos e a nadadeira anterior.

De fato, é uma imagem quase perfeita:  apesar disso as escamas ou as marcas de martelo que se observam
nas costas e na nadadeira , não parecem obra de alguma criatura humana, como por sinal acontece com
todas as outras imagens zoomorfas e antropomorfas  naquela floresta.

Aquelas escamas são o resultado da dilatação  da matéria  quando  ela  estava  em  fusão,  e  o  mesmo
fenomeno  pode ser observado na maioria dos bancos de rochas em todas as  partes  do mundo.

Nesse caso, a otária deveria ser considerada um capricho  da natureza.     Isso seria admissível se nas
mesmas paragens não  existissem também elefantes, bois, lagartos e a Mater!

Se tomarmos em consideração quatro ou cinco detalhes em cada forma animal, e isso em quatro ou cinco
detalhes  em cada forma animal , e isso em quatro ou cinco animais agrupados no mesmo lugar , o cálculo de
probabilidades nos dá o seguinte resultado : não podemos considerar  que isso seja devido ao acaso ; ele
existe aí uma evidencia de vontade consciente de criação.

Em  outras palavras, em Fontainebleau como no  planalto de Marcahuassi existe um número excessivo em
pedra, e não podem ser fruto do acaso: a otária foi portanto esculpida por mão humana .

Em suma: levando em conta o material, poderíamos pensar  que tudo foi uma obra da natureza, mas levando
em conta a quantidade de espécimes, pensamos que tudo isso foi criado .  Surge então uma explicaçã
racional, lógica . . .   e inacreditável : surge a idéia de que aquelas estátuas naturais foram imaginadas  e
engendradas  por uma natureza  inteligente que  desejava manifestar assim suas possibilidades criadoras.

É uma hipótese fantástica, mas talvez menos fantástica outra que atribue ao fogo nas entranhas da terra a
possibilidade  de criar sem motivo nenhum  personagens e animais com um toque de realismo   de gênio
dignos de um Rodin ou um Bourdelle.

Não foi a terra que procriou a humanidade inteligente?

Não poderíamos então estabelecer uma ligação entre seus  cromossomos-memória e os nossos, ou quem
sabe, nossos cromossomos e nossa capacidade de invenção , ou as irradiações  criadas pelo pensamento
dos animais, não poderiam eles tornar-se de alguma maneira a inteligência da matéria quando ela sai ainda
quente da matriz terrestre e se cristaliza ao ar livre?( A vida se manifesta dessa maneira : existe uma criação
expontanea de aminoácidos na água-mãe de uma terra virgem , ou seja ainda quente e irradiante ) .

Essa hipótese não é totalmente absurda. Os esoteristas e os físicos admitem que a matéria bruta: granito,
madeira, jade,  âmbar, pedras preciosas etc., têm a possibilidade de gravar a  voz e os sentimentos humanos
em suas (ferrites) magnéticas.

Partindo desse pressuposto, só falta mais um passo  para chegarmos a atribuirmos à matéria uma alma e
uma inteligencia .

Os pré-historiadores ficam bem longe desse tipo de especulações  perigosas, e só com muito esforço eles
conseguem admitir a existencia de uma alma nos pintores e gravadores de Lascaux.

Vocês já  estiveram em Montignac-Lascaux, na Dordogne?

Se não forarn, perderam definitivamente a possibilidade de admirar a maior maravilha do passado, do
presente (e sem dúvida do futuro )  porque as grutas não podem mais ser  visitadas( A  proibição  foi
motivada  por  razões  imperiosas:  a  preservação e a "saude" dos afrescos , atacados por uma alga .
Sómente pouquíssimos visitantes qualificados são admitidos de vez de quando ) .

Todo mundo sabe que o sito é composto de umas série de salas comunicantes cujas paredes estão
pintadas com afrescos  da época magdaleniana (15.000 à 20.000 anos atrás ).

Os homens mais cultos do mundo inteiro vieram admirar essas pinturas nas cores ocre, vermelho e preto, que
não podem ser comparadas a nenhuma outra, tanto assim que Lascaux foi apelidada o Louvre da
pré-história.

