Zoonoses Todas as doen�as e infec��es que se transmitem, de forma natural dos animais para o homem, s�o genericamente conhecidas como Zoonoses, segundo a denomina��o da Organiza��o Mundial de Sa�de. Essas Infec��es e doen�as podem ser adquiridas quando adultos ou crian�as tem contato com animais de estima��o como cachorros, gatos, passarinhos, etc... Tamb�m podem ser contra�das pela ingest�o de carne contaminada de animais como o gado ou o porco, ou ainda atrav�s do contato n�o desejado com ratos, moscas e baratas, ocorrendo principalmente atrav�s da ingest�o de �gua ou alimentos contaminados pelos mesmos. Raiva A raiva � transmitida de um animal para o outro atrav�s da saliva. A transmiss�o do animal para o homem se d� atrav�s da mordida ou do arranh�o. � uma doen�a mortal e causa les�o das c�lulas do sistema nervoso. O c�o e o gato s�o os principais transmissores da doen�a para o homem que vive nas cidades, na zona rural, o morcego sugador de sangue � o animal que transmite a doen�a na maior parte das vezes. Se o seu animal apresentar sinais de doen�a ou come�ar a se comportar de maneira estranha procure o veterin�rio, n�o esque�a o c�o pode ser seu melhor amigo, e por isso mesmo merece ser bem cuidado. N�o esque�a a vacina anti-r�bica todos os anos a partir dos 3 meses de vida, como tamb�m, a vacina contra cinomose, hepatite, leptospirose, parainfluenza e parvovirose a partir dos 2 meses. Para prevenir a raiva siga as seguintes instru��es: N�o deixe seu animalzinho de estima��o solto na rua; Pe�a ao Papai para vacinar os c�es, gatos e bovinos que tiverem em sua propriedade; Se um animal suspeito agredir, ou simplesmente lamber o machucado de algu�m em casa, lave o local com �gua e sab�o e procure orienta��o m�dica, o mais r�pido poss�vel; Em caso de mordida ou ataque, n�o mate ou abandone o animal agressor, ele deve ficar preso e ser observado por pelo menos dez dias, caso o animal n�o manifeste sintomas poder� voltar a ter um conv�vio normal com voc�, se forem detectados sintomas voc� precisar� receber imediatamente tratamento preventivo. Leptospirose � uma doen�a grave, transmitida entre os animais e para o homem atrav�s da urina. Na zona urbana, o rato � o animal que transmite a leptospirose para o homem. A transmiss�o se faz atrav�s de �guas contaminadas pela urina do rato ou diretamente pela urina. A doen�a pode ser adquirida atrav�s da pele, quando se entra em contato com �guas de enchente, ou com a lama por ela provocada, ou at� mesmo, quando se entra em rios, c�rregos ou lagoas polu�das ou ingest�o de �gua de caixas d'�gua que n�o t�m prote��o adequada. Os sintomas de leptospirose s�o febre, dor de cabe�a, dores musculares, fraqueza, pele amarelada, ap�s ocorrem les�es no f�gado e nos rins que deixam de funcionar, podendo provocar at� a morte do paciente. A �nica forma de se prevenir a doen�a � atrav�s dos cuidados de higiene, j� que n�o existe vacina para a doen�a, ent�o aten��o para as medidas: N�o jogue lixo em terrenos, c�rregos ou bueiros, coloque-os em sacos pl�sticos ou lat�es, bem embalados para n�o atrair ratos e outros animais. Mantenha limpa a beirada das cal�adas, as margens dos c�rregos e dos rios. A vegeta��o baixa destas �reas servem para alojar pequenos roedores em busca de alimentos. Evite ac�mulo de entulhos no quintal, podem servir de alojamento para a rata dar cria. N�o use raticida de forma indiscriminada. Eles fazem parte do sistema ecol�gico. Os raticidas devem ser usados por pessoal especializado para evitar outras conseq��ncias danosas para o organismo humano, como alergias e intoxica��es. Evite na medida do poss�vel o contato direto com �gua ou lama de enchentes ou represadas. Evite mexer em bueiros, mesmo que seja o da sua pr�pria casa. Se absolutamente necess�rio, utilize botas e luvas de borracha. Use sempre uma mistura de �gua sanit�ria em �gua limpa para lavar-se e fazer a limpeza dos locais que foram inundados. Proceda a limpeza e manuten��o das caixas d'�gua regularmente. O n�mero de mortes