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Serenata
Vastas sombras, desfolhadas de agonia
Vastos olhos desfocados, baços.
Vastas faces, esquecidas nos terraços.
Muitas flores, sob o sol do meio-dia.
Vastos sonhos, e a tessitura de suas teias.
Vastas almas, em seus guetos infinitos.
Várias danças, vários cantos, vários gritos.
Muitos risos, ao clarão da lua cheia.
Um convite a deitar em plena rua
Vários corpos numa mesma pele nua
Vastos uivos, e gemidos de prazer.
Vasto silêncio, sem pergunta que fazer.
Vastos beijos, no azul desse oceano
e eu tão só, tão sem ninguém, eu tão
humano.
(Reescrito
com Rita Amaral, em 09 de julho
de
2003, em São Paulo, Capital.)
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