Existe mais um detalhe, muito menos conhecido: nas paredes daquelas grutas rochosas existem desenhos
gravados de um feitio extraordinário.

Os  magdalenianos  nunca  moraram  naquelas  grutas,  mas parece que fizeram delas uma espécie  de
templo, ou talvez um museu de pinturas para deixar às gerações futuras uma prova de seu gênio .

Perguntamos  ao  guia  que  estava  nos  acompanhando  e cujas opiniões eram conforme o modelo clássico
dos  "pré-historiadores" :

---     Os pintores de Lascaux deviam ter habitações , não é mesmo? Eles sabiam construir muros e casas?

---     Não senhor. Eles não sabiam construir muros.

---     Como foi então que conseguiram pintar afrescos a três e quatro metros de altura?

---     Eles usaram andaimes. Pode olhar por aí, na rocha há buracos nos quais eles introduziam vigas
transversais que sem dúvida sustentavam as pranchas.

Pedimos então a opinião do senhor Doru Todericiu, professor de Ciencias e Técnicas da Universidade de
Bucarest , que estava conosco naquela ocasião.

---     Isso é completamente contrário à  lógica - respondeu o professor Todericiu.   ---   Na história das
técnicas aprendemos justamente que os andaimes nunca precedem o conhecimento da alvenaria. Ao
contrário, são uma consequencia.

Daí, se os homens de Lascaux sabiam fazer andaimes, quer dizer- que sabiam construir muros.

Dizer o contrário é como afimar que as velas foram fabricadas antes que se conhecesse o sistema de
acender o fogo!

---     Você então acredita que os magdalenianos sabiam construir habitações em alvenaria?

---     É um fato inegável!

 As idéias propaladas a respeito dos bugres de Lascaux são completamente desprovidas de fundamento.

Vocês querem saber com o que eles pintavam?

Resposta dos "pré-historiadores" (que corresponde à verdade) : com ocre amarelo, lápis de manganês e
lápis de peróxido de ferro.

 A consistência daqueles lápis era muito parecida eom a dos batons usados pelas nossas mulheres, só  que
eram muito mais grossos.

Estamos no século XX, estamos indo à Lua, mas experimentem perguntar a quatrocentas pessoas
interrogadas ao acaso nas ruas de Paris ou de Berlim se saberiam fazer lápis de peróxido de ferro ou de
manganês!

Ninguém  saberia  faze-lol

Os  homens  de  Lascaux  tiveram  que  usar  uma  técnica avançada de fabricação:  extrair o peróxido de
ferro ou o manganês  (que por  sinal não se  encontra muito facilmente)  das terras ou das rochas, britar,
purificar, extrair o metal da ganga, reduzi-lo a pó , e misturar o pó com alguma matéria gordurosa para dar-lhe
a consistência desejada.

Como é possivel acreditar que técnicos suficientemente avançados para lidar com toda essa química não
eram capazes de colocar as pedras uma em cima da outra para fazer muros?

Como é possível ter a audácia de afirmar uma coisa tão inverossímil? E não basta:  todo animal pintado em
afresco foi desenhado  usando  duas técnicas bem  diferentes:  o  desenho traçado, nas linhas dos corpos, e
para as crinas e os focinhos dos cavalos, uma pulverização de tinta.

Do  ponto  de  vista  técnico  isso  indica  uma  evolução avançada.

Ainda mais, os animais vistos de perfil têm as patas de primeiro plano (do lado que está próximo a quem
observa) desenhadas de maneira normal.

As outras patas, as do lado oposto, são desenhadas com uma "falha", ou seja, uma interrupção  do traço
pintado, larga de dois a três dedos, cuja função ‚ de ressaltar que as patas estão num plano mais recuado! 0
resultado ‚ um efeito de "trompe-l'oeil" ou de perspectiva. Mas a perspectiva começou a ser usada somente
no século XV de nossa era!

