- Religião
grega
A religião grega teve uma influência
tão duradoura, ampla e incisiva, que vigorou da
pré-história ao século IV e muitos dos
seus elementos sobreviveram nos cultos cristãos e nas
tradições locais. Complexo de crenças
e práticas que constituíram as
relações dos gregos antigos com seus deuses, a
religião grega influenciou todo o Mediterrâneo e
áreas adjacentes durante mais de um milênio. Os
gregos antigos adotavam o Politeísmo
Antropomórfico, ou seja, vários deuses, todos com
formas e atributos humanos. Religião muito diversificada,
acolhia entre seus fiéis desde os que alimentavam poucas
esperanças em uma vida paradisíaca, como os
heróis de Homero, até os que, como
Platão, acreditavam no julgamento após a morte,
quando os justos seriam separados dos ímpios. No
período compreendido entre as primeiras incursões
dos povos helênicos de origem indo-européia na
Grécia, no início do segundo milênio a.
C., até o fechamento das escolas pagãs pelo
imperador bizantino Justinianus, no ano 529 da era cristã,
transcorreram cerca de 25 séculos de influências e
transformações. Os primeiros dados existentes
sobre a religião grega são as Lendas
Homéricas, do século VIII a. C., mas é
possível rastrear a evolução de
crenças antecedentes. As conquistas de Alexandre o Grande
facilitaram o intercâmbio entre as respectivas mitologias, de
vencedores e vencidos, ainda que fossem influências de
caráter mais cultural que autenticamente religioso. Pode-se
dizer que o sincretismo, ou fusão pacífica das
diversas religiões, foi a característica
dominante do Período Helenístico. Para os gregos,
o homem era o centro do universo e a medida de todas as coisas. Cada
homem compunha-se de corpo e alma; esta, ao morrer, descia em forma de
sombra para o reino de Hades, na embarcação de
Caronte. Apenas os heróis e os favorecidos dos deuses iam
para os campos elísios. Os rebeldes eram castigados no
Tártaro, e quem tivesse cometido crime contra pessoa do
mesmo sangue era perseguido ainda em vida pelas fúrias. As
crenças órficas acentuaram o dualismo entre a
alma e o corpo. Consideravam este como uma prisão da alma,
ao contrário da cultura grega clássica, que o
exaltava.
- Religião
Romana
Para o político e orador
Cícero, os romanos ultrapassaram todos os outros povos na
sabedoria singular de compreender que tudo está subordinado
ao governo e direção dos deuses. Sua
religião, porém, não se baseou na
graça divina e sim na confiança mútua
entre deuses e homens; e seu objetivo era garantir a
cooperação e a benevolência dos deuses
para com os homens e manter a paz entre eles e a comunidade. Entende-se
por religião romana o conjunto de crenças,
práticas e instituições religiosas dos
romanos no período situado entre o século VIII
a.C. e o começo do século IV da era
cristã. Caracterizou-se pela estrita observância
de ritos e cultos aos deuses, de cujo favor dependiam a
saúde e a prosperidade, colheitas fartas e sucesso na
guerra. A piedade, portanto, não era compreendida em termos
de experiência religiosa individual e sim da fiel
realização dos deveres rituais aos deuses,
concebidos como poderes abstratos e não como divindades
antropomórficas. O ceticismo religioso chegou a ser uma
atitude predominante na sociedade romana em face das guerras e
calamidades, que os deuses, apesar de todas as cerimônias e
oferendas, não conseguiam afastar. O historiador
Tácitus comentou amargamente que a tarefa dos deuses era
castigar e não salvar o povo romano. Com as crises
econômicas e sociais que atingiram o mundo romano, a antiga
religião não respondeu mais às
inquietações espirituais de muitos e, a partir do
século III a.C., começaram a se difundir
religiões orientais de rico conteúdo
mitológico e forte envolvimento pessoal, mediante ritos de
iniciação, doutrinas secretas e
sacrifícios cruentos. Nesse ambiente verificou-se mais tarde
a chegada dos primeiros cristãos, entre eles os
apóstolos Pedro e Paulo, com uma mensagem ética
de amor e salvação. O Cristianismo conquistou o
povo, mas seu irrenunciável monoteísmo chocou-se
com as cerimônias religiosas públicas, nas quais
se baseava a coesão do estado, e em especial com o culto ao
imperador. Depois de sofrer numerosas
perseguições, o cristianismo foi reconhecido pelo
imperador Constantinus I no ano 313 d .C. No último
período do Império Romano, desenvolveu-se de
forma particular o culto ao Sol, e o imperador Aurelianus proclamou
como suprema divindade de Roma o Sol Invicto. Mas essas tentativas de
reavivar uma religião que sempre servira aos interesses do
estado fracassaram, ante a expansão do cristianismo que, em
391, foi declarado religião oficial do estado pelo imperador
Theodosius I, que suprimiu o culto tradicional.
- Catolicismo
A palavra católico surge nos
principais credos (definições de fé
semelhantes a preces) cristãos, nomeadamente no Credo dos
Apóstolos e no Credo Niceno. Os cristãos da maior
parte das igrejas, incluindo a maioria dos protestantes, afirmam a sua
fé "numa única santa Igreja católica e
apostólica". Esta crença refere-se à
sua crença na unidade última de todas as igrejas
sob um Deus e um Salvador. No entanto, neste contexto, a palavra
católico é usada pelos crentes num sentido
definitivo, e não como o nome de um corpo religioso. Neste
tipo de uso, a palavra é geralmente escrita com c
minúsculo, enquanto que o C maiúsculo se refere
ao sentido descrito neste artigo. No cristianismo ocidental, as
principais fés a se considerarem católicas,
além da Igreja Católica Romana, são a
Igreja Católica Antiga, a Velha Igreja Católica,
a Igreja Católica Liberal, a Igreja Católica
Carismática, a Associação
Patriótica Católica Chinesa e alguns elementos
anglicanos (os "Anglicanos da Alta Igreja", ou os
"Anglo-Católicos"). Estes grupos têm
crenças e praticam rituais religiosos semelhantes aos do
Catolicismo Romano, mas diferem substancialmente destes no que diz
respeito ao estatuto, poder e influência do Bispo de Roma.
- Budismo
É uma religião e
filosofia baseada nas escrituras e na tradição
leiga e monástica iniciadas por Siddhartha Gautama, o Buda
histórico, que viveu aproximadamente entre 563 e 483 a.C.
Surgiu originalmente na Índia e de lá se espalhou
através da Ásia, Ásia Central, Tibete,
Sri Lanka (antigo Ceilão), Sudeste Asiático como
também para países do Leste Asiático,
incluindo China, Myanmar, Coréia, Vietnã e
Japão. Hoje o Budismo se encontra em quase todos os
países do mundo, amplamente divulgado pelas diferentes
escolas budistas, e conta cerca de 376 milhões de
seguidores. O Budismo ensina a desenvolver ações
boas e construtivas, evitar ações ruins e
danosas, e purificar e treinar a mente. O objetivo dessas
práticas é o fim do sofrimento decorrente da
existência cíclica, samsara, despertando no
praticante o entendimento da realidade última - o Nirvana. A
moral budista é baseada nos princípios de
preservação da vida e
moderação. O treinamento mental foca na
disciplina moral (sila), concentração meditativa
(samadhi), e sabedoria (prajña). Apesar do Budismo
não negar a existência de seres sobrenaturais (de
fato, há muitas referências nas escrituras
Budistas), ele não confere nenhum poder especial de
criação, salvação ou
julgamento à esses seres, não compartilhando da
noção de Deus comum à maioria das
religiões. Entende-se que, assim como os humanos, eles
possuem o poder de afetar os eventos mundanos. A base do Budismo
é a compreensão das Quatro Nobres Verdades,
ligadas à constatação da
existência de um sentimento de
insatisfação (Dukkha) inerente à
própria existência, que pode no entanto ser
transcendido através da prática do Nobre Caminho
Óctuplo. Outro conceito importante, que de certa forma
sintetiza a cosmovisão budista, é o das
três marcas da existência: a
insatisfação (Dukkha), a impermanência
(Anicca) e a ausência de um "eu" (Anatta).
- Espiritismo
A palavra espiritismo em frances spiritisme
surgiu como um neologismo criado pelo pedagogo francês Allan
Kardec, utilizado pela primeira vez na introdução
de O Livro dos Espíritos (1857), para nomear especificamente
o corpo de idéias por ele sistematizadas, diferenciando-o do
movimento espiritualista em geral. Contudo, a
utilização de raízes oriundas da
língua viva para compor a palavra (Spirit:
Espírito + Isme: Doutrina), que, por um lado, foi um
expediente a que recorreu Kardec para facilitar a difusão do
novo conjunto de idéias, por outro fez com que o termo fosse
rapidamente incorporado ao uso cotidiano para designar tudo o que dizia
respeito à comunicação com o
além-túmulo. Assim, por espiritismo, muitos
entendem hoje as várias doutrinas religiosas e/ou
filosóficas que crêem na sobrevivência
do espírito à morte do corpo, e, principalmente,
na possibilidade de se comunicar com ele. No entanto, muitos seguidores
do Espiritismo, segundo codificado por Allan Kardec, apontam muitas
vezes que este uso mais genérico do termo espiritismo
é um equívoco. O presente artigo visa a tratar do
Espiritismo levando em consideração todos os
diferentes usos do termo, enquanto o artigo Doutrina
Espírita está voltado para descrever o
Espiritismo conforme foi codificado por Kardec. Essa divisão
entre Espiritismo (geral) e Doutrina Espírita é
meramente didática, não implicando em apologia a
nenhum dos dois usos.
