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Wicca é uma palavra do inglês
arcaico que quer dizer "bruxo" (plural: wicce). Há quem diga
que seu significado é "sábio", mas isso
não corresponde à verdade. A palavra tem sua
origem na raiz indo-européia "wikk-", significando "magia",
"feitiçaria". O nome Wicca é o mais usado para
denominar essa religião. Ela também é
conhecida como Bruxaria, Feitiçaria, Antiga
Religião e Arte dos Sábios, ou simplesmente, a
Arte. As origens da Bruxaria remontam à aurora da
humanidade. As crenças começaram a tomar forma no
Paleolítico, há aproximadamente vinte e cinco mil
anos. Neste período, o ser humano era nômade e
suas principais fontes de subsistência eram a caça
e a coleta. Tudo era misterioso para o homem e a mulher do
paleolítico: o trovão, o sol, a
escuridão... Para eles, o mundo era um lugar perigoso, cheio
de forças que deveriam ser temidas, respeitadas e
reverenciadas. Com o tempo, a idéia das forças
foi evoluindo para a idéia de Deuses.Um dos primeiros e,
seguramente, o mais importante Deus primitivo a surgir foi o Deus de
Chifres. Para que o clã nômade sobrevivesse, uma
das principais atividades era a caça: dela provinham carne
para alimentar-se, peles para vestir-se, ossos e chifres para fazer
instrumentos. Assim, tomou forma na mente do ser humano primitivo a
idéia de um Deus das Caçadas, dotado de chifres,
símbolo de seu poder.Alguns membros do clã
iniciaram a prática de atividades de caráter
mágico-religioso, compostos por um elemento religioso
(esboços de rituais e mitos dedicados à
adoração do Deus de Chifres, forças da
natureza e espíritos dos antepassados)e por um elemento
mágico (práticas que tentavam atrair a
benevolência destas divindades e espíritos, a fim
de manipulá-las para interesses práticos do
clã).
Neste momento estava se delineando algo que se assemelhava muito a
grosso modo com uma classe sacerdotal. Estes "sacerdotes" realizavam
ritos do que hoje é denominado magia simpática,
ou seja, práticas baseadas na atração
dos semelhantes. Pintavam-se cenas de membros do clã
vencendo e abatendo animais cobiçados, para garantir o
sucesso da próxima caçada. Miniaturas destes
mesmos animais eram confeccionadas, em osso, chifre ou barro, e
então simulava-se sua caça e abate.Estes ritos
eram geralmente dirigidos por um destes "sacerdotes", geralmente usando
a primeira de todas as túnicas: peles de animais e uma
máscara dotada de chifres.Em Trois Frères, na
França, existe uma pintura de doze mil anos, conhecida como
"Le Sorcière" ("O Feiticeiro"). é a figura de um
homem vestido de peles, com cauda e chifres de cervo. A sua volta,
paredes cobertas por pinturas de animais em caçadas. A seus
pés, uma saliência na rocha, constituindo um
altar. Mas as caçadas não eram a única
coisa que fazia o clã sobreviver. Havia um
Mistério: o da fertilidade. O clã precisava
continuar. De tempos em tempos, a barriga das mulheres crescia, e, ao
fim de algumas luas, delas surgia um novo membro da tribo, pequeno, mas
que crescia com o passar do tempo. Os animais também tinham
filhotes, e isso garantia o alimento das futuras
gerações. A chave de todo esse
Mistério era a mulher, aquele enigmático ser que,
se já não bastasse ser a única
responsável pela continuação da tribo
(ainda não havia a consciência da
participação do homem na
reprodução), também alimentava as
crianças com leite de seu próprio corpo.
Além disso, aquela criatura mágica vertia sangue
de dentro de seu corpo em algumas ocasiões, mas mesmo assim
não morria.
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Todas estas constatações
deram origem ao
surgimento de uma Deusa da Fertilidade, uma Grande Mãe.
