PALAVRA
II
Delmo
Biuford
de Souza
Às
vezes,
tão
elétrica,
Às
vezes
possuída
de rimas
estéticas
Outras,
é
lixo,
no máximo
escarro
Para se
cuspir
na pia.
Às
vezes,
escorre
espessa,
Como sangue
a flux:
Hemorragia
cálida
Sobre
a imaginação
alquimista.
Às
vezes,
nasce
abstrata,
E se perde
em cores
que desconheço.
Às
vezes
é
pássaro
que sai
da boca.
Às
vezes,
água
que transborda
fonemas,
A partir
duma poção
em movimento
E o pensamento,
corre
longe
Até
perder-se
de vista
e não
voltar
jamais.