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Acabamento e pintura de aeromodelos

 

                

 

                 Os aeromodelistas que já tiveram a oportunidade de construir um semi-escala ou um escala, encontraram uma grande dificuldade na pintura das insígnias  que   definem   o país ou o grupo ao qual pertence o avião na escala real.

                Nem sempre encontramos tais decais à venda, nas lojas  de   aeromodelismo   de nosso país. Temos pressa de levar o avião para exposição no entro da  cidade,   no   clube, ou no campo de vôo frente aos nossos colegas aeromodelistas. Dificilmente       encontrará um pintor ou desenhista artístico que tenha boa vontade e/ou tempo disponível para discutir o assunto com você, muito menos para fazer o desenho. E o preço que teríamos de   pagar pela ousadia decisão não seria compensador. Provavelmente, custaria   o   equivalente   ao preço do modelo pronto para vôo. Logo, devemos pensar seriamente sobre o caso.

                Levemos em consideração que o modelo nunca voou,  terá     forçosamente    que passar pelo teste de vôo e pelos nervos abalados do piloto, ainda que seja um veterano.  As chances de “lenha” são muito elevadas, estaríamos arriscando muito dinheiro de  uma   só vez.    Isto     para    um    iniciante   brasileiro   poderia     gerar     um     desapontamento     e conseqüentemente o abandono do esporte.

                Considero como uma insígnia toda a figura detalhada e colorida que produza   um efeito marcante caracterizando um grupo ou de caráter estritamente pessoal. Pode         ser vários tamanhos, grandes, quando colocados sobre uma asa, média quando  ao   lado    de uma fuselagem e no direcional fixo, ou pequenas, geralmente usadas   na   área do   grupo cauda e/ ou junto ao posto de pilotagem, a qual pode   ter   uma  característica   pessoal   e discreta.

                Estes detalhes podem ser morosos de confeccionar porque exigem várias cores e muitos riscos detalhados.    Devo     lembrar    que    é    necessário    ter    paciência     e    o desenvolvimento de uma técnica de pintura apropriada. Para as insígnias, será   preciso   o uso de pincéis finos, redondos, e chatos, a começar pelo número 000.  Estas   figuras   não podem ser empapeladas, portanto exigem um traço firme e contínuo   que   só   é   possível quando você está bem, em paz de espírito. O braço deve   ser   bem   apoiado, mesmo que seja alguns livros, para dar a altura adequada ao ponto de trabalho no modelo.

                O tira-linhas do seu compasso será de vital   importância neste trabalho, mas deve ser usado com cuidado, principalmente se trabalhar encostado a uma régua. No caso de ter uma superfície muito curvada pode-se fazer uso de uma régua superflexível.

                Podemos   regular   a   largura   do   traço   do   tira-linhas para as diversas fazes do desenho, este serve    principalmente para fazer o contorno deixando o centro livre para ser preenchido pela ação    do    pincel.    A   vantagem é que este instrumento deixa a margem perfeitamente limpa. Deve-se dar atenção   especial   quando   interrompendo  uma linha e recarregamos o tira-linhas.  A ponta deve ser limpa com um pano   seco   pelos   dois lados externos e não deve ter o início da formação de uma gota. Se isto ocorre, ao tocar o início do traço, na linha interrompida, formará um indesejável    pingo    que    deve     ser      limpo imediatamente. A gota geralmente se forma quando afinamos a tinta demasiadamente em relação à abertura de escoamento. È bom fazer alguns testes em uma superfície   à    parte até reconhecer os erros mais comuns em relação ao uso deste recurso. Outro     aspecto a comentar é a falha na continuidade do traço procovada pela pouca abertura  do   bico    do aplicador em relação à viscosidade da tinta. Uma tinta muito grossa      provoca   falhas     e quando muito fina  escoa-se   rapidamente   provocando   um   traço    mais largo    que     o programado, exigindo maior velocidade na aplicação. Vá em frente, treine, treine...

                Nunca mergulhe   o    tira-linhas diretamente na tinta, use um aplicador. Este pode ser até mesmo uma pequena  chave de fenda. Mantenha um recipiente com um pouco de thinner para fazer a diluição da   gota.  Mergulhe a chave na tinta (somente a ponta) e retire uma gota, leve-a até o thinner tocando-o   levemente neste. Deposite a gota imediatamente no tira-linhas, o pingo de tinta é colocado   lateralmente à pinça. No máximo coloque duas gotas diluídas. Limpe as laterais, como já   foi falado, e proceda a regulagem. Se a linha for muito longa dilua a tinta em uma vasilha     separada,  isto vai evitar as constantes trocas de abertura de pinça.

                Para a maioria das figuras a serem      pintadas podemos utilizar papel vegetal, um bloco de desenho, uma lapiseira, borracha, compasso e régua transparente.

                Se vamos copiar uma figura ampliando sua área,    podemos     usar      o    método quadriculado ou o sistema de projeção radial. Faça uso do sistema mais    apropriado,   no bloco de desenho. Uma vez concluída a figura, coloque o vegetal por cima e copie usando uma caneta esferográfica. Mais adiante explicarei o porque.

                Para passar a figura para o papel vegetal é fácil. Centralize   a   folha   sobre          o desenho copiando o primeiro quadrante, marque o centro e as     linhas      perpendiculares com o ponto em cada extremo. Retire o papel vegetal, vire-o e centralize os pontos   central e extremo, novamente procedendo à cópia no segundo quadrante.

                Explicando o porque da esferográfica: utilize-a para fortalecer o desenho  por    um dos lados do papel vegetal. Agora terá o desenho completo e   pronto   para   ser   passado, como se fosse através de um papel carbono. Isto é   possível   porque   a   tinta   da   caneta esferográfica mantém sua umidade por um breve espaço de tempo. Colocamos   a     parte com a tinta voltada para a superfície que desejamos pintar. Basta repassar a   caneta   pelo lado que ficou virado para você, não é necessária muita pressão. O desenho se  transferirá facilmente riscando por cima da linha marcada na folha vegetal.

                Uma vez retirado o vegetal e  os   desenhos   ficarem   demarcados,   passamos   à pintura. Primeiro o tira-linhas para acertar o contorno e após o preenchimento à pincel.

 

    

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