Cultos
Até a Proclamação da República, em 1889, o Brasil era oficialmente católico. Outras religiões eram permitidas apenas em culto doméstico. A liberdade religiosa só veio em 1890. Ainda hoje, cerca de 74% dos brasileiros são católicos romanos (IBGE-2000), o que torna o Brasil a nação de maior população católica do Planeta. A observância e a experiência religiosas têm por objetivo prestar tributos e estabelecer formas de submissão a esses poderes, nos quais está implícita a idéia da existência de ser ou seres superiores que criaram e controlam o cosmos e a vida humana. À medida que o homem passou a organizar sua existência numa base racional, a multiplicidade de poderes divinos e sobre-humanos do primitivo animismo não conseguiu mais satisfazer a necessidade de estabelecer uma relação coerente com as múltiplas forças espirituais que povoavam o universo. Surgiram assim as religiões politeístas, panteístas, deístas e monoteístas, expressões das condições sociais e culturais de cada época e das características dos povos em que surgiram. Toda religião pressupõe algumas crenças básicas, como a sobrevivência depois da morte, mundo sobrenatural etc., ao menos como fundamento dos ritos que pratica. Essas crenças podem ser de tipo Mitológico - relatos simbólicos sobre a origem dos deuses, do mundo ou do próprio povo; ou Dogmático - conceitos transmitidos por revelação da divindade, que dá origem à religião revelada e que são recolhidos nas escrituras sagradas em termos simbólicos, mas também conceituais.


  • Religião grega
  • A religião grega teve uma influência tão duradoura, ampla e incisiva, que vigorou da pré-história ao século IV e muitos dos seus elementos sobreviveram nos cultos cristãos e nas tradições locais. Complexo de crenças e práticas que constituíram as relações dos gregos antigos com seus deuses, a religião grega influenciou todo o Mediterrâneo e áreas adjacentes durante mais de um milênio. Os gregos antigos adotavam o Politeísmo Antropomórfico, ou seja, vários deuses, todos com formas e atributos humanos. Religião muito diversificada, acolhia entre seus fiéis desde os que alimentavam poucas esperanças em uma vida paradisíaca, como os heróis de Homero, até os que, como Platão, acreditavam no julgamento após a morte, quando os justos seriam separados dos ímpios. No período compreendido entre as primeiras incursões dos povos helênicos de origem indo-européia na Grécia, no início do segundo milênio a. C., até o fechamento das escolas pagãs pelo imperador bizantino Justinianus, no ano 529 da era cristã, transcorreram cerca de 25 séculos de influências e transformações. Os primeiros dados existentes sobre a religião grega são as Lendas Homéricas, do século VIII a. C., mas é possível rastrear a evolução de crenças antecedentes. As conquistas de Alexandre o Grande facilitaram o intercâmbio entre as respectivas mitologias, de vencedores e vencidos, ainda que fossem influências de caráter mais cultural que autenticamente religioso. Pode-se dizer que o sincretismo, ou fusão pacífica das diversas religiões, foi a característica dominante do Período Helenístico. Para os gregos, o homem era o centro do universo e a medida de todas as coisas. Cada homem compunha-se de corpo e alma; esta, ao morrer, descia em forma de sombra para o reino de Hades, na embarcação de Caronte. Apenas os heróis e os favorecidos dos deuses iam para os campos elísios. Os rebeldes eram castigados no Tártaro, e quem tivesse cometido crime contra pessoa do mesmo sangue era perseguido ainda em vida pelas fúrias. As crenças órficas acentuaram o dualismo entre a alma e o corpo. Consideravam este como uma prisão da alma, ao contrário da cultura grega clássica, que o exaltava.

  • Religião Romana
  • Para o político e orador Cícero, os romanos ultrapassaram todos os outros povos na sabedoria singular de compreender que tudo está subordinado ao governo e direção dos deuses. Sua religião, porém, não se baseou na graça divina e sim na confiança mútua entre deuses e homens; e seu objetivo era garantir a cooperação e a benevolência dos deuses para com os homens e manter a paz entre eles e a comunidade. Entende-se por religião romana o conjunto de crenças, práticas e instituições religiosas dos romanos no período situado entre o século VIII a.C. e o começo do século IV da era cristã. Caracterizou-se pela estrita observância de ritos e cultos aos deuses, de cujo favor dependiam a saúde e a prosperidade, colheitas fartas e sucesso na guerra. A piedade, portanto, não era compreendida em termos de experiência religiosa individual e sim da fiel realização dos deveres rituais aos deuses, concebidos como poderes abstratos e não como divindades antropomórficas. O ceticismo religioso chegou a ser uma atitude predominante na sociedade romana em face das guerras e calamidades, que os deuses, apesar de todas as cerimônias e oferendas, não conseguiam afastar. O historiador Tácitus comentou amargamente que a tarefa dos deuses era castigar e não salvar o povo romano. Com as crises econômicas e sociais que atingiram o mundo romano, a antiga religião não respondeu mais às inquietações espirituais de muitos e, a partir do século III a.C., começaram a se difundir religiões orientais de rico conteúdo mitológico e forte envolvimento pessoal, mediante ritos de iniciação, doutrinas secretas e sacrifícios cruentos. Nesse ambiente verificou-se mais tarde a chegada dos primeiros cristãos, entre eles os apóstolos Pedro e Paulo, com uma mensagem ética de amor e salvação. O Cristianismo conquistou o povo, mas seu irrenunciável monoteísmo chocou-se com as cerimônias religiosas públicas, nas quais se baseava a coesão do estado, e em especial com o culto ao imperador. Depois de sofrer numerosas perseguições, o cristianismo foi reconhecido pelo imperador Constantinus I no ano 313 d .C. No último período do Império Romano, desenvolveu-se de forma particular o culto ao Sol, e o imperador Aurelianus proclamou como suprema divindade de Roma o Sol Invicto. Mas essas tentativas de reavivar uma religião que sempre servira aos interesses do estado fracassaram, ante a expansão do cristianismo que, em 391, foi declarado religião oficial do estado pelo imperador Theodosius I, que suprimiu o culto tradicional.

  • Catolicismo
  • A palavra católico surge nos principais credos (definições de fé semelhantes a preces) cristãos, nomeadamente no Credo dos Apóstolos e no Credo Niceno. Os cristãos da maior parte das igrejas, incluindo a maioria dos protestantes, afirmam a sua fé "numa única santa Igreja católica e apostólica". Esta crença refere-se à sua crença na unidade última de todas as igrejas sob um Deus e um Salvador. No entanto, neste contexto, a palavra católico é usada pelos crentes num sentido definitivo, e não como o nome de um corpo religioso. Neste tipo de uso, a palavra é geralmente escrita com c minúsculo, enquanto que o C maiúsculo se refere ao sentido descrito neste artigo. No cristianismo ocidental, as principais fés a se considerarem católicas, além da Igreja Católica Romana, são a Igreja Católica Antiga, a Velha Igreja Católica, a Igreja Católica Liberal, a Igreja Católica Carismática, a Associação Patriótica Católica Chinesa e alguns elementos anglicanos (os "Anglicanos da Alta Igreja", ou os "Anglo-Católicos"). Estes grupos têm crenças e praticam rituais religiosos semelhantes aos do Catolicismo Romano, mas diferem substancialmente destes no que diz respeito ao estatuto, poder e influência do Bispo de Roma.

  • Budismo
  • É uma religião e filosofia baseada nas escrituras e na tradição leiga e monástica iniciadas por Siddhartha Gautama, o Buda histórico, que viveu aproximadamente entre 563 e 483 a.C. Surgiu originalmente na Índia e de lá se espalhou através da Ásia, Ásia Central, Tibete, Sri Lanka (antigo Ceilão), Sudeste Asiático como também para países do Leste Asiático, incluindo China, Myanmar, Coréia, Vietnã e Japão. Hoje o Budismo se encontra em quase todos os países do mundo, amplamente divulgado pelas diferentes escolas budistas, e conta cerca de 376 milhões de seguidores. O Budismo ensina a desenvolver ações boas e construtivas, evitar ações ruins e danosas, e purificar e treinar a mente. O objetivo dessas práticas é o fim do sofrimento decorrente da existência cíclica, samsara, despertando no praticante o entendimento da realidade última - o Nirvana. A moral budista é baseada nos princípios de preservação da vida e moderação. O treinamento mental foca na disciplina moral (sila), concentração meditativa (samadhi), e sabedoria (prajña). Apesar do Budismo não negar a existência de seres sobrenaturais (de fato, há muitas referências nas escrituras Budistas), ele não confere nenhum poder especial de criação, salvação ou julgamento à esses seres, não compartilhando da noção de Deus comum à maioria das religiões. Entende-se que, assim como os humanos, eles possuem o poder de afetar os eventos mundanos. A base do Budismo é a compreensão das Quatro Nobres Verdades, ligadas à constatação da existência de um sentimento de insatisfação (Dukkha) inerente à própria existência, que pode no entanto ser transcendido através da prática do Nobre Caminho Óctuplo. Outro conceito importante, que de certa forma sintetiza a cosmovisão budista, é o das três marcas da existência: a insatisfação (Dukkha), a impermanência (Anicca) e a ausência de um "eu" (Anatta).

