Um
poema
é
como
um
filho!
Nasce
de
um
parto,
às
vezes,
doloroso,
Outras
de
um
simples
olhar.
Quando
crio
esse
filho,
prefiro
os
tercetos,
pois
neles
posso
me
apoiar.
Esse
filho
exige
cuidados:
inspiração,
anotação
rápida,
senão
uma
sílfide
brincalhona
passa
e
o
leva
pelo
ar
até
sumir
no
horizonte,
aí,
não
o
posso
mais
encontrar.
Após
o
encantamento
da
idéia,
Vem
o
prazer
de
ninar,
colocá-lo
numa
manjedoura,
em
meus
braços,
sorridente,
embalar.
Mostrar
pra
um,
pra
outro,
que
o
venha
visitar...
Porque
um
texto
que
não
é
lido
está
morto!
Há
que
se
compartilhar!
Nenhuma
idéia
guardada,
debaixo
de
sete
chaves
deve
ficar,
porque
senão
envelhece
aí
vem
outra
,e
toma
o
seu
lugar!
E
o
prazer
de
mostrar?
E
o
orgulho
do
seu
filho
?
Um
filho
deve
emocionar,encantar
amigos,
que
com
a
leitura
dele,
vão
se
deliciar!
Mesmo
que
sejam
filhos
feios,
simples,
humildes;
ou
belos,
formosos
O
importante:
é
que
ele
veio
para
ficar!