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Coisas
que fazemos por amor: Dave Stevens e sua Pure Pop Records
Por Marina Nantes
Não tenho receio em afirmar uma coisa: a Pure Pop Records é uma das
mais finas distribuidoras com sua base na Austrália nos dias de hoje.
A melhor, eu sussurro. Me perdoem as outras, mas nós realmente temos
uma forte convicção para acreditar isso ser verdade: poucos minutos
em sua página dizem muito sobre Dave Stevens. Primeiro pensamento automático:
você planeja voltar. Segundo passo: você adiciona http://www.purepop.com.au/
a seus Favoritos e reza para ter tempo de fuçar cada item do catálogo
de maravilhas.
Você pode achar não ser grande coisa. Tudo bem, apenas imagine um lugar
onde os discos preferidos de qualquer um e ótimos artistas emergentes
ficam lado a lado, dividindo a mesma casa generosa, chamada apropriadamente
de Pure Pop. Jóias infinitas florescendo numa terra onde o indie rock,
vez ou outra, dá as caras na janelinha mainstream.
"Hey Stevens, isso é demais! O que é?". Provavelmente veio de um dos
amigos de Dave dentro da lojinha de discos apertada que costumava trabalhar.
Daí, ele tocava mais uma vez. Depois novamente, à pedido de um bis.
Aqueles disquinhos power pop... que fizeram a cabeça da moçada. Mas
eles queriam cópias. Então Dave corria e importava alguns títulos mais.
Foi como ele percebeu que poderia juntar toda essa música legal que
ele e muita gente interessada gostava. E as grandes lojas nunca venderiam
tais artistas. Então toda a idéia principal começou assim: "Deve ter
gente aí fora caçando grandes desconhecidos como eu. Hello!".
Finalmente concebida: proposta, lema e aceitação geral
Dave nos dá uma dica: "Acredito que a Pure Pop Records seja os melhores
momentos de todos os meus gostos pessoais, mas está dando certo até
agora. Talvez alguém ache um pouco egoísta, mas como uma regra geral,
tem funcionado. Cheguei a dizer não para alguns álbuns porque eles não
significam muito pra mim mas não estou dizendo que são discos ruins.
Apenas não gostei deles. Meu gosto musical alcança de garagem 60's até
psicodelia e de punk até power pop moderno e folk, então não me acho
tão limitado pelas restrições que faço. E me mantém verdadeiro ao resenhar
qualquer material na Pure Pop para que eu não precise mentir a fim de
tentar vendê-lo mais rápido. Posso dizer confiante que gosto deles todos!".
Curioso porém, sendo uma modesta distribuidora, importarem mais pro
exterior do que venderem na própria Austrália. "Deve-se ao fato do dólar
australiano ser mais barato, o que significa bom negócio para consumidores
norte-americanos e europeus. E também os australianos só adquiram a
mentalidade de comprar on-line recentemente, em oposição ao EUA, Europa
e Japão. Mas cada vez mais percebo que os consumidores aqui têm nos
requisitado todo mês, e espero que as estatísticas se equilibrem".
Uma coisa é certa: os consumidores compram mais novos artistas do que
as gloriosas reedições dos anos 60 e 70 que também vemos em seu catálogo.
Talvez porque já tenham todas e estão mais ansiosos por novas melodias.
Então a Pure Pop também começou a trabalhar com outro selo, o Sundazed,
que tem basicamente objetivos em comum.
Encaremos o fato do power pop não ser esse gênero mais consumido em
diversas classes sociais. Mesmo assim, apenas esconde em sua delicada
ostra, preciosidades tocando pop melódico de efeito. Não muito fã dessas
duas palavrinhas, Stevens me ilumina explicando os prós de não se restringir
ao termo: "Membros do público geral nunca descreveriam Fountains of
Wayne ou Taxiride ou Matthew Sweet ou P76 como sendo power pop. É ótimo
porque permite ao artista uma liberdade de se expressar e o livra de
um fardo pesado de ter que carregar um gênero inteiro".
Os holofotes da mídia, mais uma vez, nos australianos. Mas agora, não
reverenciando "os próximos brilhantes do século". Só estamos sendo leais
à nossas paixões duradouras. Sim, respeitar o rock 'n' roll é respeitar
bonitos arranjos e infinitas melodias, invisíveis a corações crus. Prometidos
a algum dia ser popular, assim seja.
Site: http://www.purepop.com.au/
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