  • Espiritismo
  • A palavra espiritismo em frances spiritisme surgiu como um neologismo criado pelo pedagogo francês Allan Kardec, utilizado pela primeira vez na introdução de O Livro dos Espíritos (1857), para nomear especificamente o corpo de idéias por ele sistematizadas, diferenciando-o do movimento espiritualista em geral. Contudo, a utilização de raízes oriundas da língua viva para compor a palavra (Spirit: Espírito + Isme: Doutrina), que, por um lado, foi um expediente a que recorreu Kardec para facilitar a difusão do novo conjunto de idéias, por outro fez com que o termo fosse rapidamente incorporado ao uso cotidiano para designar tudo o que dizia respeito à comunicação com o além-túmulo. Assim, por espiritismo, muitos entendem hoje as várias doutrinas religiosas e/ou filosóficas que crêem na sobrevivência do espírito à morte do corpo, e, principalmente, na possibilidade de se comunicar com ele. No entanto, muitos seguidores do Espiritismo, segundo codificado por Allan Kardec, apontam muitas vezes que este uso mais genérico do termo espiritismo é um equívoco. O presente artigo visa a tratar do Espiritismo levando em consideração todos os diferentes usos do termo, enquanto o artigo Doutrina Espírita está voltado para descrever o Espiritismo conforme foi codificado por Kardec. Essa divisão entre Espiritismo (geral) e Doutrina Espírita é meramente didática, não implicando em apologia a nenhum dos dois usos.

  • Hinduismo
  • É uma religião henoteísta tradicional da Índia. Considerada a mais antiga das grandes religiões do mundo ainda em prática, o hinduísmo é caracterizado por uma diversidade de sistemas de crenças, práticas e escrituras. Tem origem na antiga cultura Védica em cerca de 3000_a.C.. É a terceira maior religião do mundo com aproximadamente 1050 milhões de seguidores, 96% dos quais no subcontinente indiano. Mas também é influente em Bangladesh, Nepal, Indonésia, Sri Lanka, e no Paquistão. Embora seja geralmente mencionado como uma religião específica, o hinduísmo é mais corretamente descrito como um conjunto de religiões com uma linguagem em comum, pois tem pouca ou nenhuma organização central ou base teológica compartilhada. De uma forma geral, é uma das religiões mais tolerantes conhecidas, exceto pelo sistema de castas. Os hindus seguem um sistema estrito de castas que determina o status de cada pessoa. O nascimento em uma determinada casta é o resultado do karma produzido em vidas passadas. Somente membros das castas mais elevadas, brâmanes, podem realizar os rituais hindus e ter posições de autoridade nos templos hindus. "Hinduísmo" é uma palavra que originalmente indicava uma região geográfica. Por esse motivo, alguns grupos indianos mais tradicionalistas defendem que a religião é mais adequadamente chamada de Sanatana Dharma, significando "Religião Eterna". A teologia hinduísta se fundamenta no culto aos Avatares da divindade suprema, Brahma. Particular destaque é dado à Trimurti - um trindade constituída por Brahma, Shiva e Vishnu. Pode parecer estranho para os padrões de uma cultura cristã, mas o culto direto aos membros da Trimurti é relativamente raro - em vez disso, costumam-se cultuar avatares mais específicos e mais próximos da realidade cultural e psicológica dos praticantes, como por exemplo Krishna, Avatar de Vishnu e personagem central do Bhagavad Gita. Essencialmente, qualquer forma de prática espiritual seguida com fé, amor e persistência levará ao mesmo estado final de auto-realização. Portanto, o pensamento hindu se distingue por encorajar enfaticamente a tolerância pelas diferentes crenças, desde que sistemas temporais não podem declarar serer a única compreensão da Verdade Transcendental. Para os hindus, essa idéia tem sido uma força ativa na definição do 'Dharma Eterno'. É para o hinduísmo o que o infinito Ser Divino de Advaita é para a existência, permanecendo eternamente imutável e auto-iluminado, central e penetrante, a despeito de todo o caos à sua volta.

  • Islamismo
  • O islão, islã, islame ou islamismo é uma religião monoteísta que surgiu na Península Arábica no século VII, baseada nos ensinamentos religiosos do profeta Muhammad (Maomé) e numa escritura sagrada, o Alcorão. Cerca de duzentos anos após o seu nascimento na Arábia, o islão já se tinha difundido em todo o Médio Oriente, no Norte de África e na Península Ibérica, bem como na direcção da antiga Pérsia e Índia. Mais tarde, o islão atingiu a Anatólia, os Balcãs e a África subsariana. Recentes movimentos migratórios de populações muçulmanas no sentido da Europa e do continente americano levaram ao aparecimento de comunidades muçulmanas nestes territórios. A mensagem do islão caracteriza-se pela sua simplicidade: para atingir a salvação basta acreditar num único Deus, rezar cinco vezes por dia, submeter-se ao jejum anual no mês do Ramadão, pagar dádivas rituais e efectuar, se possível, uma peregrinação à cidade de Meca. O islão é visto pelos seus aderentes como um modo de vida que inclui instruções que se relacionam com todos os aspectos da actividade humana, sejam eles políticos, sociais, financeiros, legais, militares ou interpessoais. A distinção ocidental entre o espiritual e temporal é, em teoria, alheia ao islão.

  • Judaismo
  • É o nome dado à religião do povo judeu, e é a mais antiga das três principais religiões monoteístas (cristianismo e islamismo). Surgido da religião mosaica, o judaísmo, apesar de suas ramificações, defende um conjunto de doutrinas que o distingue de outras religiões: a crença monoteísta em YHWH como Criador e D-us e a eleição de Israel como povo escolhido para receber a revelação da Torá que seriam os mandamentos deste D-us. Dentro da visão judaica do mundo, D-us é um Criador ativo no universo e que influencia a sociedade humana, na qual o judeu é aquele que pertence à uma linhagem com um pacto eterno com este D-us. Há diversas tradições e doutrinas dentro do judaísmo, criadas e desenvolvidas conforme o tempo e os eventos históricos sobre a comunidade judaica, os quais são seguidos em maior ou em menor grau pelas diversas ramificações judaicas conforme sua interpretação do judaísmo .Entre as mais conhecidas encontra-se o uso de objetos religiosos como a kipá, costumes alimentares e culturais como cashrut e peiot ou o uso do hebraico como língua litúrgica. Ao contrário do que possa parecer um judeu não precisa seguir necessariamente o judaísmo, ainda que judaísmo só possa ser necessariamente praticado por judeus. Hoje o judaísmo é praticado por cerca de quinze milhões de pessoas em todo o mundo (2006). Da mesma forma, o judaísmo não é uma religião de conversão, e atualmente respeita a pluralidade religiosa desde que tal não venha à ferir os mandamentos do judaísmo. Alguns ramos do judaísmo defendem que no período messiânico todos os povos reconhecerão YHWH como único D-us e submeter-se-ão à Torá.

  • Jainismo
  • O jainismo ou jinismo é uma das religiões mais antigas da Índia, juntamente com o hinduísmo e o budismo, compartilhando com este último a ausência da necessidade de Deus como criador ou figura central. Considera-se que a sua origem antecede o Bramanismo, embora seja mais provável que tinha surgido na sua forma actual no século V a.C., em resultado da acção religiosa do Mahavira. Vista durante algum tempo pelos investigadores ocidentais como uma seita do hinduísmo ou uma heresia do budismo, devido à partilha de elementos comuns com estas religiões, o jainismo é contudo um fenómeno original. Ao contrário do budismo, o jainismo nunca teve um espírito missionário, tendo permanecido na Índia, onde os jainas constituem hoje cerca de quatro milhões de crentes. Pequenas comunidades jainas existem também na América do Norte e na Europa, em resultado de movimentos migratórios. A palavra jainismo tem as suas origens no verbo sânscrito jin que significa "conquistador". Os seus adeptos devem combater, através de uma série de estágios, as paixões de modo a alcançar a libertação do mundo. Sua visão básica é dualista. A matéria e a mônada vital ou jiva são de natureza distinta, e durante sua vida o ser vivente (seja humano ou animal) tinge sua mônada como resultado de suas ações. Para se purificar, esta religião propõe um extremo ascetismo e o colocar em prática da doutrina da não-violência ou ahimsa.

  • Shmu'el
  • Foi em tempos uma Sociedade secreta shamanista criada no sec. XIII cujo nome significa - Nome de Deus - Esta sociedade que evoluiu do shamanismo tem evoluido desde a sua origem primeira. O objectivo dos Shmuel é o de procurar sempre em todos os factos divinos uma explicação cientifica. Por esse motivo a sua evolução de conceitos. Também conhecidos como os "filhos de Samuel" , acreditava-se que eram os supostos protectores da "arca da aliança" e da "Sagrada Sabedoria".Com raizes em todo o mundo, o seu principal objectivo é evitar que o conhecimento da sagrada sabedoria seja utilizada erradamente. Os seus ensinamentos são muito influenciados pelas antigas culturas sumérias e acádias. As suas ideologias são sempre baseadas em dados cientificos factuais. Mesmo o seu conceito de fé é diferente: -"Fé é aquilo que procuramos explicar, mas a nossa evolução ainda não permite concluir." Os Shmuel defendem o equilibrio e estabilidade na terra bem como a evolução em direcção a uma perfeição relativa. Os Shmuel durante muitos séculos foram uma fábula pouco conhecida. Existem pouquissimos registos a este respeito. Estes seguidores de crenças semiticas deixaram como ultimas, algumas marcas de actividade levemente descritas no principio dos anos 80 na Austria a quando a preparação de rituais de renascimento descritos num relatório feito num artigo de um jornal local.Baseiam os seus rituais em antigas crenças da Mesopotânia e Egipto, e seguem escrupulosamente a hierarquia das suas mitologias. Eles defendem que no concelho universal a Terra é representada por este doze seres chamados Melquisedeques, os quais defendem a raça humana perante Deus, em conjunto com Miguel - Jesus.