Figuras pré-históricas desta Deusa são
incontáveis. Uma das mais famosas é a
Vênus de Willendorf: seu corpo parece uma grande massa
disforme da qual se destacam um gigantesco par de seios e uma
proeminente barriga grávida. Ela não tem
pés nem braços, e seu rosto está
coberto. Estas características são comuns a
várias outras "Vênus"
pré-históricas, e se devem à
ênfase que o ser humano primitivo dava ao aspecto de
fertilidade da mulher.
A Deusa era a Grande Mãe Natureza, fonte de toda a vida. Com
o tempo, os homens foram se conscientizando de seu papel na
reprodução, e o aspecto de fertilizador passou a
ser mais um dos atributos do Deus de Chifres. Ele tornou-se filho da
Deusa, pois dela era nascido, e também seu amante, pois a
fertilizava para que um novo ser surgisse. A partir desta
concepção, novos ritos foram adicionados
às práticas mágico-religiosas, onde
esculpiam-se ou pintavam-se animais ou humanos copulando, e todo o
clã entregava-se ao ato sexual, já tendo recebido
a graça dos Deuses.No Neolítico, o ser humano
desenvolveu a agricultura, e começou a formar aldeias e
povoados. Com a descoberta das técnicas de plantio, a Deusa
assumiu maior importância, passando a acumular
também o aspecto de guardiã da colheita. O Deus
de Chifres começou a ganhar uma nova face, a de alegre Deus
das Florestas, protetor dos animais e criaturas dos bosques. Quando o
homem adquiriu a noção das
estações do ano, esboçaram-se as
primeiras idéias sobre a Roda do Ano.
Havia um período quente e fértil, onde
realizavam-se as colheitas e a natureza mostrava todo seu esplendor.
Neste período, reinava a Deusa. Depois as folhas secavam e
caíam e tudo parecia estar morto. O povo voltava a depender
da caça para sobreviver, pois não podia viver
só dos alimentos armazenados. Quem regia este
período era o Deus das Caçadas, que
também adquiria seu novo aspecto de Sombrio Senhor da Morte
(nesta época nasceram também os primeiros
conceitos sobre a vida após a morte). Surgiram
então os primeiros mitos sobre a descida da Deusa ao mundo
subterrâneo que, séculos mais tarde, tomaria forma
definitiva na Grécia, com o mito de Perséfone, e
na Mesopotâmia, com a lenda de Ishtar.
As culturas desenvolveram-se com o passar dos séculos, e
novos aspectos dos Deuses foram descobertos. Cultos religiosos se
estruturaram, centrados nos ciclos e nascimento, morte e renascimento
da natureza. O tempo da plantação e o tempo da
colheita eram muito importantes, marcados com festividades, assim como
o período do recolhimento do gado e a época de
sua liberação ao pasto. Nestas datas, juntamente
com as de mudanças de estação,
realizavam-se encenações de mitos nos quais um
Deus Velho morria para um Deus Jovem nascer, representando a morte da
antiga colheita e o nascimento de uma nova. Estes cultos possibilitaram
o refinamento da classe sacerdotal, que chegou ao requinte de gerar
representantes como os druídas, sacerdotes celtas que
encantaram os gregos e romanos com sua profunda filosofia e
integração com a natureza. Sua
erudição era admirável, e acumulavam
funções como a de legisladores,
médicos, poetas, bardos e guardiões da
tradição oral. Na Grécia Antiga,
floresceram os Cultos de Mistério, dos quais deve
destacar-se os Ritos de Elêusis e os Mistérios
órficos. Também foram de grande
importância os cultos dionisíacos. Deve-se ter em
mente que estas são linhas gerais do início da
bruxaria, que confunde-se com o surgimento das primeiras
manifestações religiosas humanas. O que foi
relatado acima aconteceu, em épocas diferentes, nos mais
variados lugares. é verdade que nem tudo ocorreu exatamente
da mesma maneira em todos os lugares: enquanto no Crescente
Fértil da Mesopotâmia nasciam avançadas
civilizações, na Europa ainda vivia-se de
caça e coleta. Mas o que impressiona e é
importante não são as diferenças, e
sim as semelhanças dos primeiros esboços de
religião. Wicca é uma palavra do inglês
arcaico que quer dizer "bruxo" (plural: wicce). Há quem diga
que seu significado é "sábio", mas isso
não corresponde à verdade. A palavra tem sua
origem na raiz indo-européia "wikk-", significando "magia",
"feitiçaria". O nome Wicca é o mais usado para
denominar essa religião. Ela também é
conhecida como Bruxaria, Feitiçaria, Antiga
Religião e Arte dos Sábios, ou simplesmente, a
Arte.
