Ao
almoço,
é
convosco
que
eu
converso
E
vos
conto
meus
mais
íntimos
segredos,
Vos
aponto
a
angústia
dos
meus
medos
Espalhada,
por
aí,
em
cada
verso.
É
em
vós
que
eu
embalo
os
meus
amores,
Rascunho
os
meus
mais
puros
sentimentos
Ou
meus
loucos
e
lascivos
pensamentos,
E
Amarfanho
os
meus
pesares
e
as
minhas
dores.
Vos
rasgo
nos
meus
momentos
de
loucura,
Sem
respeitar
a
imaculada
brancura,
Como
se
fossem
uns
lençóis
de
bordel.
Perdoai
minhas
sacrílegas
objecções
E
alguns
chulos
e
doidos
palavrões
Meus
queridos
guardanapos
de
papel!