Os desenhos apresentam sombras e luzes, existe um plano de construção, uma idéia de composição ,
utilizando as saliências e depressões da rocha. Em poucas palavras, cada afresco prova que os pintores de
Lascaux eram homens que possuíam uma cultura muito mais avançada que a média  dos habitantes de
nossos campos, no dia de hoje.

Querer fazer acreditar que aquelas criaturas viviam nas cavernas, com clavas e machados duplos de sílice ,
que se pareciam com o homem-símio , cuja estátua existe em Eyzies, significa negar qualquer ensinamento
racional da história das ciências e das técnicas.

Os pintores de Lascaux, artistas de gosto apurado e capazes  de   tomar  decisões de   ordem crítica, são,
sem   nenhuma dúvida, gênios  mal  conhecidos  ou  injustamente subestimados.

A   responsabilidade  disso  cai  nos  ombros  dos "pré-historiadores" que muitas vezes são capazes de
descobrir sitos, especular a respeito do conteúdo e da arquitetura, são muito habilidosos  em  encontrar
ceramicas  e  objetos  miúdos, mas sãþ totalmente incompetentes quando se trata de fazer uma avaliação
qualitativa, intelectual e psíquica.

Se eles encontrassem um "Air-Bus" da Air France espatifado num campo de sílice, logo chegariam à
conclusão de que se trata de um engenho do paleolítico superior!

Em se tratando de pré-história, o erro consiste em confiar a arqueólogos o trabalho de interpretar os achados,
pois esse papel é de competência absoluta dos professores de história da arte e dos de ciências e técnicas.

Por outro lado, também é escandalos  assistir ao disparatede ver que na França, e somente na França, as
descoberta arqueológicas são submetidas às leis do tabu pelo que diz respeito ao público, até que os
pontífices tenham concordado em escolher aquele que poderá  se beneficiar da publicação dos relatórios.

É isso que está  acontecendo em Lascaux onde os desenhos gravados têm o mesmo valor dos afrescos.

Assim mesmo, existe uma proibição de fotografa-los e até de vê-los.

Na parede esquerda da "nave" existe uma pequena cabeça de cavalo de mais ou menos 20 centimetros de
comprimento e que lembra Cranach e os melhores gravadores assim chamados primitivos do período que
imediatamente precede o Renascimento, e que nunca foi iluminada ou valorizada.

Em Lascaux existem centenas de desenhos, mas nada foi publicado a respeito e não são mostrados:  são
praticamente sequestrados nas galerias, e muitas dessas nunca foram abertas ao público.

Da mesma forma, os seixos gravados de Lussac-les-Chateaux ficaram sequestrados de 1937 até 1969: a
Conspiração é toda-poderosa quando se trata de nosso patrimônio histórico.

Quando porém alguma coisa escapa de suas garras, a solução é muito simples:  a Conspiração declara que
se trata de falsos!

Veja-se Glozel, cujos ossos gravados são os rnais lindos do mundo,  e muitas grutas com pinturas afresco e
desenho têm a mesma beleza dos de Rouffignac e de Lascaux!
 



 

O Cavalo Maravilhoso de Montignac-Lascaux


Professores de arte e de desenho analisaram essa cabeça de cavalo. O traço firme , o desembaraço
displicente das curvas , a inteligencia da expressão e de todos os detalhes nos quais o artista levou em conta
o jogo de sombras e luzes , a fantasia e a personalidade reveladas pelo desenho , fazem desse cavalo uma
obra de arte de grande envergadura . Aqui temos a prova evidente que o artista não era a criatura tosca e
embrutecida evocada por uma estátua erguida em Eyzies , mas uma criatura sensível , de nivel intelectual
elevado . Lucas Cranach ( século XVI ) reconhecido um dos maiores gravadores de todos os tempos teria
se orgulhado de assinar essa obra . Apesar disso os "pré-historiadores" teimam em afirmar que o artista de
Lascaux não seria capaz de erguer um muro!
 



