ESCRITA
FINA
Avaniel
Marinho
Nenhuma
tocha
ardente
e
fumegante
queimará
meus
punhos,
a
ponto
de
parar
minha
pena
de
escrita!
Hei
de
escrever
enquanto
viver!
É-me
prazeroso
e
reconfortante;
dá-me
fleumático
levitar
de
conto;
leva-me
à
água
doce
prescrita;
incendeia-me
o
bem
e
o
bem-querer!
Podem
me
negar
os
microfones;
acautelem-se
contra
meus
vernáculos;
tapem
os
ouvidos
ensurdecidos!
Mas
verão
a
olho
nu
ou
de
óculos,
meus
versos
de
amor
ou
aguerridos.
Ter-me-ão
escrevendo
tempos
e
ícones!