|
Início de Trabalho, como o Felipão
Bob Marochi
Salve, Salve! Eis minha primeira coluna nesse site. Como diz o
Rogerio, idealizador deste www, "Tô fazendo isso porque um dia quero
ficar rico." Eu acrescento. Se não for pra ficar rico, que seja
pra polemizar e se divertir um pouco.
Uma rápida apresentação aos muitos dos já mais de 500 visitantes
que ainda não me conhecem. Bob Marochi foi camarada de faculdade
de Rogerio Galindo. Com ele mais o irmão Caetano (o preferido das
multidões e Lapão na Hiléia) montou uma banda de garagem que hoje
está no estágio baú, não ensaiando há muitos meses. Os poucos afortunados
(sic) que nos viram disseram que era uma banda com grande futuro
mas um presente um tanto incerto. Passado algum tempo, Bob fundou
junto com André (o menino que não gosta do Radiohead) mais dois
uma agência de propaganda. Como vêem, tudo em família nesse site.
Aliás, lembranças ao Seu Lauro e a Tia Iracema, os Galindos pais.
Minha missão aqui é semanalmente descobrir e comentar coisas absolutamente
desnecessárias mas que o senso comum - ou o meu senso - considerem
dignas de destaque. Algo como um guia de conversa de bar. Como descobrir
que no Jornal Hoje a Patrícia Poeta agora aprece de corpo inteiro,
hehehe... Ou que o Brasil nunca teve um presidente careca. Ou que
o Don Max anda tabelando seu cardápio baseado no dolar. Deixo o
serviço sujo e pesado para os outros três articuladores aí do lado.
Concordo com o absurdo de Ruanda e a omissão chamada Globalização.
Também acho a política e os meios de comunicação do Paraná bem mais
ou menos, mais pra menos. Ouço Radiohead (não esses últimos que
são muito chatos) e Coltrane sem problemas, enfim, tenho todos os
predicados para aqui estar a aborrecer vocês. Mas sou a azeitona
da empada, o lateral esquerdo da seleção de 70, a laranja da feijoada,
o baixista dos Rolling Stones. As grandes verdades estão nos ícones
aí do seu lado. Os pontos de discussão aqui serão outros, por sinal
muito menos importantes..
Pois falemos de futebol. Sim, coisa absolutamente desnecessária.
Tanto é verdade que o futebol paranaense nunca existiu de verdade
e todos nós ainda sorrimos, amamos e vez por outra acordamos de
bom humor. Mas se nossa realidade estadual está fora das pretensões
megalomaníacas de Rio, São Paulo, Belo Horizonte ou Porto Alegre
(Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio querem ir pra Tókio e a
gente ainda se esbalda com bi-campeonato estadual), nosso relacionamento
de amor e ódio com a seleção de futebol continua inabalável. Embora
ache que o ódio vem dia a dia sendo substituído pela esperança e
uma ponta de admiração. Explico: venho me tornando macaca de auditório
do Felipão. Mais ainda com o recente passado de técnicos que trabalharam
para a CBF.
Era abrir o caderno de esporte de qualquer jornal minimamente confiável
e lá estavam as matérias de praxe falando que Flávio Conceição estava
bichado ou que o Edmundo não é jogador pra seleção. Até aí, tudo
normal. Telê Santana teve problemas parecidos com a dupla Careca
e Serginho Chulapa. O problema estava nos adendos, nas subnotas,
por vezes manchetes de capa. "Leão é acusado de favorecer amigo
ao indicar concentração à seleção." Ou "Leão iria abrir o bico mas
calou-se após rescisão de contrato. Ou, do "mestre" Luxa, " Luxemburgo
é acusado de se beneficiar na venda de jogadores" - lembram-se do
Evanílson? Gente boa da melhor qualidade, que fez o time ir a bancarrota
e queria se explicar com aqueles discursos empolados. Desnecessários
maiores comentários.
Veio então o Felipão. O técnico mais bem pago do Brasil, ganhando
horrores no Cruzeiro, que aceitou trabalhar por menos para a CBF
e saiu-se com essa para justificar o aceite: "Cavalo encilhado não
passa duas vezes". Quanta diferença para as profecias luxemburguianas
ou as filosofagens leoninas. Desde então as matérias sobre a capacidade
ou incapacidade dos jogadores continuam, mas as notas sobre a conduta
pessoal do técnico se reduziram à escolha da cor de camisa para
o próximo jogo.
Ok! O time continua muito aquém do que pode produzir. Mas sensibiliza
ver um Alex gritar a todo pulmão após fazer seu gol ou ver um Beletti
chorando por ter virado o jogo para a seleção. E mais gostoso: sem
precisar recorrer ao Roberto Carlos, o lateral mascarado. Acho que
agora vai! E nessa tenho a companhia do Tostão, que não cansa de
elogiar a mudança principalmente de atitude do time brasileiro.
Finalizei esse texto Domingo, dia 21. Impossível saber o resultado
do jogo com Honduras (quem diria, Honduras...). Foi-se a primeira
coluna. Assim como a seleção acho que posso fazer mais e melhor.
Estou apenas começando. Semana que vem tem mais. Tchau pra todos
e todas.
Rápidas
1. Lenha na
fogueira
Com a recente discussão em torno do Radiohead protagonizada
pelo Lapão Caetanico e Andrucha, na boca de muito poucos Dedeco´s,
dou breve comentário. Não escondo de ninguém que minha banda inglesa
favorita alcunha-se Supergrass. E passeando dias atrás pelo site
dos moços o que descubro? Grande apresentação do trio na Inglaterra.
E sabe quem fará o show de abertura? Os meninos mimados, o Radiohead.
Puxa Caetano, nem pra principal atração? Ratifiquem em www.supergrass.com
2. Aos orfãos
do Napster
Deu até na Gazeta Mercantil essa semana: o Napster pode voltar a
funcionar. Pergunto: a quem interessa depois de pipocarem outros
sistemas de troca? Piratas, roquenrolicos e fãs da música, desinstalem
o Napster de suas máquinas sem dó - o piazão que o criou já está
milionário. A dica para mp3 é o Audio Galaxy . Não chega a ser uma
grande novidade dirão vocês, mas a revista Info só mencionou sua
existência na edição deste mês. Daulodeiem:
www.audiogalaxy.com
3. Fotos de
Gente famosa (-) e bacana (+)
Não, não é a Caras, porque lá não tem gente bacana. É exposição
do fotógrafo Juan Esteves, no Memorial de Curitiba. Grandes figuras
e figurões em fotos belíssimas. Quentin Tarantino, Tom Jobim, Almodóvar
são alguns dos mais de 20 retratados. Visitem.
4. A Globo
é uma mãe
O Jornal Hoje, aquele que ninguém assiste porque não dá tempo, foi
todo reformulado e a menina do tempo, Patrícia Poeta, agora aparece
de corpo inteiro. A lembrança sobre essa boa notícia é coisa do
LF Veríssimo, num de seus textos dessa semana.
Robson Marochi, 25, é publicitário e sócio
da agência Forward.
Não gostou? Escreva para
[email protected]
|