 

Um afresco egípcio representa uma invocação a Rá   ---   o sol em sua realidade visível   ---   numa estilização
curiosa: o adorador é representado  como uma pilastra ou djed , acumulador  de  forças,  e  a  cabeça  ‚  um
tau  (o  T  dos  gregos),  simbolo do renascimento;  dois braços  humanos  elevados num gesto harmonioso
em direção ao círculo do sol completam o conjunto .

Ondulações circunflexas em volta da figura principal se parecem com  materializações de  fluido  elétrico.

Dois adoradores de tamanho menor se encontram na parte baixa do desenho, e acima da terceira ondulação
elétrica  estão os macacos   ---   os Thot bugios, que esticam seus braços em direção  a Râ, sendo as
testemunhas de sua viagem celeste.

Certo  ou errado que seja, um técnico em ciência ficou iimpressionado com a bastante rara estilização desse
afresco, em que basta completar o motivo central para que se transforme . . . na imagem de um gerador de
plasma!

Nessa hipótese, o funcionamento explica-se dessa forma: um jato de plasma obtido por meios térmicos
(fogo) ‚ levado para um tubo.

No interior desse tubo existem dois eletrodos ligados a um circuito interno, e o dispositivo ‚ colocado entre os
pólos  de um potente eletro-magneto.

Sem dúvida nenhuma, é arriscado pressumir que os antigos egípcios tivessem a intenção de representar o
processo da fabricação  do plasma, mas a analogia esquemática obriga-nos a procurar uma explicação.

Não  é  imþossível  que  não  exista  uma  correspondencia essencial e premonitora entre a criação
imaginária de ontem (nesse  caso,  a  adoração)  e  as  realizações  de  hoje  ou de amanhã  (o gerador).

Nesse sentido,  a arte pictórica ou gráfica estariam pré-representando as realizações científicas futuras,
quando elas são expressões de algo superior.

Resumindo, seriam uma esþécie de visões de nosso futuro, ou  então  reminiscências de um futuro passado;
nesse último caso existiria uma reestruturação em forma evasiva e artistica : pelo jogo dos
cromossomos-memória, dos segredos científicos nais antigos de nossos Antepassados Superiores.

Dessa maneira  a magia da palavra levada até o outro cabo da terra, a bi-locação, o espelho mágico, o
tapete voador  , etc., seriam simplesmente pré-representações do rádio, do cinena, da televisão, dos aviões.

Essa hipótese leva-nos a pensar que no universo tudo é dirigido e que nosso destino é previsto desde a
eternidade.

Alguns poder o ver nisso a vontade de Deus, e outros os carnpos  organizadores  imaginados  pelo
professor  Todericiu : ondas  que  precedem  ou  acompanham  todas  as  estruturações, seja dos  átomos
ou das moléculas ou dos cristais, que decidem as modificações, e que dominam as propriedades químicas
ou físicas dos organismos.

G. Stromberg  chama  isso:  o  espirito do  universo.

De fato, tudo isso faria parte do plano original, da razão desconhecida  da vida universal.

Numa ocasião anterior, divulgamos  uma informação a respeito  de  misteriosas  pedras  redondas
encontradas  na  mata  do Guatemala e dispostas, dependendo de seu tamanho, de maneira a representar
um atlas celeste.

Qual seria a civilização que poderia ter organizado aquela estranha  cosmografia?

Após  uma  pesquisa  acabamos  chegando  à  conclusão  de que aquelas pedras não passam de um
capricho da natureza.

A "National Geographic Society" e a "Smithsonian Institution" analisaram pedras muito maiores e muito
mais numerosas que se encontram nas montanhas da região noroeste do México, perto de Guadalajara
(Posição certa : em direção a Sierra de Ameca , entre Ahualulco de Mercado ao Norte , e Ameca e La Vega (
Estado de Jalisco )

Uma dessas pedras mede 11 pés de diametro (3,30m) e pesa 12 toneladas : é chamada piedra bola, ou
seja bola de pedra.

A metade inferior de toda pedra esférica mostra claramente que ficou dentro de uma espécie de matriz: sua
superfície  é  muito  menos  lisa  e  mais  ocrácea  do  que  a  parte superior.