por leptospirose tem crescido nas grandes cidades devido a falta de cuidado dos homens com o lixo, com a falta de limpeza dos rios, c�rregos, lagos e lagoas, imprud�ncia na limpeza do esgoto dom�stico e do esgoto a c�u aberto. Ten�ase & Cisticercose Verminoses frequentes em nosso meio causadas pela T�nia, ou "solit�ria", como � popularmente conhecida, s�o transmitidas atrav�s da ingest�o de carne e derivados de porco e/ou de vaca, ou outro alimento contaminado. Por sua vez, tanto o porco como o gado s�o infestados atrav�s da ingest�o de fezes de pessoas contaminadas. Na verminose, conhecida como ten�ase, os sintomas s�o falta de apetite, perda de peso, dores de barriga e fraqueza. Como medida preventiva � importante observar que: O esgoto das casas devem estar adequadamente ligados � rede p�blica ou � fossa devidamente constru�da para essa finalidade. N�o se deve usar fezes humanas para aduba��o, nem �gua contaminada para irriga��o de hortas e planta��es. Os alimentos dados aos animais devem ser saud�veis. Carnes e lingui�as devem ser consumidas cozidas, fritas ou assadas. Se estiverem cruas, a contamina��o � mais f�cil. N�o se deve consumir carne ou lingui�a de origem desconhecida. A �gua encanada que ser� bebida deve ser fervida ou filtrada. �gua de po�o dever� ser filtrada e fervida. As m�os devem ser sempre lavadas antes do preparo dos alimentos, antes das refei��es e logo ap�s o ato de defecar. As verduras devem ser lavadas e higienizadas. Ap�s serem lavadas, devem permanecer por meia hora em uma vasilha com um litro de �gua filtrada e duas colheres de �gua sanit�ria. Como alternativa, pode ser usado um litro de �gua limpa com uma colher de sopa de vinagre. Histoplasmose � provocada por fungos encontrados em fezes secas de passarinhos, pombos e morcegos. A contamina��o geralmente ocorre atrav�s da inala��o ou respira��o do ar contaminado com as fezes desse animais, ao fazer limpeza ou ao adentrar locais por eles habitados. A doen�a � de evolu��o cr�nica tanto nas crian�as como nos adultos. Se manifesta atrav�s de febre, g�nglios ou "�nguas" no pesco�o, virilha ou debaixo do bra�o, infec��o pulmonar, �lceras na pele, anemia e diminui��o do n�mero de c�lulas brancas do sangue respons�veis pela defesa contra infec��es Medidas preventivas: Ao limpar galinheiros, pombais e outros locais que contenham fezes secas de aves ou morcegos, utilizar m�scaras protetoras, ou um pano �mido cobrindo o nariz. Umidecer as fezes antes de remov�-las, para evitar a poeira que elas provocam e assim diminuir o risco de contamina��o. M�scara ou pano �mido tamb�m devem ser utilizados ao se visitar t�neis, cavernas e minas habitadas por morcegos. Dengue & Febre Amarela S�o transmitidas pela picada de diversas esp�cies de mosquito dom�stico aedes, criados em �gua parada de lagoas, p�ntanos, beira de rio, ou em �gua de chuva que se acumula em pneus, vasos de plantas, ou em qualquer outro tipo de vasilhame. Ao picar uma pessoa, o mosquito inocula sua saliva contaminada com o v�rus respons�vel pelo desenvolvimento da dengue. Na dengue cl�ssica ocorre febre alta com dura��o de 5 a 7 dias, manchas na pele, dores de cabe�a, olhos, articula��es e m�sculos. Na dengue hemorr�gica, mais grave e rara que a forma cl�ssica, ocorre febre alta, hemorragia na pele, olhos e �rg�os internos. Metade dos casos hemorr�gicos evolui para a morte. A melhor forma de prevenir a dengue � n�o permitir o ac�mulo de �gua em pneus, garrafas, vasos de plantas, latas, tambores e outros utens�lios. A Febre Amarela se origina em regi�es de mata, atrav�s da picada de mosquitos silvestres. A doen�a pode ser trazida para as cidades por pessoas que v�o para as �reas de mata, a trabalho ou a passeio, e voltam doentes. Na cidade, esta pessoa doente � picada pelo mosquito aedes que transmitir� a doen�a quando picar uma pessoa sadia. Os sintomas s�o febre alta, dor de cabe�a, calafrios, prostra��o, n�useas, v�mitos negros, hemorragias e colora��o amarelada da pele e mucosas. Metade das pessoas