| Trote suado nas montanhas | ||||||||||||
| A prova come�ou �s 11h30, Eleonora foi a primeira a correr. L� do fundo do batalh�o saiu ela, para enfrentar logo de cara a primeira de uma s�rie de lombas. Decidiu manter a passada firme, mas chegou ao alto e viu que tinha mais subida ainda. Teve de respirar fundo, baixar a rota��o, o jeito foi caminhar um pouco at� as coisas se acalmarem. E assim foi tocando, entre caminhadas e corridinhas tra�ou seu caminho pelas montanhas. Eu a esperava em uma curva, pouco antes do km 3, e ia ficando cada vez mais nervoso e preocupado. O tempo passava, o sol subia, os corredores passavam suados, a cara sofrida. Logo com uns dez minutos de corrida, um queniano, respirando todo desencontrado, abandonou o barco reclamando dos morros. Era Paul Rotich, que tinha vencido a etapa anterior, no Rio de Janeiro. Para justificar o forfait, disse que estava meio gripado. A� eu quase chorei, pensando em onde tinha deixado a Eleonora correr. O primeiro corredor passou pela segunda vez pelo ponto, j� estava em sua volta final, e da Eleonora, nada. Perguntei para um e outro se tinham visto uma mo�a com a camiseta do Gr�mio, e os tontos s� tinham visto p� na estrada. Uma mulher finalmente falou que ela estava l� atr�s. Acalmei e esperei. Ela aportou na curva passando os 29�, cruzou por mim vermelhinha, suadinha, com algo em torno de 31�, eu superpreocupado, fazendo tudo errado, incentivando e oferecendo para pegar a bra�adeira, para ela ir descansar. Que nada! Quando sugeri de novo que ela me entregasse a bra�adeira, ela gritou: �Vai l� para o posto de troca!� e seguiu no seu ritmo suado, rosto avermelhado. Eu sorri, meiochorei, vi que, se ela estava com for�as para brigar comigo, ela tamb�m teria for�as para seguir pelos 900 metros que faltavam, uma �ltima subida forte, das tantas j� enfrentadas, e ent�o uma descida, uma curva acentuada para a esquerda e l� estaria eu. |
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