ESTADO DO ARAGUAIA

O Estado do Mato Grosso será dividido, e o Norte será um novo Estado conforme dados abaixo.


Futuro mapa do novo Estado

Dados Gerais:


NOTÍCIAS SOBRE O ASSUNTO:

Site do Jornal Estado de São Paulo:

Sexta-feira, 16 de março de 2001

Senado aprova plebiscito para Estado do Araguaia

BRASÍLIA – O Senado aprovou ontem projeto de lei que determina a realização de um plebiscito em 52 municípios de Mato Grosso para que a população decida se deseja constituir o novo Estado do Araguaia. A proposta foi feita pelo senador Mozarildo Cavalcanti (PFL-RR), que já conseguiu aprovar a realização de dois plebiscitos, destinados à criação dos Estados de Tapajós, em área atualmente do Pará, e do Solimões, no Amazonas. As propostas para os plebiscitos devem ser aprovadas também pela Câmara antes que os respectivos Tribunais Regionais Eleitorais possam organizar a consulta popular.


Correio Braziliense

Brasília, quinta-feira,
29 de março de 2001

Novos estados
Amazônia Redividida


Para uns, é uma forma de levar desenvolvimento a regiões isoladas. Para outros, meio através do qual a floresta será posta à mercê da exploração predatória. Aprovados pelo Senado, projetos que dividem Amazonas, Pará e Mato Grosso começam a tramitar na Câmara Federal

Cristina Ávila
Da equipe do Correio

A Amazônia vai ganhar um novo desenho geopolítico. O mapa da região está sendo traçado para atender ao progresso ditado pela agricultura. Depois da expansão de fronteiras pela colonização coordenada pelos militares na ditadura, a maior reserva biológica do mundo volta a ser alvo de projetos de desenvolvimento que, na visão de geógragos e ambientalistas, ameaçam a sobrevivência dos índios e arrasam florestas.
  O Senado Federal aprovou a convocação de plebiscito para que as populações de partes dos estados do Pará, Amazonas e Mato Grosso opinem sobre a divisão dos três estados. A proposta foi encaminhada à Câmara dos Deputados e prevê a criação de três territórios federais no AmazonasJuruá, Rio Negro e Solimões — e a divisão do Pará para que surja o estado de Tapajós. O mesmo projeto retira uma parte do Mato Grosso para dar vida ao Araguaia.
  ‘‘Essas divisões são um problema. São incentivo à distribuição de cargos públicos, ao aumento de poderes políticos locais e à pressão econômica sobre índios e florestas’’, adverte Carlos Marés, ex-presidente da Fundação Nacional do Índio e professor de direito agrário e ambiental da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC).
  Em sua opinião, a divisão do estado está relacionada com a rede de hidrovias projetadas para a região Norte, que transportam grãos pelos rios Madeira, Amazonas, Tocantins, Araguaia, Tapajós, Teles Pires, Atuá, Anajás e outros espalhados pela região. ‘‘Sem produção, as hidrovias não têm sentido. Sem terras não têm produção. Assim, depois disso vêm os desmatamentos, as grandes fazendas, a exploração de pedras preciosas, da madeira, e dos minérios estratégicos’’, ressalta.
  A expectativa do autor da proposta de divisão dos estados, senador Mozarildo Cavalcanti (PFL-RR), é que os novos governadores sejam eleitos já na próxima eleição, de 2002. Ele explica, porém, que o plebiscito será realizado seis meses depois da decisão da Câmara. Após a consulta à população, com a aprovação dos deputados estaduais, a matéria retorna ao Congresso. ‘‘As Assembléias Legislativas, então, vão oferecer informações econômicas e sociais para que sejam estudadas e tomada a decisão final’’, diz. Segundo o senador, nessa fase o povo terá nova chance de se manifestar, em audiências públicas. O projeto de Mozarildo recebeu substitutivo do senador Jefferson Péres (PDT-AM), para a criação dos territórios. No original seriam criados cinco estados.
  Não vão faltar reclamações. ‘‘Vão pisar nos índios. A primeira coisa que vão querer fazer em Mato Grosso será uma estrada para ligar São Felix do Araguaia, pólo da região pecuária do Araguaia, à nova capital, Sinop. Passando pelo meio do Parque Nacional do Xingu’’, afirma o coordenador regional do Conselho Indigenista Missionário (Cimi/MT), Sebastião Carlos Moreira. O exemplo é emblemático: a reserva foi criada pelos irmãos Villas-Boas, em 1961, no noroeste do estado, para abrigar índios que estavam sendo dizimados na região por causa de estradas e projetos agrícolas. ‘‘Ninguém vai engolir isso de graça’’, avisa o presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), Orlando José de Oliveira, que representa 22 etnias, no futuro território federal do Rio Negro.
  Também não vai faltar apoio. O presidente da Comissão Pró-divisão do Mato Grosso, Francisco Monteiro, empresário da região, defende: ‘‘Na região do Araguaia, temos produção de 350 mil toneladas de grãos, 8 milhões de cabeças de gado, e falta energia na maioria das casas, saneamento e até hospital.’’
  No interior do Amazonas, as administrações municipais torcem pela divisão. ‘‘Queremos ser capital’’, anuncia o secretário de Finanças de Eirunepé, José Edson Vale. O município tem 28 mil moradores. ‘‘Estamos a 1,2 mil quilômetros em linha reta de Manaus, três horas e meia de vôo. Somos uma região rica em madeira e minérios, mas não temos recursos para explorá-los. Os territórios vão trazer investimentos da União’’, prevê ele.
  No Pará, o governador Almir Gabriel (PSDB) é contra a divisão. ‘‘O melhor é o estado continuar unido. Será muito mais fácil conseguir recursos para a própria região do Tapajós’’, diz ele. A discussão esquenta. A criação de uma novo estado custaria mais de R$ 1,5 bilhão, segundo governistas paraenses. ‘‘Será preciso montar a estrutura do Executivo, Legislativo e Judiciário’’, disse o senador Luiz Otávio, aliado de Gabriel. Ademir Andrade (PSB) rebate: ‘‘Todo o estado ou município que se desmembrou acabou se desenvolvendo’’, alega.

A FORÇA DE CADA UM

Estado de Tapajós

Provável capital: Santarém
População: 2 milhões de habitantes
Área: 600 mil km²
Número de municípios: 22
Principal riqueza: minério de ferro

Território do Rio Negro
Provável capital: São Gabriel da Cachoeira
População: 64 mil habitantes
Área: 300 mil km²
Número de municípios: 3
Principal riqueza: florestas virgens

Território do Solimões

Provável capital: Tabatinga
População: 256 mil habitantes
Área: 303 mil km²
Número de municípios: 13
Principal riqueza: florestas virgens

 

Território do Juruá
Provável capital: Eirunepé
População: 96 mil habitantes
Área: 109 mil km²
Número de municípios: 6
Principal riqueza: florestas virgens

 

Estado do Araguaia (Veja no início da página)


 DADOS SOBRE A IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR NO NOVO ESTADO
- 16 Igrejas
- Dois Campos Missionários:
- JUARA - Diretor: Rev. Robério Lopes ((9 Igrejas)
- SINOP - Diretor: Rev. Élio Ramos (7 Igrejas)


INFORMAÇÕES SOBRE A CIDADE DE JUARAPÁGINA SOBRE O CAMPO MISSIONÁRIO

E-MAIL DO PASTOR ROBÉRIO LOPES: probé[email protected]

 

 

 

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