O Caso Aricanduva
 

Há vinte e seis anos, no bairro do Tatuapé, em São Paulo, o jovem Paulo Coutinho foi, ao que tudo indica, seqüestrado por estranhos seres e passou quase 24 horas a bordo de um UFO. Esse caso, que ficou conhecido como "caso Aricanduva", porque ocorreu próximo ao local onde passa o rio de mesmo nome, foi pesquisado pelo ufólogo paulista Mário Martins Ribeiro. O pesquisador nos forneceu, em primeira mão, todo o material.

Paulo Coutinho, morador do bairro do Tatuapé, na cidade de São Paulo, saiu para ir à escola no dia 23 de junho de 1976, à noite, e, no dia seguinte, pela manhã, seus pais descobrem que ele não dormiu em casa.

Logo depois, Luciano, um de seus amigos, bate à porta e diz ter vindo entregar cadernos e objetos escolares de Paulo, que encontrou espalhados numa calçada próxima. pouco antes da meia-noite do dia anterior. Isto aumenta as suspeitas de José Alves Coutinho, pai de Paulo, de que algo grave poderia ter acontecido ao filho. Ainda de manhã, às 9 procura o genro, funcionário policial e relata-lhe o ocorrido.

Durante todo o dia, José Alves e o investigador percorrem prontos-socorros, hospitais, casas de amigos, vizinhos, parentes e vão, até mesmo, ao necrotério. Nada descobrem. A noite, a casa da família está cheia de pessoas ansiosas por notícias. Conversa-se sobre o paradeiro de Paulo, quando, de repente, José Alves levanta-se e, desacompanhado, dirige-se ao fundo do quintal. Mais tarde, diria: "Senti necessidade de ir até lá. Ao encontrar-me só, parece que alguém me tirou todo o peso que sentia. Tive um alívio indescritível e a certeza de que meu filho voltaria são e salvo". Conhecedores do assunto acreditam que ele, inconscientemente, tenha recebido uma mensagem sobre a situação do rapaz.

De volta ao interior da residência, José contava a experiência ao filho mais velho e à mulher, quando, assim como outros presentes, ouve um ruído no corredor externo. Todos correm para ver o que sucede e encontram Paulo deitado de bruços, gemendo e com a respiração bastante acelerada. Estava desacordado e tinha o corpo coberto de manchas roxas, parecidas com as provocadas por um frio intenso. Os integrantes de uma viatura policial, presentes, prontificam-se a levá-lo ao Pronto-Socorro do Tatuapé.

Ao chegarem, o médico de plantão percebeu que ele estava com algum distúrbio nervoso e reanimou-o com os processos utilizados para casos de traumatismo deste tipo. Ao recuperar os sentidos, Paulo disse sentir-se faminto. Uma vez alimentado, passou a relatar o que lhe ocorrera. "O dia 23", disse ele, "transcorreu normalmente, com exceção de um apito intermitente que ouvia o tempo todo e que chegou a deixar-me irritado. A noite, às 11 e meia, sai da aula e levei minha namorada para sua casa, situada perto de onde moro. Depois, como sem-pre faço, fui a pe para casa. Antes de chegar, senti vontade de andar mais um pouco. Não estava a mais de um quarteirão longe de casa, quando vi no céu uma estranha luz que, a princípio, pensei ser um avião."

"Olhava para o ponto luminoso, quando senti um calafrio percorrer meu corpo. Quis ir embora, mas não consegui sair do lugar, nem ao menos gritar. A luz aproximou-se e ficou a uns 6 ou 7 metros do lugar onde me encontrava. Sob ela surgiu uma criatura pequena, de cabeça, olhos e orelhas grandes e uma boca diminuta. Não tinha cabelo, sobrancelhas, barba, pêlo nenhum. Vestia uma roupa de cor cinza-azulada, com um símbolo sobre o peito.

Percebi então que, involuntariamente, ia para perto dele. Só parei quando cheguei a seu lado e, daí a pouco, senti-me flutuando e vi que subia como um balão, dentro de uma bola luminosa. A terra distanciava-se e notei que nos dirigíamos a um objeto em forma de charuto, avermelhado, com pelo menos 200 metros de comprimento. Quando chegamos mais perto, sua cor mudou para um cinza-metálico. Entramos e comecei a sentir-me um pouco enjoado.

