Pequena
Rosa,
Rosa pequena,
Ás vezes,
Diminuta e nua,
Parece
Que numa das minhas mãos
Tu cabes,
Que assim vou apeertar-te
E levar-te a boca,
Mas,
De repente,
Os meus pés tocam os tes pés
E a minha boca os teus lábios,
Crescente,
Os teus ombros erguem-se
Como duas colinas,
Os teus peitos passeiam pelo meu peito,
O meu braço mal consegue cingir a delgada
linha da lua nova que há na tua cintura:
Derramas-te no amor como água do mar
Meço apenas os olhos mais dilatados do céu
E incluno-me sobre a tua boca para beijar
A terra
Pedro Rocha