  • Igreja Universal do Reino de Deus (IURD)
  • É uma igreja cristã de linhas neopentecostais, fundada no Brasil, onde tem sua maior atuação, também está presente em outros países, tanto de língua portuguesa como em outros. Trata-se de uma instituição polêmica, devido ao fato de sua teologia, seus atos, posições sociais e morais, bem como métodos de trabalho serem duramente criticados, tanto por leigos quanto por adeptos de outras linhas religiosas, inclusive de linhas cristãs, protestantes e pentecostais.

  • Taoísmo
  • É uma religião e filosofia chinesas, atribuídas tradicionalmente a Lao Tsé, que resumiu seu pensamento no Tao Te Ching. Juntamente com o Confucionismo e o Budismo, forma a base da Religião Tradicional Chinesa. É geralmente descrito como uma filosofia e religião asiática, embora também se diga não ser nenhum dos dois, porém um aspecto da sabedoria chinesa. Traduzido literalmente, significa "o ensinamento do Tao. No contexto taoísta, 'Tao' pode ser entendido como um caminho no espaço-tempo - a ordem na qual as coisas acontecem. Como termo descritivo, pode se referir ao mundo real na história - algumas vezes nomeado como o "grande Taoo" - ou, antecipadamente, como uma ordem que deve se manifestar - a ordem moral de Confúcio ou Lao Tsé ou Cristo, etc. Um tema no pensamento chinês primitivo é Tian-dao ou caminho da natureza (também traduzido como "céu", e às vezes "Deus"). Corresponde aproximadamente à ordem das coisas de acordo com a lei natural. Tanto o "caminho da natureza" quanto o "grande caminho" inspiram o afastamento estereotípico taoísta das doutrinas morais e normativas. Assim, pensado como o processo pelo qual cada coisa se torna o que ela é (a "Mãe de todas as coisas") parece difícil imaginar que temos que escolher entre quaisquer valores de seu conteúdo normativo - portanto pode ser visto como um príncípio eficiente de "vazio" que sustenta confiavelmente o funcionamento do universo. O taoísmo é uma tradição que, com seu tradicional contraste, o confucionismo, modelou a vida chinesa por mais de 2000 anos. O taoísmo enfatiza a espontaneidade ou liberdade da manipulação sócio-cultural pelas instituições, linguagem e práticas culturais. Como o conceito confucionista de governo consiste em fazer todos seguirem o mesmo tao moral, manifesta anarquismo - defendendo essencialmente a idéia de que não precisamos de nenhuma orientação centralizada. Espécies naturais seguem caminhos apropriados a elas, e os seres humanos são uma espécie natural. Seguimos todos por processos de aquisição da sociedade diferentes normas e orientações, e no entanto podemos viver em paz se não procuramos unificar todas estas formas naturais de ser. Assim, o taoísmo representa de muitas maneiras a antítese do conceito confucionista referente a deveres morais, coesão social e responsabilidades governamentais, mesmo que o pensamento de Confúcio inclua os valores taoístas e o inverso, como se pode ler nos Analetos de Confúcio.

  • Confucionismo
  • É um sistema filosófico chinês criado por Kung-Fu-Tzu (Confúcio). Entre as preocupações do confucionismo estão a moral, a política, a pedagogia e a religião. Conhecida pelos chineses como Junchaio (ensinamentos dos sábios).Fundamentada nos ensinamentos de seu mestre, o confucionismo encontrou uma continuidade histórica única. Dos seguidores de Confúcio, o séc. 4 A.C. encontrou em Meng zi (Mêncio, ou Mâncio) e Xun Zi um grande desenvolvimento e expansão na sociedade. Esses dois originais autores buscaram compreender o confucionismo dentro de uma perspectiva naturalista, recorrente nas forças que atuavam na sociedade em seus períodos de vida. Mencio acreditava na importância da educação para retificar a boa natureza humana, que teria sido depravada em função dos conflitos e das necessidades impostas pela vida. O Homem possuiria os instintos naturais dos animais de preservação, ajuda, e a inteligência suficiente para evitar o conflito. Já Xun zi recorreu ao verso da moeda para compreender o papel de Confúcio. Ele acreditava numa natureza perversa do homem, derivado dos mesmos instintos de preservação dos animais. Talvez pensando nos rituais propostos para a sociedade, e pela necessidade de ordenação, tal como no fundamento das lendas de fundação chinesas e na influência jurista, Xun zi via no interior do homem uma inteligência capaz de articular meios pelo qual poderia evitar sua condição natural de forma arbitrária, mas que para isso haveria de ter criado uma escala de valores delimitantes da ação humana. Mencio conseguiu uma boa repercussão popular por sua abordagem otimista da vida, mas as classes altas da sociedade viram em Xun zi uma explicação razoável para suas dúvidas. Assim, ao menos, deixam transparecer algumas biografias de Sima Qian (II a. C.). O Confucionismo se tornaria a doutrina oficial do império chinês durante a dinastia Han ( séculos III a. C. - III d. C.), encontrando continuadores ao longo deste período que se destacaram em vários campos diferentes. Donz Zhong shu, por exemplo, buscou revigorar e re-interpretar o confucionismo através das teorias cosmológicas dos cinco elementos; Wang Chong utilizou-se de um ceticismo lógico para criticar as crenças infundadas e os mitos religiosos. Embora tivesse perdido um certo vigor após a dinastia Han, o confucionismo seria novamente desenvolvido no movimento conhecido com neoconfucionismo, datado do século X d.C., através da figura de personagens como os irmãos Cheng e Zhuxi, o grande comentador confucionista. De qualquer modo, já na antiguidade o confucionismo atingiu um pleno sucesso, tornando-se uma filosofia moral de profundo impacto na estrutura social ee cotidiana da sociedade. O valor ao estudo, a disciplina, a ordenação, a consciência política e ao trabalho são lemas que o confucionismo introjetou de maneira definitiva na vida da civilização chinesa da antiguidade aos dias de hoje. Note-se que, ao contrário do que muitos afirmam, o confucionismo não se trata de uma religião. Não possui um credo estabelecido, mas apenas determinações rituais de caráter social, que permitem a um adepto do confucionismo a liberdade de crença em qualquer tipo de sistema metafísico ou religioso que não vá de encontro as regras de respeito mútuo e etiqueta pessoal.

  • Xintoísmo
  • É a religião tradicional japonesa, estreitamente ligada à cultura e modo de vida japoneses. Shintou em japonês, o primeiro kanji é shin, o mesmo kanji para kami. O segundo kanji é to, que significa caminho e é o mesmo kanji usado no final de palavras como: judô, aikidô e sadô (cerimônia do chá). O xintoísmo não é uma religião confessional: sendo assim, toda teologia e liturgia é quase que inteiramente voltada não para códigos de ética e moral na sociedade em si (como ocorre com as religiões abraâmicas, por exemplo), mas sim para práticas voltadas para o relacionamento familiar, como o culto aos ancestrais e o respeito aos mais velhos. Por não ser uma religião voltada diretamente para o estabelecimento de valores sociais per se, o xintoísmo - apesar de por muito tempo ter sido religião oficial do Estado no Japão - não é uma religião altamente burocratizada que se relaciona com diversas estruturas da sociedade e com estas se mistura (como ocorreu com o catolicismo, por exemplo, que como religião confessional e voltada para o ordenamento da sociedade, se insere rapidamente nas mais variadas esferas sociais como a política e o direito). Não tem um correspondente exato para o conceito ocidental de Deus, embora geralmente se traduza "Kami" por "Deuses". Neste sentido, o xintoísmo é comumente classificado como uma religião politeísta e animista. É muito difícil exemplificar o conceito de Kami utilizando uma terminologia variada - que não a própria terminologia japonesa "kami" - sem acabar sendo reducionista ou muito fenomenológico. Pois se ao mesmo tempo que seres espirituais a que poderíamos chamar espíritos e gênios se enquadram dentro do conceito de kami, também são kamis, por exemplo, seres que poderíamos chamar de deuses, dado o seu papel na mitologia, teologia, liturgia e cosmogonia da tradição xintoísta, como é o caso de, por exemplo, Amaterasu, kami que representa o sol. Neste sentido, tentar traduzir o termo kami simplesmente como "deuses" seria falho, assim como chama-los simplesmente de "espíritos". Como ocorre muitas vezes com traduções, muito do significado original do termo pode se perder, e talvez o melhor a ser feito, no caso do conceito de kami, é não traduzi-lo, e sim entender que tipo de seres espirituais são englobados no conceito de kami. O Xinto não se propagou de forma significativa para fora do território japonês, talvez porque é uma religião nacionalista por excelência. No entanto, influenciou fortemente praticamente todas as religiões que já chegaram ao Japão, inclusive algumas que se popularizaram depois em outros países, como por exemplo a Igreja Messiânica, o Budismo Terra Pura e o movimento Seicho-No-Ie.