Os geólogos dizem que essas esferas se formaram na época  do terciário, por meio de cristalização em alta
temperatura numa matriz de tufo quente (1.000  a 1400 graus  Fahrenheit).

Sem dúvida nenhuma as pedras . encontradas no México e na Guatemala têm uma origem natural.

Elas jazem numa disposição  desordenada  nunca caíramdo céu  como foi dito antes e não representam
nenhum vestígio de  qualquer civilização humana.

A lenda era muito bonita, mas desprovida de fundamento !

Nas montanhas  de Hor,  entre o Mar Morto e o Mar Vermelho, na divisa ocidental da atual Jordânia, uma
garganta  estreita e sinuosa chamada El-Sik leva a uma espécie de anfi-teatro natural contornado por altos paredões de rochas.

Ali ficava em tempos idos a antiga cidade de Petra , chamada também Wadi-Mouça (Vale de Moisés), que
foi a capital da terceira Palestina dorninada pelo Império Romano.

Entre os penhascos íngremes podemos observar um templo , um teatro e palácios, construídos dentro dos
próprios flancos das rochas:  os arqueólogos dizem que foram construídos pelos Romanos durante a
ocupação .

Na cidade foram encontrados vários túmulos , muito mais antigos.

A realidade supera de  maneira fantástica qualquer imaginação  porque as fachadas dos templos, dos
palácios e do teatro não  passam  de "trompe-l'oeil",   são  simplesmente  bastidores que carecem de
espaço interno: atrás dos muros entalhados na rocha não há  nada, a não ser uma estreita sala vazia, com
poucos bancos também esculpidos na própria rocha.

Os pórticos ,  as sacadas,  as janelas são pura aparência, como no teatro. Tudo é simulado, não passa de um
engano: poderíamos dizer que somente a aparência é verdadeira.

0 conjunto termina em forma de urna e os  árabes nômades dizem que ali está  um tesouro, o Khazné.

É difícil acreditar que aqueles monumentos insólitos e sem utilidade foram construíos pelos romanos, que com
certeza foram grandes construtores, mas que nunca se divertiram fazendo trabalhos inúteis, especialmente
dessa envergadura.

Por sinal, em nenhum relato antigo encontra-se qualquer alusão  que possa confirmar essa hipótese.

Petra foi fundada mais ou menos no século VII antes nossa era pelos nabateus, mas essa cidade foi
encontrada no fundo do vale.

Quem foi então o que construiu o palácio e os templo?  Quando e por que?

Acredita-se que as primeiras construções datam do século XVIII antes de Cristo e que outras foram
edificadas durante a dominação dos nabateus.

Alguns arqueólogos acreditam que Petra ‚ o vestígio  uma civilização perdida e que talvez se refugiou nesses
lugares desérticos após um grande cataclisma.

Outros porém opinam que os palácios, os templos, o falso  teatro  abrigavam  túmulos, ou  então eram uma
espécie de santuário secreto onde era praticada a iniciação à alta magia.

É poss¡vel que essas construções  sem a utilidade aparente foram imaginadas para uma espécie de universo
paralelo, ou para deuses cujo nome não podia ser revelado e cujo culto não podia ser mencionado.

Lembramo-nos então dos idumeus, antepassados dos nabateus,  cujo  governador  tinha  um  nome
bastante  herético: Antipater.

Edom  (Esaú), pai dos idumeus,  usava esse nome  que significava :  "o Ruivo", e talvez fosse o
antepassado daqueles misteriosos Sheidirn que, como relata M. Duncker, aterrorizavam os hebreus, aos
quais sempre negaram a passagem pelas suas terras nos tempos do Êxodo.

A história de Esaú-Bdom e de Jacob, pelos exegetas, explicaria simbólicamente a luta de um povo antigo
(os edomitas) contra  um  povo  mais  jovern  (os hebreus),  que  acabou dominando-o.

De fato, Jacob que venceu Esaú, recebeu o apelido de: o  Suplantador.

