Robinson de Sá Almeida
Professor de Ciência Política
Departamento de Ciências Sociais, FCHF, Universidade Federal de Goiás
Última atualização em 27 de janeiro de 2007.

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Sociologia, Institucionalismo e Desenvolvimento Político
no Estudo de Sistemas Partidários

Partindo do reconhecimento da existência de uma pluralidade de abordagens teórico-metodológicas na ciência política, esta tese pretende contribuir para a elaboração de uma concepção a respeito do problema e objeto constitutivos da disciplina capaz de integrar tais abordagens num todo coerente. Para tanto, reflete-se aqui sobre a coexistência das perspectivas sociológica e institucionalista na ciência política, em geral, e no subcampo de estudos sobre partidos políticos e sistemas partidários, em particular. Argumenta-se que o "lugar" apropriado de cada uma pode ser coerentemente visualizado se se adotar uma perspectiva de desenvolvimento político como o paradigma básico e integrador da disciplina. No subcampo específico aqui em foco, esse argumento leva a reconhecer a importância da linha de estudos sobre a mudança ou estabilidade dos sistemas partidários, voltada para compreender, numa perspectiva diacrônica, a relação entre o substrato sociológico – as clivagens sociais e alinhamentos eleitorais – e o nível das instituições políticas – os partidos e sistemas partidários. Proopõe-se que para realizar adequadamente estudos nessa linha deve-se dar atenção à noção de "volatilidade em blocos", desenvolvida em seu âmbito. E, pelo menos para o estudo de casos brasileiros, isso implica a necessidade de tomar para a construção dos "blocos partidários" um conjunto de dados maior e mais diversificado do que apenas a definição ideológica dos partidos. Este último argumento é ilustrado, por fim, com o recurso ao caso do sistema partidário do estado de Goiás, de 1982 a 2002.

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