  • Antioquinas
  • É uma igreja cristã ortodoxa com sede em Damasco, Síria. Chama-se Igreja ortodoxia ao grupo de Igrejas Cristãs orientais que professam a mesma fé e, com algumas variantes culturais, praticam basicamente os mesmos ritos. Sua origem está no próprio berço do Cristianismo, uma vez que a Igreja de Cristo teve início no Oriente e de lá se expandiu para todo o mundo. Essas Igrejas não têm um "fundador", como acontece com vários grupos religiosos, uma vez que elas se organizaram a partir das primeiras comunidades cristãs. Tudo começou em Jerusalém, com a pregação e ministério de Jesus, o Cristo de Deus, seu Filho Unigênito e Salvador do mundo. Após a morte, ressurreição e subida aos Céus (Ascensão) do Senhor, foi-se fortalecendo a Igreja de Jerusalém, sob a direção dos próprios Apóstolos de Jesus, continuadores de sua obra.

  • Sociedades secreta
  • Grupos de pessoas que se reúnem com um propósito comum de promover um governo paralelo ou empenhar-se em atividades menos tradicionais, por vezes até ilegais ou contrarias às maiorias religiosas, étnicas ou sociais. No início do século XVIII, D. João VI fez uma lei proibindo a existência de sociedades secretas no Brasil.

  • Sufismo
  • A corrente mística e contemplativa do Islão. Os praticantes do sufismo, conhecidos como sufis ou sufistas, procuram uma relação directa com Deus através de cânticos, música e danças. O termo sufismo é utilizado para descrever um vasto grupo de correntes e práticas. As ordens sufis (Tariqas) podem estar associadas ao islão sunita, islão xiita ou uma combinação de várias correntes.O pensamento sufi nasceu no Médio Oriente no século VIII, mas encontra-se hoje por todo o mundo. Na Indonésia, actualmente a nação com maior número de muçulmanos, o islão foi introduzido através das ordens sufis.

  • Sociedade teosófica
  • Uma organização internacional devotada a divulgar os ensinamentos da teosofia. Ela surgiu a partir de uma primeira reunião em 7 de setembro de 1875, na cidade de Nova Iorque, e teve sua primeira ata lavrada no dia seguinte, tendo como principais fundadores Helena Blavatsky, o coronel Henry Olcott, indicado seu primeiro presidente, e William Judge, primeiro secretário, num total de 16 membros fundadores. O discurso inaugural foi realizado pelo Presidente fundador Olcott em 17 de novembro, data que é considerada oficial de fundação da S.T. A Sociedade Teosófica foi fundada para promover os ensinamentos antigos de teosofia, ou sabedoria relacionada ao divino que era a base de outros movimentos do passado, como o neoplatonismo, o gnosticismo, e as Escolas de Mistérios do mundo clássico.

  • Rosa cruz
  • É uma Ordem que foi pela primeira vez publicamente conhecida no século XVII através de três manifestos. Segundo a lenda constante neste manifestos, terá sido fundada por Christian Rosenkreuz, peregrino do século XV; no entanto, a assumpção desta datação é discutível devido ao simbolismo e hermeticismo do conteúdo dos manifestos, principalmente nos aspectos numéricos e nas concepções geométricas apresentadas. Alguns historiadores sugerem, contudo, a sua origem num grupo de protestantes alemães, entre 1607 ou 1616, quando três textos anônimos foram elaborados e lançados na Europa: Fama Fraternitatis R.C., Confessio Fraternitatis Rosae Crucis e As Núpcias Químicas de Christianus Rosencreutz Ano 1459. A influência desses textos foi tão grande que a historiadora Frances Yates denominou este período do século XVII como o período do Iluminismo Rosacruz. Existem variantes do símbolo da Rosa e Cruz, que passam, entre outros, por uma rosa rubra no centro de uma cruz dourada, por uma cruz adornada com símbolos cabalísticos e alquímicos ou por uma cruz com uma coroa de rosas vermelhas e uma rosa branca ao centro. Outra faceta da Rosa-cruz mais conhecida é o 18º Grau (simbolicamente a 9ª Iniciação Menor) do Capítulo da Rosa-Cruz do "Rito Escocês Antigo e Aceito" da Franco-Maçonaria, que tem como símbolos principais o Pelicano, a Rosa e a Cruz. Neste caso, a expressão "Rosa-Cruz" pode designar também o Maçom que atingiu o Grau de "Cavaleiro Rosa-cruz". Diversos livres pensadores defendem que o Rosacrucianismo não é mais do que uma Ordem constituída mas, uma corrente de pensamento, cuja filiação ocorre pela adoção de certas posturas de vida.

  • Afro Brasileiros
  • São consideradas Religiões Afro-Brasileiras, todas as religiões que tiveram origem nas religiões africanas, que foram trazidas para o Brasil pelos escravos. As Religiões Afro-Brasileiras são relacionadas com a Religião Yorubá e outras Religiões africanas, e diferentes das Religiões Afro-Caribenhas como a Santeria e o Vodu.

  • Batuque
  • É uma Religião Afro-brasileira de culto aos Orixás encontrada principalmente no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, de onde se estendeu para os países vizinhos tais como Uruguai e Argentina. Batuque é fruto de religiões dos povos da Costa da Guiné e da Nigéria, com as nações Jêje, Ijexá, Oyó, Cabinda e Nagô.

  • Candomblé
  • Culto dos orixás, de origem totêmica e familiar, é uma das Religiões Afro-Brasileiras praticadas principalmente no Brasil, pelo chamado povo do santo, mas também em países adjacentes como Uruguai, Argentina, e Venezuela. A religião, que tem por base a "anima" (alma) da Natureza, sendo portanto chamada de anímica, foi desenvolvida no Brasil com o conhecimento dos sacerdotes africanos que foram escravizados e trazidos da África para o Brasil, juntamente com seus Orixás/Inquices/ Voduns, sua cultura, e seus dialetos, entre 1549 e 1888. Embora confinado originalmente à população de escravos, proibido pela igreja Católica, e criminalizado mesmo por alguns governos, o candomblé prosperou nos quatro séculos, e expandiu consideravelmente desde o fim da escravatura em 1888. É agora uma das religões principais estabelecidas, com seguidores de todas as classes sociais e dezenas de milhares de templos. Em levantamentos recentes, aproximadamente 3 milhões de brasileiros (1,5% da população total) declararam o candomblé como sua religião. Na cidade de Salvador existem 2.230 terreiros registrados na Federação Baiana de Cultos Afro-brasileiros. Entretanto, na cultura brasileira as religiões não são vistas mutuamente como exclusivas, e muitos povos de outras crenças religiosas — até 70 milhões, de acordo com algumas organizações culturais Afro-Brasileiras — participam em rituais do candomblé, regularmente ou ocasionalmente. Orixás do Candomblé, os rituais, e as festas são agora uma parte integrante da cultura e uma parte do folclore brasileiro. O Candomblé não deve ser confundido com Umbanda, Macumba e/ou Omoloko, outras religiões Afro-Brasileiras com similar origem; e com religiões Afro-derivadas similares em outros países do Novo Mundo, como o Voodoo Haitiano, a Santeria Cubana, e o Obeah, os quais foram desenvolvidos independentemente do Candomblé e são virtualmente desconhecidos no Brasil.

  • Catimbó
  • Uma prática de magia baseada no Cristianismo, onde apóia toda a sua doutrina religiosa. O Catimbó não inventa deuses ou os importa da África porque não faz parte das religiões afro-brasileiras. O Catimbó não é afro, não é Umbanda e muito menos Candomblé. O Catimbó não é uma religião mas pode ser classificado como uma seita derivada do catolicismo, por mais imprecisa que possa parecer esta definição. Apesar de católico é uma prática espírita porque trabalha com a incorporação de almas de pessoas já falecidas e é neste sentido que se afasta da religião base. O Catimbó se apóia totalmente na religião católica, apesar de guardar um pouco das práticas pagãs, vindas da bruxaria européia. Ele pode se parecer um pouco com a Umbanda, mas, nem um pouco com o Candomblé. A semelhança com a Umbanda é devido ao trabalho com entidades incorporadas. Entretanto, os Mestres do Catimbó possuem uma teatralidade de incorporação muito típica e discreta, e o Catimbó esta longe do trabalho de palco da Umbanda. Outra infeliz coincidência é a presença da entidade Zé Pelintra que no Catimbó é dito como mestre e na Umbanda é muito cultuado como Exu e malandro. Catimbó não é Umbanda! O Catimbó tem uma raiz índia que foi se perdendo com o tempo. Não há dúvida que o Catimbó é xamanista com muita práticas de pajelança, mas, não é baseados em Caboclos e sim em Mestres, apesar de os Caboclos também terem participação. O Catimbó não é muito diferente ou melhor do que estes cultos que citamos, não podemos dizer inclusive que suas entidades sejam de nível superior, pelo contrário, sob o ponto de vista espírita-kardecista são ainda entidades de baixa energia e que guardam muitas referências com a última vida que tiveram em "terra fria". No Catimbó faz se o bem, através de curas, problemas sentimentais, mas, também o mal, dependendo da cabeça de que o dirige, infelizmente, como em outras práticas. O Catimbó é influenciado pela feitiçaria européia de onde adotou várias práticas. O Catimbó é uma reunião alegre e festiva quando em sua forma de roda (ou gira), mas, pela falta da corrente doutrinaria formal vários formatos serão encontrados, dependendo da “ ciência”, vidência, maturidade e ética de quem o dirige e realiza, podendo ser práticas bem soturnas.

