FRAGMENTO-ME
Condorcet
Aranha
Escrevo
porque
sei, porque
todos
os dias
acordo
e
vivo.
Exponho-me
sem regras,
traumas
ou medos,
incisivo.
Escrevo
porque
que creio
e com
o amor
que tenho.
Sem ter
que concordar
contigo.
Sou parte
da verdade
que o
mundo
anseia
e sei
o quanto
é
difícil
tê-la
aqui,
amigo.
Sigo meu
instinto
com o
qual nasci
a quem
por todo
o tempo
eu serei
fiel,
Ciente
caso justo
seja,
você
também
irá
como eu
para o
etéreo
no azul
do
céu.
Assim,
tenho
certeza
que com
honestidade
cumprirei
o meu
papel,
pois,
Entenderei
porque
à
vida vim,
para que
existo
e até
por ser
feliz
assim,
Sem o
torpe
orgulho
e com
sentimento
puro saberei
dizer
a todos
Que são
iguais
tanto
os animais
como vegetais.
Eu acho
e escrevo
Para me
expor
porque
dos supra-sumos
não
serei
capacho.
Tudo
É
vulnerável
ao tempo
e a razão,
doce como
o mel,
amargo
como o
fel que
sinto.
Não
hei de
ser a
cópia
de uma
grande
escrita
nem sombra
de quem
foi agora.
Espero
ficar
só
e me prestar
a todos,
jamais
a poucos,
isto
não.
Não
hei de
ser lembrado
entre
os "médicos"
ou "loucos",
mas,
Vivendo
intensamente
com a
verdade
crua do
meu eu,
certamente,
Entenderei
a cada
verso,
em qualquer
nível,
o sentimento
meu. O
tempo
Trará
a solução,
favorável
ou adversa,
no entanto
inevitável
ela nos
dirá,
Nas
gerações
futuras
o real
valor
do tudo
ou nada
do que
deixei.
O que
Será
julgado
não
pelos
meus pares
ou competidores
entre
os mais
diversos.
Fui,
Entre
sábios
e leigos,
a mistura
em dose
certa
ao me
expressar
em versos?
Único,
Talvez,
porém
capaz
de enfrentar
o verso
e o adverso,
o palácio
e a favela.
Sincero
Nos meus
atos do
cotidiano,
pareceres
ou mesmo
julgamentos,
apenas,
Imparcial
e honesto,
ao lhe
doar,
os fragmentos
do existir,
do eu.
Vivo
incisivo
contigo,
amigo
fiel do
céu,
Pois,
assim,
a todos
escrevo
tudo que
sinto.
Agora
não!
Mas, certamente,
o tempo
dirá
o que
fui.
Único,
sincero,
apenas
eu.