- Hinduismo
É uma religião
henoteísta tradicional da Índia. Considerada a
mais antiga das grandes religiões do mundo ainda em
prática, o hinduísmo é caracterizado
por uma diversidade de sistemas de crenças,
práticas e escrituras. Tem origem na antiga cultura
Védica em cerca de 3000_a.C.. É a terceira maior
religião do mundo com aproximadamente 1050
milhões de seguidores, 96% dos quais no subcontinente
indiano. Mas também é influente em Bangladesh,
Nepal, Indonésia, Sri Lanka, e no Paquistão.
Embora seja geralmente mencionado como uma religião
específica, o hinduísmo é mais
corretamente descrito como um conjunto de religiões com uma
linguagem em comum, pois tem pouca ou nenhuma
organização central ou base teológica
compartilhada. De uma forma geral, é uma das
religiões mais tolerantes conhecidas, exceto pelo sistema de
castas. Os hindus seguem um sistema estrito de castas que determina o
status de cada pessoa. O nascimento em uma determinada casta
é o resultado do karma produzido em vidas passadas. Somente
membros das castas mais elevadas, brâmanes, podem realizar os
rituais hindus e ter posições de autoridade nos
templos hindus. "Hinduísmo" é uma palavra que
originalmente indicava uma região geográfica. Por
esse motivo, alguns grupos indianos mais tradicionalistas defendem que
a religião é mais adequadamente chamada de
Sanatana Dharma, significando "Religião Eterna". A teologia
hinduísta se fundamenta no culto aos Avatares da divindade
suprema, Brahma. Particular destaque é dado à
Trimurti - um trindade constituída por Brahma, Shiva e
Vishnu. Pode parecer estranho para os padrões de uma cultura
cristã, mas o culto direto aos membros da Trimurti
é relativamente raro - em vez disso, costumam-se cultuar
avatares mais específicos e mais próximos da
realidade cultural e psicológica dos praticantes, como por
exemplo Krishna, Avatar de Vishnu e personagem central do Bhagavad
Gita. Essencialmente, qualquer forma de prática espiritual
seguida com fé, amor e persistência
levará ao mesmo estado final de
auto-realização. Portanto, o pensamento hindu se
distingue por encorajar enfaticamente a tolerância pelas
diferentes crenças, desde que sistemas temporais
não podem declarar serer a única
compreensão da Verdade Transcendental. Para os hindus, essa
idéia tem sido uma força ativa na
definição do 'Dharma Eterno'. É para o
hinduísmo o que o infinito Ser Divino de Advaita
é para a existência, permanecendo eternamente
imutável e auto-iluminado, central e penetrante, a despeito
de todo o caos à sua volta.
- Islamismo
O islão, islã, islame ou
islamismo é uma religião monoteísta
que surgiu na Península Arábica no
século VII, baseada nos ensinamentos religiosos do profeta
Muhammad (Maomé) e numa escritura sagrada, o
Alcorão. Cerca de duzentos anos após o seu
nascimento na Arábia, o islão já se
tinha difundido em todo o Médio Oriente, no Norte de
África e na Península Ibérica, bem
como na direcção da antiga Pérsia e
Índia. Mais tarde, o islão atingiu a
Anatólia, os Balcãs e a África
subsariana. Recentes movimentos migratórios de
populações muçulmanas no sentido da
Europa e do continente americano levaram ao aparecimento de comunidades
muçulmanas nestes territórios. A mensagem do
islão caracteriza-se pela sua simplicidade: para atingir a
salvação basta acreditar num único
Deus, rezar cinco vezes por dia, submeter-se ao jejum anual no
mês do Ramadão, pagar dádivas rituais e
efectuar, se possível, uma
peregrinação à cidade de Meca. O
islão é visto pelos seus aderentes como um modo
de vida que inclui instruções que se relacionam
com todos os aspectos da actividade humana, sejam eles
políticos, sociais, financeiros, legais, militares ou
interpessoais. A distinção ocidental entre o
espiritual e temporal é, em teoria, alheia ao
islão.
- Judaismo
É o nome dado à
religião do povo judeu, e é a mais antiga das
três principais religiões monoteístas
(cristianismo e islamismo). Surgido da religião mosaica, o
judaísmo, apesar de suas ramificações,
defende um conjunto de doutrinas que o distingue de outras
religiões: a crença monoteísta em YHWH
como Criador e D-us e a eleição de Israel como
povo escolhido para receber a revelação da
Torá que seriam os mandamentos deste D-us. Dentro da
visão judaica do mundo, D-us é um Criador ativo
no universo e que influencia a sociedade humana, na qual o judeu
é aquele que pertence à uma linhagem com um pacto
eterno com este D-us. Há diversas
tradições e doutrinas dentro do
judaísmo, criadas e desenvolvidas conforme o tempo e os
eventos históricos sobre a comunidade judaica, os quais
são seguidos em maior ou em menor grau pelas diversas
ramificações judaicas conforme sua
interpretação do judaísmo .Entre as
mais conhecidas encontra-se o uso de objetos religiosos como a
kipá, costumes alimentares e culturais como cashrut e peiot
ou o uso do hebraico como língua litúrgica. Ao
contrário do que possa parecer um judeu não
precisa seguir necessariamente o judaísmo, ainda que
judaísmo só possa ser necessariamente praticado
por judeus. Hoje o judaísmo é praticado por cerca
de quinze milhões de pessoas em todo o mundo (2006). Da
mesma forma, o judaísmo não é uma
religião de conversão, e atualmente respeita a
pluralidade religiosa desde que tal não venha à
ferir os mandamentos do judaísmo. Alguns ramos do
judaísmo defendem que no período
messiânico todos os povos reconhecerão YHWH como
único D-us e submeter-se-ão à
Torá.
- Jainismo
O jainismo ou jinismo é uma das
religiões mais antigas da Índia, juntamente com o
hinduísmo e o budismo, compartilhando com este
último a ausência da necessidade de Deus como
criador ou figura central. Considera-se que a sua origem antecede o
Bramanismo, embora seja mais provável que tinha surgido na
sua forma actual no século V a.C., em resultado da
acção religiosa do Mahavira. Vista durante algum
tempo pelos investigadores ocidentais como uma seita do
hinduísmo ou uma heresia do budismo, devido à
partilha de elementos comuns com estas religiões, o jainismo
é contudo um fenómeno original. Ao
contrário do budismo, o jainismo nunca teve um
espírito missionário, tendo permanecido na
Índia, onde os jainas constituem hoje cerca de quatro
milhões de crentes. Pequenas comunidades jainas existem
também na América do Norte e na Europa, em
resultado de movimentos migratórios. A palavra jainismo tem
as suas origens no verbo sânscrito jin que significa
"conquistador". Os seus adeptos devem combater, através de
uma série de estágios, as paixões de
modo a alcançar a libertação do mundo.
Sua visão básica é dualista. A
matéria e a mônada vital ou jiva são de
natureza distinta, e durante sua vida o ser vivente (seja humano ou
animal) tinge sua mônada como resultado de suas
ações. Para se purificar, esta
religião propõe um extremo ascetismo e o colocar
em prática da doutrina da não-violência
ou ahimsa.
- Shmu'el
Foi em tempos uma Sociedade secreta shamanista
criada no sec. XIII cujo nome significa - Nome de Deus - Esta sociedade
que evoluiu do shamanismo tem evoluido desde a sua origem primeira. O
objectivo dos Shmuel é o de procurar sempre em todos os
factos divinos uma explicação cientifica. Por
esse motivo a sua evolução de conceitos.
Também conhecidos como os "filhos de Samuel" , acreditava-se
que eram os supostos protectores da "arca da aliança" e da
"Sagrada Sabedoria".Com raizes em todo o mundo, o seu principal
objectivo é evitar que o conhecimento da sagrada sabedoria
seja utilizada erradamente. Os seus ensinamentos são muito
influenciados pelas antigas culturas sumérias e
acádias. As suas ideologias são sempre baseadas
em dados cientificos factuais. Mesmo o seu conceito de fé
é diferente: -"Fé é aquilo que
procuramos explicar, mas a nossa evolução ainda
não permite concluir." Os Shmuel defendem o equilibrio e
estabilidade na terra bem como a evolução em
direcção a uma perfeição
relativa. Os Shmuel durante muitos séculos foram uma
fábula pouco conhecida. Existem pouquissimos registos a este
respeito. Estes seguidores de crenças semiticas deixaram
como ultimas, algumas marcas de actividade levemente descritas no
principio dos anos 80 na Austria a quando a
preparação de rituais de renascimento descritos
num relatório feito num artigo de um jornal local.Baseiam os
seus rituais em antigas crenças da Mesopotânia e
Egipto, e seguem escrupulosamente a hierarquia das suas mitologias.
Eles defendem que no concelho universal a Terra é
representada por este doze seres chamados Melquisedeques, os quais
defendem a raça humana perante Deus, em conjunto com Miguel
- Jesus.
- Igreja Universal do Reino de
Deus
(IURD)
É uma igreja cristã de
linhas neopentecostais, fundada no Brasil, onde tem sua maior
atuação, também está
presente em outros países, tanto de língua
portuguesa como em outros. Trata-se de uma
instituição polêmica, devido ao fato de
sua teologia, seus atos, posições sociais e
morais, bem como métodos de trabalho serem duramente
criticados, tanto por leigos quanto por adeptos de outras linhas
religiosas, inclusive de linhas cristãs, protestantes e
pentecostais.
