BRISA

ANA KILESSE

Vento leva para longe
essa dor do peito.
Varre deste coração as teias,
tramas de um passado
que não faz mais sentido.
Purifica esta alma
que clama por momentos
de paz e paixão.
Não quero viver do passado,
o presente se faz clemente
por uma vida tranqüila, em paz...
Leva do peito essa mágoa
que nada acrescenta e tudo cobra.
Dê passagem à uma nova brisa
brisa molhada como o orvalho
o qual tem vida durante a noite
e com o sol se desfaz,
dando cor e vitalidade,
a tudo que se faz presente.

 

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