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Anjo no nome, Angélica
na cara
Isso é ser flor e Anjo juntamente
Ser Angélica flor e Anjo florente,
Em quem, se não em vós, se uniformara:
Quem vira uma tal flor,
que a não cortara,
Do verde pé, da rama florescente:
E quem um Anjo vira tão luzente:
Que por seu Deus não o idolatrara?
Se pois como Anjo sois dos
meus altares,
Fôreis o meu custódio, e a minha guarda,
Livrara eu de diabólicos azares
Mas vejo, que por bela,
e por galharda,
Posto que os Anjos nunca dão pesares
Sois meu Anjo, que me tenta, e não me guarda.
Gregório de Matos
Guerra |