  • Culto aos Egungun
  • É uma das mais importantes instituições, tem por finalidade preservar e assegurar a continuidade do processo civilizatório africano no Brasil, é o culto aos ancestrais masculinos, originário de Oyo, capital do império Nagô, que foi implantado no Brasil no inicio do século XIX. O culto principal aos Egungun é praticado na Ilha de Itaparica no Estado da Bahia mas existem casas em outros Estados. Quanto ao aspecto físico, um terreiro de Egun apresenta basicamente as seguintes unidade: um espaço público, que pode ser freqüentado por qualquer pessoa, e que se localiza numa parte do barracão de festas; uma outra parte desse salão, onde só podem ficar e transitar os iniciadores, e para onde os Egun vêm quando são chamados, para se mostrar publicamente; uma área aberta, situada entre o barracão e o Ilê Igbalé (ou Ilê Awô - a casa do segredo), onde também se encontra um montículo de terra preparado e consagrado, que é o assentamento de Onilé; um espaço privado ao qual só têm acesso os iniciados da mais alta hierarquia, onde fica o Ilê Awô, com os assentamentos coletivo, e onde se guardam todos os instrumentos e paramentos rituais, como os Isan pronuncia-se (ixan), longas varas com as quais os Ojé invocam (batendo no chão) e controlam os Egungun.

  • Culto de Ifá
  • É o culto específico ao Orixá Orunmila-Ifa, seu sacerdote é o babalawo.

  • Jurema Sagrada
  • É como tradição "mágica" religiosa, ainda é um assunto pouco estudado. É uma tradição nordestina que sofre influências da feitiçaria européia, da pajelança indígena e das religiões africanas, além de estabelecer as diferenças entre as práticas de umbanda e do catimbó . O culto da Jurema está para a Paraíba, assim como o Iroko está para a Bahia. Esta arvore tipicamente paraibana, apesar de existir também em outros estados do nordeste, era venerada pelos índios potiguares e tabajaras, muitos séculos antes da descoberta Brasil. Aqui em Pernambuco, existe um município como descrito acima, que se chama Jurema devido a grande quantidade destas árvores que ali se encontra. A jurema (mimosa hostilis) depois de crescida é uma frondosa árvore que vive mais de 200 anos. Todas as partes dessa arvore são aproveitadas: a raiz, a casca, as folhas e as sementes. Sendo utilizadas em banhos de limpeza, infusões, ungüentos, bebidas e para fins ritualísticos. Os devotos iniciados nos rituais do culto são chamados de “Juremeiros”. Foi na cidade de Alhandra, município à poucos quilômetros de João Pessoa, que esse culto teve suas origens e apogeu. Quando duas grandes tribos indígenas, os tupis e os cariris também chamados de tapuias. Os tupis se dividiam em tabajaras e potiguares, que eram inimigos entre si. Na época da fundação da Paraíba, os tabajaras formavam um grupo de aproximadamente cinco mil índios. Eles ocupavam o litoral e fundaram as aldeias Alhandra e a de Taquara. A jurema sagrada é remanescente da tradição religiosa dos índios que habitavam o litoral da Paraíba e dos seus pajés, grandes conhecedores dos mistérios do além, plantas e dos animais. Depois da chegada dos africanos no Brasil, quando estes fugiam dos engenhos onde estavam escravizados, encontravam abrigo nas aldeias indígenas, e através desse contato, os africanos trocavam o que tinham de conhecimento religioso em comum com os índios. Pôr isso até hoje, os grandes mestres juremeiros conhecidos, são sempre mestiços com sangue índio e negro. Os africanos contribuíram com o seu conhecimento sobre o culto dos mortos egun e das divindades da natureza os orixás voduns e inkices. Os índios, estes contribuíram com o conhecimento de invocações dos espíritos de antigos pajés e dos trabalhos realizados com os encantados das matas e dos rios. Daí a jurema se compor de duas grandes linhas de trabalho: a linha dos mestres de jurema e a linha dos encantados. A influência européia se fez presente através do selo de Salomão, este consiste de dois triângulos entrelaçados cuja origem atribui-se aos antigos persas. Diz à lenda que o símbolo era usado para invocar o rei Salomão e assim aprisionar os djins (gênios) sem vasos. Na Índia o mesmo símbolo é chamado de “Signo de Vishnu” e é desenhado nas portas das casas com um talismã contra o mal. No nordeste este costume ainda existe e na linguagem típica é chamado "Sino Salomão".

  • Quimbanda
  • Kimbanda ou quimbanda é uma das sendas brasileiras de práticas religiosas derivadas dos povos africanos e trazidas pelos escravos negros em cativeiro. Essa linha é a negativa e oposta(porém complementar e "energeticamente" necessária) a Umbanda.Trata especialmente com entidades negativas, como Exu(que não deve ser confundido com o demônio da mitologia cristã, mesmo sendo comparado a Lúcifer devido a sincretismos), pomba-gira e etc.O povo da rua. É por tradição proibida a abertura de terreiros de Quimbanda, justamente por ela representar um aspecto da umbanda "oculto"-noturno. Angola - Em língua kimbundo, “ki” é o prefixo aumentativo de determinadas palavras e Quimbanda é uma das artes de curar desenvolvida pelos povos bantu, de Angola. A Ki-mbanda é parte do sistema religioso tradicional de Angola e é exercida por um ki-banda ou seja kimbandeiro, curandeiro. Através de métodos de adivinhação ou vaticínio, o ki-mbanda indica as pessoas, causas espirituais ou mágicas das doenças e aconselha o seu afastamento com receitas da mesma ordem, mas não deixa de recorrer a farmácia da natureza. A terapêutica tradicional na ki-mbanda, comporta duas partes ideologicamente distintas: parte sobrenatural e parte farmacológica.

  • Macumba
  • A primeira definição de Macumba que se encontra em qualquer dicionário é de: antigo instrumento musical de percussão, espécie de reco-reco, de origem africana, que dá um som de rapa (rascante). O conceito da macumba está tão arraigado na cultura popular brasileira, que são comuns expressões como "xô macumba" e "chuta que é macumba" para demonstar desagrado com a má sorte. As superstições nesse sentido são tão grandes, que até mesmo para a Copa do Mundo foram criados sites para espantar o azar. Macumba também pode ser a designação genérica dos cultos sincréticos afro-brasileiros derivados de práticas religiosas e divindades de povos bantos, influenciadas pelo candomblé e com elementos ameríndios, africanos, do catolicismo, do espiritismo, do ocultismo, etc. Veja a Definição de João do Rio. No Rio de Janeiro, as nações do candomblé se fundiram umas nas outras, deixando-se também penetrar profundamente por influências exteriores, ameríndias, católicas, espíritas, dando nascimento a uma religião essencialmente sincrética, a Macumba. João do Rio, As Religiões do Rio.

  • Tambor de mina
  • É a denominação mais difundida das religiões Afro-brasileiras no Maranhão e na Amazônia. A palavra tambor deriva da importância do instrumento nos rituais de culto. Mina deriva de negro da Costa da Mina, denominação dada aos escravos procedentes da “costa situada a leste do Castelo de São Jorge de Mina” (Verger, 1987: 12) , no atual República do Gana, trazidos da região das hoje Repúblicas do Togo, Benin e da Nigéria, que eram conhecidos principalmente como negros mina-jejes e mina-nagôs. O Maranhão foi importante núcleo atração de mão de obra africana, sobretudo durante o último século do trafico de escravos para o Brasil (1750-1850), e que se concentrou na Capital, no Vale do Itapecuru e na Baixada Maranhense, regiões onde havia grandes plantações de algodão e cana-de-açúcar, que contribuíram para tornar São Luís e Alcântara cidades famosas entre outros aspectos, pela grandiosidade dos sobradões coloniais, construídos com mão de obra escrava e pela harmonia, beleza e coreografia das musicas de origem africana. Como as demais religiões de origem africana no Brasil (Candomblé, Umbanda, Xangô, Xambá, Batuque, Jarê e outras), o tambor de mina se caracteriza por ser religião iniciática e de transe ou possessão. No tambor de mina mais tradicional a iniciação é demorada, não havendo cerimônias públicas de saída, sendo realizada com grande discrição no recinto dos terreiros e poucas pessoas recebem os graus mais elevados ou a iniciação completa. A discrição no transe e no comportamento em geral é uma características marcante do tambor de mina, considerado por muitos como uma “maçonaria de negros”, pois apresenta características de sociedades secretas. Nos recintos mais sagrados do culto (peji em nagô, ou côme em jeje), penetram apenas os iniciados mais graduados. O transe no tambor de mina é muito discreto e as vezes percebível apenas por pequenos detalhes da vestimenta. Em muitas casas, no início do transe, a entidade dá muitas voltas ao redor de si mesmo, no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, talvez para firmar o transe, numa dança de bonito efeito visual. Normalmente a pessoa quando entra em transe recebe um símbolo, como uma toalha branca amarrada na cintura ou um lenço, denominado pana, enrolado na mão ou no braço. No Tambor de Mina cerca de noventa por cento dos participantes do culto são do sexo feminino e por isso, alguns falam num matriarcado nesta religião. Os homens desempenham principalmente a função de tocadores de tambores ou abatazeiros e também se encarregam de certas atividades do culto, como matança de animais de 4 patas e do transporte de certas obrigações para o local em que devem ser depositados. Algumas casas são dirigidas por homens e possuem maior presença de homens, que podem ser encontrados inclusive na roda de dançantes.Existem dois modelos principais de tambor de mina no Maranhão: mina jeje e mina nagô. O primeiro parece ser o mais antigo e se estabeleceu em torno da Casa grande das Minas Jeje (Querebentan de Zomadônu), o terreiro mais antigo, que deve ter sido fundado em São Luís na década de 1840. O outro, que lhe é quase contemporâneo e que também se continua até hoje é o da Casa de Nagô, localizada no mesmo bairro (São Pantaleão) a uma quadra de distância.A Casa das Minas é única, não possui casas que lhe sejam filiadas, daí porque nenhuma outra siga completamente seu estilo. Nesta casa os cânticos são em língua jeje (Ewê-Fon) e só se recebem divindades denominadas de voduns, mas apesar dela não ter casas filiadas, o modelo do culto do Tambor de Mina é grandemente influenciado pela Casa das Minas.Nos terreiros de tambor de mina é comum a realização de festas e folguedos da cultura popular maranhense que as vezes são solicitadas por entidades espirituais que gostam delas, como a do Divino Espírito Santo, o Bumba-Meu-Boi, o Tambor de Crioula e outras. É comum também outros grupos que organizam tais atividades irem dançar nos terreiros de mina para homenagear o dono da casa, as vodunsis e para pedir proteção às entidades espirituais para suas brincadeiras.

