ESTADO DO ARAGUAIA
O Estado do Mato Grosso será dividido, e o Norte será um novo Estado conforme dados abaixo.
Futuro mapa
do novo Estado

Dados Gerais:
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Site do Jornal Estado de São Paulo:
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Senado aprova plebiscito para Estado do Araguaia BRASÍLIA – O Senado aprovou ontem projeto de lei que
determina a realização de um plebiscito em 52 municípios de Mato
Grosso para que a população decida se deseja constituir o novo Estado
do Araguaia. A proposta foi feita pelo senador Mozarildo Cavalcanti
(PFL-RR), que já conseguiu aprovar a realização de dois plebiscitos,
destinados à criação dos Estados de Tapajós, em área atualmente do
Pará, e do Solimões, no Amazonas. As propostas para os plebiscitos
devem ser aprovadas também pela Câmara antes que os respectivos
Tribunais Regionais Eleitorais possam organizar a consulta popular. |
Correio Braziliense
Brasília,
quinta-feira,
29 de março de 2001
Novos
estados
Amazônia Redividida
Para uns, é uma forma de levar desenvolvimento a regiões
isoladas. Para outros, meio através do qual a floresta será posta à mercê da
exploração predatória. Aprovados pelo Senado, projetos que dividem Amazonas,
Pará e Mato Grosso começam a tramitar na Câmara Federal
Cristina
Ávila
Da equipe do Correio
A
Amazônia vai ganhar um novo desenho geopolítico. O mapa da região está sendo
traçado para atender ao progresso ditado pela agricultura. Depois da expansão
de fronteiras pela colonização coordenada pelos militares na ditadura, a maior
reserva biológica do mundo volta a ser alvo de projetos de desenvolvimento que,
na visão de geógragos e ambientalistas, ameaçam a sobrevivência dos índios
e arrasam florestas.
O Senado Federal aprovou a convocação de plebiscito para que as
populações de partes dos estados do Pará, Amazonas e Mato Grosso opinem sobre
a divisão dos três estados. A proposta foi encaminhada à Câmara dos
Deputados e prevê a criação de três territórios federais no Amazonas
— Juruá, Rio Negro e Solimões — e a divisão do Pará para que surja o
estado de Tapajós. O mesmo projeto retira uma parte do
Mato Grosso para dar vida ao Araguaia.
‘‘Essas divisões são um problema. São incentivo à distribuição
de cargos públicos, ao aumento de poderes políticos locais e à pressão econômica
sobre índios e florestas’’, adverte Carlos Marés, ex-presidente da Fundação
Nacional do Índio e professor de direito agrário e ambiental da Pontifícia
Universidade Católica do Paraná (PUC).
Em sua opinião, a divisão do estado está relacionada com a rede
de hidrovias projetadas para a região Norte, que transportam grãos pelos rios
Madeira, Amazonas, Tocantins, Araguaia, Tapajós, Teles Pires, Atuá, Anajás e
outros espalhados pela região. ‘‘Sem produção, as hidrovias não têm
sentido. Sem terras não têm produção. Assim, depois disso vêm os
desmatamentos, as grandes fazendas, a exploração de pedras preciosas, da
madeira, e dos minérios estratégicos’’, ressalta.
A expectativa do autor da proposta de divisão dos estados, senador
Mozarildo Cavalcanti (PFL-RR), é que os novos governadores sejam eleitos já na
próxima eleição, de 2002. Ele explica, porém, que o plebiscito será
realizado seis meses depois da decisão da Câmara. Após a consulta à população,
com a aprovação dos deputados estaduais, a matéria retorna ao Congresso.
‘‘As Assembléias Legislativas, então, vão oferecer informações econômicas
e sociais para que sejam estudadas e tomada a decisão final’’, diz. Segundo
o senador, nessa fase o povo terá nova chance de se manifestar, em audiências
públicas. O projeto de Mozarildo recebeu substitutivo do senador Jefferson Péres
(PDT-AM), para a criação dos territórios. No original seriam criados cinco
estados.
Não vão faltar reclamações. ‘‘Vão pisar nos índios. A
primeira coisa que vão querer fazer em Mato Grosso será uma estrada para ligar
São Felix do Araguaia, pólo da região pecuária do Araguaia, à nova capital,
Sinop. Passando pelo meio do Parque Nacional do Xingu’’, afirma o
coordenador regional do Conselho Indigenista Missionário (Cimi/MT), Sebastião
Carlos Moreira. O exemplo é emblemático: a reserva foi criada pelos irmãos
Villas-Boas, em 1961, no noroeste do estado, para abrigar índios que estavam
sendo dizimados na região por causa de estradas e projetos agrícolas.
‘‘Ninguém vai engolir isso de graça’’, avisa o presidente da Federação
das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), Orlando José de Oliveira,
que representa 22 etnias, no futuro território federal do Rio Negro.
Também não vai faltar apoio. O presidente da Comissão Pró-divisão
do Mato Grosso, Francisco Monteiro, empresário da região, defende: ‘‘Na
região do Araguaia, temos produção de 350 mil toneladas de grãos, 8 milhões
de cabeças de gado, e falta energia na maioria das casas, saneamento e até
hospital.’’
No interior do Amazonas, as administrações municipais torcem pela
divisão. ‘‘Queremos ser capital’’, anuncia o secretário de Finanças
de Eirunepé, José Edson Vale. O município tem 28 mil moradores. ‘‘Estamos
a 1,2 mil quilômetros em linha reta de Manaus, três horas e meia de vôo.
Somos uma região rica em madeira e minérios, mas não temos recursos para
explorá-los. Os territórios vão trazer investimentos da União’’, prevê
ele.
No Pará, o governador Almir Gabriel (PSDB) é contra a divisão.
‘‘O melhor é o estado continuar unido. Será muito mais fácil conseguir
recursos para a própria região do Tapajós’’, diz ele. A discussão
esquenta. A criação de uma novo estado custaria mais de R$ 1,5 bilhão,
segundo governistas paraenses. ‘‘Será preciso montar a estrutura do
Executivo, Legislativo e Judiciário’’, disse o senador Luiz Otávio, aliado
de Gabriel. Ademir Andrade (PSB) rebate: ‘‘Todo o estado ou município que
se desmembrou acabou se desenvolvendo’’, alega.
A
FORÇA DE CADA UM
Estado
de Tapajós
Provável
capital: Santarém
População: 2 milhões de habitantes
Área: 600 mil km²
Número de municípios: 22
Principal riqueza: minério de ferro
Território
do Rio Negro
Provável capital: São Gabriel da Cachoeira
População: 64 mil habitantes
Área: 300 mil km²
Número de municípios: 3
Principal riqueza: florestas virgens
Território do Solimões
Provável capital: Tabatinga
População: 256 mil habitantes
Área: 303 mil km²
Número de municípios: 13
Principal riqueza: florestas virgens
Território
do Juruá
Provável capital: Eirunepé
População: 96 mil habitantes
Área: 109 mil km²
Número de municípios: 6
Principal riqueza: florestas virgens
Estado
do Araguaia
(Veja no início da página)
DADOS SOBRE A IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR
NO NOVO ESTADO
- 16 Igrejas
- Dois Campos Missionários:
- JUARA - Diretor: Rev. Robério Lopes ((9 Igrejas)
- SINOP - Diretor: Rev. Élio Ramos (7 Igrejas)
INFORMAÇÕES SOBRE A CIDADE DE JUARA
PÁGINA
SOBRE O CAMPO MISSIONÁRIO
E-MAIL DO PASTOR ROBÉRIO LOPES: probé[email protected]