A  esse  respeito  é bom lembrar que os nabateus  eram pagãos, mas que no começo da era cristã  foram
citados como um povo famoso pelos seus conhecimentos de astronomia e de todas as outras ciências.

Possivelmente  foram  os  continuadores da  civilização dos arameus e, quem sabe, dos misteriosos
ammoneus cuja origem, escrita e civilização são desconhecidas.

Nesse caso  Petra talvez fosse o santuário pagão de um povo muito evoluído e sem dúvida o mais antigo do
Oriente Médio .

Os hebreus transformaram esse povo em seu inimigo hereditário , porque odiavam todos que eram
superiores a eles.    A respeito dos monumentos de Petra, é possivel que fossem dedicados ao Mestre do
Universo, ao Deus Único, que não podia ser conhecido, não podia ser nomeado e que talvez era o deus
dos atlantes.

 0 arqueólogo Harold T. Wilkins recebeu no outono de 1939, por intermédio do consul geral dos EUA, no Rio
de Janeiro, uma cópia de um documento intitulado:

Relação historica de huma occulta e grande povoação antiguissima sun maradares que se
descubrio anno de 1753.  ( O portugues é este mesmo -  rsm )
 

Quando os bandeirantes exploraram - e saquearam o sertão da Bahia, que ainda em nossos dias é
impenetrável ,  ( o texto deste livro é de 1971 ‚ descobriram um templo arruinado, muros antigos e grutas com
vestígios de habitação.

Nos destroços quase completamente cobertos pela vegetação tropical encontraram inscrições num idioma
desconhecido, e um dos bandeirantes teve a inspiração de copia -las. (Veja a reprodução - se alguem
quiser eu mando a imagem zipada em private , incluindo a do mapa do Ylo - rsm).

A escrita não se parece com nenhuma outra conhecida, apesar de ter caracteres analogos aos de Glozel.

Équase impossível fazer conjeturas a respeito dos misteriosos habitantes do sertão brasileiro, mas não há
qualquer dúvida que tiveram uma civilização  adiantada e original, como atestam a invenção da escrita e as
ruínas encontradas.

Com base em numerosos fragmentos de informação é possivel  afirmar que em outros tempos no Brasil e em
toda América do Sul uma civilização desconhecida precedeu a dos incas e dos aymaras, sendo que também foi muito poderosa adiantada.

0 escritor e viajante espanhol Barco Centenera visitou em 1601 as ruínas chamadas El Gran Moxo, nas
nascentes do rio Paraguai, ou seja, em proximidade de Sete Lagunas ( ou Sete Lagoas ) , no centro de
Mato Grosso, num local  a 14º 35' de latitude sul e 57º 30' de longitude oeste, perto da moderna cidade  de
Diamantina.

Centenera encontrou uma espécie de grande lampadário  elétrico em bom estado de funcionamento.

É claro que não era alimentado por pilhas ou baterias,  mas ficava iluminando sem interrupção, e temos
razões para acreditar que a origem da claridade era química e elétrica.

A descrição  leva-nos a  acredita -lo:  "Uma coluna encimada por uma lua ou grande esfera, que iluminava
brilhantemente as redondezas".

É uma  coisa  extraordinária,  mas  o  segredo  daquele lampadário   devia ser conhecido em    todos os
lugares porque nas antípodas , na Nova Guiné  holandesa , numa região dos montes Wilhemine , foi
encontrada a mesma estranha geringonça : esferas de 3 m a 3, 5 m de diametro compostas de uma
substância aparentemente mineral e fluorescente , que estavam colocadas em cima de colunas e irradiavam
uma luz branca parecida   ao néon ou às lampadas de vapor de mercúrio.

Parece também que na parte inexplorada da selva equatorial brasileira existem labirintos, catacumbas e
grutas. Vários exploradores ou viajantes afirmam a mesma coisa, e seus relatos a respeito parecem concordar. Um destes escreve ( D.  J   D.  von  Tschudi :  Viagens ao Chile, Peru , etc publicado em Viena , 1862  -  Harold T.  Wilkins  : Secret cities of the South America  ---    Paul  Grégor: Journal dún sorcier , Paris , 1967) :

"Sómente na região práticamente impenetrável onde eu estava explorando madeiras de lei, encontrara
quatro dessas entradas do metrô do inferno.