  • Umbanda
  • É uma religião originalmente brasileira que miscigena elementos das mais diversas religiões e culturas mundiais. Os conceitos relatados podem diferir em alguns tópicos por se tratar de uma visão generalista. Por se tratar de uma religião com diversas variações devem ser buscadas informações sobre suas mais variadas vertentes. Algumas destas vertentes são citadas neste artigo. A Umbanda é uma religião brasileira, fundada em 15/11/1908, e fundamentada em 3 pilares que são sua base de sustentação: O AMOR, A CARIDADE E A HUMILDADE, composta de um deus único (OLORUM), que é o criador de tudo e todos, onde seus freqüentadores (chamados também de "filhos de fé") reverenciam entidades superiores denominados ORIXÁS, sendo o principal Jesus (OXALÁ). É composta também pelos guias espirituais - espíritos que atuam na Umbanda sob uma determinada LINHA que por sua vez está ligada diretamente a um determinado Orixá. Os guias têm ricos conhecimentos de amor, caridade, fé, justiça, evolução, entre outros, que se manifestam através da mediunidade dos médiuns, sendo a prática da incorporação uma delas - ato pelo qual uma pessoa médium, consciente semi-consciente ou não, permite que outros espíritos falem através de seu corpo físico. Os guias possuem diversos arquétipos pelos quais se apresentam na mecânica da incorporação. Cada arquétipo está numa determinada Linha Vibracional composta pelos 7 Orixás essenciais ou 7 Linhas. Como exemplos desses arquétipos podemos citar: os Pretos Velhos, os Caboclos, os Baianos, Boiadeiros e Erês (Crianças). Os arquétipos são apenas roupagens utilizadas pelos guias para se apresentarem nos terreiros e não entidades que necessariamente foram escravos, índios ou crianças. Cada terreiro tem a sua forma de interpretar a Umbanda, os ritos também diferem de casa para casa. A maioria utiliza atabaques e outros instrumentos musicais para acompanhar os seus pontos cantados, mas alguns só cantam seus mantras. Toda gira de umbanda tem como base o processo de defumação - elemento característico das giras - que consiste na queima de ervas essenciais, com o fundamento de limpeza do campo áurico energético das pessoas e do ambiente para que a faixa vibracional seja ajustada para o recebimento das entidades que ali trabalharão. As giras se iniciam com os pontos cantados, defumação e a incorporação. Após a incorporação do médiuns (cavalos) pelos seus respectivos guias, inicia-se o atendimento espiritual para o público, em que a todos são convidados a tomar um "passe" com os guias que estão em terra, que trabalham exclusivamente para a caridade e se utilizam de alguns materiais como velas, ervas, pedras, pembas (giz) para riscar seus pontos riscados ou mandalas. A Umbanda é genuinamente brasileira. A Prática da Umbanda nada tem a ver com o Candomblé ou com a Kiumbanda. Trata-se de uma religião que trabalha diretamente com entidades do Plano Astral, espíritos desencarnados ou seres da natureza (os elementais), e utiliza a mecânica da incorporação para trabalhar as necessidades emergenciais do homem, trazendo a força e sabedoria dos mestres da Aruanda e age através da cura e energização do campo astral. Atua nos centros de força dos corpos e campos magneticos das pessoas que "...vêm em busca de socorro, alivio e cura para suas dores morais e físicas." E também traz muito ensinamento das verdades da espiritualidade maior.

  • Xangô; do Nordeste
  • Xangô do Nordeste também conhecido como Xangô do Recife, Xangô de Pernambuco ou Nagô Egbá. Em todo o Nordeste da Paraíba à Bahia, a influência dos Yoruba prevalece a dos Daomé. Esta é a zona mais conhecida quanto às religiões africanas, a que deu lugar a maior número de pesquisas e de trabalhos. Se encontra duas palavras para designá-las, a de Xangô em Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, e de Candomblé na Bahia, esta dualidade de nomes, que não são nomes dados pelos negros, mas sim pelos brancos em virtude da popularidade e importância de Xangô nessa região, e Candomblé por designar toda dança dos negros, tanto profanas como religiosas.

  • Xambá
  • A Nação Xambá está ainda bem viva e ativa em Olinda, Pernambuco. Apesar de alguns autores como: Olga Caciatore (Dicionário de Cultos Afro-Brasileiros. Rio de Janeiro, Forense Universitária, 3ª Edição, 1988) e Reginaldo Prandi (Candomblés de São Paulo. São Paulo, HUCITEC, 1991) afirmarem que culto Xambá no Brasil está praticamente extinto. O Xambá de Pernambuco ainda permanecerá vivo por muitas e muitas gerações, mantendo seus ritos, mitos e tradição. Apesar dos Orixás serem praticamente os mesmos do Candomblé, existe bastante diferença na forma de culto. Orixás cultuados na tradição Xambá: Exú, Ogum, Odé, Bêji, Nanã, Obaluaiê, Ewá, Xangô, Oyá, Obá, Afrekete, Oxum, Yemanjá, Orixalá.

  • Sikhismo
  • O Sikhismo ou Siquismo é uma religião monoteísta fundada em fins do século XV no Punjabe (região actualmente dividida entre o Paquistão e a Índia) pelo Guru Nanak (1469-1539). Habitualmente retratado como o resultado de um sincretismo entre elementos do Hinduísmo e do misticismo do Islão (o sufismo), o Sikhismo apresenta contudo elementos de originalidade que obrigam a um repensar desta visão redutora. A doutrina básica do Sikhismo consiste na crença em um único Deus e nos ensinamentos dos Dez Gurus do Sikhismo, recolhidas no livro sagrado dos sikhs, o Guru Granth Sahib, considerado o décimo-primeiro e último Guru. Para o Sikhismo Deus é eterno e sem forma, sendo impossível captá-lo em toda a sua essência. Ele foi o criador do mundo e dos seres humanos e deve ser alvo de devoção e de amor por parte dos humanos. O Sikhismo ensina que os seres humanos estão separados de Deus devido ao egocentrismo que os caracteriza. Esse egocentrismo (haumai) faz com que os seres humanos permaneçam presos no ciclo dos renascimentos (samsara) e não alcancem a libertação, que no Sikhismo é entendida como a união com Deus. Os sikhs acreditam no karma, segundo o qual as acções positivas geram frutos positivos e permitem alcançar uma vida melhor e o progresso espiritual; a prática de acções negativas leva à infelicidade e ao renascer em formas consideradas inferiores, como em forma de planta ou de animal.

  • Ayyavazhi
  • É uma religião surgida na Índia em meados do século XIX.

  • Bramanismo
  • É a antiga filosofia religiosa indiana que formou a espinha dorsal da cultura daquela civilização por milênios. Persiste de forma modificada, sendo atualmente chamada de Hinduísmo. Ao longo do tempo sofreu modificações, desde os primórdios quando era constituída principalmente por fórmulas mágicas de propriedade exclusiva de famílias reais, como se vê nos primeiros livros do Rig Veda, até chegar à sofisticada expressão do Vedanta.

  • Catarismo
  • Do grego katharos, que significa puro, foi uma religião cristã da Idade Média surgida no Limousin (França) ao final do século XI, apresentada por alguns como um sincretismo cristão, gnóstico e maniqueísta, manifestado num extremo ascetismo. No entanto, os principais historiadores atuais do catarismo percebem este movimento como intrinsecamente cristão e relativamente independente de movimentos anteriores, derivando sua concepção gnóstica do universo de uma leitura independente das Escrituras Sagradas, especialmente o Novo Testamento. Os cátaros concebiam a dualidade entre o espírito e a matéria, relacionados respectivamente com o bem e o mal absolutos. Os cátaros foram condenados pelo 4º Concílio Lateranense em 1215 pelo Papa Inocêncio III, e foram aniquilados por uma cruzada e pelas ações da Inquisição, tornada oficial em 1233. Os cátaros, também chamados de albigenses, rejeitavam os sacramentos católicos. Aqueles que recebiam o batismo de espírito, consolamentum, eram às vezes denominados "perfeitos" (termo muitas vezes utilizado pelos seus inimigos, para menosprezá-los), mas preferiam ser chamados simplesmente de "bons cristãos" e levavam uma vida de castidade e austeridade e podiam ser tanto homens quanto mulheres. Os crentes tinham obrigações menores; recebiam o consolamentum na hora da morte. Apesar desta hierarquia, os cátaros não restringiam a experiência transcendental, e/ou divina (no caso, também gnóstica) aos mais graduados, mas a qualquer um que assim a desejasse e experimentasse. Essa concepção sem hierarquia da espiritualidade foi considerada pela igreja católica uma ameaça para a fé e a unidade cristã, já que atraiu numerosos adeptos. Assim sendo, o catarismo foi considerado herético e contra ele foi estabelecida a Cruzada albigense (1209-1229). A cruzada teve parte de interesses políticos, já que as localidades onde se praticavam o catarismo (nota: esta religião era conhecida por sua tolerância religiosa ao passo que conviviam, nos mesmos reinados, judeus, pagãos, e até mesmo católicos) encontravam-se ligadas ao reino da França, porém independentes do mesmo.

