Quão
loucos
são
os poetas,
Há
quem
diga
vulgarmente,
Por
verem
como
os profetas,
Os transes
que
a alma
sente!
Penetram
na Natureza,
Vagueiam
pelo
Universo,
Dão
alegria
à
tristeza
E da
prosa
fazem
verso!
Ao
desaire
cantam
palma
E dão
brilho
à
noite
escura,
Na Guerra
tréguas
e calma.
Do
ódio
geram
ternura!
Poesia
é
a voz
da alma
E nada
tem
de loucura!