PULSAR
     
     
       

- naquela noite sepultou-se-lhe o coração

- já morto.

Melodramático verso, mas quão aquém da realidade que tenta representar...

Contudo, sob a inveterada couraça de seu ego, a permear a imutável vala de seus egocêntricos pensamentos, algo lhe questionava no cerne. Em insuspeita essência – coração - já morto? - expandia-se dolorosa e surpreendente pulsão.

Algo emergia, crescia à sua frente.

Algo, além de si, gritava.

Era imensurável grito, inexprimível "Não!".

 
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