SER
POETA
Célia
Lamounier
de Araújo
Sem que
nem porquê
Arrancar
versos
das entranhas
Deixando
nua esta
alma
Que não
se acanha
De mostrar
que é
gente.
G E N
T E
E como
tal
Sofre,
ri, canta,
desmaia
E como
tal
Se arrasta
e ama
E como
tal
Sobrevive
na lama
E como
gente
Se levanta
e vence.
V E N
C E
Sem que
nem porquê
Mostrando
erro e
acerto
Que a
vida é
isto
Um grande
desacerto
Em frente,
sem medo,
Num poema
seco.