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A Poesia
Sonia Nogueira

 

Sou de ti escrava carecente
Amante de todos os momentos
Embala-me como órfão carente

Da palavra faço meu escudo
Do poema saboreio o alimento
Diante do meu coração desnudo

Que sonha, fantasia, sem receio
Viaja sem rumo ao relento
Busca no firmamento sem rodeio

O despojar da poesia nas estrelas
O nutriente que a caneta fomenta
Em cada verso como uma centelha

Veste-me da quietude que semeio
Para fazer do poema meu esteio.

 

 

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