- Taoísmo
É uma religião e
filosofia chinesas, atribuídas tradicionalmente a Lao
Tsé, que resumiu seu pensamento no Tao Te Ching. Juntamente
com o Confucionismo e o Budismo, forma a base da Religião
Tradicional Chinesa. É geralmente descrito como uma
filosofia e religião asiática, embora
também se diga não ser nenhum dos dois,
porém um aspecto da sabedoria chinesa. Traduzido
literalmente, significa "o ensinamento do Tao. No contexto
taoísta, 'Tao' pode ser entendido como um caminho no
espaço-tempo - a ordem na qual as coisas acontecem. Como
termo descritivo, pode se referir ao mundo real na história
- algumas vezes nomeado como o "grande Taoo" - ou, antecipadamente, como
uma ordem que deve se manifestar - a ordem moral de Confúcio
ou Lao Tsé ou Cristo, etc. Um tema no pensamento
chinês primitivo é Tian-dao ou caminho da natureza
(também traduzido como "céu", e às
vezes "Deus"). Corresponde aproximadamente à ordem das
coisas de acordo com a lei natural. Tanto o "caminho da natureza"
quanto o "grande caminho" inspiram o afastamento
estereotípico taoísta das doutrinas morais e
normativas. Assim, pensado como o processo pelo qual cada coisa se
torna o que ela é (a "Mãe de todas as coisas")
parece difícil imaginar que temos que escolher entre
quaisquer valores de seu conteúdo normativo - portanto pode
ser visto como um príncípio eficiente de "vazio"
que sustenta confiavelmente o funcionamento do universo. O
taoísmo é uma tradição que,
com seu tradicional contraste, o confucionismo, modelou a vida chinesa
por mais de 2000 anos. O taoísmo enfatiza a espontaneidade
ou liberdade da manipulação
sócio-cultural pelas instituições,
linguagem e práticas culturais. Como o conceito
confucionista de governo consiste em fazer todos seguirem o mesmo tao
moral, manifesta anarquismo - defendendo essencialmente a
idéia de que não precisamos de nenhuma
orientação centralizada. Espécies
naturais seguem caminhos apropriados a elas, e os seres humanos
são uma espécie natural. Seguimos todos por
processos de aquisição da sociedade diferentes
normas e orientações, e no entanto podemos viver
em paz se não procuramos unificar todas estas formas
naturais de ser. Assim, o taoísmo representa de muitas
maneiras a antítese do conceito confucionista referente a
deveres morais, coesão social e responsabilidades
governamentais, mesmo que o pensamento de Confúcio inclua os
valores taoístas e o inverso, como se pode ler nos Analetos
de Confúcio.
- Confucionismo
É um sistema filosófico
chinês criado por Kung-Fu-Tzu (Confúcio). Entre as
preocupações do confucionismo estão a
moral, a política, a pedagogia e a religião.
Conhecida pelos chineses como Junchaio (ensinamentos dos
sábios).Fundamentada nos ensinamentos de seu mestre, o
confucionismo encontrou uma continuidade histórica
única. Dos seguidores de Confúcio, o
séc. 4 A.C. encontrou em Meng zi (Mêncio, ou
Mâncio) e Xun Zi um grande desenvolvimento e
expansão na sociedade. Esses dois originais autores buscaram
compreender o confucionismo dentro de uma perspectiva naturalista,
recorrente nas forças que atuavam na sociedade em seus
períodos de vida. Mencio acreditava na importância
da educação para retificar a boa natureza humana,
que teria sido depravada em função dos conflitos
e das necessidades impostas pela vida. O Homem possuiria os instintos
naturais dos animais de preservação, ajuda, e a
inteligência suficiente para evitar o conflito. Já
Xun zi recorreu ao verso da moeda para compreender o papel de
Confúcio. Ele acreditava numa natureza perversa do homem,
derivado dos mesmos instintos de preservação dos
animais. Talvez pensando nos rituais propostos para a sociedade, e pela
necessidade de ordenação, tal como no fundamento
das lendas de fundação chinesas e na
influência jurista, Xun zi via no interior do homem uma
inteligência capaz de articular meios pelo qual poderia
evitar sua condição natural de forma
arbitrária, mas que para isso haveria de ter criado uma
escala de valores delimitantes da ação humana.
Mencio conseguiu uma boa repercussão popular por sua
abordagem otimista da vida, mas as classes altas da sociedade viram em
Xun zi uma explicação razoável para
suas dúvidas. Assim, ao menos, deixam transparecer algumas
biografias de Sima Qian (II a. C.). O Confucionismo se tornaria a
doutrina oficial do império chinês durante a
dinastia Han ( séculos III a. C. - III d. C.), encontrando
continuadores ao longo deste período que se destacaram em
vários campos diferentes. Donz Zhong shu, por exemplo,
buscou revigorar e re-interpretar o confucionismo através
das teorias cosmológicas dos cinco elementos; Wang Chong
utilizou-se de um ceticismo lógico para criticar as
crenças infundadas e os mitos religiosos. Embora tivesse
perdido um certo vigor após a dinastia Han, o confucionismo
seria novamente desenvolvido no movimento conhecido com
neoconfucionismo, datado do século X d.C.,
através da figura de personagens como os irmãos
Cheng e Zhuxi, o grande comentador confucionista. De qualquer modo,
já na antiguidade o confucionismo atingiu um pleno sucesso,
tornando-se uma filosofia moral de profundo impacto na estrutura social
ee cotidiana da sociedade. O valor ao estudo, a disciplina, a
ordenação, a consciência
política e ao trabalho são lemas que o
confucionismo introjetou de maneira definitiva na vida da
civilização chinesa da antiguidade aos dias de
hoje. Note-se que, ao contrário do que muitos afirmam, o
confucionismo não se trata de uma religião.
Não possui um credo estabelecido, mas apenas
determinações rituais de caráter
social, que permitem a um adepto do confucionismo a liberdade de
crença em qualquer tipo de sistema metafísico ou
religioso que não vá de encontro as regras de
respeito mútuo e etiqueta pessoal.
- Xintoísmo
É a religião tradicional
japonesa, estreitamente ligada à cultura e modo de vida
japoneses. Shintou em japonês, o primeiro kanji é
shin, o mesmo kanji para kami. O segundo kanji é to, que
significa caminho e é o mesmo kanji usado no final de
palavras como: judô, aikidô e sadô
(cerimônia do chá). O xintoísmo
não é uma religião confessional: sendo
assim, toda teologia e liturgia é quase que inteiramente
voltada não para códigos de ética e
moral na sociedade em si (como ocorre com as religiões
abraâmicas, por exemplo), mas sim para práticas
voltadas para o relacionamento familiar, como o culto aos ancestrais e
o respeito aos mais velhos. Por não ser uma
religião voltada diretamente para o estabelecimento de
valores sociais per se, o xintoísmo - apesar de por muito
tempo ter sido religião oficial do Estado no
Japão - não é uma religião
altamente burocratizada que se relaciona com diversas estruturas da
sociedade e com estas se mistura (como ocorreu com o catolicismo, por
exemplo, que como religião confessional e voltada para o
ordenamento da sociedade, se insere rapidamente nas mais variadas
esferas sociais como a política e o direito). Não
tem um correspondente exato para o conceito ocidental de Deus, embora
geralmente se traduza "Kami" por "Deuses". Neste sentido, o
xintoísmo é comumente classificado como uma
religião politeísta e animista. É
muito difícil exemplificar o conceito de Kami utilizando uma
terminologia variada - que não a própria
terminologia japonesa "kami" - sem acabar sendo reducionista ou muito
fenomenológico. Pois se ao mesmo tempo que seres espirituais
a que poderíamos chamar espíritos e
gênios se enquadram dentro do conceito de kami,
também são kamis, por exemplo, seres que
poderíamos chamar de deuses, dado o seu papel na mitologia,
teologia, liturgia e cosmogonia da tradição
xintoísta, como é o caso de, por exemplo,
Amaterasu, kami que representa o sol. Neste sentido, tentar traduzir o
termo kami simplesmente como "deuses" seria falho, assim como chama-los
simplesmente de "espíritos". Como ocorre muitas vezes com
traduções, muito do significado original do termo
pode se perder, e talvez o melhor a ser feito, no caso do conceito de
kami, é não traduzi-lo, e sim entender que tipo
de seres espirituais são englobados no conceito de kami. O
Xinto não se propagou de forma significativa para fora do
território japonês, talvez porque é uma
religião nacionalista por excelência. No entanto,
influenciou fortemente praticamente todas as religiões que
já chegaram ao Japão, inclusive algumas que se
popularizaram depois em outros países, como por exemplo a
Igreja Messiânica, o Budismo Terra Pura e o movimento
Seicho-No-Ie.
- Antioquinas
É uma igreja cristã
ortodoxa com sede em Damasco, Síria. Chama-se Igreja
ortodoxia ao grupo de Igrejas Cristãs orientais que
professam a mesma fé e, com algumas variantes culturais,
praticam basicamente os mesmos ritos. Sua origem está no
próprio berço do Cristianismo, uma vez que a
Igreja de Cristo teve início no Oriente e de lá
se expandiu para todo o mundo. Essas Igrejas não
têm um "fundador", como acontece com vários grupos
religiosos, uma vez que elas se organizaram a partir das primeiras
comunidades cristãs. Tudo começou em
Jerusalém, com a pregação e
ministério de Jesus, o Cristo de Deus, seu Filho
Unigênito e Salvador do mundo. Após a morte,
ressurreição e subida aos Céus
(Ascensão) do Senhor, foi-se fortalecendo a Igreja de
Jerusalém, sob a direção dos
próprios Apóstolos de Jesus, continuadores de sua
obra.
- Sociedades secreta
Grupos de pessoas que se reúnem com
um propósito comum de promover um governo paralelo ou
empenhar-se em atividades menos tradicionais, por vezes até
ilegais ou contrarias às maiorias religiosas,
étnicas ou sociais. No início do
século XVIII, D. João VI fez uma lei proibindo a
existência de sociedades secretas no Brasil.
