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Meu
pensamento, minha
Cotovia...
Pensamento meu...
És meu melhor amigo.
Mensageiro ambulante
em gaivota fugaz.
Turbilhão de desejos
em carrossel de sentidos,
Que em minh'alma se faz,
se desfaz, se refaz...
Cotovia, alegria,
és meu tinido mudo!
Como a brisa passante
dessas primaveras...
Pensamento, espera!
... me emudeça com
ela...
......................
(- Será este pr'a
ti
um cortejo absurdo?)
Mas por quê? Afinal,
não és tu
a que voa?
Pois que tal, da janela,
joga aos ares tuas velas!
Que os meus sonhos, menina,
já vão de
vento em proa...
Cotovia, psiu! Ô Cotovia,
sê nessa caravela,
nosso pouso distante,
e que nos deixem à
toa...
Tempestades, Tufões...?
Só nos querem as
garoas...
(Inspirado
em Manuel Bandeira
e em Chico Buarque, e em
homenagem
a uma pernambucaninha da
garoa,
não menos leve e
talentosa.)
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