As origens da Bruxaria remontam à aurora da humanidade. As
crenças começaram a tomar forma no
Paleolítico, há aproximadamente vinte e cinco mil
anos. Neste período, o ser humano era nômade e
suas principais fontes de subsistência eram a caça
e a coleta. Tudo era misterioso para o homem e a mulher do
paleolítico: o trovão, o sol, a
escuridão...
Para eles, o mundo era um lugar perigoso, cheio de forças
que deveriam ser temidas, respeitadas e reverenciadas. Com o tempo, a
idéia das forças foi evoluindo para a
idéia de Deuses.Um dos primeiros e, seguramente, o mais
importante Deus primitivo a surgir foi o Deus de Chifres. Para que o
clã nômade sobrevivesse, uma das principais
atividades era a caça: dela provinham carne para
alimentar-se, peles para vestir-se, ossos e chifres para fazer
instrumentos. Assim, tomou forma na mente do ser humano primitivo a
idéia de um Deus das Caçadas, dotado de chifres,
símbolo de seu poder. Alguns membros do clã
iniciaram a prática de atividades de caráter
mágico-religioso, compostos por um elemento religioso
(esboços de rituais e mitos dedicados à
adoração do Deus de Chifres, forças da
natureza e espíritos dos antepassados) e por um elemento
mágico (práticas que tentavam atrair a
benevolência destas divindades e espíritos, a fim
de manipulá-las para interesses práticos do
clã). Neste momento estava se delineando algo que se
assemelhava muito a grosso modo com uma classe sacerdotal. Estes
"sacerdotes" realizavam ritos do que hoje é denominado magia
simpática, ou seja, práticas baseadas na
atração dos semelhantes. Pintavam-se cenas de
membros do clã vencendo e abatendo animais
cobiçados, para garantir o sucesso da próxima
caçada. Miniaturas destes mesmos animais eram
confeccionadas, em osso, chifre ou barro, e então
simulava-se sua caça e abate. Estes ritos eram geralmente
dirigidos por um destes "sacerdotes", geralmente usando a primeira de
todas as túnicas: peles de animais e uma máscara
dotada de chifres.
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Em Trois Frères, na França,
existe uma pintura de
doze mil anos, conhecida como "Le Sorcière" ("O
Feiticeiro"). é a figura de um homem vestido de peles, com
cauda e chifres de cervo. A sua volta, paredes cobertas por pinturas de
animais em caçadas. A seus pés, uma
saliência na rocha, constituindo um altar. Mas as
caçadas não eram a única coisa que
fazia o clã sobreviver. Havia um Mistério: o da
fertilidade. O clã precisava continuar. De tempos em tempos,
a barriga das mulheres crescia, e, ao fim de algumas luas, delas surgia
um novo membro da tribo, pequeno, mas que crescia com o passar do
tempo. Os animais também tinham filhotes, e isso garantia o
alimento das futuras gerações. A chave de todo
esse Mistério era a mulher, aquele enigmático ser
que, se já não bastasse ser a única
responsável pela continuação da tribo
(ainda não havia a consciência da
participação do homem na
reprodução), também alimentava as
crianças com leite de seu próprio corpo.
Além disso, aquela criatura mágica vertia sangue
de dentro de seu corpo em algumas ocasiões, mas mesmo assim
não morria.
Todas estas constatações deram origem ao
surgimento de uma Deusa da Fertilidade, uma Grande Mãe.