- Sufismo
A corrente mística e contemplativa
do Islão. Os praticantes do sufismo, conhecidos como sufis
ou sufistas, procuram uma relação directa com
Deus através de cânticos, música e
danças. O termo sufismo é utilizado para
descrever um vasto grupo de correntes e práticas. As ordens
sufis (Tariqas) podem estar associadas ao islão sunita,
islão xiita ou uma combinação de
várias correntes.O pensamento sufi nasceu no
Médio Oriente no século VIII, mas encontra-se
hoje por todo o mundo. Na Indonésia, actualmente a
nação com maior número de
muçulmanos, o islão foi introduzido
através das ordens sufis.
- Sociedade
teosófica
Uma organização
internacional devotada a divulgar os ensinamentos da teosofia. Ela
surgiu a partir de uma primeira reunião em 7 de setembro de
1875, na cidade de Nova Iorque, e teve sua primeira ata lavrada no dia
seguinte, tendo como principais fundadores Helena Blavatsky, o coronel
Henry Olcott, indicado seu primeiro presidente, e William Judge,
primeiro secretário, num total de 16 membros fundadores. O
discurso inaugural foi realizado pelo Presidente fundador Olcott em 17
de novembro, data que é considerada oficial de
fundação da S.T. A Sociedade Teosófica
foi fundada para promover os ensinamentos antigos de teosofia, ou
sabedoria relacionada ao divino que era a base de outros movimentos do
passado, como o neoplatonismo, o gnosticismo, e as Escolas de
Mistérios do mundo clássico.
- Rosa cruz
É uma Ordem que foi pela primeira
vez publicamente conhecida no século XVII através
de três manifestos. Segundo a lenda constante neste
manifestos, terá sido fundada por Christian Rosenkreuz,
peregrino do século XV; no entanto, a
assumpção desta datação
é discutível devido ao simbolismo e hermeticismo
do conteúdo dos manifestos, principalmente nos aspectos
numéricos e nas concepções
geométricas apresentadas. Alguns historiadores sugerem,
contudo, a sua origem num grupo de protestantes alemães,
entre 1607 ou 1616, quando três textos anônimos
foram elaborados e lançados na Europa: Fama Fraternitatis
R.C., Confessio Fraternitatis Rosae Crucis e As Núpcias
Químicas de Christianus Rosencreutz Ano 1459. A
influência desses textos foi tão grande que a
historiadora Frances Yates denominou este período do
século XVII como o período do Iluminismo
Rosacruz. Existem variantes do símbolo da Rosa e Cruz, que
passam, entre outros, por uma rosa rubra no centro de uma cruz dourada,
por uma cruz adornada com símbolos cabalísticos e
alquímicos ou por uma cruz com uma coroa de rosas vermelhas
e uma rosa branca ao centro. Outra faceta da Rosa-cruz mais conhecida
é o 18º Grau (simbolicamente a 9ª
Iniciação Menor) do Capítulo da
Rosa-Cruz do "Rito Escocês Antigo e Aceito" da
Franco-Maçonaria, que tem como símbolos
principais o Pelicano, a Rosa e a Cruz. Neste caso, a
expressão "Rosa-Cruz" pode designar também o
Maçom que atingiu o Grau de "Cavaleiro Rosa-cruz". Diversos
livres pensadores defendem que o Rosacrucianismo não
é mais do que uma Ordem constituída mas, uma
corrente de pensamento, cuja filiação ocorre pela
adoção de certas posturas de vida.
- Afro Brasileiros
São consideradas
Religiões Afro-Brasileiras, todas as religiões
que tiveram origem nas religiões africanas, que foram
trazidas para o Brasil pelos escravos. As Religiões
Afro-Brasileiras são relacionadas com a Religião
Yorubá e outras Religiões africanas, e diferentes
das Religiões Afro-Caribenhas como a Santeria e o Vodu.
- Batuque
É uma Religião
Afro-brasileira de culto aos Orixás encontrada
principalmente no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, de onde se
estendeu para os países vizinhos tais como Uruguai e
Argentina. Batuque é fruto de religiões dos povos
da Costa da Guiné e da Nigéria, com as
nações Jêje, Ijexá,
Oyó, Cabinda e Nagô.
- Candomblé
Culto dos orixás, de origem
totêmica e familiar, é uma das
Religiões Afro-Brasileiras praticadas principalmente no
Brasil, pelo chamado povo do santo, mas também em
países adjacentes como Uruguai, Argentina, e Venezuela. A
religião, que tem por base a "anima" (alma) da Natureza,
sendo portanto chamada de anímica, foi desenvolvida no
Brasil com o conhecimento dos sacerdotes africanos que foram
escravizados e trazidos da África para o Brasil, juntamente
com seus Orixás/Inquices/ Voduns, sua cultura, e seus
dialetos, entre 1549 e 1888. Embora confinado originalmente
à população de escravos, proibido pela
igreja Católica, e criminalizado mesmo por alguns governos,
o candomblé prosperou nos quatro séculos, e
expandiu consideravelmente desde o fim da escravatura em 1888.
É agora uma das religões principais
estabelecidas, com seguidores de todas as classes sociais e dezenas de
milhares de templos. Em levantamentos recentes, aproximadamente 3
milhões de brasileiros (1,5% da
população total) declararam o
candomblé como sua religião. Na cidade de
Salvador existem 2.230 terreiros registrados na
Federação Baiana de Cultos Afro-brasileiros.
Entretanto, na cultura brasileira as religiões
não são vistas mutuamente como exclusivas, e
muitos povos de outras crenças religiosas —
até 70 milhões, de acordo com algumas
organizações culturais Afro-Brasileiras
— participam em rituais do candomblé, regularmente
ou ocasionalmente. Orixás do Candomblé, os
rituais, e as festas são agora uma parte integrante da
cultura e uma parte do folclore brasileiro. O Candomblé
não deve ser confundido com Umbanda, Macumba e/ou Omoloko,
outras religiões Afro-Brasileiras com similar origem; e com
religiões Afro-derivadas similares em outros
países do Novo Mundo, como o Voodoo Haitiano, a Santeria
Cubana, e o Obeah, os quais foram desenvolvidos independentemente do
Candomblé e são virtualmente desconhecidos no
Brasil.
- Catimbó
Uma prática de magia baseada no
Cristianismo, onde apóia toda a sua doutrina religiosa. O
Catimbó não inventa deuses ou os importa da
África porque não faz parte das
religiões afro-brasileiras. O Catimbó
não é afro, não é Umbanda e
muito menos Candomblé. O Catimbó não
é uma religião mas pode ser classificado como uma
seita derivada do catolicismo, por mais imprecisa que possa parecer
esta definição. Apesar de católico
é uma prática espírita porque trabalha
com a incorporação de almas de pessoas
já falecidas e é neste sentido que se afasta da
religião base. O Catimbó se apóia
totalmente na religião católica, apesar de
guardar um pouco das práticas pagãs, vindas da
bruxaria européia. Ele pode se parecer um pouco com a
Umbanda, mas, nem um pouco com o Candomblé. A
semelhança com a Umbanda é devido ao trabalho com
entidades incorporadas. Entretanto, os Mestres do Catimbó
possuem uma teatralidade de incorporação muito
típica e discreta, e o Catimbó esta longe do
trabalho de palco da Umbanda. Outra infeliz coincidência
é a presença da entidade Zé Pelintra
que no Catimbó é dito como mestre e na Umbanda
é muito cultuado como Exu e malandro. Catimbó
não é Umbanda! O Catimbó tem uma raiz
índia que foi se perdendo com o tempo. Não
há dúvida que o Catimbó é
xamanista com muita práticas de pajelança, mas,
não é baseados em Caboclos e sim em Mestres,
apesar de os Caboclos também terem
participação. O Catimbó não
é muito diferente ou melhor do que estes cultos que citamos,
não podemos dizer inclusive que suas entidades sejam de
nível superior, pelo contrário, sob o ponto de
vista espírita-kardecista são ainda entidades de
baixa energia e que guardam muitas referências com a
última vida que tiveram em "terra fria". No
Catimbó faz se o bem, através de curas, problemas
sentimentais, mas, também o mal, dependendo da
cabeça de que o dirige, infelizmente, como em outras
práticas. O Catimbó é influenciado
pela feitiçaria européia de onde adotou
várias práticas. O Catimbó
é uma reunião alegre e festiva quando em sua
forma de roda (ou gira), mas, pela falta da corrente doutrinaria formal
vários formatos serão encontrados, dependendo da
“ ciência”, vidência,
maturidade e ética de quem o dirige e realiza, podendo ser
práticas bem soturnas.
- Culto aos Egungun
É uma das mais importantes
instituições, tem por finalidade preservar e
assegurar a continuidade do processo civilizatório africano
no Brasil, é o culto aos ancestrais masculinos,
originário de Oyo, capital do império
Nagô, que foi implantado no Brasil no inicio do
século XIX. O culto principal aos Egungun é
praticado na Ilha de Itaparica no Estado da Bahia mas existem casas em
outros Estados. Quanto ao aspecto físico, um terreiro de
Egun apresenta basicamente as seguintes unidade: um espaço
público, que pode ser freqüentado por qualquer
pessoa, e que se localiza numa parte do barracão de festas;
uma outra parte desse salão, onde só podem ficar
e transitar os iniciadores, e para onde os Egun vêm quando
são chamados, para se mostrar publicamente; uma
área aberta, situada entre o barracão e o
Ilê Igbalé (ou Ilê Awô - a
casa do segredo), onde também se encontra um
montículo de terra preparado e consagrado, que é
o assentamento de Onilé; um espaço privado ao
qual só têm acesso os iniciados da mais alta
hierarquia, onde fica o Ilê Awô, com os
assentamentos coletivo, e onde se guardam todos os instrumentos e
paramentos rituais, como os Isan pronuncia-se (ixan), longas varas com
as quais os Ojé invocam (batendo no chão) e
controlam os Egungun.
