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Aerografia e seus problemas

 

 

            Como diluir a tinta

 

           

            A diluição das tintas pra uso em aerógrafo é muito variável. Existem, atualmente, diversos tipos à disposição dos modelistas, desde as especiais que podem ser encontradas nas lojas de hobby, até as que são normalmente vendidas em lojas de tintas para uso doméstico ou automotivo, que também podem ser utilizadas com sucesso.

           

            Como regra geral, podemos dizer que todas devem ser colocadas no copo do aerógrafo bem diluídas, para que possam sair pela agulha do mesmo de maneira bem fluida. A proporção de diluição, como dissemos, é variável, pois, uma tinta de base acrílica terá que ser misturada de forma diferente de uma  a base sintética, e é muito difícil apontar porcentagens de tinta/solvente de modo exato, pois a pressão do trabalho do compressor, à distância do aerógrafo em relação ao modelo e até o gosto pessoal de cada modelista, são fatores variáveis para cada mistura tinta/solvente. Na verdade, só a prática determinará a razão correta para cada caso particular.

 

            Uma regrinha básica, porém, pode ser usada. Tome por base a fluidez do álcool e sua densidade e procure imita-lo. Isto costuma dar certo. Tintas mal diluídas podem proporcionar pinturas granuladas, mais conhecidas como “casca de laranja”, ou parecendo teia de aranha, Isto sem falarmos do possível entupimento da agulha do aerógrafo. Vale dizer que tanto mais diluída for uma tinta, maior será chance de uma pintura homogenia e bem feita. É muito comum diluir-se uma tinta corretamente e a mesma não produzir o efeito esperado. Como dica, procure sempre verificar seu equipamento quanto a montagem e limpeza.  Estando parcialmente entupido, você poderá ter a impressão de uma diluição errada.

 

 

            Pressão do ar

 

 

            Fator igualmente importante é a pressão a ser utilizada. Devemos regular a saída de ar do compressor em torno de 20 a 25 libras. Se usarmos uma pressão de ar inferior, também teremos a formação de “casca de laranja” ou até gotejamento (chuvisco). A propósito, com relação ao granulamento, podemos tirar partido desta situação utilizando-a como efeito de pintura. Por exemplo: imitação de várias texturas de materiais como couro, emborrachamento, lona e outros materiais de aspecto granulado, trançado ou tramado.

 

 

            Decantando o pigmento da tinta

 

 

            Ao pintarmos com tintas metálicas, a dica é mantê-las sempre bem misturada, pois a tendência é a decantação do pigmento metálico. A forma de se manter uma uniformidade da tinta metálica, durante a pintura é ocasionar uma ebulição da mesma no copo do aerógrafo. Para isto, basta girar o nariz da pistola, desatarrachando-o, pois isso ocasionará um retorno do ar para o recipiente de tinta, proporcionando a ebulição desejada e a consquente mistura da mesma. Volte a atarrachar o nariz do equipamento e, se a mistura for muito longa, repita o processo diversas vezes.

 

 

            Coroa de proteção

 

 

            Ao fazermos pinturas muito demoradas, é comum o acúmulo de tinta na coroa de proteção, e conseqüentemente, este acúmulo poderá ser cuspido durante a pintura. A solução é manter a coroa sempre limpa, retirando-a, se possível, e procurando manter certa distância do aerógrafo em relação à peça a ser pintada, para não danificar a ponta da agulha desprotegida.

 

 

            Técnica básica de pintura

 

 

            Procure pintar sempre com muita paciência. De preferência, defina uma pequena abertura de tinta e de traço quase invisível. Isto evitará acúmulo e escorrimento da mesma, além de uma granulação indesejada ou até a própria destruição do plástico pelo thiner se utilizado em peças plásticas., caso você aproxime o aerógrafo em demasia do modelo a ser pintado

 

            Lwrence A P Tumolo e Marcus V M Fonceca

 

    

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