Ouvi
dizer
que
o
poeta
é
um
fingidor!
Que
mente,
que
zomba
da
verdade,
que
engana!
Que
mimetiza...
Dissimula
sua
dor
nas
almofadas
da
gramática...
Que
abana
os
sentimentos;
racionaliza...
Tem
dó
dele
mesmo!
-
Assim
viaja
por
Paris,
Gana,
África,
China...
Nos
pensamentos
se
dana,
mundo
afora,
a
fim
de
transmutar-se
da
dor!
Dizem
que
ele
faz
do
soneto
um
labirinto,
de
forma
que
ninguém
percebe
seu
instinto;
de
modo
que
a
maioria
o
tem
por
feliz!
Julgam
que
o
poeta
faz
da
noite
matiz;
que
faz
do
sofrimento
gestante,
matriz!
Concordo
com
isto,
que
dizem
(-
só
que
minto)!