- Culto de
Ifá
É o culto específico ao
Orixá Orunmila-Ifa, seu sacerdote é o babalawo.
- Jurema Sagrada
É como
tradição "mágica" religiosa, ainda
é um assunto pouco estudado. É uma
tradição nordestina que sofre
influências da feitiçaria européia, da
pajelança indígena e das religiões
africanas, além de estabelecer as diferenças
entre as práticas de umbanda e do catimbó . O
culto da Jurema está para a Paraíba, assim como o
Iroko está para a Bahia. Esta arvore tipicamente paraibana,
apesar de existir também em outros estados do nordeste, era
venerada pelos índios potiguares e tabajaras, muitos
séculos antes da descoberta Brasil. Aqui em Pernambuco,
existe um município como descrito acima, que se chama Jurema
devido a grande quantidade destas árvores que ali se
encontra. A jurema (mimosa hostilis) depois de crescida é
uma frondosa árvore que vive mais de 200 anos. Todas as
partes dessa arvore são aproveitadas: a raiz, a casca, as
folhas e as sementes. Sendo utilizadas em banhos de limpeza,
infusões, ungüentos, bebidas e para fins
ritualísticos. Os devotos iniciados nos rituais do culto
são chamados de “Juremeiros”. Foi na
cidade de Alhandra, município à poucos
quilômetros de João Pessoa, que esse culto teve
suas origens e apogeu. Quando duas grandes tribos indígenas,
os tupis e os cariris também chamados de tapuias. Os tupis
se dividiam em tabajaras e potiguares, que eram inimigos entre si. Na
época da fundação da
Paraíba, os tabajaras formavam um grupo de aproximadamente
cinco mil índios. Eles ocupavam o litoral e fundaram as
aldeias Alhandra e a de Taquara. A jurema sagrada é
remanescente da tradição religiosa dos
índios que habitavam o litoral da Paraíba e dos
seus pajés, grandes conhecedores dos mistérios do
além, plantas e dos animais. Depois da chegada dos africanos
no Brasil, quando estes fugiam dos engenhos onde estavam escravizados,
encontravam abrigo nas aldeias indígenas, e
através desse contato, os africanos trocavam o que tinham de
conhecimento religioso em comum com os índios. Pôr
isso até hoje, os grandes mestres juremeiros conhecidos,
são sempre mestiços com sangue índio e
negro. Os africanos contribuíram com o seu conhecimento
sobre o culto dos mortos egun e das divindades da natureza os
orixás voduns e inkices. Os índios, estes
contribuíram com o conhecimento de
invocações dos espíritos de antigos
pajés e dos trabalhos realizados com os encantados das matas
e dos rios. Daí a jurema se compor de duas grandes linhas de
trabalho: a linha dos mestres de jurema e a linha dos encantados. A
influência européia se fez presente
através do selo de Salomão, este consiste de dois
triângulos entrelaçados cuja origem atribui-se aos
antigos persas. Diz à lenda que o símbolo era
usado para invocar o rei Salomão e assim aprisionar os djins
(gênios) sem vasos. Na Índia o mesmo
símbolo é chamado de “Signo de
Vishnu” e é desenhado nas portas das casas com um
talismã contra o mal. No nordeste este costume ainda existe
e na linguagem típica é chamado "Sino
Salomão".
- Quimbanda
Kimbanda ou quimbanda é uma das
sendas brasileiras de práticas religiosas derivadas dos
povos africanos e trazidas pelos escravos negros em cativeiro. Essa
linha é a negativa e oposta(porém complementar e
"energeticamente" necessária) a Umbanda.Trata especialmente
com entidades negativas, como Exu(que não deve ser
confundido com o demônio da mitologia cristã,
mesmo sendo comparado a Lúcifer devido a sincretismos),
pomba-gira e etc.O povo da rua. É por
tradição proibida a abertura de terreiros de
Quimbanda, justamente por ela representar um aspecto da umbanda
"oculto"-noturno. Angola - Em língua kimbundo,
“ki” é o prefixo aumentativo de
determinadas palavras e Quimbanda é uma das artes de curar
desenvolvida pelos povos bantu, de Angola. A Ki-mbanda é
parte do sistema religioso tradicional de Angola e é
exercida por um ki-banda ou seja kimbandeiro, curandeiro.
Através de métodos de
adivinhação ou vaticínio, o ki-mbanda
indica as pessoas, causas espirituais ou mágicas das
doenças e aconselha o seu afastamento com receitas da mesma
ordem, mas não deixa de recorrer a farmácia da
natureza. A terapêutica tradicional na ki-mbanda, comporta
duas partes ideologicamente distintas: parte sobrenatural e parte
farmacológica.
- Macumba
A primeira definição de
Macumba que se encontra em qualquer dicionário é
de: antigo instrumento musical de percussão,
espécie de reco-reco, de origem africana, que dá
um som de rapa (rascante). O conceito da macumba está
tão arraigado na cultura popular brasileira, que
são comuns expressões como "xô macumba"
e "chuta que é macumba" para demonstar desagrado com a
má sorte. As superstições nesse
sentido são tão grandes, que até mesmo
para a Copa do Mundo foram criados sites para espantar o azar. Macumba
também pode ser a designação
genérica dos cultos sincréticos afro-brasileiros
derivados de práticas religiosas e divindades de povos
bantos, influenciadas pelo candomblé e com elementos
ameríndios, africanos, do catolicismo, do espiritismo, do
ocultismo, etc. Veja a Definição de
João do Rio. No Rio de Janeiro, as
nações do candomblé se fundiram umas
nas outras, deixando-se também penetrar profundamente por
influências exteriores, ameríndias,
católicas, espíritas, dando nascimento a uma
religião essencialmente sincrética, a Macumba.
João do Rio, As Religiões do Rio.
- Tambor de mina
É a
denominação mais difundida das
religiões Afro-brasileiras no Maranhão e na
Amazônia. A palavra tambor deriva da importância do
instrumento nos rituais de culto. Mina deriva de negro da Costa da
Mina, denominação dada aos escravos procedentes
da “costa situada a leste do Castelo de São Jorge
de Mina” (Verger, 1987: 12) , no atual República
do Gana, trazidos da região das hoje Repúblicas
do Togo, Benin e da Nigéria, que eram conhecidos
principalmente como negros mina-jejes e mina-nagôs. O
Maranhão foi importante núcleo
atração de mão de obra africana,
sobretudo durante o último século do trafico de
escravos para o Brasil (1750-1850), e que se concentrou na Capital, no
Vale do Itapecuru e na Baixada Maranhense, regiões onde
havia grandes plantações de algodão e
cana-de-açúcar, que contribuíram para
tornar São Luís e Alcântara cidades
famosas entre outros aspectos, pela grandiosidade dos
sobradões coloniais, construídos com
mão de obra escrava e pela harmonia, beleza e coreografia
das musicas de origem africana. Como as demais religiões de
origem africana no Brasil (Candomblé, Umbanda,
Xangô, Xambá, Batuque, Jarê e outras), o
tambor de mina se caracteriza por ser religião
iniciática e de transe ou possessão. No tambor de
mina mais tradicional a iniciação é
demorada, não havendo cerimônias
públicas de saída, sendo realizada com grande
discrição no recinto dos terreiros e poucas
pessoas recebem os graus mais elevados ou a
iniciação completa. A
discrição no transe e no comportamento em geral
é uma características marcante do tambor de mina,
considerado por muitos como uma “maçonaria de
negros”, pois apresenta características de
sociedades secretas. Nos recintos mais sagrados do culto (peji em
nagô, ou côme em jeje), penetram apenas os
iniciados mais graduados. O transe no tambor de mina é muito
discreto e as vezes percebível apenas por pequenos detalhes
da vestimenta. Em muitas casas, no início do transe, a
entidade dá muitas voltas ao redor de si mesmo, no sentido
contrário ao dos ponteiros do relógio, talvez
para firmar o transe, numa dança de bonito efeito visual.
Normalmente a pessoa quando entra em transe recebe um
símbolo, como uma toalha branca amarrada na cintura ou um
lenço, denominado pana, enrolado na mão ou no
braço. No Tambor de Mina cerca de noventa por cento dos
participantes do culto são do sexo feminino e por isso,
alguns falam num matriarcado nesta religião. Os homens
desempenham principalmente a função de tocadores
de tambores ou abatazeiros e também se encarregam de certas
atividades do culto, como matança de animais de 4 patas e do
transporte de certas obrigações para o local em
que devem ser depositados. Algumas casas são dirigidas por
homens e possuem maior presença de homens, que podem ser
encontrados inclusive na roda de dançantes.Existem dois
modelos principais de tambor de mina no Maranhão: mina jeje
e mina nagô. O primeiro parece ser o mais antigo e se
estabeleceu em torno da Casa grande das Minas Jeje (Querebentan de
Zomadônu), o terreiro mais antigo, que deve ter sido fundado
em São Luís na década de 1840. O
outro, que lhe é quase contemporâneo e que
também se continua até hoje é o da
Casa de Nagô, localizada no mesmo bairro (São
Pantaleão) a uma quadra de distância.A Casa das
Minas é única, não possui casas que
lhe sejam filiadas, daí porque nenhuma outra siga
completamente seu estilo. Nesta casa os cânticos
são em língua jeje (Ewê-Fon) e
só se recebem divindades denominadas de voduns, mas apesar
dela não ter casas filiadas, o modelo do culto do Tambor de
Mina é grandemente influenciado pela Casa das Minas.Nos
terreiros de tambor de mina é comum a
realização de festas e folguedos da cultura
popular maranhense que as vezes são solicitadas por
entidades espirituais que gostam delas, como a do Divino
Espírito Santo, o Bumba-Meu-Boi, o Tambor de Crioula e
outras. É comum também outros grupos que
organizam tais atividades irem dançar nos terreiros de mina
para homenagear o dono da casa, as vodunsis e para pedir
proteção às entidades espirituais para
suas brincadeiras.