Figuras pré-históricas desta Deusa são
incontáveis. Uma das mais famosas é a
Vênus de Willendorf: seu corpo parece uma grande massa
disforme da qual se destacam um gigantesco par de seios e uma
proeminente barriga grávida. Ela não tem
pés nem braços, e seu rosto está
coberto. Estas características são comuns a
várias outras "Vênus"
pré-históricas, e se devem à
ênfase que o ser humano primitivo dava ao aspecto de
fertilidade da mulher.A Deusa era a Grande Mãe Natureza,
fonte de toda a vida. Com
o tempo, os homens foram se conscientizando de seu papel na
reprodução, e o aspecto de fertilizador passou a
ser mais um dos atributos do Deus de Chifres. Ele tornou-se filho da
Deusa, pois dela era nascido, e também seu amante, pois a
fertilizava para que um novo ser surgisse. A partir desta
concepção, novos ritos foram adicionados
às práticas mágico-religiosas, onde
esculpiam-se ou pintavam-se animais ou humanos copulando, e todo o
clã entregava-se ao ato sexual, já tendo recebido
a graça dos Deuses. No Neolítico, o ser humano
desenvolveu a agricultura, e começou a formar aldeias e
povoados. Com a descoberta das técnicas de plantio, a Deusa
assumiu maior importância, passando a acumular
também o aspecto de guardiã da colheita. O Deus
de Chifres começou a ganhar uma nova face, a de alegre Deus
das Florestas, protetor dos animais e criaturas dos bosques. Quando o
homem adquiriu a noção das
estações do ano, esboçaram-se as
primeiras idéias sobre a Roda do Ano. Havia um
período quente e fértil, onde realizavam-se as
colheitas e a natureza mostrava todo seu esplendor. Neste
período, reinava a Deusa. Depois as folhas secavam e
caíam e tudo parecia estar morto. O povo voltava a depender
da caça para sobreviver, pois não podia viver
só dos alimentos armazenados. Quem regia este
período era o Deus das Caçadas, que
também adquiria seu novo aspecto de Sombrio Senhor da Morte
(nesta época nasceram também os primeiros
conceitos sobre a vida após a morte).
Surgiram então os primeiros mitos sobre a descida da Deusa
ao mundo subterrâneo que, séculos mais tarde,
tomaria forma definitiva na Grécia, com o mito de
Perséfone, e na Mesopotâmia, com a lenda de
Ishtar.As culturas desenvolveram-se com o passar dos
séculos, e novos aspectos dos Deuses foram descobertos.
Cultos religiosos se estruturaram, centrados nos ciclos e nascimento,
morte e renascimento da natureza. O tempo da
plantação e o tempo da colheita eram muito
importantes, marcados com festividades, assim como o período
do recolhimento do gado e a época de sua
liberação ao pasto. Nestas datas, juntamente com
as de mudanças de estação,
realizavam-se encenações de mitos nos quais um
Deus Velho morria para um Deus Jovem nascer, representando a morte da
antiga colheita e o nascimento de uma nova. Estes cultos possibilitaram
o refinamento da classe sacerdotal, que chegou ao requinte de gerar
representantes como os druídas, sacerdotes celtas que
encantaram os gregos e romanos com sua profunda filosofia e
integração com a natureza. Sua
erudição era admirável, e acumulavam
funções como a de legisladores,
médicos, poetas, bardos e guardiões da
tradição oral. Na Grécia Antiga,
floresceram os Cultos de Mistério, dos quais deve
destacar-se os Ritos de Elêusis e os Mistérios
órficos. Também foram de grande
importância os cultos dionisíacos. Deve-se ter em
mente que estas são linhas gerais do início da
bruxaria, que confunde-se com o surgimento das primeiras
manifestações religiosas humanas. O que foi
relatado acima aconteceu, em épocas diferentes, nos mais
variados lugares. é verdade que nem tudo ocorreu exatamente
da mesma maneira em todos os lugares: enquanto no Crescente
Fértil da Mesopotâmia nasciam avançadas
civilizações, na Europa ainda vivia-se de
caça e coleta. Mas o que impressiona e é
importante não são as diferenças, e
sim as semelhanças dos primeiros esboços de
religião.
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