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RESUMO DA TESE DE DOUTORADO
Sociologia, Institucionalismo e Desenvolvimento Político
no Estudo de Sistemas Partidários
Partindo do reconhecimento da existência de uma pluralidade de abordagens
teórico-metodológicas na ciência política, esta tese pretende contribuir
para a elaboração de uma concepção a respeito do problema e objeto
constitutivos da disciplina capaz de integrar tais abordagens num todo
coerente. Para tanto, reflete-se aqui sobre a coexistência das perspectivas
sociológica e institucionalista na ciência política, em geral, e no
subcampo de estudos sobre partidos políticos e sistemas partidários, em
particular. Argumenta-se que o "lugar" apropriado de cada uma pode ser
coerentemente visualizado se se adotar uma perspectiva de desenvolvimento
político como o paradigma básico e integrador da disciplina. No subcampo
específico aqui em foco, esse argumento leva a reconhecer a importância da
linha de estudos sobre a mudança ou estabilidade dos sistemas partidários,
voltada para compreender, numa perspectiva diacrônica, a relação entre o
substrato sociológico – as clivagens sociais e alinhamentos eleitorais – e
o nível das instituições políticas – os partidos e sistemas partidários.
Proopõe-se que para realizar adequadamente estudos nessa linha deve-se dar
atenção à noção de "volatilidade em blocos", desenvolvida em seu âmbito. E,
pelo menos para o estudo de casos brasileiros, isso implica a necessidade de
tomar para a construção dos "blocos partidários" um conjunto de dados maior e
mais diversificado do que apenas a definição ideológica dos partidos. Este
último argumento é ilustrado, por fim, com o recurso ao caso do sistema
partidário do estado de Goiás, de 1982 a 2002.
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