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O "monstro"... está morto, está vivo? À custa de que livrei-me dele? Quanto deixei a ele de minha liberdade? Quanto, de minha vida e de mim?
Que rua é esta, "estreita, fria, fria" ?
Que "verso final" será este, o qual não digo – o que me leva à explosão?
Vamos com calma... Talvez tudo isto seja um tanto falso... vulgares fantasias sobre monstros... Mas é fácil dizer ser isto um passado extinto...
e talvez seja um brincar irresponsável com fogo - e explosões.
E abortaria de vez o tema do "monstro" ao aflorar um verso:
Um vírus de morte reside em mim ...
Sentiu-se deparar com realidade perigosa demais para ser objeto de fruição num "ludo": uma realidade esmagadora. Era imprudência soltá-la, vislumbrá-la; e reprimiu-a, rasgou o verso.
Estas manifestações do "monstro" soaram-lhe excessivas e deprimentes. Embora lhe aguçassem a curiosidade e o deixassem satisfeito por lidar com ameaças interiores como inócuos fogos fátuos, o estresse que suportava lhe dificultava analisá-las. E estava farto de se esquadrinhar.
Antes, fui um inferno, inferno em guerra. Mas lutar é uma forma de vida. Até que bati em retirada... Mas este esquadrinhar agora é superficial "turismo", um palrar inútil com caveiras matraqueantes. Eu deveria ter estacado, lá, no primeiro fatídico "ludo", o ininteligível "Hades". Pois, apesar deste remexer vermes, eu continuo o mesmo: só - só - eu.
Quando este eu - este "eu, inferno" - quando morrerá?
Maldito eu...
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