MEUS
POEMAS
NASCEM
SANGRANDO
Gustavo
Felicíssimo
"Sentir,
sinta
quem lê"
Fernando
Pessoa
Como
pode descer
dos céus
um poema
assim
mesmo
como um
raio?
Seria
presente
dos deuses
ou condenação
sumária?
Viver
permanentemente
atado
aos desejos
de outrem...
Não,
senhores,
o poema
não
é
um dom
divino.
O poema
é
uma conquista.
Ele é
fruto
da imaginação
e da destreza
do poeta.
O poema
também
não
é
o sentir,
antes
ele é
o sentido.
Mas quem
quiser
que sinta!
Eu transpiro
enquanto
escrevo.
Meus poemas
nascem
sangrando.