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Lá, nas celestes regiões
distantes,
No fundo melancólico da esfera,
Nos caminhos da eterna Primavera
Do amor, eis as estrelas palpitantes.
Quantos mistérios andarão
errantes,
Quantas almas em busca de quimera,
Lá, das estrelas nessa paz austera
Solução, nos altos céus radiantes.
Finas flores de pérolas
e prata,
Das estrelas serenas se desata
Toda a caudal das ilusões insanas.
Quem sabe, pelos tempos
esquecidos,
Se as estrelas não são os ais perdidos
Das primitivas legiões humanas?!
Cruz e Sousa |