N° 14 - MAI / JUN DE 2003

INICIAL
EDITORIAL
MATÉRIAS
DISCOGRAFIA
LINKS
GUESTBOOK BLOG

MATÉRIAS

Objeto Amarelo
Carlos Issa nos ajuda a entender o Objeto Amarelo

Uma das bandas mais peculiares que circula pelo cenário independente é o Objeto Amarelo. Seus shows são fantásticos, porém, seu último disco, Panzertunel, apresenta uma sonoridade muito experimental, inaudível para muitos. Carlos Issa nos ajudará a entender melhor o Objeto Amarelo nessa entrevista.

Quando e como surgiu o Objeto Amarelo?
Foi quando eu comprei um portastudio e uma bateria eletrônica, em 98, e gravei as músicas que estão no primeiro disco, o OA.

Quais foram os lançamentos da banda até o momento?
O cd OA, a fita DIX! e o cd Panzertunel.

Panzertunel é tido por muitos como um disco de difícil audição, a respeito da sonoridade experimental. Comente a sonoridade do OA.
O Panzertunel é difícil mesmo. Cheio de erros e gente berrando. É como se fosse o rascunho de alguma coisa. Exige uma espécie de descompressão pra entrar. Eu só escutei ele inteiro umas duas vezes. Gosto mais de escutar as músicas isoladamente, tipo Berne Biônico, Motim ou Klube. Ou então pegar o disco do meio pro fim. E sobre a sonoridade do OA, eu não sei não... É um pouco essa estória do rascunho.

Soube que você é artista plástico. No que isso implica na estética da banda?
Eu não sou artista plástico. Às vezes eu compro uns livros, vou nas exposições, planejo alguma coisa, mas não é nada muito sério. A arte da banda tem mais a ver com capas de discos que a gente gosta e posters antigos de punk-rock.

Uma das maiores atrações da música do OA, são as letras incomuns, da onde surgiu essa idéia?
Escrever é o que me interessa mais, e eu acabo usando o Objeto Amarelo pra divulgar esses textos, é mais fácil do que publicar alguma coisa. Fora isso, eu não acho que as letras sejam muito incomuns. Às vezes tem um pouco de "bruxaria", mas, geralmente, elas são bem diretas. Poucas frases, jogo rápido...

Quais bandas influenciam o OA? Pós-rock é um bom título para classificar a banda?
Eu não acho que pós-rock seja um bom título, mas esse trabalho eu deixo pra quem escreve sobre música. É a função deles. A minha é outra.
As bandas que influenciam o OA vem do rock, do noise, do punk, e, ultimamente, do free-jazz, Peter Brotzmann, por exemplo.

Sobre os shows, eu já vi três apresentações diferentes do OA: um com formação básica, outro completamente experimental com o auxílio de um laptop para efeitos e barulhos diversos, e um outro com percussão e não tão diferente do anterior. Por que essa diversidade?
Depende um pouco do lugar e do equipamento que tem lá. Se der pra levar o Laptop, ótimo, se der pra chamar uns amigos pra tocar junto, melhor ainda. Fora isso, não tem muita graça ficar tocando a mesma coisa. Tocar é um programa, tipo uma balada, às vezes eu vou ao cinema, às vezes eu toco com o Objeto Amarelo. Ficar repetindo o show é como ver sempre o mesmo filme.

O OA faz alguns shows com a colaboração do Fêmur. O que é o Fêmur, e por que essa junção?
Eu não sei dizer exatamente o que é o Fêmur. Pra mim significa música boa e desenho melhor ainda. Para a Angela (do Fêmur) aquilo tudo (a colaboração) era uma pororoca.

Para finalizar, fale sobre outros projetos envolvendo membros do OA e ofuturo da banda.
O Fusco toca no  Againe, tem uma distribuidora (a Trezeta) e uma loja na galeria do rock, a Playstereo. O Michael toca no Go Hopey, faz clips e trabalha numa produtora de filmes, a Lobo. Eu faço ilustrações pra Caros Amigos, toco no Espasmovírus e torço pela música do Biônica, do Shiksa e do Ordinária Hit.
O futuro do Objeto Amarelo é negro,  e chama John Lee Hooker.

Escute o Objeto Amarelo no site da Bizarre Records:
http://www.bizarremusic.com.br/

Matérias

Hosted by www.Geocities.ws

1