ALMA
E CONTEÚDO
Delmo
Biuford
de Souza
A
poesia
atravessa
a corpulência
da noite,
Como atleta
que tem
exaustão
de músculo,
A poesia
é
ventania
na vegetação,
É
rio que
corre
o imaginário
Num papel
profundo
e silencioso,
Poesia
é
médium
em transe,
É
armadilha
no bosque
escuro,
A
poesia
desfigura
a matéria:
Molda,
forja,
evapora...
Dá
eletricidade
de raio
à
verve,
Lacrimeja
sob a
face,
Ateia
fogo às
vestes:
Suas vestes
são
meus versos,
Sua alma
é
a vastidão.