que contraem febre amarela morrem. A preven��o se faz com a vacina contra febre amarela aplicada 10 dias antes de viajar de f�rias ou a trabalho para �reas de mata fechada. Doen�a de Lyme Descoberta nos Estados Unidos h� 15 anos, ainda � pouco conhecida no Brasil. Pode se tornar problema de sa�de p�blica em futuro pr�ximo pois j� existem casos recentemente confirmados na regi�o da Grande S�o Paulo. O camundongo, o coelho, o lagarto, o veado e outros animais silvestres representam o foco natural da doen�a. Outros animais como o c�o, o gato e os p�ssaros podem carregar o carrapato infestado pela bact�ria borrelia burgdorferi que causa a doen�a. A transmiss�o ocorre pela picada de carrapatos, que transportam a bact�ria do animal doente para outros animais e para o homem. De in�cio, manifesta irrita��o no local da picada com les�o de pele de cor rosada, que aumenta gradativamente de tamanho. Pode ser acompanhada por n�useas, febre, cansa�o, dores na cabe�a, nuca, juntas e m�sculos. Quando n�o tratada pode atingir o sistema nervoso e provocar meningite, paralisia da face, problemas card�acos e artrites. A preven��o se faz com os seguintes cuidados: Em campos, matas e outros locais com grande quantidade de carrapato, use roupas claras, meias compridas e botas. Repelentes espec�ficos como o permetrin devem ser usados sobre a roupa e n�o sobre a pele. Sempre que passar por locais infestados, examine as roupas e a pele � procura de carrapatos. Use uma pin�a e nunca as m�os para remov�-los. N�o use gasolina, querosene ou removedor de unha que podem ajudar na contamina��o. Evite esmag�-los, para que as bact�rias que est�o no interior do carrapato n�o entrem em contato com a pele. Lave suas m�os e a �rea da picada com �gua e sab�o. Ap�s a lavagem passe �lcool iodado. Limpe os animais dom�sticos, retirando-lhes os carrapatos com pin�as e as m�os protegidas com luva ou pano. Guarde o carrapato vivo dentro de um frasco de vidro identificado com a data, o local da mordida e o tipo de animal que provavelmente carregava o carrapato. Se voc� apresentar sintomas da doen�a, procure de imediato o seu m�dico para receber o tratamento com antibi�tico. Entregue o frasco com o carrapato ao seu m�dico ou no Posto de Sa�de ou ainda � autoridade sanit�ria do local Baratas As baratas est�o entre os insetos que encontramos a toda hora e que pouco sabemos sobre os riscos que eles acarretam para a nossa sa�de. Existem cerca de 3.500 tipos de barata. A mais conhecida e comum no meio urbano � a barata de esgoto, ou francesinha. Transmitem micr�bios que causam infec��es respirat�rias e intestinais. Suas fezes e suas cascas secas podem causar alergias. Na �poca das chuvas, elas procuram abrigo em lugares quentes, �midos e escuros, dentro dos pr�dios, nos cantos das paredes das casas, nas frestas de madeira, nos arm�rios, gavetas, fornos, ralos e dep�sitos. Est�o sempre em busca de alimentos em lixos e esgotos. Ao transitar por locais limpos contaminam os alimentos, lou�as, pratos, talheres e copos. Deixe sempre o alimento protegido, n�o guarde comida sem tampa nos arm�rios, principalmente doces e bolachas. D� prefer�ncia aos inseticidas acondicionados em armadilhas que atraem as baratas para dentro delas. N�o contaminam o meio ambiente e s�o eficientes para acabar com elas. Moscas O lixo � o principal respons�vel pelo aparecimento das moscas, devido a grande variedade de res�duos que servem para sua alimenta��o. Depositam bernes e bicheiras nos locais onde posam. Transmitem doen�as respirat�rias, infec��es e alergias. Lave os utens�lios de cozinha e da copa antes de us�-los, da mesma forma proteja os alimentos. Lave as frutas antes de com�-las. Aranhas & Escorpi�es Como as serpentes e a lagarta urticante, tamb�m as aranhas e os escorpi�es causam acidentes classificados entre os acidentes por animais pe�onhentos. As complica��es que esses acidentes acarretam dependem do tipo de veneno inoculado e da rea��o al�rgica do indiv�duo que pode ser do tipo choque