História Real

 

O caso do sorvete...
 

Assunto: Lição de solução
 

 Observações: se o cliente está reclamando é porque algo não está bom para
ele!
 Se, de alguma forma, afeta os negócios (mesmo que de forma indireta),
 devemos dar atenção, pois poderemos perder o negócio.
 O óbvio não é óbvio.
 Ou seja, desconfie sempre do óbvio.
A opinião dos outros deve ser respeitada, por mais estranha que pareça.
Desrespeitar opiniões é desrespeitar pessoas.
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 Parece coisa de louco mas não é!
 Esta é a moral de uma história que está circulando de boca em boca entre
os principais especialistas norte-americanos em atendimento ao cliente.
A história começa quando o gerente da divisão de carros da Pontiac, da GM
dos EUA, recebeu uma curiosa carta de reclamação de um cliente.
Eis o que ele escreveu:
 

"Esta e' a segunda vez que mando uma carta para vocês, e não os culpo por
não me responder.
 Eu posso parecer louco, mas o fato e' que nós temos uma tradição em nossa
família, que e' a de comer sorvete depois do jantar. Repetimos este hábito
todas as noites, variando apenas o tipo do sorvete, e eu sou o encarregado
de ir compra-lo. Recentemente comprei um novo Pontiac e desde então minhas
idas à sorveteria se transformaram num problema.
Sempre que eu compro sorvete de baunilha, quando volto da loja para casa, o
carro não funciona.
 Se compro qualquer outro tipo de sorvete, o carro funciona normalmente.
 Os senhores devem achar que eu estou realmente louco, mas não importa o
quão tola possa parecer a minha reclamação.
 O fato é que estou muito irritado com meu Pontiac modelo 99".
 

A carta gerou tantas piadas do pessoal da Pontiac que o presidente da
empresa acabou recebendo uma copia da reclamação. Ele resolveu levar a
sério, pois não era possível que o carro fosse alérgico a sorvete de
baunilha e mandou um engenheiro conversar com o autor da carta.
 O funcionário e o reclamante, um senhor bem-sucedido na vida e dono de
vários carros, foram juntos à sorveteria no fatídico Pontiac.
 O engenheiro sugeriu sabor baunilha para testar a reclamação e o carro
efetivamente não funcionou.
 O funcionário da GM voltou nos dias seguintes, à mesma hora, e fez o mesmo
trajeto, e só variou o sabor do sorvete.
 Mais uma vez, o carro só não pegava na volta, quando o sabor escolhido era
baunilha.
 O problema acabou virando uma obsessão para o engenheiro, que passou a
fazer experiências diárias anotando todos os detalhes possíveis e depois de duas
semanas chegou a primeira grande descoberta.
 Quando escolhia baunilha, o comprador gastava menos tempo porque este tipo
de sorvete estava bem na frente da sorveteria. Examinando o carro, o
engenheiro fez nova descoberta: como o tempo de compra era muito mais
reduzido no caso da baunilha em comparação com o tempo dos outros sabores,
o motor não chegava a esfriar. Com isso os vapores de combustível não se 
dissipavam, impedindo que a nova partida fosse instantânea.
 A partir desse episódio, a Pontiac mudou o sistema de alimentação de
combustível e introduziu a alteração em todos os modelos a partir da linha
99.
 Mais do que isso, o autor da reclamação ganhou um carro novo, além do
conserto do que não pegava com sorvete de baunilha.
A GM distribuiu também um memo interno, exigindo que seus funcionários
levem a sério até as reclamações mais estapafúrdias, "porque pode ser que uma
grande inovação esteja por trás de um sorvete de baunilha", diz a carta da
GM.

 

 

 

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