- Umbanda
É uma religião
originalmente brasileira que miscigena elementos das mais diversas
religiões e culturas mundiais. Os conceitos relatados podem
diferir em alguns tópicos por se tratar de uma
visão generalista. Por se tratar de uma religião
com diversas variações devem ser buscadas
informações sobre suas mais variadas vertentes.
Algumas destas vertentes são citadas neste artigo. A Umbanda
é uma religião brasileira, fundada em 15/11/1908,
e fundamentada em 3 pilares que são sua base de
sustentação: O AMOR, A CARIDADE E A HUMILDADE,
composta de um deus único (OLORUM), que é o
criador de tudo e todos, onde seus freqüentadores (chamados
também de "filhos de fé") reverenciam entidades
superiores denominados ORIXÁS, sendo o principal Jesus
(OXALÁ). É composta também pelos guias
espirituais - espíritos que atuam na Umbanda sob uma
determinada LINHA que por sua vez está ligada diretamente a
um determinado Orixá. Os guias têm ricos
conhecimentos de amor, caridade, fé, justiça,
evolução, entre outros, que se manifestam
através da mediunidade dos médiuns, sendo a
prática da incorporação uma delas -
ato pelo qual uma pessoa médium, consciente semi-consciente
ou não, permite que outros espíritos falem
através de seu corpo físico. Os guias possuem
diversos arquétipos pelos quais se apresentam na
mecânica da incorporação. Cada
arquétipo está numa determinada Linha Vibracional
composta pelos 7 Orixás essenciais ou 7 Linhas. Como
exemplos desses arquétipos podemos citar: os Pretos Velhos,
os Caboclos, os Baianos, Boiadeiros e Erês
(Crianças). Os arquétipos são apenas
roupagens utilizadas pelos guias para se apresentarem nos terreiros e
não entidades que necessariamente foram escravos,
índios ou crianças. Cada terreiro tem a sua forma
de interpretar a Umbanda, os ritos também diferem de casa
para casa. A maioria utiliza atabaques e outros instrumentos musicais
para acompanhar os seus pontos cantados, mas alguns só
cantam seus mantras. Toda gira de umbanda tem como base o processo de
defumação - elemento característico
das giras - que consiste na queima de ervas essenciais, com o
fundamento de limpeza do campo áurico energético
das pessoas e do ambiente para que a faixa vibracional seja ajustada
para o recebimento das entidades que ali trabalharão. As
giras se iniciam com os pontos cantados,
defumação e a incorporação.
Após a incorporação do
médiuns (cavalos) pelos seus respectivos guias, inicia-se o
atendimento espiritual para o público, em que a todos
são convidados a tomar um "passe" com os guias que
estão em terra, que trabalham exclusivamente para a caridade
e se utilizam de alguns materiais como velas, ervas, pedras, pembas
(giz) para riscar seus pontos riscados ou mandalas. A Umbanda
é genuinamente brasileira. A Prática da Umbanda
nada tem a ver com o Candomblé ou com a Kiumbanda. Trata-se
de uma religião que trabalha diretamente com entidades do
Plano Astral, espíritos desencarnados ou seres da natureza
(os elementais), e utiliza a mecânica da
incorporação para trabalhar as necessidades
emergenciais do homem, trazendo a força e sabedoria dos
mestres da Aruanda e age através da cura e
energização do campo astral. Atua nos centros de
força dos corpos e campos magneticos das pessoas que
"...vêm em busca de socorro, alivio e cura para suas dores
morais e físicas." E também traz muito
ensinamento das verdades da espiritualidade maior.
- Xangô;
do
Nordeste
Xangô do Nordeste também
conhecido como Xangô do Recife, Xangô de Pernambuco
ou Nagô Egbá. Em todo o Nordeste da
Paraíba à Bahia, a influência dos
Yoruba prevalece a dos Daomé. Esta é a zona mais
conhecida quanto às religiões africanas, a que
deu lugar a maior número de pesquisas e de trabalhos. Se
encontra duas palavras para designá-las, a de
Xangô em Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, e
de Candomblé na Bahia, esta dualidade de nomes, que
não são nomes dados pelos negros, mas sim pelos
brancos em virtude da popularidade e importância de
Xangô nessa região, e Candomblé por
designar toda dança dos negros, tanto profanas como
religiosas.
- Xambá
A Nação Xambá
está ainda bem viva e ativa em Olinda, Pernambuco. Apesar de
alguns autores como: Olga Caciatore (Dicionário de Cultos
Afro-Brasileiros. Rio de Janeiro, Forense Universitária,
3ª Edição, 1988) e Reginaldo Prandi
(Candomblés de São Paulo. São Paulo,
HUCITEC, 1991) afirmarem que culto Xambá no Brasil
está praticamente extinto. O Xambá de Pernambuco
ainda permanecerá vivo por muitas e muitas
gerações, mantendo seus ritos, mitos e
tradição. Apesar dos Orixás serem
praticamente os mesmos do Candomblé, existe bastante
diferença na forma de culto. Orixás cultuados na
tradição Xambá: Exú, Ogum,
Odé, Bêji, Nanã, Obaluaiê,
Ewá, Xangô, Oyá, Obá,
Afrekete, Oxum, Yemanjá, Orixalá.
- Sikhismo
O Sikhismo ou Siquismo é uma
religião monoteísta fundada em fins do
século XV no Punjabe (região actualmente dividida
entre o Paquistão e a Índia) pelo Guru Nanak
(1469-1539). Habitualmente retratado como o resultado de um sincretismo
entre elementos do Hinduísmo e do misticismo do
Islão (o sufismo), o Sikhismo apresenta contudo elementos de
originalidade que obrigam a um repensar desta visão
redutora. A doutrina básica do Sikhismo consiste na
crença em um único Deus e nos ensinamentos dos
Dez Gurus do Sikhismo, recolhidas no livro sagrado dos sikhs, o Guru
Granth Sahib, considerado o décimo-primeiro e
último Guru. Para o Sikhismo Deus é eterno e sem
forma, sendo impossível captá-lo em toda a sua
essência. Ele foi o criador do mundo e dos seres humanos e
deve ser alvo de devoção e de amor por parte dos
humanos. O Sikhismo ensina que os seres humanos estão
separados de Deus devido ao egocentrismo que os caracteriza. Esse
egocentrismo (haumai) faz com que os seres humanos
permaneçam presos no ciclo dos renascimentos (samsara) e
não alcancem a libertação, que no
Sikhismo é entendida como a união com Deus. Os
sikhs acreditam no karma, segundo o qual as
acções positivas geram frutos positivos e
permitem alcançar uma vida melhor e o progresso espiritual;
a prática de acções negativas leva
à infelicidade e ao renascer em formas consideradas
inferiores, como em forma de planta ou de animal.
- Ayyavazhi
É uma religião surgida
na Índia em meados do século XIX.
- Bramanismo
É a antiga filosofia religiosa
indiana que formou a espinha dorsal da cultura daquela
civilização por milênios. Persiste de
forma modificada, sendo atualmente chamada de Hinduísmo. Ao
longo do tempo sofreu modificações, desde os
primórdios quando era constituída principalmente
por fórmulas mágicas de propriedade exclusiva de
famílias reais, como se vê nos primeiros livros do
Rig Veda, até chegar à sofisticada
expressão do Vedanta.
- Catarismo
Do grego katharos, que significa puro, foi uma
religião cristã da Idade Média surgida
no Limousin (França) ao final do século XI,
apresentada por alguns como um sincretismo cristão,
gnóstico e maniqueísta, manifestado num extremo
ascetismo. No entanto, os principais historiadores atuais do catarismo
percebem este movimento como intrinsecamente cristão e
relativamente independente de movimentos anteriores, derivando sua
concepção gnóstica do universo de uma
leitura independente das Escrituras Sagradas, especialmente o Novo
Testamento. Os cátaros concebiam a dualidade entre o
espírito e a matéria, relacionados
respectivamente com o bem e o mal absolutos. Os cátaros
foram condenados pelo 4º Concílio Lateranense em
1215 pelo Papa Inocêncio III, e foram aniquilados por uma
cruzada e pelas ações da
Inquisição, tornada oficial em 1233. Os
cátaros, também chamados de albigenses,
rejeitavam os sacramentos católicos. Aqueles que recebiam o
batismo de espírito, consolamentum, eram às vezes
denominados "perfeitos" (termo muitas vezes utilizado pelos seus
inimigos, para menosprezá-los), mas preferiam ser chamados
simplesmente de "bons cristãos" e levavam uma vida de
castidade e austeridade e podiam ser tanto homens quanto mulheres. Os
crentes tinham obrigações menores; recebiam o
consolamentum na hora da morte. Apesar desta hierarquia, os
cátaros não restringiam a experiência
transcendental, e/ou divina (no caso, também
gnóstica) aos mais graduados, mas a qualquer um que assim a
desejasse e experimentasse. Essa concepção sem
hierarquia da espiritualidade foi considerada pela igreja
católica uma ameaça para a fé e a
unidade cristã, já que atraiu numerosos adeptos.
