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MEU POEMA - MEU FILHO
Margaret Pelicano

 


Um poema é como um filho!
Nasce de um parto, às vezes, doloroso,
Outras de um simples olhar.

Quando crio esse filho,
prefiro os tercetos,
pois neles posso me apoiar.

Esse filho exige cuidados:
inspiração, anotação rápida,
senão uma sílfide brincalhona

passa e o leva pelo ar
até sumir no horizonte,
aí, não o posso mais encontrar.

Após o encantamento da idéia,
Vem o prazer de ninar,
colocá-lo numa manjedoura,

em meus braços, sorridente, embalar.
Mostrar pra um, pra outro,
que o venha visitar...

Porque um texto que não é lido
está morto!
Há que se compartilhar!

Nenhuma idéia guardada,
debaixo de sete chaves
deve ficar,

porque senão envelhece
aí vem outra ,e toma o seu lugar!
E o prazer de mostrar?

E o orgulho do seu filho ?
Um filho deve emocionar,encantar amigos,
que com a leitura dele, vão se deliciar!

Mesmo que sejam filhos feios,
simples, humildes; ou belos, formosos
O importante: é que ele veio para ficar!

 

 

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