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O 1º Aeromodelo da História

        

 

        128 anos. É esta a idade do aeromodelismo. Desde a sua invenção em 1870 até a data de hoje, muita tecnologia foi inventada e aperfeiçoada.
        O grande responsável por toda esta revolução, foi o francês Alphonse Penaud, que em abril de 1870 descobre o motor a elástico com tiras retorcidas. Hoje, ensinamos crianças de apenas 6 anos a construir modelos utilizando-se de elásticos. mas para isso, foi preciso que alguém o empregasse pela primeira vez.
        A genialidade deste homem paralítico, foi, após esta descoberta, descobrir o leme e a hélice. O modelo elástico que Penaud projetou, contruiu e vôou em 18 de agosto de 1871, nos jardins de Tuileries em Paris, foi o primeiro aeroplano que efetuou um vôo livre e estável. Os membros da sociedade Francesa de Navegação Aérea afirmaram na época que Penaud foi também o precursor das máquinas de voar.
        Penaud também construiu em 1870, um helicóptero. Este era constituído de duas varetas que abrigavam entre elas duas tiras de borracha, que impulsionavam, por tração, duas hélices, uma em cada extremo das varetas.
        Este helicóptero, exibido na sala dos membros da Sociedade Francesa de Navegação Aérea, subiu até o teto e ficou ali, com as hélices girando algum tempo, antes de descer.
        Em 1955, a CIAM (Comissão Internacional de Aeromodelismo), em homenagem póstuma, deu o nome de Alphose Penaud, a taça oferecida pela FAI à equipe vencedora do Campeonato Mundial de "WAKEFIELD". A partir de 1979, seu nome foi estabelecido como diploma de honra dado anualmente aos aeromodelistas que destacam-se nas competições internacionais ou que tenham obtido pelo menos três recordes mundiais.
        Seu modelo revolucionário, Planophore, serve de base até os dias de hoje na construção de planadores. Penaud suicidou-se com menos de 30 anos, desespera-do com o desdém que lhe encaravam a obra Ninguém ousou acreditar no que Penaud acreditava: que os modelos poderiam voar com motores a explosão e consequentemente, grandes aeronaves também.

Fonte: Revista Dédalus - Nº 2 - Setembro 1998

       

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