Assim sendo, o catarismo foi considerado herético e contra
ele foi estabelecida a Cruzada albigense (1209-1229). A cruzada teve
parte de interesses políticos, já que as
localidades onde se praticavam o catarismo (nota: esta
religião era conhecida por sua tolerância
religiosa ao passo que conviviam, nos mesmos reinados, judeus,
pagãos, e até mesmo católicos)
encontravam-se ligadas ao reino da França, porém
independentes do mesmo.
- Cristianismo
É uma religião
monoteísta baseada na vida e nos ensinamentos de Jesus
Cristo, tais como estes se encontram recolhidos nos Evangelhos, parte
integrante da Bíblia. Com mais de 2,1 bilhões de
adeptos, divididos por várias
denominações, o cristianismo é hoje a
maior religião mundial.
- Discordianismo
É uma religião baseada no
caos. Seus seguidores muitas vezes se referam à ela como uma
"Religião disfarçada de piada ou uma piada
disfarçada de religião". Sendo uma piada ou
não, o discordianismo tem como seu maior ícone de
culto a deusa grega Éris (Discórdia para os
romanos) e prega que não existem verdades absolutas (e que
isto é uma verdade absoluta). O livro sagrado desta
(des)religião é o Principia Discordia, que
apresenta uma linguagem que flerta com o pós-modernismo e o
zen-budismo.
- Fé
Bahá'í
A mais recente das religiões
mundiais independentes. O seu fundador,
Bahá'u'lláh (1817-1892), é considerado
pelos bahá'ís como o mais recente na linha dos
Mensageiros de Deus. Os Bahá´ís
consideram que Deus, o criador, como sendo Um, sua Religião
também é uma só. Entretanto ela evolui
de acordo com o progresso e desenvolvimento do Homem, ou seja, a cada
época Deus educa a humanidade através de seus
manifestantes: Krishna, Abraão, Moisés, Buda,
Zoroastro, Cristo, Maomé, O Báb e
Bahá´u´lláh. Os
Bahá´ís acreditam que seguindo e amando
a Bahá´u´lláh
estão em verdade, aceitando todos os Manifestantes do
passado e desta forma eliminando todo tipo de preconceito religioso. Um
dos símbolos utilizados na Fé
Bahá'í é uma estrela de nove pontas
que significam as nove religiões monoteístas:
Sabeismo, Hinduísmo, Judaísmo, Zoroastrismo,
Budismo, Cristianismo, Islamismo, Fé Babí -
Babismo e Fé Bahá'í. O tema central da
mensagem de Bahá'u'lláh é o conceito
de que a humanidade representa uma única raça e
que é chegado o dia de sua unificação
em uma única sociedade global.
- Santo Daime
É uma doutrina religiosa de
inspiração cristã, que tem como base o
uso ritual da Ayahuasca, uma bebida sagrada de origem inca. Mesmo tendo
como eixo doutrinário o cristianismo, hoje o Santo Daime se
apresenta já sincretizado com outras correntes espirituais
como espiritismo, xamanismo, ritos tribais indígenas e
africanos. Surgiu no estado brasileiro do Acre, no início do
século XX, tendo como fundador o lavrador e neto de escravos
Raimundo Irineu Serra, também conhecido como Padrinho ou
Mestre Irineu. Após conhecer a ayahuasca, Irineu Serra
recebeu, em uma visão da Virgem Maria, a
denominação de 'Daime', de dai-me luz, dai-me paz
e dai-me amor. Posteriormente, um dos dissidentes de sua doutrina
passou a chamá-la de Santo Daime. A principal
característica de sua liturgia é a
ingestão de uma bebida alteradora de consciência
chamada ayahuasca, que também fora utilizada pelos Incas,
sendo considerada sagrada e seu uso proposto como enteógeno.
Estima-se em aproximadamente 10.000 os seguidores dessa doutrina no
Brasil e no mundo. Há igrejas legalmente
instituídas em quase todos os estados brasileiros e em
países como Espanha e Países Baixos,
além de grupos que celebram os cultos em países
como Estados Unidos, Canadá, Japão, Argentina,
Chile, Uruguai, Venezuela e Portugal. O Centro de
Iluminação Cristã Luz Universal
(CICLU) - Alto Santo - foi o único estabelecido
originariamente por Irineu Serra. Ele é dirigido pela
viúva Peregrina Gomes Serra. Seus integrantes entendem que a
expansão de centros usuários de Daime contraria a
doutrina original de Irineu Serra. Mas mesmo assim o uso da bebida e
seus princípios rituais vem se disseminando
através de todo o Brasil e do mundo. - Quando eu me ausentar
daqui, vocês reúnam, tomem Daime e me chamem que
eu venho. Não me deixem inventar moda e ninguém
queira ser chefe. O dono daqui sou eu - afirmava Mestre Irineu. A
questão do Daime ser ou não considerado droga foi
superada recentemente no Brasil a partir de uma
resolução do Conselho Nacional Antidrogas. O uso
ritual e religioso da bebida sempre foi liberado. Apesar disso, os
grupos brasileiros que querem evangelizar o mundo com o uso do Daime
defendem sua regulamentação pelo governo, na
esperança de influenciar positivamente os demais
países ondem possuem centros. A viúva do mestre
Irineu, Peregrina Serra, afirma que as autoridades podem contar com o
seu apoio e colaboração caso julguem
necessário providências enérgicas, como
a proibição do transporte interestadual e a
exportação do jagube, da folha e da
própria ayahuasca - o que serviria para conter o
comércio da bebida e o tráfico de outras
substâncias associadas à
proliferação descontrolada de centros de pretensa
iluminação cristã. Mas isso seria uma
atitude de extremo fundamentalismo da parte dela, pois as plantas
sagradas utilizadas no feitio da bebida são de uso comum de
vários povos, e não de propriedade apenas da
família Gomes e seus seguidores.
- Messiânica
Em sentido geral, costuma-se classificar como
messiânica tudo aquilo que acredita na existência
de um Messias, como o Judaísmo e o Cristianismo. Entretanto,
mais especificamente, existe uma religião denominada Igreja
Messiânica Mundial, que foi fundada em 1935 no
Japão por Meishu Sama (1882-1955), cujo nome de registro era
MOKITI OKADA, cientista-religioso, filósofo e artista. Sua
obra foi bastante abrangente. De origem humilde, veio a ser grande
empresário e após sofrer vários
reveses, se encaminhou para a religião. Com
espírito científico, pesquisou este mundo, e
deixou uma vasta obra literária com assuntos que
vão desde a arte até a sabedoria, desde o
conceito de divindade até a análise da
constituição do mundo espiritual e suas leis,
desde profundos estudos sobre saúde até a
alimentação e técnicas
agrícolas sem a utilização de adubos
químicos e agrotóxicos, desde a filosofia pura ao
pragmatismo. Como legado artístico, deixou, além
de suas obras pessoais(caligrafias, desenhos, etc.), que incluiram
jardins e projetos arquitetônicos, montou dois museus de arte
de primeira linha, com uma coleção que
incluíu vários tesouros nacionais do
Japão (acesse o Museu MOA). Para se alcançar a
verdadeira saúde física, espiritual e mental,
desenvolveu uma técnica de purificação
do espírito, através da
imposição das mãos, conhecido
mundialmente por Johrei. Existem várias
instituições religiosas que seguem esta linha,
sendo que no Brasil, a principal é a Igreja
Messiânica Mundial do Brasil.
- Mormonismo
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos
Últimos Dias é uma comunidade religiosa surgida
no século XIX, de fundamentação
cristã, com características restauracionistas e
cujos membros são conhecidos popularmente como
mórmons. O nome oficial da igreja se refere a Jesus Cristo
como seu líder e a conversão dos
fiéis, ou santos, à igreja, na última
dispensação -- de onde surge a
referência aos últimos dias. O termo
mórmon, geralmente usado para referir-se aos membros dessa
igreja, deriva do nome do profeta Mórmon, que é
um dos autores e compiladores das escrituras que formaram O Livro de
Mórmon, Outro Testamento de Jesus Cristo. Apesar de os
termos mórmon e mormonismo serem aceitos pela
própria igreja, a denominação oficial
recomendada para os fiéis é santos dos
últimos dias, ou o acrônimo em português
"SUD" e em inglês LDS (Latter-day Saints). A sua sede fica
situada no estado de Utah (o qual foi fundado pelo povo
mórmon), nos Estados Unidos da América, na cidade
de Salt Lake City. Está presente em mais de 160
países e hoje possui mais de 12 milhões de
seguidores, dos quais mais de metade estão fora dos EUA
(dados oficiais de Junho de 2004). A igreja mantém registros
cuidadosos de seus membros, incluindo informações
sobre a sua árvore genealógica; estas
informações são importantes devido
à crença na possibilidade da
salvação dos antepassados, através do
batismo vicário feito pelos seus descendentes.
- Movimento Hare Krishna
A Sociedade Internacional para a
Consciência de Krishna (ISKCON), uma
tradição monoteísta inserida na
cultura Védica ou Hindu, popularmente conhecida como
Movimento Hare Krishna, é baseada nos ensinamentos do guru
Sri Krishna Chaitanya Mahaprabhu (1486-1534) e foi trazida para o
Ocidente em 1965 por A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada. Os membros da
sociedade participam dos serviços nos templos e realizam
suas práticas (tecnicamente chamadas de bhakti-yoga ou yoga
da devoção) em casa ou passam a se dedicar
inteiramente ao serviço e devoção a
Suprema Personalidade de Deus Krishna, levando uma vida
monástica. No caminho da consciência de Krishna
(Krishna é um nome de Deus que significa todo-atraente em
sânscrito) proíbe-se o consumo de
álcool, cigarro e demais drogas e segue-se uma dieta
lacto-vegetariana. Os seguidores geralmente dão
ênfase aos benefícios espirituais da
associação devocional, ao estudo das escrituras
Védicas e à entoação de
mantras, especialmente o maha-mantra, ou mantra maior: "Hare Krishna,
Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare / Hare Rama, Hare Rama, Rama
Rama, Hare Hare". Os mantras são considerados sons
transcendentais, cantados repetidamente como auxílio
à meditação e
auto-realização. Durante o canto, podem
manifestar estados de êxtase transcendental, que
resultarão na libertação do corpo
também através da dança.
