ATRÁS DA PORTA (Francis Hime/Chico Buarque) Quando olhastes bem nos olhos meus E o teu olhar era de adeus , Juro que não acreditei Eu te estranhei, me debrucei Sobre o teu corpo e duvidei E me arrastei, e te arranhei E me agarrei nos teus cabelos No teu peito, teu pijama Nos teus pés, ao pé da cama Sem carinho, sem coberta No tapete atrás da porta Reclamei baixinho... Dei prá maldizer o nosso lar Prá sujar teu nome, te humilhar E me vingar a qualquer preço Te adorando pelo avesso Prá mostrar que ainda sou tua Até provar que ainda sou tua