| Sprint final | ||||||||||||
| Bueno, ou chorava as m�goas ou arrega�ava. Falei que n�o ia deixar o guri sair alegre e fui embora para cima. Na curva do 10 ou 11, agora 30, emparelhei e vi que ele n�o ia ag�entar a subida da al�a do viaduto. No alto, vi l� na frente a tal garota, a dianteira n�o era t�o grande, talvez desse. Eu aproveitava qualquer inclina��o para acelerar, for�ava o que dava nas subidas. Sei que no 35 passei da guria. Da� para a frente era a tal avenida�a, viriam mais duas subidas grandes. E n�o � que na primeira delas avisto, l� longe, o tal casal de fort�es, o fulaninho com a camiseta com o n�mero 1. Fui, fui, fui, emparelhei, eles me passaram de novo, emparelhei e veio a �ltima grande subida. Eles n�o ag�entaram e eu fui embora. Era a minha alegria na prova, misturada com a id�ia de que talvez desse para terminar abaixo das quatro horas. Abri a passada, acelerei, no ritmo de "agora vai", e logo percebi que iria parar antes do fim se continuasse naquela de bobo alegre. Ent�o voltei � t�tica de marcar novos advers�rios, agora um velhinho que durante toda a prova tinha corrido muito melhor que eu. S� o avistara l� no in�cio, at� pelo km 5, e depois nunca mais. Pois ele estava ali e logo era mais um que eu deixava para tr�s. Em contrapartida, um outro emparelhou comigo, conversamos um pouco sobre a puta lluvia, el viento de mierda, e o desgra�ado se mandou. Faltava muito pouco, j� estava na reta final mesmo, na 9 de Julho, dava para ver o Obelisco e tudo... Foi quando a maldita baixinha de �culos de fundo de garrafa, que eu tinha imaginado batida l� longe, passou zunindo por mim. Quando eu vejo que � a infeliz, tento acelerar, mas vi que estava no km 39, um pouco depois, melhor deix�-la ir embora e segurar o ritmo. Mas n�o tanto que a perdesse de vista. A essa altura, n�o tinha mais chuva -ainda bem, porque tinham sido quase tr�s horas de �gua-, o vento j� era, o suor tinha voltado. O p�rtico de chegada j� aparecia e, agora, eu estava consciente da sacanagem. Ali n�o era o fim. Faltavam 500 metros para a frente, 500 de volta. Era a hora de abrir a passada e tentar dar um pau em mais uns tantos argentinos. Logo vi aquele fulano que tinha me dado um pau e, mais � frente, a ocluda. O cara, passei ao fazer a curva para a reta final. A guria, dei tchau para ela quando faltavam uns 200 metros. E a� fui s� for�a e vigor at� o fim, em 4h05, tempo que me valeu a coloca��o n�mero 560 entre os 1.078 que terminaram. Fui recebido nos bra�os da Eleonora, o melhor da festa. Ela tinha comprado alfajores argentinos, com o leg�timo dulce de leche portenho, para come�ar nossa celebra��o. Que seguiu dia afora e ainda incluiu uma bel�ssima paella valenciana no restaurante dos pescadores, montado num p�er que entra Prata adentro. E agora finalmente se completa com a hist�ria entrando no site, meses e meses depois da prova corrida. Mas, como diz o outro, antes nunca do que arde. Fim |
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