Alguns corredores levam a salas, a galerias com colunas, cheias de vestígios de uma antiga civilização.

Nessas estranhas criptas há  uma profusão de ídolos de pedra, de vasos e de esculturas."

0 arqueólogo Harold T. VVilkins ( Introduction to Mysteries of South America , Londres : 1950. Encontramos
Ylo  no  antigo  mapa  reproduzido  na  página.  seguinte :  está  no Peru,  ao sul  de Arequipa.  Wilkins
acredita  que  "the tunnel   of the  inca"   se  encontra  na  extremidade  sul  do  deserto  de  Atacama,  ou
seja no norte do Chile)  descobriu o mais extraordinário monumento conhecido, ainda mais que parece
relacionado às esferas irradiantes.

Em Ylo, na região de Mollendo ao sul de Arequipa, existe el Tombo del Ynca (o túmulo do inca) à
beira-mar.

Nele há  uma antiga inscrição que seria "a chave da entrada secreta do Túnel ou Sorabon, que levaria aos
mistérios e ao ouro perdido do Mundo Antigo, cuja porta está  oculta atrás de um dos três picos, e
defendida por emanações  de gases mortíferos".

Essa  inscrição  indecifrável é fosforescente  e  o  topo da rocha de Ylo também irradia uma luz igual à dos
lampadários de El Gran Moxo.

 lenda do tesouro de Los Tres Picos é pouco conhecido entre os que procuram tesouros.     É possível que
essa lenda possa ser identificada com os tesouros do Pez Grande e do Pez Chico, que despertaram nossa
atenção durante uma viagem ao Peru,  mas que não conseguimos absolutarnente  Iocalizar.

Eis o que conta a esse respeito o explorador e nosso amigo Florent Ramaug :

"Um velho inca de estirpe nobre, herdeiro das tradições e dos segredos de seus antepassados, não quis
morrer sem confiar a alguem tudo o que sabia a respeito dos tesouros escondidos pelos sacerdotes do Sol,
na Cordilheira dos Andes.

Escolheu um espanhol em quem confiava e disse:

"0 tesouro de Pez Chico encontra-se nos Andes de Carahaya, no flanco do vale em que corre o rio (A
história  desse  tesouro,  com  todos  os  pormenores,  está  em  Tesouros do Mundo,  de Robert Charroux,  Editora Hemus,
1979.).     Encontrar s uma gruta que fica iluminada pelo primeiro raio do sol, na alvorada.

Grandes blocos de pedra trancam o fundo daquela gruta, mas acharás uma fenda bastante larga para
deixar passar um homem.

Por ali irás para um subterraneo que penetra pela montanha e terás que abrir três portas para chegar ao
sarituário  secreto.

A primeira porta é de cobre, e abre-se com uma chave de ouro; a segunda porta é de prata e abre-se com
uma chave de cobre; a terceira porta e de ouro  e  abre-se  com uma chave de prata. Encontrarás grandes
riquezas e entre elas um disco de ouro puro. Traga-o aqui, pois desejo contempla-lo antes de morrer. Não
poderás tocar nas riquezas escondidas naquele santuário, porque elas pertencem a Deus".

0 espanhol ficou louco quando viu tudo aquilo, e com a força estorquiu o segredo do Pez Grande.

---    Está  debaixo da estátua do Deus-Sol, murmurou o inca, mas não o encontrarás!

De fato, o caçador de tesouros ficou sepultado na gruta quando conseguiu remover a estátua.

Foi assim que se perdeu o segredo do Pez Chico e do Pez Grande, mas acredita-se que alguma indicação
deve existir no rochedo de Ylo.
 

Extraido do livro O Livro dos Mundos Esquecidos de Robert Charroux  -  Hemus  -  1971

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