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"Não sabemos onde isso vai parar"
Rafael Martins
O pânico gerado pela seqüência de atos terroristas em Nova
York e Washington chegou a Miami, um dos redutos preferidos dos
brasileiros nos EUA, localizado a centenas de quilômetros ao sul
do epicentro dos atentados.
"A cidade parou. Todos os escritórios fecharam, os prédios altos
e públicos foram evacuados. Mesmo os hospitais dispensaram todos
os funcionários que puderam. Estamos acompanhando o caso pela televisão",
diz a médica pediatra curitibana Laura Mercer Rosa, 31 anos. Ela
vive há quase um ano e meio nos EUA.
"Todos estão apreensivos, chocados, tristes. Ninguém consegue trabalhar,
pensando na tragédia que está havendo em Nova York. Ainda não sabemos
onde isso vai parar", afirma ela. Laura está grávida de quatro meses,
mas diz não pensar em deixar os EUA após a tragédia.
Em Curitiba, famílias passaram o dia apreensivas por notícias de
parentes que estão nos EUA. "Minha irmã estava indo hoje (ontem)
a Nova York, mas ficou retida em Washington por causa da tragédia",
afirma a pedagoga Gisele Fagundes Pereira. Mas, até o meio da tarde,
ela não havia conseguido contato com a irmã, Andréa, 28 anos.
As informações chegaram por meio da mãe de uma amiga dela, que
a acompanha na viagem. "Não temos maiores notícias, mas sabemos
que ela está bem", diz Gisele.
Rafael Martins é jornalista formado pela UFPR.
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