QUANDO
ESCREVO
Jurandir
Nascimento
Argolo
Quando
escrevo,
esqueço
das horas
impassas
dos frios
magôos
das estradas
de espinhos
A
paisagem
das palavras
alegra
meu céu
clareia
a minha
face
dessegredando
os meus
sonhos
Não
há
o gelo,
o perdido
o assombro
da alma
na paisagem...
a aquarela
sou eu
e nada
se interpôe
ou fere
Pois,
os perfumes
dão
sustância
e complementam
meus respiros.