Viagem ao centro da Terra (versão blogueira do épico progressivo/literário sobre Lins-Blackmore)

ABANDONADO POR DEMORA DO ANIMAL DO ESCRITOR, QUE ACABOU FICANDO COM PREGUIÇA E ESQUECENDO OS DETALHES Dentro do ônibus espacial
Dezesseis de Outubro de dois mil e quatro. Eram cinco da manhã. Acordei demasiadamente cedo, não conseguia mais dormir, por "ansiosidade". Enrolei pra ©ª®ªłħø. Sete e meia da manhã, saiu o busão. Reunidas, ônibus bonitão e tal, dois andares. Mas uns banquinhos muito desconfortáveis. Li cinco capítulos de "Memórias de um Sargento de Milícias" e dormi um pouco. Parando no Rodoserv, comi uma empada, um risole de carne e bebi um suco de laranja, o que me causaria problemas futuros. Encerrando o flashback-and-forth(acabei de inventar o termo), voltemos ao flashback: depois, no busão, assisti ao "The Core", filme senoidalmente bom, que estaria passando um dia depois no Telecine Action(acho) em casa, quando eu acordaria[11 da noite do dia 17(portanto, outro flashback-and-forth)].

Um filme de Júlio Verne?
Mundo atual. Repentinamente, alguns efeitos naturais bizarros começam a ocorrer: pessoas com marcapasso morrem em áreas pequenas, aves ficam malucas, instrumentos eletromagnéticos não funcionam(o que causa a queda de um ônibus espacial)... Um maluco, professor e geofísico, chamado Josh Keyes(cujo ator é o clone do Matt Mendians, baterista do Glass Hammer), descobre a razão: uma anomalia na esfera eletromagnética do planeta Terra. Até aí o filme é muito interessante, com teorias bem fundamentadas, mas... Como se fosse óbvio e irrefutável, ele considera que a causa é um cessamento de movimento da seção líquida do centro da terra. O mais incrível é que isso não afeta nada além da esfera eletromagnética. É nesse momento que o espectador mais atento percebe que tudo foi feito para apenas mais um filme de explosão que vai passar na Sessão da Tarde, numa quinta feira... RESUMINDO O RESTO: Eles entram numa nave indestrutível dos Power Rangers, chamada de Virgílio pelo Samuel L. Jackson, e fazem uma incrível viagem, cheia de buracos lógicos no script. Todos os expedicionários morrem, exceto o Matt Mendians e a modelo[por coincidência ou não, a Kimberly(ou o clone dela) dos Power Rangers(alguém aí é tão velho a ponto de ter, como eu, assistido à primeira leva?)]. O leitor atento perceberá a proposital(apesar de incrivelmente ©ªgªđª)ligação entre o filme e a seguinte história. A diferença é que os expedicionários(felizmente) continuam vivos; e eu termino sozinho, com sono, e com tornozelos destruídos... Apesar do dia £ºđª!
Errata: não é a Kimberly, e o cara não era o Samuel L. Jackson, confundi tudo!

A barra funda
Com o fim do filme, estávamos em São Paulo. Seis horas de viagem e a primeira vista minha na maior cidade da América Latina é um cartaz de um show: Village People. Cheguei na rodoviária e já percebi as belezas da cidade, na clássica frase romântica dos escritores tarados de séculos atrás. Rapidamente, me livrei do problema que previ(há algumas linhas; apesar de isso ocorrer no futuro do presentemente descrito, previ), adquirido no Rodoserv. Por sorte o sanitário era "de grátis". Apanhei do telefone, e depois de cinco minutos consegui ligar pra casa. A senhora minha mãe encheu o saco("vc vai ser assaltado!", vc vai morrer!", etc...), mas nada ocorreu. Liguei pra "tia" Karina, mas não ouvia nada que ela falava. Reconheci borrões de um "daqui a pouco estamos aí". Esperei dez minutos e me lembrei que devia comprar a passagem de volta, e assim fiz(o que acabou se mostrando um grave erro).

Virgílio e seus tripulantes
ABANDONADO

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