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"Absalão! Meu filho Absalão!" Um rei de glórias grita a morte do filho,
insuportável conseqüência de erros de pai. Filhos - filhos podem fazer
que "impossível murcho músculo" de árido peito pulse em dor.
Surpreendia-se: aceitaria a morte – à sua mulher o desespero sem fim -
mas algo lhe era inconcebível:
E eles? Eles, os meus filhos? O homem assume o egoísmo como princípio e
fim de seu ser... e assim o faz - com o outro, o seu cônjuge.
Mas prevalecer este egoísmo na relação com o filho violenta a natureza,
brada vingança aos céus!
O trauma que se erguia sobre os filhos projetava-se contra si.
A dor materializava-se, condensava-se à sua frente, em torno,
dentro, como lancinante brado:
Não! Não! Não!
Não, não era um bom pai, sabia-o:
Incompetente, inócuo, omisso. Ser pai é estender mão fraca e titubeante e verificá-la insuficiente, desentendida, inculpada. Nenhum pai – caso ouse amar o filho - pode dar-lhe o que de fato quer (mesmo inconscientemente) o seu coração.
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