  • Cristianismo
  • É uma religião monoteísta baseada na vida e nos ensinamentos de Jesus Cristo, tais como estes se encontram recolhidos nos Evangelhos, parte integrante da Bíblia. Com mais de 2,1 bilhões de adeptos, divididos por várias denominações, o cristianismo é hoje a maior religião mundial.

  • Discordianismo
  • É uma religião baseada no caos. Seus seguidores muitas vezes se referam à ela como uma "Religião disfarçada de piada ou uma piada disfarçada de religião". Sendo uma piada ou não, o discordianismo tem como seu maior ícone de culto a deusa grega Éris (Discórdia para os romanos) e prega que não existem verdades absolutas (e que isto é uma verdade absoluta). O livro sagrado desta (des)religião é o Principia Discordia, que apresenta uma linguagem que flerta com o pós-modernismo e o zen-budismo.

  • Fé Bahá'í
  • A mais recente das religiões mundiais independentes. O seu fundador, Bahá'u'lláh (1817-1892), é considerado pelos bahá'ís como o mais recente na linha dos Mensageiros de Deus. Os Bahá´ís consideram que Deus, o criador, como sendo Um, sua Religião também é uma só. Entretanto ela evolui de acordo com o progresso e desenvolvimento do Homem, ou seja, a cada época Deus educa a humanidade através de seus manifestantes: Krishna, Abraão, Moisés, Buda, Zoroastro, Cristo, Maomé, O Báb e Bahá´u´lláh. Os Bahá´ís acreditam que seguindo e amando a Bahá´u´lláh estão em verdade, aceitando todos os Manifestantes do passado e desta forma eliminando todo tipo de preconceito religioso. Um dos símbolos utilizados na Fé Bahá'í é uma estrela de nove pontas que significam as nove religiões monoteístas: Sabeismo, Hinduísmo, Judaísmo, Zoroastrismo, Budismo, Cristianismo, Islamismo, Fé Babí - Babismo e Fé Bahá'í. O tema central da mensagem de Bahá'u'lláh é o conceito de que a humanidade representa uma única raça e que é chegado o dia de sua unificação em uma única sociedade global.

  • Santo Daime
  • É uma doutrina religiosa de inspiração cristã, que tem como base o uso ritual da Ayahuasca, uma bebida sagrada de origem inca. Mesmo tendo como eixo doutrinário o cristianismo, hoje o Santo Daime se apresenta já sincretizado com outras correntes espirituais como espiritismo, xamanismo, ritos tribais indígenas e africanos. Surgiu no estado brasileiro do Acre, no início do século XX, tendo como fundador o lavrador e neto de escravos Raimundo Irineu Serra, também conhecido como Padrinho ou Mestre Irineu. Após conhecer a ayahuasca, Irineu Serra recebeu, em uma visão da Virgem Maria, a denominação de 'Daime', de dai-me luz, dai-me paz e dai-me amor. Posteriormente, um dos dissidentes de sua doutrina passou a chamá-la de Santo Daime. A principal característica de sua liturgia é a ingestão de uma bebida alteradora de consciência chamada ayahuasca, que também fora utilizada pelos Incas, sendo considerada sagrada e seu uso proposto como enteógeno. Estima-se em aproximadamente 10.000 os seguidores dessa doutrina no Brasil e no mundo. Há igrejas legalmente instituídas em quase todos os estados brasileiros e em países como Espanha e Países Baixos, além de grupos que celebram os cultos em países como Estados Unidos, Canadá, Japão, Argentina, Chile, Uruguai, Venezuela e Portugal. O Centro de Iluminação Cristã Luz Universal (CICLU) - Alto Santo - foi o único estabelecido originariamente por Irineu Serra. Ele é dirigido pela viúva Peregrina Gomes Serra. Seus integrantes entendem que a expansão de centros usuários de Daime contraria a doutrina original de Irineu Serra. Mas mesmo assim o uso da bebida e seus princípios rituais vem se disseminando através de todo o Brasil e do mundo. - Quando eu me ausentar daqui, vocês reúnam, tomem Daime e me chamem que eu venho. Não me deixem inventar moda e ninguém queira ser chefe. O dono daqui sou eu - afirmava Mestre Irineu. A questão do Daime ser ou não considerado droga foi superada recentemente no Brasil a partir de uma resolução do Conselho Nacional Antidrogas. O uso ritual e religioso da bebida sempre foi liberado. Apesar disso, os grupos brasileiros que querem evangelizar o mundo com o uso do Daime defendem sua regulamentação pelo governo, na esperança de influenciar positivamente os demais países ondem possuem centros. A viúva do mestre Irineu, Peregrina Serra, afirma que as autoridades podem contar com o seu apoio e colaboração caso julguem necessário providências enérgicas, como a proibição do transporte interestadual e a exportação do jagube, da folha e da própria ayahuasca - o que serviria para conter o comércio da bebida e o tráfico de outras substâncias associadas à proliferação descontrolada de centros de pretensa iluminação cristã. Mas isso seria uma atitude de extremo fundamentalismo da parte dela, pois as plantas sagradas utilizadas no feitio da bebida são de uso comum de vários povos, e não de propriedade apenas da família Gomes e seus seguidores.

  • Messiânica
  • Em sentido geral, costuma-se classificar como messiânica tudo aquilo que acredita na existência de um Messias, como o Judaísmo e o Cristianismo. Entretanto, mais especificamente, existe uma religião denominada Igreja Messiânica Mundial, que foi fundada em 1935 no Japão por Meishu Sama (1882-1955), cujo nome de registro era MOKITI OKADA, cientista-religioso, filósofo e artista. Sua obra foi bastante abrangente. De origem humilde, veio a ser grande empresário e após sofrer vários reveses, se encaminhou para a religião. Com espírito científico, pesquisou este mundo, e deixou uma vasta obra literária com assuntos que vão desde a arte até a sabedoria, desde o conceito de divindade até a análise da constituição do mundo espiritual e suas leis, desde profundos estudos sobre saúde até a alimentação e técnicas agrícolas sem a utilização de adubos químicos e agrotóxicos, desde a filosofia pura ao pragmatismo. Como legado artístico, deixou, além de suas obras pessoais(caligrafias, desenhos, etc.), que incluiram jardins e projetos arquitetônicos, montou dois museus de arte de primeira linha, com uma coleção que incluíu vários tesouros nacionais do Japão (acesse o Museu MOA). Para se alcançar a verdadeira saúde física, espiritual e mental, desenvolveu uma técnica de purificação do espírito, através da imposição das mãos, conhecido mundialmente por Johrei. Existem várias instituições religiosas que seguem esta linha, sendo que no Brasil, a principal é a Igreja Messiânica Mundial do Brasil.

  • Mormonismo
  • A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é uma comunidade religiosa surgida no século XIX, de fundamentação cristã, com características restauracionistas e cujos membros são conhecidos popularmente como mórmons. O nome oficial da igreja se refere a Jesus Cristo como seu líder e a conversão dos fiéis, ou santos, à igreja, na última dispensação -- de onde surge a referência aos últimos dias. O termo mórmon, geralmente usado para referir-se aos membros dessa igreja, deriva do nome do profeta Mórmon, que é um dos autores e compiladores das escrituras que formaram O Livro de Mórmon, Outro Testamento de Jesus Cristo. Apesar de os termos mórmon e mormonismo serem aceitos pela própria igreja, a denominação oficial recomendada para os fiéis é santos dos últimos dias, ou o acrônimo em português "SUD" e em inglês LDS (Latter-day Saints). A sua sede fica situada no estado de Utah (o qual foi fundado pelo povo mórmon), nos Estados Unidos da América, na cidade de Salt Lake City. Está presente em mais de 160 países e hoje possui mais de 12 milhões de seguidores, dos quais mais de metade estão fora dos EUA (dados oficiais de Junho de 2004). A igreja mantém registros cuidadosos de seus membros, incluindo informações sobre a sua árvore genealógica; estas informações são importantes devido à crença na possibilidade da salvação dos antepassados, através do batismo vicário feito pelos seus descendentes.

  • Movimento Hare Krishna
  • A Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna (ISKCON), uma tradição monoteísta inserida na cultura Védica ou Hindu, popularmente conhecida como Movimento Hare Krishna, é baseada nos ensinamentos do guru Sri Krishna Chaitanya Mahaprabhu (1486-1534) e foi trazida para o Ocidente em 1965 por A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada. Os membros da sociedade participam dos serviços nos templos e realizam suas práticas (tecnicamente chamadas de bhakti-yoga ou yoga da devoção) em casa ou passam a se dedicar inteiramente ao serviço e devoção a Suprema Personalidade de Deus Krishna, levando uma vida monástica. No caminho da consciência de Krishna (Krishna é um nome de Deus que significa todo-atraente em sânscrito) proíbe-se o consumo de álcool, cigarro e demais drogas e segue-se uma dieta lacto-vegetariana. Os seguidores geralmente dão ênfase aos benefícios espirituais da associação devocional, ao estudo das escrituras Védicas e à entoação de mantras, especialmente o maha-mantra, ou mantra maior: "Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare / Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare". Os mantras são considerados sons transcendentais, cantados repetidamente como auxílio à meditação e auto-realização. Durante o canto, podem manifestar estados de êxtase transcendental, que resultarão na libertação do corpo também através da dança.