anafil�tico, potencionalmente letal se n�o socorrido a tempo. As aranhas alimentam-se de larvas, moscas, gafanhotos, besouros e outros pequenos insetos. Atacam quando est�o atr�s de alimento ou em resposta a alguma amea�a de ataque. As rea��es causadas por sua picada variam de acordo com o tipo de aranha. Desde incha�o e dor intensa no local, at� febre, v�mitos e n�useas. A rea��o mais grave pode acarretar a morte da crian�a que foi picada, dependendo do tipo de aranha. As n�o venenosas s�o �teis no aux�lio do equil�brio do ecossistema, quando se alimentam de outros insetos. As venenosas em geral n�o vivem em teias e na �poca do frio procuram espa�os fechados para se abrigarem. Os escorpi�es pretos e amarelos s�o venenosos. Provocam acidentes com sua picada que v�o da intensa dor local � edema pulmonar, choque, convuls�o e coma. Abrigam-se em locais escuros, quentes e �midos, em esconderijos como frestas, ralos abertos, v�os, fendas, entulho, garrafeiras, madeiras, materiais de constru��o, sucatas, muros de pedras, terrenos baldios e dep�sitos de lixo. Muita aten��o, pois eles n�o s�o vistos com facilidade. Alimentam-se de insetos, principalmente baratas e moscas. Podem passar v�rios meses sem comer, mas n�o suportam a aus�ncia de �gua. Os cuidados imediatos com o acidentado incluem: Capturar o animal vivo, fechado num vidro com tampa perfurada, com uma mecha de algod�o umedecida dentro, para permitir a identifica��o e sele��o eventual do antiveneno. N�o fazer garrote, torniquete, corte no local, nem suc��o com a boca. Lavar a ferida com �gua e sab�o. Evite rem�dios caseiros ou curativos. Tranq�ilizar a v�tima. Transport�-la imediatamente para pronto-socorro ou hospital mais pr�ximo onde receber� medicamentos e, se for o caso, soro antiescorpi�nico ou anti-aracn�deo espec�fico. Se necess�rio, procurar informa��es no Instituto Butant�, em S�o Paulo, pelo telefone - 24 horas - : (011)813.7222 (cobras, aranhas e escorpi�es). Medidas gerais de preven��o Todos estes animais precisam de locais que contenham abrigo, �gua e alimento. A elimina��o destas condi��es previne o aparecimento destes animais. Limpar regularmente resid�ncias e todos os locais preferidos pelos insetos. Vedar fendas, rachaduras, folgas ao redor de encanamentos e demais lugares que possam servir de abrigo para insetos. Acondicionar o lixo em sacos pl�sticos ou latas bem fechadas e s� colocar para coleta pr�ximo ao hor�rio do lixeiro passar, evitando que outros animais espalhem o lixo na cal�ada. Nunca jogar lixo a c�u aberto, terrenos baldios e beira de c�rregos, se necess�rio enterrar, separando o material que n�o se decomp�e. Guardar os alimentos em locais limpos e fechados. N�o manter restos de constru��o, lixos de varredura ou galhos e troncos queimados. Madeiras, tijolos, telhasdevem ser arrumados de forma que n�o sirvam de abrigo, devem ficar sobre estrados a pelo menos 50 cm do ch�o, recobertos com pl�sticos ou tela e n�o devem ficar encostados a muros ou paredes, facilitando a inspe��o por todos os lados. Manter a higiene peri�dica dos animais dom�sticos assim como de seus abrigos e utens�lios e manter o conv�vio adequado destes animais na moradia humana. N�o manter cria��es rurais em �reas residenciais. O lixo enterrado deve receber uma cobertura compactada de terra de 30 cm para preven��o de moscas e baratas. Na limpeza semanal da casa, aspirar a poeira dos tacos e tapetes que favorece o aparecimento de pulgas. Usar cal�ado quando pr�ximo a local onde tem cria��o de porcos, evitando a pulga do "bicho de p�". Examinar e sacudir sapatos, botas e roupas antes de us�-las. Manter os ber�os das crian�as afastados de paredes. Verificar colch�es e roupas de cama para evitar acidentes com aranha e escorpi�o. Ao se inspecionar locais suspeitos da presen�a de escorpi�es, usar luvas e botas. Se tiver d�vida sobre a natureza venenosa do animal, coloque-o em um vidro e procure orienta��o. A preven��o destes acidentes � mais r�pida, f�cil e segura do que o socorro decorrente do acidente.