A bola luminosa em que eu estava entrou numa sala que, acredito, servia como uma espécie de cabine de descontaminação. Fui deitado sobre um círculo cinza-escuro que havia no meio do aposento. Duas criaturas apareceram. Eu continuava sem poder mexer-me livre-mente mas, mesmo assim, tentei tocar num deles para certificar-me de que não sonhava. Não consegui, fiquei meio assustado e senti que, dentro de minha cabeça, algo parecia dizer que eles não me fariam mal. Não podia distinguir se se tratava de uma comunicação deles ou de minha imaginação. Os três permaneciam imóveis, não mexiam a boca, nem faziam gestos. Então, começaram a andar e senti que deveria segui-los. Tinha de andar de quatro, não conseguia ficar de pé. Vi que, ao caminharmos de encontro a uma pa-rede, esta simplesmente desapareceu ao nos aproximarmos. Entramos num outro compartimento e voltei a ficar só com a primeira das criaturas que conheci. Logo depois, surgiram outros oito. Sentei-me no chão da sala vazia.

Estava bastante amedrontado e comecei a pensar nos que havia deixado. A primeira pessoa em que pensei foi em minha namorada e, de repente, vi-a na parede a minha frente. A parede era como um video e dava a impressão de que a pessoa estava ali em carne e osso.
No desenho 1 , descreve-se a sua entrada no interior do OVNI, três pequenos seres permanecem imóveis , observando-o. O segundo representa sua passagem pela sala do "visor de pensamentos " . A primeira pessoa em quem Paulo pensou foi a sua namorada , Bárbara , que imediatamente apareceu no visor, ela andava pela rua  e estava junto da irmã e uma amiga .
 
 

 

No desenho 3,   conforme a descrição de Paulo da criatura , era pequena. de cabeça.,  olhos e orelhas grandes e uma boca diminuta. Não tinha cabelo, sobrancelhas, barba, pêlo nenhum. Vestia roupa de cor azulada, coin um .simbolo .cobre o peito. O objeto não identificado (alto, direita). apresentava a forma do desenho. O desenho seguinte mostra o "visor" onde os. seres colocaram as mãos. Gesto cuja inalidade não foi descoberta. . Embora sua caneta. ao voltar. apresentasse forte radioatividade, Paulo até hoje ( 1979 ) passa hem.

 

 
 
 

 

Bárbara andava pela rua junto da irmã e uma amiga. Vi, ainda, um amigo passar por elas de motocicleta. Depois, quis ver meus pais. Encontrei-os chorando dentro da sala. Fiquei nervoso e perguntei aos seres o que desejavam de mim. Não responderam.

A sala era clara. mas não havia nenhuma fonte de luz visível. Dois deles dirigiram-se a uma saliência numa das paredes. colocaram suas mãos sobre ela, senti que me pediam para ficar tranqüilo. Penso ter entendido que desejavam saber como surgiu a vida no uni-verso. Perguntei-lhes se eram robôs, responderam que não. Ao olharem volta, vi que três deles eram diferentes. Disseram ser do sexo feminino. Comecei a fazer perguntas e comentaram que no planeta deles não há sexo como conhecemos aqui e que lá as crianças são `feitas' em laboratórios, que as preparam para uma função definida dentro da sociedade. Depois de algum tempo, manifestei desejo de voltar."

"Um deles colocou a mão sobre outra saliência da parede e esta sumiu para. em seu lugar. surgir um corredor com uma luminosidade avermelhada. Percebi que me chamavam e atravessei a sala. Numa das paredes apareceu uma cama e meu corpo flutuou, até que me vi deitado sobre ela. Um deles aproximou-se e passou a mão sobre mim. Onde ele tocava, ficava iluminado. Senti que iria deixar a nave. Fiquei tonto e vi que tudo começou a rodar. Comecei a escutar vozes, queria mexer-me e não conseguia, parecia sonhar. Quando abri os olhos estava no pronto-socorro. Meu corpo estava adormecido, formigava."

Este foi o relato de Paulo sobre sua experiência. Ele acredita ter estado no interior de um UFO. Fez alguns desenhos da sala onde esteve. dos seres que o seqüestraram e dos aparelhos que viu. Quando voltou, uma caneta esferográfica que estava num de seus bolsos foi analisada e constatou-se nela forte índice de radioatividade. Após algum tempo. soube-se que o policial que o carregou até a viatura e desta ao consultório de emergência quando ele estava desmaiado, queixou-se de forte irritação em todo o corpo. principalmente nos braços.

Uma vizinha, dona Virginia. e sua filha Marly viram algo que talvez estivesse ligado ao UFO que o raptou. Ela diz que no dia 24, às 7 e meia da noite, ao dirigir-se à casa de Paulo, viu sobre esta. na altura da antena de televisão, um estranho objeto luminoso. Logo que o viu, chamou sua filha, que ainda chegou a vê-lo, quando se afastava rapidamente.
 

Extraido de um texto de Mário Martins Ribeiro   ---   1979

 

 
 

Hosted by www.Geocities.ws

1