quando criança (e ainda jovem) fui grande criador de Deus...
( faculdade hoje perdida, até na memória )
e que agora, ao imaginar, ao ir ao encontro daquela mulher
ressurge à tona, amarrotada, suja, mas sôfrega
por ar !
quando criança eu não pensava
- não precisava pensar
pois se ali estava -
( real ou não, não importava )
- ali estava !
... mas no tempo se esfumou
e no mundo se perdeu
- e eis comigo a química
a matemática
a sumária
sumária
realidade ...
e se venci ou não venci
se tive o sexo e não o tive
- o conceito, o poder, o dinheiro mero -
foi por causa disso
foi por causa disso
- e não tenho nada ...
e hoje
ao ir ao encontro daquela mulher
ao criar seu sorriso, o olhar, o jeito de sentar
escutando o tom certo, a fragrância
a sutil promessa
surge um conjunto nela, acima, em torno
e eis então !
( não nela, não em mim -
mas em mim e nela ! )
a Idéia
( que cria ! ( dentro ) )
e que perderei
depois ...
( ou trocarei
- pela miragem ... )