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Ascânio
(a palavra
não possui etimologia confiável)
“o filho de deuses e futuro pai de deuses”
(Eneida, 9, 642 – pág. 39)
Também
chamado de Iulo (Julio), Ascânio era filho de Enéias e da
princesa troiana Creúsa, sendo ao mesmo tempo neto de Príamo,
rei de Tróia, e da deusa Vênus. Quando Tróia foi invadida
pelos aqueus, Ascânio, ainda criança, conseguiu fugir com
seus pais e o avô Anquises. Existem várias versões
para a vida de Ascânio depois da fuga. O mito latino afirma que
ele acompanhou o pai até a Itália e, após o desaparecimento
de Enéias durante uma tempestade, assumiu o controle da cidade
de Lavínio – cidade que havia sido fundada por seu pai –
e do governo sobre os troianos e latinos. Trinta anos após a fundação
de Lavínio, Ascânio fundou Alba Longa, a capital do primitivo
Lácio e de onde saíram os fundadores da Antiga Roma. Apesar
de ter que lidar com revoltas que constantemente questionavam o seu direito
ao trono, Ascânio saiu vitorioso de todas elas e governou Lavínio
até a sua morte, sempre protegido pela avó Vênus.
Referência
BRANDÃO,
Junito de Souza. Dicionário mítico-etimológico de
mitologia e religião romana. Petrópolis, RJ: Vozes, 1993
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Éneias
ferido na perna acompanhado de seu filho Ascânio
Afresco
da casa de Publius Vedius Siricus (30 d.C.) - Pompéia.
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