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A Lua
Negra é
representada por Lilith, a imagem mais antiga da mulher. Ela
é
uma figura mitológica que, segundo a lenda foi a primeira
mulher
de Adão e se rebelou pois não queria obedecer a
tudo o
que ele mandava. Por isso ela representa a mulher maternal, mas muito
severa que exige que os filhos tenham garra para enfrentar as
dificuldades da vida Lilith também da coragem para as
pessoas
reconhecerem seus próprios defeitos, impõe
desafios e
garante vitórias.
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"Lil"
também era a palavra sumero-acádia que designava
a "tormenta de pó" ou "nuvem de pó", um termo que
também se aplicava aos fantasmas, cuja forma era uma nuvem
de pó e cujo o alimento era supostamente o pó da
terra. Na língua semítica "liliatu" era
então "a criada de um fantasma", porém
prontamente se fundiu com a palavra "layil", "noite", e se converteu em
uma palavra que se designava a um demônio
noturno.Cuidadosamente apagada da Bíblia cristã,
Lilith permanece como símbolo de rebelião
à repressão do feminino na psique e na sociedade.
O mito Lilith mostra bem a passagem do matriarcado para o patriarcado.
Tanto na literatura ortodoxa como na apócrifa, a sombra de
Lilith seguiu cercando as mulheres até o século
XV d. C. Nessa época, e utilizando as mesmas imagens
incorporadas em Lilith, milhares delas foram acusadas de copular com o
demônio, matar crianças e seduzir homens, ou seja,
de serem bruxas.
Textos da literatura judia de fontes apócrifas,
não incluídos no canon ortodoxo do Antigo
Testamento, contêm passagens como a seguinte:
"As mulheres são o mal, filhos meus: como não
têm o poder nem a força para enfrentar o homem,
usam truques e intentam enganá-lo com seus encantos; a
mulher não pode dominar pela força o homem,
porém o domina mediante a astúcia. Pois
certamente a anjo de Deus me falou sobre elas e me ensinou que as
mulheres se entregam mais ao espírito de
fornicação que o homem, e que tramam
conspirações em seus
corações contra os homens; com sua forma de
adornar-se primeiro lhes fazem perder a cabeça, e com uma
olhada inoculam o veneno, e logo durante o próprio ato os
fazem cativos; pois uma mulher não pode vencer o homem pela
força. Assim que evitai a fornicação,
filhos meus, e ordenem a vossas esposas e filhas que não
adornem suas cabeças e seus rostos, pois a toda mulher que
usa truques desse tipo estará reservado o castigo eterno".
Esse exemplo nos mostra como um mito, se for entendido e concebido de
forma literal, pode criar um prejuízo e converter-se em uma
doutrina que se declara a si mesma uma verdade divinamente revelada.
É conveniente lembrar que Jesus não aprovou nem o
mito nem suas implicações, nem os costumes
patriarcais referentes as mulheres, muito pelo contrário.
Foram transmitidas ao Novo Testamento através dos escritos
de Pablo, e assim fizeram sua entrada na doutrina formal
cristã.
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