Eu
sou
a mãe
do meu
poema
barato
do meu
escrito
roto
da minha
idéia
sem
trato
Sou
eu quem
o crio
lavo,
embalo
e amamento;
canto
ciranda
rouca
dissonante
e busco
na inspiração
o alimento
Amo
meu
filho
assim
como
se tenta
amar
a si;
e assim
o aceito
como
ele
se apresenta
Sei
que
meu
filho
é
feio,
bruto
e tudo
suja;
é
rejeitado
neste
mundo
vão
Orgulho
tenho
de ser
mãe
coruja.