  • Religião de Deus (LBV)
  • Religião de Deus é uma instituição religiosa fundada por Alziro Zarur, em 1973, no Rio de Janeiro. A caridade foi a primeira diretriz religiosa de Alziro Zarur e da LBV. Antes mesmo de fundar a entidade, em 1949, o radialista falava em seu programa na Rádio Globo para as pessoas que chamava de "emparedados". O objetivo era levar uma palavra de consolo para quem sofria. O ecumenismo foi uma das primeiras bandeiras institucionais da LBV. Zarur pregava a união das religiões. Foi de 1950 a 1958 que expandiu a Cruzada de Religiões Irmanadas, com a participação de líderes de religiões cristãs e não-cristãs. Atualmente, muitos religiosos levantam essa bandeira, inspirando-se nas pregações de Alziro Zarur, que foi tido por louco por pregar esse seu desejo de unificação que alimentava desde criança. Ainda hoje, muitos não reconhecem que ele, o saudoso Fundador da Legião da Boa Vontade, foi o pioneiro da pregação do Ecumenismo.

  • Satanismo
  • É um movimento religioso e filosófico centrado em torno de Satã ou outra entidade identificada com Satã, ou centrado nas forças da natureza, em particular da natureza humana, representada por Satã como um arquétipo. Ao contrário de muitas religiões e filosofias, o satanismo foca a sua atenção no avanço espiritual e/ou hedonista do indivíduo em vez de a focar na submissão a uma divindade ou a um conjunto de códigos morais. Existem vários tipos de satanistas na sociedade contemporânea.

  • Seicho-No-Ie
  • (Lar do Progredir Infinito, numa tradução livre) é uma filosofia/religião de origem japonesa. Monoteísta, enfatiza o não sectarismo religioso, as práticas de gratidão à família e a Deus, e o poder da palavra positiva que influencia na formação de um destino feliz. Surgiu em 1930 e cresceu no pós-guerra, quando a sociedade japonesa viu desmoronar a religião oficial do Estado, baseada na crença na divindade do imperador e uma das bases da ideologia militarista. Nesse vácuo ideológico e espiritual surgiram ou cresceram inúmeras seitas e religiões, entre elas a Soka Gakkai, a Perfect Liberty, a Igreja Messiânica Mundial (Johrei), Seicho-No-Ie, etc. A Seicho-No-Ie foi fundada por Masaharu Taniguchi (1893–1985), conhecido durante a II Guerra Mundial. Incorporou elementos da ciência, do cristianismo, do budismo e do xintoísmo. Pela grande população de imigrantes japoneses, estas novas religiões chegaram quase que simultaneamente ao Brasil. Em pouco tempo conseguiram grande números de adeptos, não só entre os descendentes de japoneses mas entre toda a população em geral. A Seicho-No-Ie em particular conseguiu grande número de adeptos. Entre os instrumentos de disseminação de sua crença, a revista Acendedor e o Preceitos Diários (calendário com mensagens) se tornaram bastante populares nas grandes cidades brasileiras, principalmente nas décadas de 60 e 70 do século XX. Atualmente (2005) a Seicho-No-Ie conta com divulgação através de publicações tais como as revistas Fonte de Luz, Pomba Branca, Mundo Ideal e Querubim; Jornal Circulo de Harmonia; Preceitos Diários e Programas de TV e rádio. Hoje os dirigentes centrais da Seicho-No-Ie são o Supremo Presidente Seicho Taniguchi e o Vice Supremo Presidente Masanobu Taniguchi. A despeito do que se pensa inclusive dentro da própria religião, sua origem é muito mais ligada ao Xintoísmo, sendo também seus rituais como batismo e casamento, do qual é talvez o melhor representante fora do Japão, do que ao Budismo. A Verdade essencial da Seicho-No-Ie é: o Homem é Filho de Deus e, sendo assim, é herdeiro de todas as dádivas dele.

  • Wicca
  • É uma religião neopagã, fundada originalmente pelo funcionário público britânico Gerald Gardner. Embora essa fundação tenha ocorrido provavelmente na década de 1940, só foi revelada publicamente em 1954. Desde sua fundação, várias tradições de Wicca evoluíram ou foram criadas. A tradição que segue os ensinamentos e práticas específicos, conforme estabelecidos por Gardner, é denominada Tradição Gardneriana. Além dela, muitas outra Tradições de Wicca se desenvolveram e também existem muitos praticantes de Wicca que não pertencem a nenhuma Tradição estabelecida, mas criam a sua própria forma de culto aos Antigos Deuses. A palavra Wicca vem do Inglês Antigo, tendo sido reintroduzida no uso moderno daquele idioma por Gerald Gardner, em sua publicação de 1954. Embora Gardner utilizasse a grafia "Wica", popularizou-se o uso de "Wicca", mais aderente à etimologia da língua inglesa. Os primeiros livros sobre Wicca em língua portuguesa foram traduções da língua inglesa, tendo seus tradutores optado por manter a grafia original. Mais tarde, Os livros escritos diretamente em Português mantiveram esse uso. No entanto, não há consenso entre autores e tradutores sobre a palavra a ser usada na língua portuguesa para designar o praticante da religião Wicca, sendo utilizadas mais amplamente as formas wiccano e wiccaniano. É também de uso mais restrito a forma wiccão. Os defensores da forma wiccano, alegam ter sido a mesma utilizada na primeira tradução para português de um livro sobre Wicca, "Os Mistérios Wiccanos", de Raven Grimassi, por Cláudio "Crow" Quintino. Os defensores da forma wiccaniano, alegam ter sido o primeiro livro sobre Wicca traduzido para o português a "Feitiçaria Moderna" de Gerina Dunwich, onde foi utilizada essa forma. Alegam ainda que a tradução wiccano é gramaticalmente incorreta pois o final "ano" se aplica somente a tradução de nacionalidade como indiANO, peruANO, americANO. Os demais termos são normalmente mantidos sem tradução, em sua forma originalmente usada na língua inglesa. Embora sejam algumas vezes usadas como sinônimo, "Wicca" e "Bruxaria" são conceitos diferentes. A confusão se dá porque tanto os praticantes de Wicca quanto os de Bruxaria se denominam Bruxos. Da mesma forma, não devem ser confundidos os termos "Wicca" e "Paganismo", uma vez que a Wicca é apenas uma das expressões do paganismo. A Wicca é uma religião iniciática. Essa religião pode ser praticada tanto de forma tradicional quanto de forma solitária. Nas formas tradicionais, os praticantes avançam através de "graus" pré-definidos de iniciação e geralmente trabalham em covens ou círculos. Nas formas solitárias, os praticantes geralmente se auto-dedicam e auto-iniciam nas práticas da Wicca, e depois normalmente a praticam sozinhos. Algumas vezes, solitários são iniciados por outros sacerdotes ou sacerdotisas antes de estabelecerem sua prática. Todas as formas de Wicca cultuam à Deusa e ao Deus, variando porém o grau de importância dado ao culto de cada um deles.

  • Xamanismo
  • É um tipo de religião de povos asiáticos e árticos. Embora a palavra xamã tenha origem na tribo siberiana dos Tugus, não existe origem histórica ou geográfica para o xamanismo, prática religiosa, de cura e filosófica encontrada no mundo todo. O xamanismo trabalha com profundo respeito às forças da natureza, com rituais vividos por qualquer tipo de pessoa, envolvendo cristais, fogo, água, metal, madeira. É um conceito de vida que busca no autoconhecimento a chave para o equilíbrio do ser. O sacerdote do xamanismo é o xamã, que entra em transe durante rituais xamânicos, manifestando poderes aparentemente sobrenaturais, e invocando espíritos da natureza. A comunicação com estes aspectos sutis da natureza se processa através de estados alterados de consciência. O xamã pode ser homem ou mulher, e sempre há na história pessoal desse indivíduo um desafio, como uma doença física ou mental, que se configura como um chamado, uma vocação. Depois disto há uma longa preparação, um aprendizado sobre plantas medicinais e outros métodos de cura, e sobre técnicas para atingir o estado alterado de consciência e formas de se proteger contra o descontrole. O xamã é um profundo conhecedor da natureza humana, tanto na parte física quanto psíquica.

  • Zoroastrismo
  • É uma religião monoteísta fundada na Pérsia por Zaratustra, a quem os Gregos chamavam de Zoroastro. É considerada como a primeira manifestação de um monoteísmo ético e de acordo com os historiadores da religião algumas das suas concepções religiosas viriam a influenciar o judaísmo, o cristianismo e o islão.

  • Cristianismo Esotérico
  • Efere-se ao estudo oculto e à vivência mística do conhecimento esotérico relacionado com os "ensinamentos interiores" do Cristianismo primitivo. O termo é geralmente associado aos Essénios e mais tarde aos Rosacruzes. Nesta perspectiva, a religião Cristã é tida como uma 'Religião de Mistérios'.

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