O Bob Gosta
Coisas banais que são muito legais: carta branca para Bob Marochi

Última atualização
em 30/07/2001

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Início de Trabalho, como o Felipão

Bob Marochi

Salve, Salve! Eis minha primeira coluna nesse site. Como diz o Rogerio, idealizador deste www, "Tô fazendo isso porque um dia quero ficar rico." Eu acrescento. Se não for pra ficar rico, que seja pra polemizar e se divertir um pouco.

Uma rápida apresentação aos muitos dos já mais de 500 visitantes que ainda não me conhecem. Bob Marochi foi camarada de faculdade de Rogerio Galindo. Com ele mais o irmão Caetano (o preferido das multidões e Lapão na Hiléia) montou uma banda de garagem que hoje está no estágio baú, não ensaiando há muitos meses. Os poucos afortunados (sic) que nos viram disseram que era uma banda com grande futuro mas um presente um tanto incerto. Passado algum tempo, Bob fundou junto com André (o menino que não gosta do Radiohead) mais dois uma agência de propaganda. Como vêem, tudo em família nesse site. Aliás, lembranças ao Seu Lauro e a Tia Iracema, os Galindos pais.

Minha missão aqui é semanalmente descobrir e comentar coisas absolutamente desnecessárias mas que o senso comum - ou o meu senso - considerem dignas de destaque. Algo como um guia de conversa de bar. Como descobrir que no Jornal Hoje a Patrícia Poeta agora aprece de corpo inteiro, hehehe... Ou que o Brasil nunca teve um presidente careca. Ou que o Don Max anda tabelando seu cardápio baseado no dolar. Deixo o serviço sujo e pesado para os outros três articuladores aí do lado. Concordo com o absurdo de Ruanda e a omissão chamada Globalização. Também acho a política e os meios de comunicação do Paraná bem mais ou menos, mais pra menos. Ouço Radiohead (não esses últimos que são muito chatos) e Coltrane sem problemas, enfim, tenho todos os predicados para aqui estar a aborrecer vocês. Mas sou a azeitona da empada, o lateral esquerdo da seleção de 70, a laranja da feijoada, o baixista dos Rolling Stones. As grandes verdades estão nos ícones aí do seu lado. Os pontos de discussão aqui serão outros, por sinal muito menos importantes..

Pois falemos de futebol. Sim, coisa absolutamente desnecessária. Tanto é verdade que o futebol paranaense nunca existiu de verdade e todos nós ainda sorrimos, amamos e vez por outra acordamos de bom humor. Mas se nossa realidade estadual está fora das pretensões megalomaníacas de Rio, São Paulo, Belo Horizonte ou Porto Alegre (Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio querem ir pra Tókio e a gente ainda se esbalda com bi-campeonato estadual), nosso relacionamento de amor e ódio com a seleção de futebol continua inabalável. Embora ache que o ódio vem dia a dia sendo substituído pela esperança e uma ponta de admiração. Explico: venho me tornando macaca de auditório do Felipão. Mais ainda com o recente passado de técnicos que trabalharam para a CBF.

Era abrir o caderno de esporte de qualquer jornal minimamente confiável e lá estavam as matérias de praxe falando que Flávio Conceição estava bichado ou que o Edmundo não é jogador pra seleção. Até aí, tudo normal. Telê Santana teve problemas parecidos com a dupla Careca e Serginho Chulapa. O problema estava nos adendos, nas subnotas, por vezes manchetes de capa. "Leão é acusado de favorecer amigo ao indicar concentração à seleção." Ou "Leão iria abrir o bico mas calou-se após rescisão de contrato. Ou, do "mestre" Luxa, " Luxemburgo é acusado de se beneficiar na venda de jogadores" - lembram-se do Evanílson? Gente boa da melhor qualidade, que fez o time ir a bancarrota e queria se explicar com aqueles discursos empolados. Desnecessários maiores comentários.

Veio então o Felipão. O técnico mais bem pago do Brasil, ganhando horrores no Cruzeiro, que aceitou trabalhar por menos para a CBF e saiu-se com essa para justificar o aceite: "Cavalo encilhado não passa duas vezes". Quanta diferença para as profecias luxemburguianas ou as filosofagens leoninas. Desde então as matérias sobre a capacidade ou incapacidade dos jogadores continuam, mas as notas sobre a conduta pessoal do técnico se reduziram à escolha da cor de camisa para o próximo jogo.

Ok! O time continua muito aquém do que pode produzir. Mas sensibiliza ver um Alex gritar a todo pulmão após fazer seu gol ou ver um Beletti chorando por ter virado o jogo para a seleção. E mais gostoso: sem precisar recorrer ao Roberto Carlos, o lateral mascarado. Acho que agora vai! E nessa tenho a companhia do Tostão, que não cansa de elogiar a mudança principalmente de atitude do time brasileiro.

Finalizei esse texto Domingo, dia 21. Impossível saber o resultado do jogo com Honduras (quem diria, Honduras...). Foi-se a primeira coluna. Assim como a seleção acho que posso fazer mais e melhor. Estou apenas começando. Semana que vem tem mais. Tchau pra todos e todas.

Rápidas

1. Lenha na fogueira
Com a recente discussão em torno do Radiohead protagonizada pelo Lapão Caetanico e Andrucha, na boca de muito poucos Dedeco´s, dou breve comentário. Não escondo de ninguém que minha banda inglesa favorita alcunha-se Supergrass. E passeando dias atrás pelo site dos moços o que descubro? Grande apresentação do trio na Inglaterra. E sabe quem fará o show de abertura? Os meninos mimados, o Radiohead. Puxa Caetano, nem pra principal atração? Ratifiquem em www.supergrass.com

2. Aos orfãos do Napster
Deu até na Gazeta Mercantil essa semana: o Napster pode voltar a funcionar. Pergunto: a quem interessa depois de pipocarem outros sistemas de troca? Piratas, roquenrolicos e fãs da música, desinstalem o Napster de suas máquinas sem dó - o piazão que o criou já está milionário. A dica para mp3 é o Audio Galaxy . Não chega a ser uma grande novidade dirão vocês, mas a revista Info só mencionou sua existência na edição deste mês. Daulodeiem: www.audiogalaxy.com

3. Fotos de Gente famosa (-) e bacana (+)
Não, não é a Caras, porque lá não tem gente bacana. É exposição do fotógrafo Juan Esteves, no Memorial de Curitiba. Grandes figuras e figurões em fotos belíssimas. Quentin Tarantino, Tom Jobim, Almodóvar são alguns dos mais de 20 retratados. Visitem.

4. A Globo é uma mãe
O Jornal Hoje, aquele que ninguém assiste porque não dá tempo, foi todo reformulado e a menina do tempo, Patrícia Poeta, agora aparece de corpo inteiro. A lembrança sobre essa boa notícia é coisa do LF Veríssimo, num de seus textos dessa semana.

Robson Marochi, 25, é publicitário e sócio da agência Forward.

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