- Religião de Deus
(LBV)
Religião de Deus é uma
instituição religiosa fundada por Alziro Zarur,
em 1973, no Rio de Janeiro. A caridade foi a primeira diretriz
religiosa de Alziro Zarur e da LBV. Antes mesmo de fundar a entidade,
em 1949, o radialista falava em seu programa na Rádio Globo
para as pessoas que chamava de "emparedados". O objetivo era levar uma
palavra de consolo para quem sofria. O ecumenismo foi uma das primeiras
bandeiras institucionais da LBV. Zarur pregava a união das
religiões. Foi de 1950 a 1958 que expandiu a Cruzada de
Religiões Irmanadas, com a
participação de líderes de
religiões cristãs e
não-cristãs. Atualmente, muitos religiosos
levantam essa bandeira, inspirando-se nas
pregações de Alziro Zarur, que foi tido por louco
por pregar esse seu desejo de unificação que
alimentava desde criança. Ainda hoje, muitos não
reconhecem que ele, o saudoso Fundador da Legião da Boa
Vontade, foi o pioneiro da pregação do
Ecumenismo.
- Satanismo
É um movimento religioso e
filosófico centrado em torno de Satã ou outra
entidade identificada com Satã, ou centrado nas
forças da natureza, em particular da natureza humana,
representada por Satã como um arquétipo. Ao
contrário de muitas religiões e filosofias, o
satanismo foca a sua atenção no avanço
espiritual e/ou hedonista do indivíduo em vez de a focar na
submissão a uma divindade ou a um conjunto de
códigos morais. Existem vários tipos de
satanistas na sociedade contemporânea.
- Seicho-No-Ie
(Lar do Progredir Infinito, numa
tradução livre) é uma
filosofia/religião de origem japonesa.
Monoteísta, enfatiza o não sectarismo religioso,
as práticas de gratidão à
família e a Deus, e o poder da palavra positiva que
influencia na formação de um destino feliz.
Surgiu em 1930 e cresceu no pós-guerra, quando a sociedade
japonesa viu desmoronar a religião oficial do Estado,
baseada na crença na divindade do imperador e uma das bases
da ideologia militarista. Nesse vácuo ideológico
e espiritual surgiram ou cresceram inúmeras seitas e
religiões, entre elas a Soka Gakkai, a Perfect Liberty, a
Igreja Messiânica Mundial (Johrei), Seicho-No-Ie, etc. A
Seicho-No-Ie foi fundada por Masaharu Taniguchi (1893–1985),
conhecido durante a II Guerra Mundial. Incorporou elementos da
ciência, do cristianismo, do budismo e do
xintoísmo. Pela grande população de
imigrantes japoneses, estas novas religiões chegaram quase
que simultaneamente ao Brasil. Em pouco tempo conseguiram grande
números de adeptos, não só entre os
descendentes de japoneses mas entre toda a
população em geral. A Seicho-No-Ie em particular
conseguiu grande número de adeptos. Entre os instrumentos de
disseminação de sua crença, a revista
Acendedor e o Preceitos Diários (calendário com
mensagens) se tornaram bastante populares nas grandes cidades
brasileiras, principalmente nas décadas de 60 e 70 do
século XX. Atualmente (2005) a Seicho-No-Ie conta com
divulgação através de
publicações tais como as revistas Fonte de Luz,
Pomba Branca, Mundo Ideal e Querubim; Jornal Circulo de Harmonia;
Preceitos Diários e Programas de TV e rádio. Hoje
os dirigentes centrais da Seicho-No-Ie são o Supremo
Presidente Seicho Taniguchi e o Vice Supremo Presidente Masanobu
Taniguchi. A despeito do que se pensa inclusive dentro da
própria religião, sua origem é muito
mais ligada ao Xintoísmo, sendo também seus
rituais como batismo e casamento, do qual é talvez o melhor
representante fora do Japão, do que ao Budismo. A Verdade
essencial da Seicho-No-Ie é: o Homem é Filho de
Deus e, sendo assim, é herdeiro de todas as
dádivas dele.
- Wicca
É uma religião
neopagã, fundada originalmente pelo funcionário
público britânico Gerald Gardner. Embora essa
fundação tenha ocorrido provavelmente na
década de 1940, só foi revelada publicamente em
1954. Desde sua fundação, várias
tradições de Wicca evoluíram ou foram
criadas. A tradição que segue os ensinamentos e
práticas específicos, conforme estabelecidos por
Gardner, é denominada Tradição
Gardneriana. Além dela, muitas outra
Tradições de Wicca se desenvolveram e
também existem muitos praticantes de Wicca que
não pertencem a nenhuma Tradição
estabelecida, mas criam a sua própria forma de culto aos
Antigos Deuses. A palavra Wicca vem do Inglês Antigo, tendo
sido reintroduzida no uso moderno daquele idioma por Gerald Gardner, em
sua publicação de 1954. Embora Gardner utilizasse
a grafia "Wica", popularizou-se o uso de "Wicca", mais aderente
à etimologia da língua inglesa. Os primeiros
livros sobre Wicca em língua portuguesa foram
traduções da língua inglesa, tendo
seus tradutores optado por manter a grafia original. Mais tarde, Os
livros escritos diretamente em Português mantiveram esse uso.
No entanto, não há consenso entre autores e
tradutores sobre a palavra a ser usada na língua portuguesa
para designar o praticante da religião Wicca, sendo
utilizadas mais amplamente as formas wiccano e wiccaniano. É
também de uso mais restrito a forma wiccão. Os
defensores da forma wiccano, alegam ter sido a mesma utilizada na
primeira tradução para português de um
livro sobre Wicca, "Os Mistérios Wiccanos", de Raven
Grimassi, por Cláudio "Crow" Quintino. Os defensores da
forma wiccaniano, alegam ter sido o primeiro livro sobre Wicca
traduzido para o português a "Feitiçaria Moderna"
de Gerina Dunwich, onde foi utilizada essa forma. Alegam ainda que a
tradução wiccano é gramaticalmente
incorreta pois o final "ano" se aplica somente a
tradução de nacionalidade como indiANO, peruANO,
americANO. Os demais termos são normalmente mantidos sem
tradução, em sua forma originalmente usada na
língua inglesa. Embora sejam algumas vezes usadas como
sinônimo, "Wicca" e "Bruxaria" são conceitos
diferentes. A confusão se dá porque tanto os
praticantes de Wicca quanto os de Bruxaria se denominam Bruxos. Da
mesma forma, não devem ser confundidos os termos "Wicca" e
"Paganismo", uma vez que a Wicca é apenas uma das
expressões do paganismo. A Wicca é uma
religião iniciática. Essa religião
pode ser praticada tanto de forma tradicional quanto de forma
solitária. Nas formas tradicionais, os praticantes
avançam através de "graus"
pré-definidos de iniciação e
geralmente trabalham em covens ou círculos. Nas formas
solitárias, os praticantes geralmente se auto-dedicam e
auto-iniciam nas práticas da Wicca, e depois normalmente a
praticam sozinhos. Algumas vezes, solitários são
iniciados por outros sacerdotes ou sacerdotisas antes de estabelecerem
sua prática. Todas as formas de Wicca cultuam à
Deusa e ao Deus, variando porém o grau de
importância dado ao culto de cada um deles.
- Xamanismo
É um tipo de religião de
povos asiáticos e árticos. Embora a palavra
xamã tenha origem na tribo siberiana dos Tugus,
não existe origem histórica ou
geográfica para o xamanismo, prática religiosa,
de cura e filosófica encontrada no mundo todo. O xamanismo
trabalha com profundo respeito às forças da
natureza, com rituais vividos por qualquer tipo de pessoa, envolvendo
cristais, fogo, água, metal, madeira. É um
conceito de vida que busca no autoconhecimento a chave para o
equilíbrio do ser. O sacerdote do xamanismo é o
xamã, que entra em transe durante rituais
xamânicos, manifestando poderes aparentemente sobrenaturais,
e invocando espíritos da natureza. A
comunicação com estes aspectos sutis da natureza
se processa através de estados alterados de
consciência. O xamã pode ser homem ou mulher, e
sempre há na história pessoal desse
indivíduo um desafio, como uma doença
física ou mental, que se configura como um chamado, uma
vocação. Depois disto há uma longa
preparação, um aprendizado sobre plantas
medicinais e outros métodos de cura, e sobre
técnicas para atingir o estado alterado de
consciência e formas de se proteger contra o descontrole. O
xamã é um profundo conhecedor da natureza humana,
tanto na parte física quanto psíquica.
- Zoroastrismo
É uma religião
monoteísta fundada na Pérsia por Zaratustra, a
quem os Gregos chamavam de Zoroastro. É considerada como a
primeira manifestação de um monoteísmo
ético e de acordo com os historiadores da
religião algumas das suas concepções
religiosas viriam a influenciar o judaísmo, o cristianismo e
o islão.
- Cristianismo
Esotérico
Efere-se ao estudo oculto e à
vivência mística do conhecimento
esotérico relacionado com os "ensinamentos interiores" do
Cristianismo primitivo. O termo é geralmente associado aos
Essénios e mais tarde aos Rosacruzes. Nesta perspectiva, a
religião Cristã é tida como uma
'Religião de Mistérios'.